{"id":14205,"date":"2024-06-08T16:45:02","date_gmt":"2024-06-08T19:45:02","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=14205"},"modified":"2024-06-08T16:45:04","modified_gmt":"2024-06-08T19:45:04","slug":"joao-bosco-no-birdland-ny","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=14205","title":{"rendered":"JO\u00c3O BOSCO NO BIRDLAND NY"},"content":{"rendered":"\n<h2><strong>JO\u00c3O BOSCO QUARTET World Tour 2024<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><em><strong>Nesta semana, a meca do jazz nos Estados Unidos, Birdland,&nbsp; recebeu o lend\u00e1rio mestre da bossa nova e do pop p\u00f3s-bossa nova da m\u00fasica popular brasileira &#8211; JO\u00c3O BOSCO.&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jo\u00e3o Bosco foi acompanhado por Ricardo Silveira na guitarra, Guto Wirtti no baixo e Kiko Freitas na bateria. E a <\/em>produtora Pat Philips sempre trazendo o que h\u00e1 de melhor na m\u00fasica popular brasileira para o palco do Birdland.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, Jo\u00e3o Bosco, 77 anos, cantor, compositor e ex\u00edmio guitarrista, surgiu pela primeira vez na d\u00e9cada de 1970 e rapidamente conquistou os cora\u00e7\u00f5es do p\u00fablico, tanto de m\u00fasicos quanto de cantores. Como acompanhante, Bosco toca com ritmos sedutores e cria aberturas de acordes incrivelmente belos. Como cantor, sua voz \u00e9 melanc\u00f3lica e terrena, com tom confessional. E como compositor, sua sensibilidade conquistou f\u00e3s de todas as idades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img src=\"https:\/\/namidia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0350068b-65e9-4ff8-9733-2975f0227611-Copia-600x400.jpeg\" alt=\"JO\u00c3O BOSCO QUARTET World Tour 2024\" class=\"wp-image-129564\" title=\"JO\u00c3O BOSCO QUARTET World Tour 2024\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O cantor concedeu uma entrevista exclusiva&nbsp; durante sua turn\u00ea em Nova Iorque.<\/p>\n\n\n\n<h6><strong>Qual sua expectativa em se apresentar mais uma vez nesta lend\u00e1ria casa de espet\u00e1culos, considerada a meca do jazz: a BIRDLAND JAZZ CLUB?<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 sempre um prazer imenso voltar ao Birdland. J\u00e1 tocamos aqui v\u00e1rias vezes, e por muitos anos,&nbsp; e o respons\u00e1vel pela casa &#8211; Johnny Valente &#8211;&nbsp; \u00e9 uma pessoa excepcional e nos damos muito bem e ele nutre uma simpatia imensa pela m\u00fasica que fazemos. Tocamos aqui por muitos anos e sempre atrav\u00e9s da produtora&nbsp; Pat Philips. E neste ano, al\u00e9m de tudo,&nbsp; ele pendurou, em uma das paredes, um retrato meu feito por um fot\u00f3grafo americano que tirou essa fota da \u00faltima vez&nbsp; que estivemos aqui, ou seja, antes&nbsp; da pandemia. Ent\u00e3o, mais&nbsp; uma raz\u00e3o para estarmos aqui porque desta forma nos podemos&nbsp; aproveitar a estada aqui, no Birdland,&nbsp; e inaugurarmos essa foto oficialmente<\/em><\/p>\n\n\n\n<h6><strong>Voc\u00ea lan\u00e7ou &#8220;BOCA CHEIA DE FRUTAS&#8221; em maio deste ano.&nbsp; De onde veio este nome<\/strong>?<\/h6>\n\n\n\n<p><em>N\u00f3s lan\u00e7amos este novo \u00e1lbum e \u00e9 um disco que traz entre outras coisas, uma refer\u00eancia importante aos nossos ancestrais, ancestrais brasileiros, notadamente, os&nbsp; afros brasileiros e os ind\u00edgenas brasileiros que sempre estiveram por aqui. E nessa ancestralidade ind\u00edgena h\u00e1&nbsp; um canto que&nbsp; as criancas entoam na l\u00edngua yanomami, eu digo, crian\u00e7as da tribo Yanomami. Elas entoam um canto que t\u00eam os seguintes versos \u201cwaruku waruku waruku k\u00eb\u00ebi moramak\u012b waruku waruku waruku k\u00eb\u00ebi\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esses versos com sua tradu\u00e7\u00e3o significa: boca cheia, boca cheia de frutas, boca cheia, boca cheia, boca cheia. E, naturalmente,&nbsp; como as crian\u00e7as cantam s\u00e3o can\u00e7\u00f5es que herdaram&nbsp; de seus ancestrais e esses cantos nos rementem&nbsp; a uma fartura, a um momento da hist\u00f3ria do Brasil em que a terra brasileira era frut\u00edfera, fecunda e muito respeitada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E, hoje, o que assistimos \u00e9 que a terra continua nos oferecendo muita coisa, mas n\u00f3s pouco oferecemos em troca. Ent\u00e3o, neste disco tamb\u00e9m fala sobre isso. Diria que aproveitamos este t\u00edtulo para abordar, tamb\u00e9m, sobre a diversidade&nbsp; brasileira sendo como uma boca cheia de frutas. Pois cada regi\u00e3o do Brasil possui a sua cultura, sua hist\u00f3ria, sua condi\u00e7\u00e3o de vida e isso representa tamb\u00e9m uma fruta. Dessa forma,&nbsp; \u00e9 um disco que preserva essa importante consci\u00eancia que o nosso&nbsp; pais \u00e9 muito grande e diverso e por isso mesmo, devido suas dimens\u00f5es&nbsp; e suas riquezas naturais, deve ser um pa\u00eds muito bem cuidado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por\u00e9m, eu diria que o disco &#8220;Boca Cheia de Frutas&#8221; \u00e9 um disco onde as pessoas que o ouvem&nbsp; ir\u00e3o dar diferentes interpreta\u00e7\u00f5es. E a\u00ed que mora a beleza do nosso&nbsp; trabalho onde capacita as pessoas a pensarem em uma na\u00e7\u00e3o a sua maneira e como elas veem essa na\u00e7\u00e3o que retratamos nesse disco<\/em><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h6><strong>Como \u00e9 chegar aos 77 anos cantando, tocando e se apresentado na capital do mundo? \u00c9 para poucos, n\u00e3o?<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 uma pergunta interessante! V\u00e1rias pessoas me fazem esta mesma pergunta. Tenho 77 anos completos e acho que estar com a m\u00fasica e a maneira com que me relaciono com a m\u00fasica, isto \u00e9,&nbsp; num misto de desejo de estar com a m\u00fasica e ao mesmo tempo de&nbsp; f\u00e9 em acreditar nela. E tudo isso, no fundo, nos rejuvenesce. \u00c9 um&nbsp; est\u00edmulo, uma \u00e2nima.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O palco \u00e9 um&nbsp; lugar que gosto de estar e me realiza junto com esses m\u00fasicos que j\u00e1 est\u00e3o comigo por d\u00e9cadas e s\u00e3o meus irm\u00e3os, s\u00e3o meus amigos pr\u00f3ximos. Portanto, compartilhar a m\u00fasica com eles \u00e9 sempre enriquecedor para a minha pr\u00f3pria m\u00fasica. E, ao mesmo tempo,&nbsp; al\u00ed estamos sempre reinventando e tudo isso traz uma alegria imensa internamente. E, talvez seja isso que fa\u00e7a com que sintamos essa energia que nos d\u00e1 for\u00e7a para poder viajar e estar nos palcos mundo afora.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Lembrando, tamb\u00e9m, que este ano, al\u00e9m dos EUA, temos duas turn\u00eas&nbsp; para fazer na Europa e isso tudo, enfim, \u00e9 onde busco minha energia para&nbsp; continuar fazendo o que mais amo que \u00e9 a minha m\u00fasica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h6><strong>Quatro anos sem ALDIR BLANC. Linda sua afirma\u00e7\u00e3o &#8220;NAO EXISTE JO\u00c3O SEM ALDIR&#8221;. como est\u00e1 sendo essa fase de sua vida sem ele?&nbsp;<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><em>O Aldir \u00e9 um amigo; foi uma amigo de 50 anos.&nbsp; Eu o conheci em 1970 e ele faleceu em 2020. Ent\u00e3o, foram 50 anos de uma rela\u00e7\u00e3o e de uma amizade profunda. Uma parceria&nbsp; que produziu uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es que as pessoas no Brasil cantam e se identificam muito com elas. Quatro anos sem Aldir, de fato,&nbsp; ele morreu dia 4 de maio de 2020 e agora, em maio passado, se completaram quatro anos de sua aus\u00eancia.&nbsp; Pelo disco &#8220;Boca Cheia de Frutas&#8221; podemos percerber que ele continua presente.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ele est\u00e1&nbsp; no &#8220;dinossauro da Candel\u00e1ria&#8221;, est\u00e1 no &#8220;Gurufim&#8221;. Tem&nbsp; uma can\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da gente que ele deixou um texto e acabei musicando recentemente, isto \u00e9, antes&nbsp; de entrar em est\u00fadio. Ent\u00e3o, \u00e9 como se t\u00edvessemos feito uma can\u00e7\u00e3o agora. No fundo, acho que uma pessoa t\u00e3o especial e uma amizade t\u00e3o especial tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9&nbsp; algo que se extingue somente porque o Aldir n\u00e3o est\u00e1 mais aqui.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pelo contr\u00e1rio, acho que Aldir est\u00e1 aqui mais do que nunca, est\u00e1 na mem\u00f3ria, est\u00e1&nbsp; naquilo que ele deixou e naquilo que ele provocar\u00e1, certamente em m\u00fasicas futuras, porque suas palavras sempre estar\u00e3o&nbsp; ecoando em minhas mem\u00f3rias.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Outras m\u00fasicas vir\u00e3o e de forma n\u00e3o t\u00e3o expl\u00edcita,&nbsp; mas acredito que ele&nbsp; estar\u00e1 presente. N\u00e3o creio que o fato dele&nbsp; materialmente n\u00e3o estar mais aqui conosco, n\u00e3o significa que ele n\u00e3o esteja andando com a gente.&nbsp; Eu acredito piamente que ele est\u00e1 sempre ao nosso lado. M\u00fasicas vir\u00e3o futuramente confirmando isso que estou dizendo. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe uma fase sem Aldir, pois ele vai estar, de algumas maneira, sempre por aqui!<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JO\u00c3O BOSCO QUARTET World Tour 2024 Nesta semana, a meca do jazz nos Estados Unidos,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":14206,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[26,31],"tags":[848],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/0a3b1bc1-1ea2-44c6-a5b3-2bdf3ad29618.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14205"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/18"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14205"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14205\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14207,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14205\/revisions\/14207"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}