{"id":21658,"date":"2026-02-02T14:01:06","date_gmt":"2026-02-02T17:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=21658"},"modified":"2026-02-02T14:01:08","modified_gmt":"2026-02-02T17:01:08","slug":"quer-correr-uma-maratona-quais-os-primeiros-passos-e-como-deve-ser-a-preparacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=21658","title":{"rendered":"Quer correr uma maratona? Quais os primeiros passos e como deve ser a prepara\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br><em>Antes de iniciar um ciclo de prepara\u00e7\u00e3o para os 42 quil\u00f4metros, o primeiro passo indispens\u00e1vel \u00e9 avaliar se o corpo est\u00e1 realmente apto para essa jornada<\/em><br><br><\/p>\n\n\n\n<p>Correr uma maratona \u00e9 um dos maiores desafios do esporte amador e exige muito mais do que for\u00e7a de vontade. Antes de iniciar um ciclo de prepara\u00e7\u00e3o para os 42 quil\u00f4metros, o primeiro passo indispens\u00e1vel \u00e9 avaliar se o corpo est\u00e1 realmente apto para essa jornada. Essa \u00e9 a dica de Silvio Prado, personal trainer e fundador da Vibe Sport Concept Lab, al\u00e9m de especialista em performance e esportes de Endurance. De acordo com ele, exames cl\u00ednicos e cardiol\u00f3gicos, avalia\u00e7\u00e3o ortop\u00e9dica e an\u00e1lise do hist\u00f3rico de les\u00f5es s\u00e3o fundamentais para garantir seguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, o especialista recomenda avaliar indicadores como composi\u00e7\u00e3o corporal, qualidade do sono, n\u00edveis de fadiga e uma base m\u00ednima de treinos consistentes que ajudam a determinar se o organismo suporta o aumento progressivo de carga.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a libera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica em m\u00e3os, o planejamento do treinamento se torna o fator-chave para o sucesso. Para quem tem menos de 12 meses at\u00e9 a prova, a periodiza\u00e7\u00e3o deve ser cuidadosamente estruturada, respeitando os princ\u00edpios da adapta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. O processo come\u00e7a com treinos de volume moderado e baixa intensidade, focados na constru\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia aer\u00f3bia, evoluindo gradualmente para est\u00edmulos mais intensos. Essa progress\u00e3o controlada reduz significativamente o risco de overtraining e de les\u00f5es por excesso\u201d, ressalta Silvio Prado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto essencial, conforme o personal muitas vezes negligenciado por iniciantes, \u00e9 o fortalecimento muscular. \u201cIntegrar treinos de for\u00e7a \u00e0 rotina de corrida \u00e9 indispens\u00e1vel para prevenir as les\u00f5es mais comuns em maratonistas de primeira viagem. Exerc\u00edcios voltados para membros inferiores, core e musculatura estabilizadora do quadril e tornozelo melhoram a efici\u00eancia biomec\u00e2nica e reduzem sobrecargas.\u201d A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 realizar de duas a tr\u00eas vezes por semana, j\u00e1 que as sess\u00f5es aumentam a durabilidade do corpo ao longo do ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ritmo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Definir o ritmo de prova, conhecido como pace, tamb\u00e9m exige estrat\u00e9gia. \u201cPara quem tem como objetivo apenas completar a maratona, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 adotar um ritmo conservador, confort\u00e1vel e sustent\u00e1vel, baseado nos treinos longos. J\u00e1 corredores que buscam um tempo espec\u00edfico precisam recorrer a testes pr\u00e9vios, como provas de 10 km ou meia maratona, al\u00e9m do controle da frequ\u00eancia card\u00edaca e da percep\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7o.\u201d Em qualquer cen\u00e1rio, o especialista orienta controle emocional e const\u00e2ncia desde a largada, que fazem toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da prepara\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o em provas menores funciona como um term\u00f4metro f\u00edsico e mental. O personal trainer diz que provas de 10 km ajudam a avaliar a evolu\u00e7\u00e3o do ritmo e da resist\u00eancia, enquanto uma meia maratona, realizada entre seis e oito semanas antes da prova principal, permite testar estrat\u00e9gias de pace, alimenta\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o. \u201cEsses eventos fortalecem a confian\u00e7a do atleta e fornecem ajustes importantes para o grande dia.\u201d Assim como aprender a diferenciar o cansa\u00e7o normal das dores que indicam les\u00e3o \u00e9 outro aprendizado crucial. \u201cO desgaste esperado dos treinos longos costuma ser generalizado e melhora com descanso. J\u00e1 dores localizadas, persistentes ou que alteram a mec\u00e2nica da corrida acendem um sinal de alerta. Reconhecer esses sinais precocemente e comunicar o treinador pode evitar a interrup\u00e7\u00e3o do ciclo e problemas mais graves\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descanso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 parte ativa do treinamento e n\u00e3o pode ser ignorada, afirma Silvio Prado. Segundo ele, treinos regenerativos e descanso passivo s\u00e3o respons\u00e1veis por permitir que o corpo absorva o volume acumulado. \u201c\u00c9 durante esse per\u00edodo que ocorrem a repara\u00e7\u00e3o muscular, a reposi\u00e7\u00e3o de energia e o equil\u00edbrio hormonal. Quando a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciada, o risco de queda de desempenho, fadiga cr\u00f4nica e les\u00f5es aumenta consideravelmente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nos treinos longos, o corredor tamb\u00e9m deve simular fielmente a estrat\u00e9gia de hidrata\u00e7\u00e3o e suplementa\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 usada na prova. O especialista diz que testar tipos de bebidas, suplementos e intervalos de ingest\u00e3o ajuda a evitar desconfortos gastrointestinais e surpresas no dia da maratona. \u201cEsses treinos funcionam como verdadeiros laborat\u00f3rios para ajustes finos, considerando clima, intensidade e dura\u00e7\u00e3o do esfor\u00e7o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-21659\" srcset=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524-300x200.jpg 300w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524-768x512.jpg 768w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/4c71ba68-9df1-4033-bddd-c6aba5116524.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reta final<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas semanas finais antes da prova, conhecidas como per\u00edodo de polimento ou tapering, s\u00e3o decisivas. \u201cO volume de treino \u00e9 reduzido gradualmente, enquanto a intensidade \u00e9 mantida de forma controlada. O foco passa a ser o sono, a recupera\u00e7\u00e3o, a alimenta\u00e7\u00e3o e o ajuste do ritmo de prova, garantindo que o corpo chegue \u00e0 largada descansado e preparado para performar no seu melhor n\u00edvel\u201d, orienta o personal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, enfrentar o famoso \u201cmuro\u201d do quil\u00f4metro 30 exige tanto preparo f\u00edsico quanto mental. Estrat\u00e9gias como controle rigoroso do ritmo, ingest\u00e3o adequada de carboidratos e hidrata\u00e7\u00e3o constante ajudam a retardar a fadiga. \u201cMentalmente, dividir a prova em pequenos trechos, focar na respira\u00e7\u00e3o e recorrer a mantras ou lembran\u00e7as positivas dos treinos longos fortalece a confian\u00e7a. Assim, o corredor transforma o desafio em conquista e cruza a linha de chegada com seguran\u00e7a e realiza\u00e7\u00e3o\u201d, recomenta Silvio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de iniciar um ciclo de prepara\u00e7\u00e3o para os 42 quil\u00f4metros, o primeiro passo indispens\u00e1vel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21660,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[27],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1670ac63-accc-4730-9e10-02bd814855a7.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21658"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21658"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21658\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21661,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21658\/revisions\/21661"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21658"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21658"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21658"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}