{"id":3397,"date":"2022-03-04T15:23:50","date_gmt":"2022-03-04T18:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=3397"},"modified":"2022-03-04T15:23:53","modified_gmt":"2022-03-04T18:23:53","slug":"mulheres-assumem-protagonismo-em-areas-consideradas-masculinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=3397","title":{"rendered":"Mulheres assumem protagonismo em \u00e1reas consideradas \u201cmasculinas\u201d"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><em>Com maioria feminina, curso de gradua\u00e7\u00e3o em Criminologia do UniCuritiba formar\u00e1 primeira turma j\u00e1 em 2022<\/em><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>J\u00e1 faz tempo que as mulheres v\u00eam ocupando lugares que, um dia, foram majoritariamente masculinos, especialmente no mercado de trabalho. Ainda que nem todos os desafios tenham sido vencidos, provas do protagonismo feminismo n\u00e3o faltam para celebrar o Dia das Mulheres.\u00a0Um exemplo est\u00e1 na gradua\u00e7\u00e3o em Criminologia oferecida pelo UniCuritiba \u2013 institui\u00e7\u00e3o que faz parte da \u00c2nima Educa\u00e7\u00e3o, uma das principais organiza\u00e7\u00f5es de ensino superior do pa\u00eds. Dos quase 100 alunos matriculados, a ampla maioria \u00e9 de mulheres.\u00a0\u00a0Pioneiro no Brasil na cria\u00e7\u00e3o de um curso superior de Criminologia, o UniCuritiba formar\u00e1 sua primeira turma neste ano. Assim como as estudantes, as professoras tamb\u00e9m ocupam lugar de destaque, correspondendo a cerca de 50% do corpo docente.<br>Formada em Direito, com doutorado em Processo Penal, a professora Michelle Gironda Cabrera diz que a participa\u00e7\u00e3o feminina na \u00e1rea criminal n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o recente quanto se costuma imaginar. \u201cExistem excelentes mulheres criminalistas e crimin\u00f3logas que v\u00eam se dedicando, j\u00e1 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, a assuntos socialmente concebidos como \u2018masculinos\u2019.\u201d\u00a0\u00a0Esse interesse, analisa a docente dos cursos de Direito e Criminologia, se deve ao fato de que as Ci\u00eancias Criminais est\u00e3o ligadas a quest\u00f5es humanas. \u201cTemos mais da metade das turmas de Criminologia compostas por alunas extremamente dedicadas, respons\u00e1veis e estudiosas.\u201d\u00a0\u00a0Michelle Cabrera conta que sua aten\u00e7\u00e3o pessoal \u00e0 \u00e1rea de Criminologia come\u00e7ou junto com a pr\u00e1tica criminal, como advogada criminalista. \u201cPercebi que a boa dogm\u00e1tica penal e processual penal, na defesa das garantias e dos direitos das pessoas, precisava estar atrelada \u00e0 cr\u00edtica criminol\u00f3gica para surtir algum efeito\u201d, conta.<br><strong>Com a palavra, as estudantes<\/strong><br>\u00a0<br>Os graduandos em Criminologia pelo UniCuritiba t\u00eam forma\u00e7\u00e3o diferenciada para atuar em diversos campos na \u00e1rea da Criminologia e das Ci\u00eancias Criminais. Normalmente, a atua\u00e7\u00e3o feminina se concentra na pesquisa acad\u00eamica e na seguran\u00e7a p\u00fablica.<br>\u00a0<br>A criminalista Juliana Absher \u00e9 estudante do 5\u00ba per\u00edodo de Criminologia no UniCuritiba. O interesse pelo curso surgiu ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o em Direito. \u201cA Criminologia, por se tratar de uma ci\u00eancia social aplicada, multidisciplinar, explicitamente voltada para o mundo do ser e com um vi\u00e9s propositivo foi o que me chamou aten\u00e7\u00e3o, pois com essas caracter\u00edsticas ela \u00e9 capaz de contribuir de forma efetiva para a quest\u00e3o criminal\u201d, diz.<br>\u00a0<br>Inspirada nas professoras do UniCuritiba, entre elas as doutoras Michelle Cabrera, Mariel Muraro e Karla Pinhel, Juliana \u00e9 direta: \u201cO crescimento no n\u00famero de mulheres em \u00e1reas at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s consideradas masculinas demonstra a nossa capacidade de ocupar os espa\u00e7os que quisermos\u201d.<br>\u00a0<br>A estudante Catherine Ribas ingressou, em 2019, no curso de Direito do UniCuritiba e, depois de um semestre, viajou para um interc\u00e2mbio acad\u00eamico de seis meses em Portugal. Foi l\u00e1, cursando a disciplina, que confirmou sua escolha: Criminologia. \u201cNa volta, troquei de curso e hoje me orgulho de fazer parte de uma turma pioneira nesta \u00e1rea no Brasil.\u201d<br>\u00a0<br>Sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina em \u00e1reas como a Criminologia, ela confirma que sua turma \u00e9 composta por mulheres, em sua maioria. \u201cAtualmente, as principais op\u00e7\u00f5es para quem cursa Criminologia s\u00e3o os concursos p\u00fablicos na \u00e1rea de seguran\u00e7a e a doc\u00eancia, onde me vejo no futuro.\u201d<br>\u00a0<br><strong>Mais aten\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres<\/strong><br>Graduanda em Direito pelo UniCuritiba, Marcela Borges de Macedo decidiu cursar Criminologia em paralelo porque entende que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as \u00e1reas e v\u00ea possibilidades de as mulheres, compreendendo melhor as quest\u00f5es da criminaliza\u00e7\u00e3o, atuarem em defesa de outras.<br>\u00a0<br>\u201cAinda h\u00e1 muita \u2018fragilidade\u2019 e pouca estrutura e suporte \u00e0s mulheres no sistema penal brasileiro, principalmente em se tratando da popula\u00e7\u00e3o feminina negra. Acredito que podemos fazer a diferen\u00e7a\u201d, diz a jovem.<br>\u00a0<br>No futuro, a estudante se v\u00ea atuando na seguran\u00e7a p\u00fablica e aplicando os conceitos do curso de Criminologia e do Direito como ju\u00edza ou delegada, contribuindo para a melhoria do sistema penal e dos temas voltados \u00e0s mulheres.<br>\u00a0<br><strong>Criminologia X criminaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br>\u00a0<br>Assim como a presen\u00e7a das mulheres nas Ci\u00eancias Criminais vem crescendo, a professora dos cursos de Direito e Criminologia do UniCuritiba, Michelle Cabrera, fala de outro dado que chama a aten\u00e7\u00e3o no Brasil: o envolvimento de mulheres no crime.<br>\u00a0\u00a0<br>Desde a entrada em vigor da nova Lei de Drogas, em 2006, a criminaliza\u00e7\u00e3o de mulheres aumentou 300% no Brasil. \u201cIsso n\u00e3o significa que as mulheres tenham se tornado mais criminosas, mas que passaram a ser mais perseguidas pelo sistema de justi\u00e7a criminal, especialmente as mulheres negras e perif\u00e9ricas\u201d, explica.<br>\u00a0\u00a0<br>De acordo com indicadores do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o tr\u00e1fico de drogas representa 62% dos crimes pelos quais as mulheres est\u00e3o presas no Brasil. Em alguns Estados, os n\u00fameros s\u00e3o ainda maiores, especialmente na fronteira ou em regi\u00f5es que est\u00e3o na rota do tr\u00e1fico, como Mato Grosso (82%) e Rio Grande do Sul (89%).<br>\u00a0<br>\u00a0<strong>Perfil semelhante<\/strong><br>\u00a0<br>No Brasil, o perfil das mulheres envolvidas em crimes se assemelha: 77% relataram hist\u00f3rico de abuso de drogas em algum momento da vida; 66% estavam desempregadas no momento da pris\u00e3o; 60% possu\u00edam baixo grau de escolaridade (57% tinham o ensino fundamental incompleto e 3% eram analfabetas); 51% eram solteiras, vi\u00favas ou separadas e 91% possu\u00edam filhos\/as.<br>\u00a0<br>\u201cNormalmente, casos p\u00fablicos e emblem\u00e1ticos envolvendo mulheres acabam por serem not\u00e1veis quando elas s\u00e3o v\u00edtimas e o grande problema \u00e9 que, n\u00e3o raras vezes, as mulheres s\u00e3o revitimizadas, sendo tratadas como culpadas pelas agress\u00f5es que sofreram. J\u00e1 o problema envolvendo mulheres presas ainda \u00e9 pouco discutido publicamente\u201d, analisa a Michelle Cabrera.<br>\u00a0<br>Segundo a especialista, felizmente a cr\u00edtica criminol\u00f3gica vem trazendo \u00e0 tona essas quest\u00f5es. \u201cAs mulheres envolvidas no tr\u00e1fico, em sua maioria, al\u00e9m de estarem situadas em camadas sociais tidas como marginalizadas, desconhecem a extens\u00e3o de seus direitos, o que poderia, inclusive, ser relacionado ao baixo \u00edndice de escolaridade, e n\u00e3o disp\u00f5em dos recursos para arcar com o custo de um procedimento judicial.\u201d<br>\u00a0<br>Para a estudante do UniCuritiba e advogada criminalista Juliana Absher, o estudo da criminologia representa um grande e necess\u00e1rio passo para mudan\u00e7as efetivas no Brasil. \u201cAinda mais em nosso pa\u00eds, que notoriamente enfrenta dificuldades com altos \u00edndices de criminaliza\u00e7\u00e3o e aumento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.\u201d<br>\u00a0<br><strong>Sobre o UniCuritiba<\/strong><br><em>Com mais de 70 anos de tradi\u00e7\u00e3o e excel\u00eancia, o UniCuritiba \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores institui\u00e7\u00f5es de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do pa\u00eds, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de ser refer\u00eancia na \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Conta com mais de 40 op\u00e7\u00f5es de cursos de gradua\u00e7\u00e3o, em todas as \u00e1reas do conhecimento, al\u00e9m de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado.<\/em><br><br><em>Possui uma estrutura completa e diferenciada, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos seus mais de 6 mil estudantes, com dois campi (Milton Vianna Filho e Pinheirinho) e mais de 60 laborat\u00f3rios. Com professores mestres e doutores que possuem viv\u00eancia pr\u00e1tica e longa experi\u00eancia profissional, o UniCuritiba tem seu ensino focado na conex\u00e3o com o mundo do trabalho e com as pr\u00e1ticas mais atuais das profiss\u00f5es, estimulando o networking e as viv\u00eancias multidisciplinares.\u00a0<\/em><br><br><br><strong>Relacionamento com a imprensa: UNICURITIBA<\/strong><br><strong>Mem Comunica\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/memcomunicacao.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">memcomunicacao.com.br<\/a>\u00a0<\/strong><br>Marlise Groth Mem &#8211;\u00a0<a href=\"mailto:marliseassessoria@gmail.com\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">marliseassessoria@gmail.com<\/a><br>Jo\u00e3o Al\u00e9cio Mem \u2013 \u00a0<a href=\"mailto:joaoalecioassessoria@gmail.com\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">joaoalecioassessoria@gmail.com<\/a><br>Graziela Lindner \u2013 \u00a0<a href=\"mailto:grazielalindner@gmail.com\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\">grazielalindner@gmail.com<\/a><br>Jornalismo\/ Assessoria de Imprensa \/ Consultoria em Comunica\u00e7\u00e3o e Eventos<br><br><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img width=\"889\" height=\"517\" src=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unnamed.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3399\" srcset=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unnamed.jpg 889w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unnamed-300x174.jpg 300w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unnamed-768x447.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 889px) 100vw, 889px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com maioria feminina, curso de gradua\u00e7\u00e3o em Criminologia do UniCuritiba formar\u00e1 primeira turma j\u00e1 em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3398,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[1],"tags":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unnamed-1-e1646418076307.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3397"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3397"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3400,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3397\/revisions\/3400"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}