{"id":4805,"date":"2022-06-30T11:01:04","date_gmt":"2022-06-30T14:01:04","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=4805"},"modified":"2022-06-30T11:01:08","modified_gmt":"2022-06-30T14:01:08","slug":"dismorfia-corporal-como-voce-se-ve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=4805","title":{"rendered":"Dismorfia Corporal \u2013 Como voc\u00ea se v\u00ea?"},"content":{"rendered":"\n<p>O <strong><em>transtorno dism\u00f3rfico corporal<\/em><\/strong> ou a<strong><em> dismorfia corporal<\/em><\/strong> ou simplesmente <strong><em>TDC<\/em><\/strong> \u00e9 caracterizado pela preocupa\u00e7\u00e3o da pessoa com um ou mais defeitos em sua apar\u00eancia f\u00edsica, que n\u00e3o \u00e9 aparente ou aparente ligeiramente para as demais pessoas. Essa preocupa\u00e7\u00e3o deve causar inc\u00f4modo \u00e0 pessoa, causando-lhe sofrimento significativo, incapacidade de intera\u00e7\u00e3o social, ocupacional, acad\u00eamica ou qualquer outra forma que a influencie negativamente. Os pacientes com a dismorfia corporal acreditam equivocadamente que as pessoas ao redor est\u00e3o observando-as e tecendo coment\u00e1rios ruins sobre seus \u201cdefeitos\u201d, zombando.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img src=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4806\" width=\"418\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal-300x300.jpg 300w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal-150x150.jpg 150w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal-768x768.jpg 768w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" \/><figcaption>Arquivo &#8211; Dr. Marcio Renzo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Alguns comportamentos s\u00e3o observados repetida e excessivamente nesses pacientes, como: olhar no espelho, comparar sua apar\u00eancia \u00e0 de outras pessoas, observar varia\u00e7\u00f5es de tamanho de partes do seu corpo (como orelhas, nariz, mamas, gl\u00fateos, pernas, etc&#8230;), higiene e roupas, etc. Em homens h\u00e1 um destaque para a compara\u00e7\u00e3o relacionado \u00e0 musculatura e magreza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que os coment\u00e1rios que esses pacientes fazem a seu pr\u00f3prio respeito v\u00eam acompanhado de express\u00f5es, como: horr\u00edveis, deformadas, repugnantes, feias, etc., sempre de modo depreciativo. Este comportamento \u00e9 mais comum nas mulheres, por\u00e9m tamb\u00e9m afeta homens. Cerca de 1,7 a 2,9% das pessoas tem esse tipo de transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros comportamentos compulsivos podem ser observados, como o de higiene excessiva que chegam a causar escoria\u00e7\u00f5es na pele (tentam remover os defeitos), puxar ou arrancar os cabelos, trocar de roupas, usar chap\u00e9u, deixar a barba, enfim tentam camuflar seus defeitos. Muitos desses comportamentos trazem inseguran\u00e7a aos pacientes, que buscam muitas vezes o isolamento social, que nos traz outra preocupa\u00e7\u00e3o: <strong><em>a <a href=\"https:\/\/www.marciorenzo.com.br\/post\/suic%C3%ADdio-dor-sil%C3%AAncio-ajuda-como-podemos-prevenir\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" title=\"depress\u00e3o e as idea\u00e7\u00f5es suicidas\">depress\u00e3o e as idea\u00e7\u00f5es suicidas<\/a><\/em><\/strong>. Cerca de 80% das pessoas que possuem este tipo de transtorno t\u00eam esses pensamentos e cerca de 30% efetivamente atentam contra a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O transtorno dism\u00f3rfico corporal tem uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima aos transtornos alimentares (principalmente a <strong><em><a href=\"https:\/\/www.marciorenzo.com.br\/post\/dist%C3%BArbios-alimentares-vamos-conversar-sobre\" title=\"anorexia nervosa\">anorexia nervosa<\/a><\/em><\/strong>) e ao transtorno dism\u00f3rfico muscular (tamb\u00e9m conhecido como <strong><em>Vigorexia<\/em><\/strong>), que atinge principalmente os homens. Este transtorno causa a insatisfa\u00e7\u00e3o com a apar\u00eancia muscular, fazendo com que o indiv\u00edduo busque meios extremos para que sua forma\u00e7\u00e3o muscular aumente, por\u00e9m sem sucesso, pois nunca atingem suas pr\u00f3prias expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto, apesar de n\u00e3o se ter muitos estudos que tratam sobre a influ\u00eancia das redes sociais neste tipo de transtorno, pode-se deduzir que elas tamb\u00e9m podem contribuir para que surjam compara\u00e7\u00f5es e afete ao paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Pl\u00e1stica \u00e9 o l\u00edder mundial em cirurgias pl\u00e1sticas em jovens. Nos \u00faltimos 10 anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 aos 18 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante citar estes dois fatores, pois o paciente de TDC tende a se comparar com imagens de celebridades em revistas (mais antigamente) e em redes sociais, este comportamento at\u00e9 recebeu um apelido: \u201c<strong><em>A Dismorfia do Snapchat<\/em><\/strong>\u201d. O profissional de sa\u00fade deve estar atento, pois muitas vezes os padr\u00f5es de belezas buscadas por esses pacientes nunca ser\u00e3o atingidos. Hoje os filtros de aplicativos est\u00e3o t\u00e3o avan\u00e7ados que distorcem a imagem real das pessoas e tais altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o vi\u00e1veis cirurgicamente falando, al\u00e9m de expor o paciente \u00e0 risco desnecess\u00e1rio, caso queiram realiz\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, devemos estar atentos a esses comportamentos e ao percebermos que est\u00e3o ocorrendo com frequ\u00eancia, procurar um profissional habilitado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transtorno dism\u00f3rfico corporal ou a dismorfia corporal ou simplesmente TDC \u00e9 caracterizado pela preocupa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":4806,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[26,1],"tags":[328,331,181,45,330,329],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/dismorfia-corporal.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4805"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4805"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4807,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4805\/revisions\/4807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}