{"id":4915,"date":"2022-07-09T01:14:50","date_gmt":"2022-07-09T04:14:50","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=4915"},"modified":"2022-07-09T01:14:56","modified_gmt":"2022-07-09T04:14:56","slug":"especialista-fala-sobre-os-transtornos-emocionais-e-faz-um-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=4915","title":{"rendered":"Especialista fala sobre os transtornos emocionais e faz um alerta"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Dra. <strong>Flavia Pitella<\/strong> \u00e9 psic\u00f3loga (<strong>CRP &#8211; RJ<\/strong>:<strong> 05\/56639<\/strong>),psicanalista cl\u00ednica e hospitalar, professora universit\u00e1ria, Coach, Supervisora e Palestrante. Psic\u00f3loga Perita Judicial &#8211; Membro da <strong>IPJUD<\/strong> (Instituto de Psicologia Jur\u00eddica), Membro da <strong>ABOP<\/strong> (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Orienta\u00e7\u00e3o Profissional), Membro da <strong>ABPSA<\/strong> (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia da Sa\u00fade), Membro da <strong>SBP<\/strong> (Sociedade Brasileira de Psicologia), Membro da <strong>ABRAPSO<\/strong> (Associa\u00e7\u00e3o de Psicologia Social), Membro da <strong>ANCP <\/strong>(Associa\u00e7\u00e3o Nacional&nbsp; em Cuidados Paliativos), Membro da <strong>ABRAMEDE<\/strong> (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Emerg\u00eancia) e, t\u00eam 9 P\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es e 2 MBAs. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 Com a pandemia houve um expressivo aumento das altera\u00e7\u00f5es de humor tais como depress\u00e3o, s\u00edndrome do p\u00e2nico, aumento da irritabilidade dentre outros fatores. Por estes motivos que, eu entrevistei a Dra. <strong>Flavia Pitella<\/strong>, para falar acerca da sa\u00fade mental. <a href=\"https:\/\/www.terapiapratds.com\/\">Aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Como a senhora analisa a f\u00faria e a total falta de equil\u00edbrio emocional de muitas pessoas no mundo p\u00f3s-pandemia?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> Ap\u00f3s dois longos anos de pandemia (anos estes que parecem ainda n\u00e3o ter terminado), podemos dizer que a COVID n\u00e3o causou apenas emerg\u00eancias de sa\u00fade p\u00fablica na parte f\u00edsica e biol\u00f3gica da popula\u00e7\u00e3o, a COVID causou diversas sequelas em termos de sa\u00fade mental, sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e bem-estar tanto de indiv\u00edduos quanto de comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a0\u00a0<\/strong>&#8211;\u00a0 Do ponto de vista individual, a COVID gerou inseguran\u00e7a, confus\u00e3o, isolamento emocional e estigmatiza\u00e7\u00f5es diversas. Do ponto de vista coletivo, a COVID intensificou perdas econ\u00f4micas, desemprego, fechamento de escolas e universidades, sobrecarga do sistema de sa\u00fade e at\u00e9 falta de insumos e afins. No entanto o que vemos em comum entre esses 2 pontos de vista \u00e9 o acirramento das desigualdades econ\u00f4mico-sociais em pa\u00edses j\u00e1 terrivelmente desiguais, assim como o Brasil. Tais efeitos, podem ser observados numa variada de rea\u00e7\u00f5es emocionais, como o estresse e condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas diversas, al\u00e9m de comportamentos n\u00e3o saud\u00e1veis (como o abuso de \u00e1lcool e de drogas) e da n\u00e3o ader\u00eancia \u00e0s diretrizes de sa\u00fade p\u00fablica (como a recusa de confinamento por parte dos que contraem a doen\u00e7a e por parte da popula\u00e7\u00e3o em geral). Muitas outras sequelas psicol\u00f3gicas tamb\u00e9m poder\u00e3o emergir, seja da pr\u00f3pria COVID, seja das estrat\u00e9gias utilizadas para mitigar sua propaga\u00e7\u00e3o. Para tanto podemos citar exemplos como a eleva\u00e7\u00e3o do medo e da depress\u00e3o, bem como, da ansiedade, irritabilidade, agressividade, ins\u00f4nia, apatia, p\u00e2nico e outras, associados ou n\u00e3o ao lockdown.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0 Em suma, a pandemia enalteceu alarmantes implica\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade individual e coletiva, al\u00e9m do funcionamento social, emocional e cognitivo. Urge, portanto, a\u00e7\u00f5es de combate imediatas em prol da conscientiza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da sa\u00fade mental. Por isso podemos dizer que estamos vivendo, de forma intensificada, numa sociedade de risco mundial. Importante lembrar que, n\u00e3o bastando o elevad\u00edssimo n\u00famero de casos, mortes e infectados, os sistemas hospitalares foram praticamente destru\u00eddos, devido a um inimigo invis\u00edvel que afetou corpo e mente de todos. Indispens\u00e1vel n\u00e3o levar em considera\u00e7\u00e3o que o impacto psicol\u00f3gico \u00e9 mais extensivo e duradouro do que os efeitos som\u00e1ticos ocasionados pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 &#8211;\u00a0 Como a literatura cient\u00edfica mundial tem registrado, muitas pessoas podem morrer mais do confinamento f\u00edsico e social a que s\u00e3o submetidas do que, propriamente, da COVID, devido ao estresse psicol\u00f3gico, bem como, \u00e0 falta de exerc\u00edcio f\u00edsico e de conex\u00f5es sociais, al\u00e9m de necessitarem postergar consultas e procedimentos m\u00e9dicos n\u00e3o relacionados ao CORONAVIRUS. Outros dados tamb\u00e9m t\u00eam mostrado que o ano de 2020 registrou, aproximadamente, mais de 300 mil suic\u00eddios adicionais no mundo devido \u00e0 quarentena e \u00e0s crises econ\u00f4micas subsequentes. Com isso, a pandemia psicol\u00f3gica tamb\u00e9m parece ter feito com que alguns indiv\u00edduos buscassem esconder seus medos atr\u00e1s das cortinas fechadas de seus confinamentos pessoais e profissionais. Em outras palavras, ainda n\u00e3o conhecemos as respostas conclusivas e as solu\u00e7\u00f5es definitivas sobre o assunto, tampouco como lidar com futuras pandemias desse mesmo porte. Entender a psicologia da COVID \u00e9 entender como os indiv\u00edduos percebem e respondem as incertezas de uma sociedade de risco mundial, o que automaticamente significa construir a resili\u00eancia para o enfrentamento de futuras pandemias. Sendo resili\u00eancia a capacidade para ajustar-se aos desafios de forma flex\u00edvel, recuperando-se rapidamente da dificuldade, trata-se de habilidade espec\u00edfica para o futuro da humanidade, espero e acredito que a pr\u00f3xima d\u00e9cada venha a ser totalmente dedicada \u00e0 sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Qual a raz\u00e3o de as pessoas terem se tornado t\u00e3o intolerantes e agressivas umas com as outras?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>R:<\/strong> \u00a0Diante de uma doen\u00e7a avassaladora como a COVID, que levou ao colapso de servi\u00e7os de sa\u00fade em todo o pa\u00eds, este deixou rastros como mais de quinhentas mil mortes e milh\u00f5es de infectados, a sociedade brasileira ainda viu emergir uma onda de intoler\u00e2ncia que contamina as pr\u00f3prias rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas. Os reflexos podem ser vistos de Norte a Sul do pa\u00eds, seja em uma briga de tr\u00e2nsito que vira persegui\u00e7\u00e3o seguida de atropelamento ou uma discuss\u00e3o por causa do uso de m\u00e1scaras que acaba em morte. Ainda que a intoler\u00e2ncia j\u00e1 se fizesse presente no Brasil e no mundo desde sempre na hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es humanas, a pandemia potencializou em muito a falta de empatia, de paci\u00eancia e de respeito nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e nas normas de conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 &#8211;\u00a0 O agravamento da intoler\u00e2ncia motivado pela pandemia ocorre porque o cen\u00e1rio atual funciona como um vetor da hiperindividualiza\u00e7\u00e3o, inclusive nas respostas que a sociedade tem recebido dos gestores p\u00fablicos, que responsabilizam os pr\u00f3prios indiv\u00edduos pelo processo de preven\u00e7\u00e3o e cura. O medo da morte desacopla mais ainda esse pertencimento, o que suscita uma situa\u00e7\u00e3o que pode ter como consequ\u00eancia o aumento da intoler\u00e2ncia, da viol\u00eancia de um contra o outro, porque as pessoas n\u00e3o se percebem como seres sociais de um grupo \u00fanico. No entanto \u00e9 indispens\u00e1vel ressaltar que qualquer mudan\u00e7a de contexto influencia a resposta emocional das pessoas diante de cada situa\u00e7\u00e3o. Por isso, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel observar determinadas mudan\u00e7as no comportamento das pessoas, seja no aumento na intoler\u00e2ncia porque determinados comportamentos foram afetados pelas condi\u00e7\u00f5es que elas s\u00e3o obrigadas a vivenciar.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; O contexto da pandemia, por\u00e9m, n\u00e3o explica toda essa intensidade da atual onda de intoler\u00e2ncia, j\u00e1 que este \u00e9 um comportamento social que n\u00e3o aflorou somente agora. Mas que, no entanto, ganha corpo em determinadas circunst\u00e2ncias e per\u00edodos hist\u00f3ricos tais como a pandemia. Esse contexto da pandemia afeta diferentes segmentos da popula\u00e7\u00e3o de diferentes maneiras, tais como o distanciamento, os protocolos de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria e o isolamento influenciam de forma muito intensa o comportamento humano, estes s\u00e3o fatores que t\u00eam um efeito depressivo, o qual pode provocar ansiedade ou sofrimento psicol\u00f3gico em alta escala, porque o ser humano busca por natureza a socializa\u00e7\u00e3o. Esse contexto ainda favorece para deixar as pessoas irritadas. De acordo com uma pesquisa sobre sa\u00fade mental feita pela Pfizer Brasil em parceria com o <strong>Ipec<\/strong> (Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria), com 2 mil brasileiros, a irrita\u00e7\u00e3o ficou em segundo lugar, empatada com a ins\u00f4nia, no rol de sintomas ligados \u00e0 sa\u00fade mental mais sentidos durante a pandemia. S\u00f3 ficou atr\u00e1s da tristeza, como mostra o quadro a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0&#8211;\u00a0 Todas as altera\u00e7\u00f5es comportamentais afetam diretamente a irritabilidade das pessoas, e os problemas emocionais causados pela pandemia exacerbaram a intoler\u00e2ncia. Ainda que a intoler\u00e2ncia venha em uma onda crescente no Brasil e no mundo, como n\u00f3s j\u00e1 v\u00edamos antes do surgimento da COVID, a pandemia foi um catalisador e potencializou em muito a intoler\u00e2ncia dos brasileiros. Essa intoler\u00e2ncia pode se manifestar como um ataque de f\u00faria, tal como em brigas de tr\u00e2nsito, ou insubordina\u00e7\u00f5es \u00e0s normas impostas pelos governantes para enfrentar a amea\u00e7a da COVID. O adoecimento mental da popula\u00e7\u00e3o na pandemia, e os sintomas de que algo pode estar errado com a sa\u00fade mental das pessoas afetam diretamente o comportamento humano. Os transtornos psiqui\u00e1tricos v\u00e3o afetar a funcionalidade das pessoas, seja no rendimento do trabalho, nos relacionamentos dentro de casa, nos relacionamentos interpessoais de forma geral. \u00c9 muito mais dif\u00edcil ser emp\u00e1tico com o outro quando a gente est\u00e1 vivendo um momento de maior dificuldade pessoal. Mas, quando temos menos pessoas pensando no coletivo, aumenta de certa forma o sofrimento geral. A rea\u00e7\u00e3o a esses sentimentos precisa vir, justamente, da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0&#8211; Para driblar a intoler\u00e2ncia \u00e9 preciso trabalhar a perspectiva do \u201cn\u00f3s\u201d, do pertencimento ao grupo. \u00c9 importante ressaltar que se cada vez mais a gente individualizar as responsabilidades pelo conv\u00edvio, cada vez menos vamos ter uma sociedade que cumpra regras, normas e valores que s\u00e3o condensados na perspectiva de vida em grupo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Onde nasce a desestabiliza\u00e7\u00e3o emocional e como tratar a pessoa que esteja vivendo isso?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 <strong>R:<\/strong> O desequil\u00edbrio emocional pode ter uma causa espec\u00edfica, como a sobrecarga no trabalho, o fim de um relacionamento, algum desentendimento familiar ou at\u00e9 mesmo a pandemia. Frequentemente pode ser causado tamb\u00e9m por diferentes fatores acumulados, que geram estresse e levam ao descontrole.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 &#8211; As pessoas que sofrem de desequil\u00edbrio ou descontrole emocional apresentam altera\u00e7\u00f5es frequentes e inesperadas de humor, al\u00e9m de rea\u00e7\u00f5es desmedidas \u00e0s m\u00e1s not\u00edcias e acontecimentos inesperados. As pessoas que possuem desestabilidade emocional reagem de forma exagerada diante de um pequeno imprevisto. Tudo pode ser um motivo para o descontrole e \u00e9 comum que as pessoas acreditem que essa irritabilidade seja apenas um tra\u00e7o de personalidade, imut\u00e1vel, sem perceber que sofrem de descontrole emocional. Por n\u00e3o reconhecerem o problema n\u00e3o procuram ajuda. Em alguns casos essa personalidade forte indica um transtorno de personalidade e de humor nunca tratados. Eles trazem malef\u00edcios para a pr\u00f3pria pessoa, que sofre com o descontrole e sente muita culpa, bem como para seus amigos, colegas e familiares, que est\u00e3o sempre receosos, temendo o comportamento agressivo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;\u00a0 O descontrole emocional, \u00e9 caracterizado por altera\u00e7\u00f5es repentinas de humor, rea\u00e7\u00f5es exageradas a imprevistos comuns do dia a dia ou comportamento ap\u00e1tico com rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00f5es importantes. Geralmente, acontece quando o indiv\u00edduo est\u00e1 enfrentando epis\u00f3dios de muito estresse, de frustra\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m pode estar relacionado a aspectos da cria\u00e7\u00e3o da pessoa. Pode ocasionar epis\u00f3dios de raiva que resultam at\u00e9 em situa\u00e7\u00f5es de agress\u00e3o f\u00edsica ou automutila\u00e7\u00e3o. Entre os sintomas est\u00e3o presentes a ins\u00f4nia, a irritabilidade, a dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, que pode levar \u00e0 improdutividade e consequentes cobran\u00e7as que elevam os n\u00edveis de ansiedade, aumentando ainda mais a improdutividade. Ainda como consequ\u00eancia da sobrecarga emocional, podem aparecer sintomas f\u00edsicos, como dores de cabe\u00e7a, dores musculares e problemas gastrointestinais. Esses sintomas s\u00e3o som\u00e1ticos, portanto, ao procurar um m\u00e9dico n\u00e3o se descobre uma causa org\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0&#8211; Para tratar \u00e9 indispens\u00e1vel conhecer as causas do problema: identificar e entender o que est\u00e1 causando o desequil\u00edbrio emocional \u00e9 um passo muito importante para o tratamento. Assim, com a ajuda de um profissional qualificado, ser\u00e1 poss\u00edvel encontrar maneiras de lidar melhor com esse sentimento. \u00c9 importante tamb\u00e9m ter consci\u00eancia da import\u00e2ncia do autoconhecimento e da autoconfian\u00e7a, h\u00e1 que ambos s\u00e3o fundamentais para controlar os sentimentos. Dessa forma, ser\u00e1 poss\u00edvel saber o seu potencial para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o. Evidentemente que pensamento positivo \u00e9 indispens\u00e1vel, j\u00e1 que pensamentos negativos possuem muito controle sobre nossos sentimentos, por isso ser otimista sempre que puder ajuda demais o nosso sistema imunol\u00f3gico e sa\u00fade mental. Outra dica imperd\u00edvel \u00e9 saber desenvolver maneiras de estar no controle de suas emo\u00e7\u00f5es, pois com a ajuda de um profissional, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver a intelig\u00eancia emocional, a qual ajudar\u00e1 a entender e controlar os sentimentos. Por fim, lembrar que esse sentimento \u00e9 inerente \u00e0s caracter\u00edsticas emocionais dos seres humanos, \u00e9 primordial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Casos de depress\u00e3o aumentaram em raz\u00e3o do que chamam de um vazio existencial. O que a senhora pensa e explica sobre essa quest\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0<strong>R:<\/strong> \u00a0O vazio existencial \u00e9 um sentimento de apatia e desmotiva\u00e7\u00e3o que faz com que as pessoas deixem de ver sentido em suas vidas. As vezes ele surge do nada, outros casos s\u00e3o experimentados por indiv\u00edduos que sofreram acontecimentos marcantes negativamente, como uma separa\u00e7\u00e3o ou a perda abrupta de um ente querido, e atualmente at\u00e9 mesmo como sequela do p\u00f3s-pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; Geralmente, o contexto em que a gente vive acaba tendo maior peso nas horas que esse sentimento se manifesta, isso porque muito do que vivenciamos diariamente tem impacto nas nossas emo\u00e7\u00f5es. Essa sensa\u00e7\u00e3o de que nos falta algo que n\u00e3o se sabe o que \u00e9 geralmente nos pega desprevenidos. Esses, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos momentos em que esse sentimento nos acomete. O vazio existencial traz muitos problemas para o nosso dia a dia, mas os comportamentos e sintomas que manifestamos podem ser os mais variados poss\u00edveis. Muitos deles est\u00e3o relacionados a negatividade e a n\u00e3o vontade de fazer certas coisas, pontos esses que s\u00e3o muito semelhantes aos sintomas da <strong>DEPRESS\u00c3O<\/strong>, por exemplo. Algumas pessoas conseguem perceb\u00ea-lo mesmo estando em uma multid\u00e3o. Um dos fatores que potencializa o vazio existencial \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de que a vida n\u00e3o tem prop\u00f3sito, como se o passar dos dias fosse apenas para estudar, trabalhar, pagar contas, ter alguns momentos de prazer e envelhecer. Algumas pessoas podem ter o olhar cristalizado e embrutecido pela rotina, focando-se unicamente nas quest\u00f5es de ordem pr\u00e1tica e, na mesma medida, deseducando o olhar para enxergar encantamentos nas situa\u00e7\u00f5es cotidianas. Outra quest\u00e3o atrelada ao vazio existencial \u00e9 a dificuldade de encontrar e entender os pap\u00e9is de cada um dentro da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; O vazio ecoa de dentro pra fora abalando todas as \u00e1reas da vida dessa pessoa. Isso atinge seus comportamentos, suas escolhas e, principalmente, sua rela\u00e7\u00e3o pessoal consigo mesma, afinal ela se desconecta de toda e qualquer coisa mais interna. \u00c9 um sentimento que abala todo o dia a dia da pessoa, porque ela fica se sentindo perdida, com medo e completamente travada pelas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. Muitas pessoas descrevem a sensa\u00e7\u00e3o como algo pesado, sufocante, que gera ansiedade e, em alguns casos, pode at\u00e9 levar \u00e0 DEPRESS\u00c3O. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil passar pelo processo do vazio existencial, afinal ele suga todas as suas energias com esses questionamentos constantes. As perguntas que esse vazio pode trazer s\u00e3o infinitas, porque todas elas traduzem o estranhamento e a inseguran\u00e7a que aquela pessoa est\u00e1 vivendo no momento. Isso sufoca muito, porque a pessoa sente que est\u00e1 sem rumo para seguir, al\u00e9m de se sentir completamente solit\u00e1ria, desamparada e incapaz de tomar as pr\u00f3prias decis\u00f5es. Esses comportamentos que se tornam t\u00f3xicos para ela e para as rela\u00e7\u00f5es que ela constr\u00f3i ao seu redor, j\u00e1 que passa a se afastar, a se fazer mais ausente com rela\u00e7\u00e3o aos seus amigos e familiares.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0 Al\u00e9m disso, algu\u00e9m que enfrenta esse tipo de problema pode acabar buscando outras coisas para preencher esse \u201cvazio\u201d, seja em pequenos v\u00edcios como o cigarro ou o consumismo de compras ou outros mais pesados, como o uso de drogas. Lidar com o vazio existencial vai muito al\u00e9m de abra\u00e7ar a sua situa\u00e7\u00e3o e os seus medos. Se precisa, primeiramente, entender o significado desse vazio existencial e os motivos que te levaram at\u00e9 ele. Isso porque \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o que vai ocupar grande parte do seu dia a dia, abalando o seu psicol\u00f3gico consideravelmente e te deixando muito mais inseguro. Entender a origem do problema \u00e9 encarar a ess\u00eancia dele, isto \u00e9, combater a raiz da quest\u00e3o para evitar que o sentimento de vazio retorne.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; \u00c9 poss\u00edvel fazer isso desenvolvendo melhor uma autoconsci\u00eancia emocional, o que significa nada mais \u00e9 do que a sua percep\u00e7\u00e3o interna, o seu olhar anal\u00edtico interior, que vai fazer com que voc\u00ea entenda porque age de determinado jeito e os motivos que te levam a se sentir inferior, triste ou tudo que for negativo. Esse \u00e9 um exerc\u00edcio que demanda certa energia tamb\u00e9m, mas ele \u00e9 eficaz e te permite entender detalhes sobre suas limita\u00e7\u00f5es, sua personalidade e at\u00e9 seus traumas mais antigos, de prefer\u00eancia tudo trabalhando em psicoterapia. Pessoas que n\u00e3o enfrentam o vazio existencial tamb\u00e9m devem tentar praticar a sua autoconsci\u00eancia, afinal \u00e9 sempre interessante compreender mais profundamente sobre si mesmo. Contudo, aqueles que lidam com a s\u00edndrome do vazio podem e devem realizar esse exerc\u00edcio, porque isso dar\u00e1 mais estabilidade para que elas voltem a buscar aquilo que gostam de fazer e sentir. Outro ponto importante a ser trabalhado, \u00e9 a pr\u00e1tica da autoaceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; Muito se fala sobre se conhecer e se cuidar, mas pouco se toca na quest\u00e3o do pr\u00f3prio reconhecimento. Aceitar a si mesmo \u00e9 um obst\u00e1culo dif\u00edcil, especialmente em tempos onde gostamos de nos comparar com outras pessoas nas redes sociais ou em qualquer espa\u00e7o mais expositivo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 &#8211; Entretanto, quando tocamos na sa\u00fade mental, \u00e9 preciso se desprender dos padr\u00f5es de apar\u00eancia, de qualidade de vida e sociais que vemos por a\u00ed. Esses s\u00e3o r\u00f3tulos que s\u00f3 demonstram a fragilidade e car\u00eancia que nossa sociedade tem enfrentado nos \u00faltimos tempos, com todo o avan\u00e7o das tecnologias, aumento de informa\u00e7\u00f5es e acessos. O jeito mais eficaz e r\u00e1pido de superar o vazio existencial de vez e n\u00e3o apenas conviver com ele \u00e9 ter AUX\u00cdLIO PSICOL\u00d3GICO. Por\u00e9m muitas pessoas acham que PSICOTERAPIA serve somente para d\u00favidas cotidianas, transtornos de ordem mental e problem\u00e1ticas nas rela\u00e7\u00f5es, mas ela pode ajudar em muito mais coisas do que se imagina. A terapia, quando feita com um profissional qualificado e \u00e9tico, \u00e9 respons\u00e1vel por te deixar confort\u00e1vel em um ambiente de di\u00e1logo e resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es tanto internas, quanto externas. Ela tem um poder de an\u00e1lise muito grande, o que garante que seus problemas sejam ouvidos e trabalhados at\u00e9 que voc\u00ea mesmo encontre solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Pessoas est\u00e3o, inclusive, fazendo uso de cigarros eletr\u00f4nicos para conter ansiedades e se tornando viciadas. O que \u00e9 e qual o grau de preju\u00edzos o cigarro eletr\u00f4nico pode gerar nos jovens?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0<strong>R:<\/strong> \u00a0O cigarro eletr\u00f4nico cont\u00e9m um cartucho que armazena nicotina l\u00edquida, \u00e1gua, subst\u00e2ncias aromatizantes e solventes, como glicerina e propilenoglicol. De acordo com a OMS, toda e qualquer forma de nicotina causa depend\u00eancia. Embora tenham sido introduzidos no com\u00e9rcio como uma alternativa para os cigarros convencionais, seu uso se popularizou, especialmente entre os jovens. No entanto, ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos que comprovem a efici\u00eancia contra o tabagismo ou mesmo a seguran\u00e7a do seu uso. Ainda assim, pesquisas apontam que os dispositivos podem fazer mal \u00e0 sa\u00fade, mesmo no caso das op\u00e7\u00f5es sem nicotina e mesmo que possam ser menos nocivos que os convencionais, j\u00e1 que n\u00e3o produzem alcatr\u00e3o ou mon\u00f3xido de carbono, que causam doen\u00e7as pulmonares e c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0 De acordo com o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), o vapor emitido pelos aparelhos pode causar ou aumentar as chances de infec\u00e7\u00f5es pulmonares (como enfisema pulmonar). O Inca refor\u00e7a que os dispositivos n\u00e3o s\u00e3o seguros, podendo tamb\u00e9m causar dermatite, doen\u00e7as cardiovasculares e at\u00e9 mesmo c\u00e2ncer.\u00a0Al\u00e9m disso, o Instituto alerta para o risco de experimenta\u00e7\u00e3o do cigarro convencional, que pode ser tr\u00eas vezes maior para pessoas que usam cigarro eletr\u00f4nico. Sendo quatro vezes maior o risco de que a pessoa se torne usu\u00e1ria do cigarro convencional, o que acarretaria outros preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade, j\u00e1 conhecidos e relacionados \u00e0 pr\u00e1tica. Entre os jovens, pelo menos 1 a cada 5 jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletr\u00f4nicos no Brasil, ou seja, 19,7%.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0 &#8211; Os jovens come\u00e7am a usar o produto pelos mesmos motivos que as pessoas come\u00e7avam a fumar cigarro no passado, necessidade de aprova\u00e7\u00e3o e de se enturmar. Existe a falsa impress\u00e3o de que o dispositivo \u00e9 menos danoso \u00e0 sa\u00fade, mas a m\u00e9dica explica que, no caso do cigarro eletr\u00f4nico, o maior risco n\u00e3o est\u00e1 associado \u00e0 nicotina e sim em aspirar outras subst\u00e2ncias presentes no aparelho, como determinados metais pesados. Mesmo que a venda do produto seja proibida no Brasil desde 2009, \u00e9 f\u00e1cil encontrar cigarros eletr\u00f4nicos sendo comercializados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; Ainda existe um pensamento disseminado entre os jovens e consumidores de cigarro eletr\u00f4nico ou vaping que a utiliza\u00e7\u00e3o do cigarro eletr\u00f4nico n\u00e3o causa danos ao organismo. Entretanto, como dito acima, al\u00e9m da depend\u00eancia \u00e0 nicotina, as v\u00e1rias subst\u00e2ncias contidas no dispositivo podem causar doen\u00e7as espec\u00edficas. H\u00e1 pouco tempo houve o surgimento em dezenas de consumidores, inicialmente nos Estados Unidos, mas tamb\u00e9m, posteriormente, em outros pa\u00edses, de um quadro cl\u00ednico grave de les\u00e3o pulmonar associada ao uso de cigarro eletr\u00f4nico, chamado pela sigla em ingl\u00eas de EVALI, com alto grau de mortalidade aparentemente associada ao \u00f3leo adicionado ao dispositivo de vaping.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0 &#8211; T\u00eam sido descritas outras doen\u00e7as cardiovasculares e doen\u00e7as pulmonares.\u00a0Est\u00e1 muito claro, atualmente, que o tabagismo ou a vaporiza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias por meio do cigarro eletr\u00f4nico s\u00e3o fatores de risco evit\u00e1veis e respons\u00e1veis por mortes, al\u00e9m de demandar alto custo para o sistema de sa\u00fade e diminuir a qualidade de vida do cidad\u00e3o e da sociedade. J\u00e1 foi constatado que o uso de cigarros eletr\u00f4nicos aumenta a chance de inicia\u00e7\u00e3o do uso do cigarro convencional entre aqueles que nunca fumaram. A inicia\u00e7\u00e3o com cigarro eletr\u00f4nico entre os jovens se d\u00e1 pela necessidade de inser\u00e7\u00e3o no grupo, por acreditar que ele n\u00e3o \u00e9 nocivo e pelos diversos sabores colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do jovem usu\u00e1rio. Como todos eles t\u00eam um alto teor de nicotina, \u00e0 medida que o tempo passa o jovem passa a ficar dependente da nicotina, como s\u00e3o os fumantes de cigarro convencional.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0 Em acr\u00e9scimo, os cigarros eletr\u00f4nicos apresentam a facilidade da nicotina ser aumentada gradativamente, levando \u00e0 depend\u00eancia e \u00e0 busca de outros produtos que contenham tabaco. O Brasil disp\u00f5e de um sistema de pesquisa e vigil\u00e2ncia que possibilita a produ\u00e7\u00e3o de estimativas nacionais e regionais sobre o uso do tabaco, exposi\u00e7\u00e3o ambiental \u00e0 sua fuma\u00e7a, cessa\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 propaganda pr\u00f3 e anti tabaco, conhecimentos e atitudes, pre\u00e7o m\u00e9dio e gasto m\u00e9dio mensal com cigarros industrializados, dentre outras informa\u00e7\u00f5es, o que possibilita o controle e a preven\u00e7\u00e3o contra o tabagismo. A porcentagem de fumantes no Brasil vem diminuindo progressivamente, tendo ca\u00eddo de 33,6% em 1990 para estes n\u00fameros atuais. O Brasil \u00e9 considerado como o pa\u00eds que mais rapidamente vem diminuindo o n\u00famero de fumantes no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Como as pessoas podem fazer para terem um atendimento com a senhora, quais as suas p\u00e1ginas?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0<strong>R:<\/strong> <strong>PROJETO TERAPIA PRA TDS<\/strong> &#8211; fundado em SET\/15 e suas equipes coordenadas pela Psic\u00f3loga Fundadora e Coordenadora Flavia Pitella (CRP:05\/56639), psic\u00f3loga esta que tem como lema: \u201cSA\u00daDE MENTAL \u00e9 um direito de TODOS e deve ser acess\u00edvel \u00e0 TODOS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>#TERAPIAPRATDS<\/p>\n\n\n\n<p>Atendimentos Presenciais (S\u00e3o Paulo e Rio de janeiro) ou ONLINE<\/p>\n\n\n\n<p>Instagram da Dra Flavia Pitella \u2013 Terapia para todos. <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/terapiapratds\/\">Aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Site Terapia para todos. Acesse <a href=\"https:\/\/www.terapiapratds.com\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>E-mail:&nbsp; <a href=\"mailto:terapiapratds@gmail.com\">terapiapratds@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Costa &#8211; jornalista. Instagram.&nbsp;<a href=\"Jo\u00e3o%20Costa%20-%20jornalista.%20Instagram.%20Aqui.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aqui<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp; Dra. Flavia Pitella \u00e9 psic\u00f3loga (CRP &#8211; RJ: 05\/56639),psicanalista cl\u00ednica e hospitalar, professora universit\u00e1ria,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4916,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":""},"categories":[31],"tags":[339,45,340],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/e31dd1a3-d3fd-4424-85df-6d507303b652.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4915"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4917,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4915\/revisions\/4917"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vimagazine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}