{"id":5817,"date":"2022-08-30T18:30:26","date_gmt":"2022-08-30T21:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=5817"},"modified":"2022-08-30T18:30:31","modified_gmt":"2022-08-30T21:30:31","slug":"eco-ansiedade-um-termo-novo-para-um-problema-antigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=5817","title":{"rendered":"Eco-ansiedade \u2013 Um termo novo para um problema antigo."},"content":{"rendered":"\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam-se apresentado cada vez mais forte em nossas vidas. S\u00e3o secas intensas, chuvas torrenciais, nevascas poderosas, furac\u00f5es, tornados, derretimento de geleiras, etc. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da ONU, a temperatura global deve alcan\u00e7ar 1,5 grau de aquecimento nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas e demonstrar com estudos que riscos de uma crise ambiental para as pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas est\u00e3o presentes, al\u00e9m de ter sintomas sentidos j\u00e1 em nossos dias, como os observados nas estiagens, inc\u00eandios florestais, inunda\u00e7\u00f5es e ondas de calor sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas voc\u00ea pode estar se questionando: \u201co que esses assuntos t\u00eam a ver com a minha sa\u00fade mental?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img src=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5819\" width=\"254\" height=\"381\" srcset=\"https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231-683x1024.jpg 683w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231-200x300.jpg 200w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231-768x1152.jpg 768w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/vimagazine.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/IMG_99231.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><figcaption>Dr. Marcio Renzo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O termo eco-ansiedade pode ser um novo para n\u00f3s no Brasil, mas ao redor do mundo tem-se mostrado bem atual e presente. Segundo a American Psychology Association (APA), definiu o termo como: \u201co medo cr\u00f4nico de sofrer um cataclisma ambiental que ocorre ao observar o impacto, aparentemente irrevog\u00e1vel, das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas gerando uma preocupa\u00e7\u00e3o associada ao futuro de si mesmo e das gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como vemos, apesar de n\u00e3o ser tratada ainda como uma doen\u00e7a, tem um potencial muito grande para se instalar cada vez mais aqui no Brasil, pois podemos observar cada vez mais esses fen\u00f4menos clim\u00e1ticos aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>A eco-ansiedade, como um transtorno ansioso, por assim dizer, n\u00e3o afeta todas as pessoas da mesma forma e intensidade. Seus sintomas t\u00eam s\u00e3o caracter\u00edsticos como nos demais transtornos ansiosos, ou seja, taquicardia, picos de press\u00e3o, sono irregular, transtornos gastrointestinais, altera\u00e7\u00f5es de humor, depress\u00e3o, falta de ar. Seu diagn\u00f3stico precoce \u00e9 importante, pois em caso de outras comorbidades presentes podem complicar o quadro.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus efeitos tendem a atingir pessoas na faixa de 20 a 30 anos, principalmente que tenham uma maior consci\u00eancia ambiental, pois a preocupa\u00e7\u00e3o maior est\u00e1 relacionada ao futuro das novas gera\u00e7\u00f5es, aliado ao seu sentimento de culpa por n\u00e3o ter contribu\u00eddo mais com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros relatos desse transtorno foram noticiados nos Estados Unidos, no in\u00edcio dos anos 2000. At\u00e9 ent\u00e3o a preocupa\u00e7\u00e3o dos pacientes eram com o futuro da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m atualmente as pessoas que apresentam os sintomas temem por seu pr\u00f3prio futuro, tendo em vista a intensidade das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus efeitos no meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os efeitos provocados pela eco-ansiedade nos afetam f\u00edsica, mentalmente e socialmente, segundo o US Research Program:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas: altera\u00e7\u00f5es no estado f\u00edsico e metab\u00f3lico, aumento de alergias, maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as transmitidas pelas \u00e1guas, aumento de epis\u00f3dios originados pelo calor.<\/li><li>Altera\u00e7\u00f5es mentais: elevado n\u00edvel de estresse, ansiedade, depress\u00e3o, sentimento de perda, afli\u00e7\u00e3o, tens\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es sociais, abuso de subst\u00e2ncias, transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.<\/li><li>Altera\u00e7\u00f5es na sa\u00fade comunit\u00e1ria: aumento de agress\u00f5es interpessoais, aumento da viol\u00eancia e criminalidade, aumento da instabilidade social e redu\u00e7\u00e3o da coes\u00e3o social.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante que n\u00e3o se confunda com outro termo relacionado ao estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico que envolve grandes trag\u00e9dias, que \u00e9 a <strong><em>Solastalgia<\/em><\/strong>. Esta est\u00e1 relacionada ao conjunto de dist\u00farbios psicol\u00f3gicos que ocorrem em uma popula\u00e7\u00e3o local ap\u00f3s mudan\u00e7as destrutivas em seu habitat, decorrentes de a\u00e7\u00e3o humana ou clim\u00e1ticas. Estas pessoas t\u00eam uma maior probabilidade de desenvolver dist\u00farbios mentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a solastalgia est\u00e1 relacionado \u00e0s pessoas que j\u00e1 sofreram com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a eco-ansiedade \u00e9 pelo que ainda pode ocorrer devido a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que devermos fazer para evitarmos esses sintomas?<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor forma de resolver um problema \u00e9 enfrent\u00e1-lo. Conhecer o problema. Bancar o avestruz, se esconder do problema n\u00e3o vai ajudar em nada. Devemos procurar controlar os impulsos. Agir de forma a aproveitar o lado positivo das situa\u00e7\u00f5es. Manter o equil\u00edbrio emocional requer atitudes, que n\u00e3o combinam com a\u00e7\u00f5es precipitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra forma \u00e9 reduzir o sentimento de culpa que persegue as pessoas que manifestam a eco-ansiedade, tendo atitudes que ajude a preservar o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembre-se, a eco-ansiedade ir\u00e1 se manifestar principalmente em eventos, not\u00edcias e atitudes que envolvam o meio ambiente. Uma boa not\u00edcia \u00e9 que as pessoas que se envolvem com a\u00e7\u00f5es preventivas t\u00eam aumentado e este aumento influencia aos mais jovens, que por sua vez, se tornam mais preocupadas com as futuras gera\u00e7\u00f5es e, porque n\u00e3o, sua pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Procure ajuda aos primeiros sinais, tenha h\u00e1bitos sustent\u00e1veis e invistam na educa\u00e7\u00e3o ambiental. Vamos viver uma vida plena!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam-se apresentado cada vez mais forte em nossas vidas. 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