{"id":9731,"date":"2023-06-19T03:58:13","date_gmt":"2023-06-19T06:58:13","guid":{"rendered":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=9731"},"modified":"2023-06-19T03:58:14","modified_gmt":"2023-06-19T06:58:14","slug":"especialista-fala-com-exclusividade-sobre-os-traumas-gerados-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vimagazine.com.br\/?p=9731","title":{"rendered":"Especialista fala com exclusividade sobre os traumas gerados na pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; <strong>Rossandro Klinjey<\/strong> \u00e9 palestrante, escritor e psic\u00f3logo cl\u00ednico. Fen\u00f4meno nas redes sociais, seus v\u00eddeos j\u00e1 alcan\u00e7aram a marca de mais de cem milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es. Autor v\u00e1rios de livros, sendo os mais recentes, \u201c<strong>As cinco faces do Perd\u00e3o, Help: me eduque!<\/strong>\u201d e \u201c<strong>Eu escolho ser feliz<\/strong>\u201d. \u00c9 consultor da Rede Globo em temas relacionado a comportamento, educa\u00e7\u00e3o e fam\u00edlia, al\u00e9m de colunista da R\u00e1dio CBN. Foi professor universit\u00e1rio por mais de dez anos, quando passou a se dedicar \u00e0 atividade de palestrante, no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; &nbsp;Tendo em vista, os v\u00e1rios traumas adquiridos na pandemia por boa parte da humanidade, que eu convidei o especialista Rossandro Klinjey, para falar amplamente sobre temas como; maturidade emocional e a import\u00e2ncia do autoperd\u00e3o dentre outros assuntos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O que \u00e9 maturidade emocional?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp; Costumo afirmar com convic\u00e7\u00e3o que a maturidade emocional \u00e9 uma jornada de autodescoberta e uma poderosa escolha pessoal. Ela pode ser descrita como a habilidade intr\u00ednseca de reconhecer, compreender e lidar de maneira harmoniosa com nossas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es e as emo\u00e7\u00f5es dos outros. \u00c9 o dom\u00ednio de um indiv\u00edduo sobre seus sentimentos, permitindo que ele os identifique, nomeie e expresse de forma assertiva, evitando rea\u00e7\u00f5es impulsivas ou explosivas. Uma pessoa emocionalmente madura n\u00e3o se deixa arrastar pelo caos dos comportamentos explosivos alheios. Ela compreende profundamente que agir no mesmo tom apenas alimentaria um desequil\u00edbrio ainda maior. Ao inv\u00e9s disso, mant\u00e9m-se serena diante das provoca\u00e7\u00f5es, pois entende que as a\u00e7\u00f5es dos outros s\u00e3o reflexo de seu pr\u00f3prio estado emocional. A maturidade emocional alicer\u00e7a a capacidade de n\u00e3o se deixar levar por impulsos moment\u00e2neos, aguardando o momento adequado para uma conversa genu\u00edna e construtiva. No entanto, quando a oportunidade para a comunica\u00e7\u00e3o sincera n\u00e3o se apresenta, o indiv\u00edduo emocionalmente maduro compreende que isso decorre da incapacidade emocional do outro. Em vez de se frustrar, encontra serenidade na aceita\u00e7\u00e3o de que cada pessoa trilha seu pr\u00f3prio caminho de crescimento. Essa compreens\u00e3o profunda permite que ele permane\u00e7a firme em sua busca pela autenticidade e crescimento pessoal, independentemente das circunst\u00e2ncias externas. A maturidade emocional \u00e9, portanto, um estado de ser que transcende as apar\u00eancias e nos guia para uma conex\u00e3o mais profunda com nossa pr\u00f3pria ess\u00eancia. \u00c9 um convite para abra\u00e7ar a paz interior, cultivar relacionamentos genu\u00ednos e construir uma vida ancorada na sabedoria emocional. Ao escolher trilhar esse caminho, somos capazes de influenciar positivamente n\u00e3o apenas nossa pr\u00f3pria jornada, mas tamb\u00e9m o mundo ao nosso redor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Como uma pessoa pode adquirir maturidade emocional?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong> &nbsp;A busca pela maturidade emocional \u00e9 uma jornada fascinante e desafiadora. N\u00e3o existe uma f\u00f3rmula m\u00e1gica para alcan\u00e7\u00e1-la, pois somos seres complexos, moldados por experi\u00eancias diversas. No entanto, sabemos que a constru\u00e7\u00e3o dessa maturidade requer um compromisso di\u00e1rio consigo mesmo, um mergulho profundo no autoconhecimento, no autodesenvolvimento e na persist\u00eancia. \u00c9 fundamental compreender por que certas situa\u00e7\u00f5es ou pessoas nos tiram do equil\u00edbrio emocional. Investigar as fragilidades que permitimos que outros explorem, dominando nossa paz interior. O autoconhecimento nos capacita a reconhecer os sinais de vulnerabilidade e perigo emocional, como um sensor de carro alertando para o perigo iminente, e nos orienta a buscar uma fuga saud\u00e1vel dessas situa\u00e7\u00f5es. Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que esse processo n\u00e3o acontece da noite para o dia, nem se resume a uma simples decis\u00e3o. A mudan\u00e7a efetiva requer tempo e consolida\u00e7\u00e3o de uma vontade interior, muitas vezes silenciosa, por\u00e9m profundamente consciente. Aqueles que decidem deixar de reclamar da vida, por exemplo, podem ainda enfrentar momentos de fraqueza em que recaem em velhos h\u00e1bitos. Nesses momentos, \u00e9 crucial ter empatia e compaix\u00e3o por si mesmo, compreendendo que a transforma\u00e7\u00e3o exige paci\u00eancia e persist\u00eancia. N\u00e3o existe uma f\u00f3rmula universal, pois cada pessoa possui uma trajet\u00f3ria \u00fanica de vida e experi\u00eancias. \u00c0 medida que nos aprofundamos no autoconhecimento, aprendemos a regular nossas emo\u00e7\u00f5es, a nos acolhermos e a tomar decis\u00f5es mais assertivas. Compreendemos tamb\u00e9m as limita\u00e7\u00f5es daqueles que ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram essa conquista interna, e isso nos permite exercer empatia e compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Voc\u00ea escreveu v\u00e1rios livros, dentre os quais, \u2018As 5 Faces do Perd\u00e3o\u2019. A seu ver, as pessoas t\u00eam se perdoado mais e perdoado o seu pr\u00f3ximo? Quais os passos para se chegar as duas formas de perd\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp; A humanidade encontra-se profundamente adoecida em suas emo\u00e7\u00f5es, buscando escapar de seus sentimentos de todas as maneiras poss\u00edveis. Seja atrav\u00e9s do trabalho excessivo, como uma forma de distra\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo como uma fuga da pr\u00f3pria vida, ou por meio do v\u00edcio nas redes sociais e nas drogas. Essa busca incessante \u00e9 acompanhada por uma velocidade fren\u00e9tica de viver, deixando pouco espa\u00e7o para a verdadeira viv\u00eancia emocional. Diante desse cen\u00e1rio, como podemos falar sobre perd\u00e3o? Ap\u00f3s quase duas d\u00e9cadas de atendimento em consult\u00f3rio e tendo ensinado a mais de 10 mil alunos em meus cursos de aperfei\u00e7oamento emocional, percebo, a cada encontro, que o tempo passa, mas as pessoas continuam sofrendo as mesmas dores. Isso \u00e9 resultado da falta de perd\u00e3o, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos outros quanto a si mesmas. Muitas ainda veem o perd\u00e3o como uma fraqueza, como se estivessem concedendo uma &#8220;vit\u00f3ria&#8221; ao agressor, quando, na verdade, o perd\u00e3o \u00e9 um sinal de maturidade emocional. \u00c9 compreender que aquele que nos feriu n\u00e3o possui o repert\u00f3rio emocional para ser diferente do que \u00e9 e agir de forma distinta. Perd\u00e3o \u00e9 aceitar que o passado n\u00e3o pode ser alterado. Ficar remoendo essas mem\u00f3rias e revivendo emocionalmente a dor n\u00e3o mudar\u00e1 nada. \u00c9 deixar de lado a ferida para que ela se torne uma cicatriz indolor, uma marca do que aconteceu conosco, mas sem viver constantemente sob o dom\u00ednio do mal que nos foi infligido. Se pud\u00e9ssemos comparar o perd\u00e3o aos contos de fadas, seria como algu\u00e9m nos oferecendo uma &#8220;po\u00e7\u00e3o m\u00e1gica&#8221; que nos transformaria em sapos. Ao tom\u00e1-la, nos tornamos anf\u00edbios. No entanto, ao olharmos ao nosso redor, descobrimos outra po\u00e7\u00e3o capaz de nos devolver a forma humana. Ao beb\u00ea-la, voltamos a ser humanos, mas trazemos conosco a experi\u00eancia de ter sido v\u00edtimas e buscado a &#8220;liberta\u00e7\u00e3o&#8221; do mal. N\u00e3o perdoar \u00e9 permanecer ao lado do ant\u00eddoto e recusar-se a tom\u00e1-lo, vivendo eternamente como sapos. Em outras palavras, \u00e9 continuar sob o efeito do mal que nos foi infligido. O perd\u00e3o e o autoperd\u00e3o s\u00e3o sinais de uma profunda conex\u00e3o com nossa pr\u00f3pria ess\u00eancia. S\u00e3o atos de coragem, compaix\u00e3o e amor-pr\u00f3prio. Ao perdoarmos, n\u00e3o estamos justificando as a\u00e7\u00f5es daqueles que nos machucaram, mas sim libertando-nos do fardo do ressentimento e abrindo espa\u00e7o para a cura interior. O autoperd\u00e3o \u00e9 igualmente essencial, permitindo-nos reconhecer que somos humanos, sujeitos a erros e aprendizados, e que merecemos a oportunidade de seguir em frente com leveza e gratid\u00e3o. A jornada da maturidade emocional e do autoconhecimento requer a coragem de olhar para dentro de n\u00f3s mesmos, enfrentar nossas feridas mais profundas e, atrav\u00e9s do perd\u00e3o, transformar cicatrizes em s\u00edmbolos de supera\u00e7\u00e3o e crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Com a hiper abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es, acesso as redes de maneira at\u00e9 obsessiva, percebe-se que as pessoas est\u00e3o cada dia mais distantes umas das outras. Nesse sentido, h\u00e1 como reverter este quadro, teremos que lidar com esta nova realidade fazendo uma readequa\u00e7\u00e3o?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp; Chegar\u00e1 o momento em que a humanidade perceber\u00e1 que passou mais tempo sonhando do que realizando. As palavras s\u00e1bias de Carl Gustav Jung ressoam em nossos cora\u00e7\u00f5es: &#8220;Aquele que olha para fora sonha. Mas o que olha para dentro acorda.&#8221; Vivemos imersos em realidades paralelas, perdendo horas preciosas em distra\u00e7\u00f5es, mas a vida nos traz pequenos &#8220;apag\u00f5es&#8221;, momentos em que somos chamados \u00e0 realidade. Seja quando a internet falha, as redes sociais saem do ar ou quando a dor se faz presente de forma intensa. Somos seres interligados, compartilhando dores universais, mas cada um de n\u00f3s possui uma percep\u00e7\u00e3o singular. Estamos vivendo os efeitos de uma pandemia que impactou fam\u00edlias de maneiras diversas. Todos fomos afetados de alguma forma, mas nem todos experimentaram uma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o interior. A mudan\u00e7a, o despertar de uma sociedade, ocorre gradualmente, de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo. \u00c9 chegada a hora de assumirmos a responsabilidade por nossas vidas, de olharmos para dentro e despertarmos para a realidade que nos cerca. \u00c9 essencial n\u00e3o nos perdermos na sociedade da hiperinforma\u00e7\u00e3o, mas sim encontrarmos o equil\u00edbrio entre o mundo exterior e nosso mundo interior. Devemos buscar a sabedoria que nasce da autodescoberta e da conex\u00e3o profunda com nossa pr\u00f3pria ess\u00eancia. Ao nos reconectarmos com nosso eu verdadeiro, abrimos caminho para a realiza\u00e7\u00e3o dos nossos sonhos e potenciais. Somos chamados a despertar para uma vida aut\u00eantica e significativa, em que nossas a\u00e7\u00f5es se alinhem com nossos valores e prop\u00f3sitos. Nesse despertar, encontramos a coragem de enfrentar as adversidades, a compaix\u00e3o para com os outros seres humanos e a responsabilidade de contribuir para um mundo melhor. Portanto, neste momento de transforma\u00e7\u00e3o, convido voc\u00ea a olhar para dentro, a despertar para a realidade que pulsa em seu ser. Seja o agente de mudan\u00e7a que tanto anseia ver no mundo, pois cada indiv\u00edduo desperto \u00e9 uma luz que ilumina o caminho para uma sociedade mais consciente e compassiva. A jornada come\u00e7a em seu interior e se expande para al\u00e9m das fronteiras do seu ser, conectando-se com a teia de interdepend\u00eancia que nos une a todos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Quais s\u00e3o os benef\u00edcios e os malef\u00edcios da conex\u00e3o com as redes na din\u00e2mica das rela\u00e7\u00f5es interpessoais?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp; H\u00e1 uma dualidade evidente no uso das redes sociais e da internet em geral, e \u00e9 importante reconhec\u00ea-la sem demonizar totalmente essas ferramentas. Como vivenciei durante um voo, a tecnologia pode ser uma ponte que aproxima pessoas, permitindo-nos manter conex\u00f5es e fortalecer relacionamentos mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia. Pude conversar com minha esposa, compartilhar informa\u00e7\u00f5es e estabelecer planos para quando nos encontr\u00e1ssemos. Foi uma experi\u00eancia de uni\u00e3o facilitada pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. No entanto, presenciei outro lado dessa realidade enquanto observava um jovem ao meu lado, absorto em um jogo virtual. Ele estava escolhendo uma namorada para seu avatar, enquanto sua parceira na vida real opinava sobre qual personagem se assemelhava a ela. Ali, diante de mim, se apresentaram duas maneiras distintas de relacionar-se com o mundo digital. Isso ilustra claramente como a internet e as redes sociais s\u00e3o utilizadas de acordo com a maturidade emocional de cada indiv\u00edduo. Aqueles que possuem uma conex\u00e3o genu\u00edna consigo mesmos utilizar\u00e3o a internet como uma aliada para encurtar as dist\u00e2ncias f\u00edsicas e fortalecer os la\u00e7os afetivos com aqueles que amam. Por outro lado, aqueles que est\u00e3o desconectados de si mesmos buscar\u00e3o nas redes uma forma de escape, criando uma &#8220;realidade&#8221; virtual na tentativa de exercer um suposto &#8220;controle&#8221; sobre suas vidas. A grande verdade subjacente a tudo isso \u00e9 que aqueles que se amam e est\u00e3o verdadeiramente conectados continuar\u00e3o a fortalecer seus v\u00ednculos atrav\u00e9s do uso consciente dessas ferramentas. Por\u00e9m, aqueles que est\u00e3o desconectados de si mesmos, mesmo tendo a oportunidade de compartilhar momentos reais ao lado das pessoas que amam, vivenciar\u00e3o experi\u00eancias de desconex\u00e3o com a realidade. Portanto, cabe a cada um de n\u00f3s refletir sobre como utilizamos a tecnologia e as redes sociais. \u00c9 um chamado para a autenticidade e o autoconhecimento, para cultivarmos relacionamentos reais e significativos, e para estarmos presentes de forma genu\u00edna na vida daqueles que amamos. N\u00e3o podemos permitir que as redes sociais se tornem uma ilus\u00e3o que nos afasta da realidade, mas sim uma ferramenta que nos aproxima, amplia nossa vis\u00e3o de mundo e nos permite enriquecer nossas conex\u00f5es humanas. \u00c9 um convite para encontrarmos o equil\u00edbrio entre o mundo virtual e o mundo real, honrando a ess\u00eancia daquilo que \u00e9 verdadeiramente importante em nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Lidar com um mundo cada dia mais digital pode ou j\u00e1 tem tornado as pessoas mais intolerantes uma com as outras?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A internet n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por criar intoler\u00e2ncia, mas sim por amplificar e expor aquilo que j\u00e1 est\u00e1 presente dentro de cada pessoa. Ela permite que sentimentos de intoler\u00e2ncia se manifestem e sejam nomeados. Por exemplo, algu\u00e9m que n\u00e3o tem habilidades culin\u00e1rias pode assistir a um canal de culin\u00e1ria no YouTube, como o da Paola Carosella, e sentir-se inspirado a se tornar um cozinheiro, caso tenha interesse e afinidade com o assunto. Por outro lado, se n\u00e3o houver interesse, a ideia ser\u00e1 simplesmente rejeitada. No entanto, o perigo reside especialmente entre crian\u00e7as e adolescentes, que podem adotar comportamentos que n\u00e3o aprovam apenas para serem aceitos por determinados grupos. Eu, juntamente com meu amigo Jaime Ribeiro, sou cofundador de uma empresa de Educa\u00e7\u00e3o Socioemocional chamada Educa. Diariamente, recebemos pais preocupados com essa quest\u00e3o. Temos uma escola de educa\u00e7\u00e3o parental, uma esp\u00e9cie de &#8220;Netflix&#8221; do assunto, com especialistas explicando como abordar esses problemas com os filhos, e essa d\u00favida \u00e9 uma das mais frequentes. \u00c9 importante compreender que a internet \u00e9 um espa\u00e7o onde as pessoas podem manifestar quem realmente s\u00e3o. Se algu\u00e9m possui tend\u00eancias de preconceito ou intoler\u00e2ncia, essa pessoa pode at\u00e9 criar uma personalidade falsa no ambiente digital, mas, inevitavelmente, ela buscar\u00e1 conectar-se com pessoas que compartilham de suas ideias, j\u00e1 que muitas vezes, no \u00e2mbito familiar ou no trabalho, ela se depara com indiv\u00edduos que n\u00e3o compartilham dessas mesmas vis\u00f5es. Por medo de puni\u00e7\u00e3o ou de n\u00e3o serem aceitas, elas se omitem. Na internet, assim como na vida real, existem grupos de pessoas que agem dessa maneira. Quando fal\u00e1vamos sobre bullying na escola, n\u00e3o nos refer\u00edamos a uma \u00fanica pessoa praticando bullying, mas sim a um grupo, pois havia aqueles que praticavam e outros que os apoiavam. Essas din\u00e2micas tamb\u00e9m ocorrem no ambiente digital, por\u00e9m com um alcance ainda maior, uma vez que as conex\u00f5es s\u00e3o mais amplas do que o n\u00famero de alunos em uma sala de aula. Isso acaba criando a impress\u00e3o de que esses comportamentos s\u00e3o mais prevalentes. Al\u00e9m disso, no ambiente digital, as pessoas podem criar m\u00faltiplos perfis, o que intensifica as sensa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e vulnerabilidade. Em contrapartida, no ambiente presencial, o valent\u00e3o da escola era apenas uma pessoa, enquanto o grupo era um grupo, e ele n\u00e3o poderia fingir ser maior do que realmente era. Diante dessas reflex\u00f5es, torna-se essencial compreender que a responsabilidade est\u00e1 em n\u00f3s mesmos, enquanto indiv\u00edduos e como sociedade. Devemos cultivar o di\u00e1logo aberto, a empatia e a conscientiza\u00e7\u00e3o para combater a intoler\u00e2ncia e o \u00f3dio que se manifestam nas redes sociais. \u00c9 um convite para educarmos nossas crian\u00e7as e jovens sobre os impactos emocionais e sociais das intera\u00e7\u00f5es virtuais, incentivando-os a desenvolverem habilidades socioemocionais que promovam relacionamentos saud\u00e1veis e respeito m\u00fatuo. Ao fazermos isso, estaremos construindo uma cultura digital mais inclusiva e compassiva, onde as diferen\u00e7as s\u00e3o celebradas e as vozes de todos s\u00e3o respeitadas. Ser\u00e1 um espa\u00e7o em que a conex\u00e3o virtual servir\u00e1 como um meio para promover o entendimento, a colabora\u00e7\u00e3o e o crescimento m\u00fatuo. Uma cultura em que a autenticidade e a bondade prevalecem, e onde cada intera\u00e7\u00e3o online se torna uma oportunidade de fortalecer os la\u00e7os humanos e inspirar-se mutuamente. \u00c9 um chamado para que cada um de n\u00f3s seja um agente de mudan\u00e7a, promovendo a empatia, o di\u00e1logo construtivo e a dissemina\u00e7\u00e3o de mensagens positivas e construtivas. Juntos, podemos transformar a internet em um espa\u00e7o de conex\u00e3o significativa e crescimento pessoal, construindo um futuro digital que seja verdadeiramente inspirador e ben\u00e9fico para todos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Quais s\u00e3o as principais indica\u00e7\u00f5es que o senhor faz, enquanto psic\u00f3logo, para as pessoas que se encontram deprimidas, com transtorno de ansiedade e s\u00edndrome do p\u00e2nico?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A resposta para essa pergunta complexa e dolorosa reside na busca por ajuda. Embora a depress\u00e3o, o transtorno de ansiedade e a s\u00edndrome do p\u00e2nico sejam realidades distintas, se eu tivesse que oferecer uma resposta \u00fanica a todas as pessoas que enfrentam essas dores, seria diretamente para que buscassem aux\u00edlio. Um dos principais desafios que a humanidade enfrenta diariamente \u00e9 minimizar suas pr\u00f3prias dores. No entanto, ignorar ou suprimir essas dores n\u00e3o as faz desaparecerem. Ao contr\u00e1rio, elas continuam a afetar nossa exist\u00eancia, muitas vezes de maneira invis\u00edvel a olho nu, at\u00e9 que, em algum momento, essas dores ocultas se tornem insustent\u00e1veis. Em um mundo que est\u00e1 despertando para a import\u00e2ncia da sa\u00fade mental, \u00e9 fundamental compreender que o bem-estar vai al\u00e9m do aspecto f\u00edsico. Precisamos cuidar de nossas emo\u00e7\u00f5es sem nos preocuparmos com julgamentos externos. Aqueles que est\u00e3o sofrendo n\u00e3o s\u00e3o capazes de compreender plenamente as necessidades dos outros. Por\u00e9m, aqueles que j\u00e1 trilharam o caminho do autoconhecimento, que conquistaram uma profunda compreens\u00e3o de si mesmos e encontraram equil\u00edbrio em seus cora\u00e7\u00f5es, s\u00e3o capazes de reconhecer quando algu\u00e9m precisa de um tempo para si, de uma m\u00e3o amiga e de cuidado. No entanto, ainda existem muitas pessoas que permanecem adormecidas, desconhecendo at\u00e9 mesmo o nome de suas pr\u00f3prias dores. Portanto, a resposta para aqueles que enfrentam essas batalhas internas \u00e9 buscar ajuda. N\u00e3o h\u00e1 vergonha ou fraqueza em admitir que precisamos de suporte emocional e profissional. \u00c9 um ato de coragem e autocompaix\u00e3o reconhecermos que estamos enfrentando dificuldades e buscar as ferramentas e recursos necess\u00e1rios para nossa cura. Ao buscar ajuda, abrimos portas para a esperan\u00e7a, a compreens\u00e3o e a possibilidade de uma vida plena e significativa. Nesse processo, \u00e9 importante lembrar que somos seres \u00fanicos e que cada jornada de cura \u00e9 pessoal e individual. O caminho para a sa\u00fade mental envolve terapeutas, profissionais especializados e comunidades de apoio que possam nos auxiliar. \u00c9 um processo de autocuidado cont\u00ednuo, em que abra\u00e7amos nossa vulnerabilidade, nos conectamos com nossas emo\u00e7\u00f5es e buscamos as ferramentas que nos permitir\u00e3o trilhar um caminho de cura e autodescoberta. Portanto, se voc\u00ea est\u00e1 enfrentando essas dores, saiba que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 sozinho. Busque ajuda, confie no poder de sua pr\u00f3pria jornada de cura e abra espa\u00e7o para a transforma\u00e7\u00e3o. A vida pode ser bela, e a luz do autoconhecimento e do cuidado emocional pode iluminar o seu caminho rumo \u00e0 cura e \u00e0 felicidade duradoura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Considera\u00e7\u00f5es finais? Quais as suas redes sociais, sites no qual as pessoas podem encontr\u00e1-lo?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>R:<\/strong>&nbsp;&nbsp; &nbsp;Jo\u00e3o, gostaria de expressar minha gratid\u00e3o pelo apoio e carinho que voc\u00ea tem dedicado ao meu trabalho, assim como pela forma como voc\u00ea o compartilha com seu p\u00fablico. Quero enviar um abra\u00e7o caloroso aos seus leitores e seguidores, refor\u00e7ando o convite que voc\u00ea faz para que eles me acompanhem em minhas redes sociais: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rossandroklinjey\/\">@rossandroklinjey<\/a>. Estou presente no Instagram, <a href=\"rossandroklinjey\">TikTok<\/a>, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/rossandrok\/status\/1653164653533360132\">Twitter<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/rossandroklinjey\">YouTube<\/a>. Aos domingos, apresento um programa especial chamado &#8220;Cuidando da Alma&#8221;, que vai ao ar, ao vivo, \u00e0s 10:00 da manh\u00e3, como mais de 110 epi\u00f3sidos que est\u00e3o todos no me canal do YouTube. J\u00e1 s\u00e3o mais de 2 anos de transmiss\u00e3o! Convido tamb\u00e9m os leitores e leitoras a acompanharem minha coluna na CBN, junto com a Petra Chaves, chamada &#8220;Div\u00e3 de Todos N\u00f3s&#8221;, que vai ao ar aos domingos, \u00e0s 13h10. Al\u00e9m disso, todas as quartas-feiras, \u00e0s 16h15, tenho o programa &#8220;Sa\u00fade Integral&#8221;. Essas duas colunas, assim como o &#8220;Cuidando da Alma&#8221;, tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis nos principais tocadores de podcast, como o Spotify, Apple Podcasts, Deezer, entre outros. Espero que todos encontrem inspira\u00e7\u00e3o, conhecimento e momentos de reflex\u00e3o em meu conte\u00fado. \u00c9 uma honra poder compartilhar essas experi\u00eancias e contribuir para o cuidado da alma e da sa\u00fade integral. Mais uma vez, agrade\u00e7o imensamente pelo seu apoio e pela oportunidade de me conectar com seu p\u00fablico maravilhoso. Estou ansioso para receber a todos em minhas redes e compartilhar essa jornada de crescimento e bem-estar juntos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp; Rossandro Klinjey \u00e9 palestrante, escritor e psic\u00f3logo cl\u00ednico. 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