Liderança humanizada: por que o controle perde espaço nas empresas
Mudança no perfil dos líderes coloca inteligência emocional, escuta e relações mais saudáveis no centro das novas formas de gestão
Durante décadas, a imagem do chefe esteve associada ao controle: era quem determinava, cobrava, fiscalizava e concentrava as decisões. Esse modelo, porém, vem sendo confrontado por uma nova realidade no mundo do trabalho, em que competências como inteligência emocional, capacidade de escuta, comunicação e construção de relações de confiança ganham importância na gestão das equipes.
Mais do que uma tendência de comportamento, a transformação reflete mudanças nas próprias relações profissionais. Em ambientes que valorizam autonomia, colaboração e bem-estar, o líder deixa de ser apenas a autoridade responsável por cobrar resultados e passa a ter também o papel de criar condições para que as pessoas possam desempenhar seu trabalho, desenvolver suas potencialidades e estabelecer relações mais saudáveis.
O tema estará entre as discussões do IX Congresso Internacional de Felicidade, que será realizado nos dias 14 e 15 de novembro, no Centro de Eventos Positivo, em Curitiba. A programação reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir felicidade, comportamento, saúde emocional, propósito e relações humanas a partir dos pilares da ciência, filosofia, arte e espiritualidade.
Entre os destaques está Daniel Goleman, psicólogo norte-americano e autor do best-seller Inteligência Emocional, que fará a palestra “Como desenvolver inteligência emocional”. Considerado um dos principais nomes mundiais na discussão sobre inteligência emocional, relacionamentos, liderança e desempenho, Goleman relaciona essas competências ao desempenho sustentável de indivíduos e equipes.
A dimensão empresarial da discussão estará presente também na palestra de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil. Com o tema “Felicidade no trabalho não é benefício, é estratégia”, ela abordará uma perspectiva que aproxima bem-estar e gestão, colocando a experiência das pessoas dentro da própria estratégia das organizações.
A mudança na maneira de estabelecer relações dentro das organizações também passa pela comunicação. Elisama Santos, escritora, psicanalista, referência em comunicação não violenta e autora de Conversas Corajosas, falará justamente sobre a importância das conversas difíceis e da capacidade de estabelecer diálogos. Certificada no Programa de Lideranças Executivas pela Primeira Infância, da Harvard University, ela leva ao congresso uma abordagem que aproxima comunicação, relações humanas e desenvolvimento emocional.
Para Wagner Cunha Carvalho, CEO da W-Energy, a discussão ganha ainda outra dimensão com a palestra “Sustentabilidade Humana”. O conceito amplia a ideia de sustentabilidade para incluir as próprias pessoas e as relações estabelecidas nos ambientes profissionais.
Da autoridade à influência
A transformação não significa, necessariamente, o desaparecimento da autoridade. O que muda é a forma de exercê-la. O líder continua responsável por tomar decisões, estabelecer metas, cobrar resultados e enfrentar conflitos, mas a maneira como conduz essas situações pode determinar a qualidade das relações e do ambiente de trabalho.
Nesse contexto, escutar não significa deixar de liderar, assim como demonstrar empatia não implica abrir mão de desempenho. A liderança humanizada parte da compreensão de que resultados e relações não são necessariamente objetivos opostos. Ao contrário, a capacidade de compreender pessoas, administrar emoções, comunicar expectativas e construir confiança pode se tornar parte da própria competência de gestão.
A mudança também acompanha uma transformação nas expectativas dos profissionais. A relação com o trabalho passou a envolver, além de remuneração e carreira, questões como propósito, pertencimento, saúde emocional, autonomia e qualidade das relações. Para as organizações, isso representa o desafio de repensar não apenas políticas de recursos humanos, mas também a maneira como a liderança é exercida no cotidiano.
É nesse ponto que a discussão sobre felicidade no trabalho se aproxima da liderança. Se o bem-estar deixou de ser percebido apenas como uma questão individual para ganhar espaço nas estratégias organizacionais, o comportamento de quem lidera passa a ter papel central nessa construção.
A programação do IX Congresso Internacional de Felicidade reúne, assim, diferentes perspectivas sobre uma mesma transformação: a necessidade de olhar para as relações humanas como parte essencial da vida profissional. Ao reunir nomes como Goleman, Luiza Helena Trajano e Elisama Santos, o evento propõe uma reflexão sobre como inteligência emocional, comunicação e bem-estar podem influenciar a maneira de trabalhar e de liderar.
As inscrições para o IX Congresso Internacional de Felicidade estão abertas no site www.congressodefelicidade.com.br
IX Congresso Internacional de Felicidade
14 e 15 de novembro de 2026
Curitiba – PR | Centro de Eventos Positivo (Parque Barigüi)
Patrocinadores
Patrocínio prata: Arauco.
Patrocínio bronze: Colégio Positivo.
Apoio: Lunelli, Komatsu Forest, Ibema, Helisul, Metalus Indústria Mecânica.
Apoio institucional: Prefeitura de Curitiba, através do Instituto Municipal de Turismo (IMT).
Mais informações e inscrições: www.congressodefelicidade.com.br
Instagram: @congressodefelicidade
Sobre o Congresso Internacional de Felicidade
O Congresso Internacional de Felicidade reúne os maiores palestrantes do Brasil e do mundo para abordar o tema da felicidade a partir da ciência, arte, filosofia e espiritualidade. É um mergulho profundo de autoconhecimento e autodesenvolvimento pessoal e profissional. Um momento de reflexão acerca do que é a Felicidade e como ser mais feliz a partir de múltiplos olhares com uma visão integral do ser humano. Mais informações no site: https://www.congressodefelicidade.com.br/
Foto Destaque: Congresso Internacional de Felicidade, edição 2025.
Foto: Melito.
