Reforma Tributária: empresário precisa se preparar ainda em 2026 para evitar impactos nos resultados em 2027

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Especialista em contabilidade, Vanessa Stoklosa recomenda revisar preços, fluxo de caixa, planejamento tributário e sistemas para enfrentar as mudanças com mais segurança.

A Reforma Tributária exige atenção dos empresários ainda em 2026. Com a chegada de 2027, o desafio é transformar as informações sobre as mudanças na legislação em ações práticas, capazes de reduzir riscos e preservar a saúde financeira dos negócios.
Para Vanessa Stoklosa, especialista em contabilidade, muitas empresas já ouviram falar sobre a reforma, mas ainda precisam avaliar como as mudanças podem afetar sua própria realidade financeira.
“O principal desafio é sair da informação e partir para a ação. Muitos empresários já ouviram falar da Reforma Tributária, mas ainda não olharam para os números da própria empresa. Não dá para esperar janeiro para descobrir se o negócio está preparado”, alerta.

Planejamento precisa envolver toda a empresa

Entre as áreas que merecem atenção estão o planejamento tributário, a formação de preços, o fluxo de caixa e a tecnologia. Segundo Vanessa, essas frentes precisam ser analisadas de maneira integrada, já que decisões tomadas nas compras e nas vendas também podem influenciar diretamente o resultado financeiro.

A preparação também deve envolver o empresário, a contabilidade e as equipes responsáveis pelos processos internos. Além de compreender os impactos tributários, é necessário verificar se os sistemas estão preparados para as novas exigências e se os procedimentos operacionais precisam de ajustes.

“Precisamos aproveitar este ano para entender o que muda nos impostos, nos preços e no caixa. O planejamento tributário mostra o impacto dos impostos, a formação de preços ajuda a proteger o lucro e o fluxo de caixa revela se haverá dinheiro para cumprir os compromissos”, explica a especialista.

Adaptação tardia pode pressionar custos e margens

Deixar a preparação para a última hora pode obrigar as empresas a realizarem ajustes em caráter de urgência, como atualizar sistemas, corrigir documentos fiscais, rever preços e renegociar contratos.

Nesse cenário, o empresário corre o risco de perder margem de lucro ou enfrentar dificuldades para manter o capital necessário à operação.

Por isso, a recomendação é antecipar as análises e realizar simulações que permitam identificar possíveis impactos antes de tomar decisões.
Vanessa ressalta, ainda, que os efeitos da Reforma Tributária não serão iguais para todos os negócios. O impacto dependerá de fatores como o setor de atuação, o perfil das operações, a relação com fornecedores e clientes, o aproveitamento de créditos tributários e o regime de tributação.

“Não dá para dizer que todas as empresas vão pagar mais ou que todas vão pagar menos. Precisamos olhar para o que a empresa vende, de quem ela compra, quais créditos poderá aproveitar e quem são seus clientes. Olhar só para a alíquota não basta. Precisamos entender quanto vai sobrar no final”, afirma.

Três medidas para começar a preparação

Para a especialista, os empresários podem iniciar a adaptação com três medidas práticas:

Analisar os números com a contabilidade: realizar simulações e identificar possíveis reflexos das mudanças tributárias sobre os resultados do negócio.
Revisar preços, contratos e fluxo de caixa: verificar se as margens estão protegidas e se a empresa terá recursos suficientes para cumprir seus compromissos.

Organizar a execução: definir responsáveis, estabelecer prazos, testar os sistemas e preparar as equipes para as mudanças necessárias.

A orientação é utilizar o período de transição para conhecer melhor a realidade financeira da empresa, identificar vulnerabilidades e tomar decisões com maior segurança.

“Não espere a mudança chegar para começar a se preparar. Use este momento para conhecer melhor sua empresa e tomar decisões com mais segurança”, conclui Vanessa.