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Procrastinação: Por Que Adiamos Tudo e Como Sair Desse Ciclo Invisível.

Você já percebeu aquela sensação quando você sabe que precisa fazer algo importante, mas simplesmente não consegue começar? Aquele frio na espinha quando pensa na tarefa? Bem, isso não é preguiça. É procrastinação e ela é muito mais complexa do que você imagina.

A procrastinação é quando adiamos tarefas importantes mesmo sabendo que isso vai prejudicar a gente, sem motivo aparente. Nosso cérebro está tentando escapar de emoções ruins como medo, vergonha ou ansiedade. Isso não tem nada a ver com falta de caráter, tem tudo a ver com como nosso corpo está programado para lidar com desconforto emocional.

Neste texto, vamos explorar por que adiamos as coisas, como reconhecer quando virou um problema real, e o mais importante, o que fazer para sair desse ciclo. Vamos lá?

O Que Realmente É Procrastinação?

Não é Preguiça, é Proteção Emocional.

Procrastinação é escolher fazer outras coisas em vez de fazer aquilo que é importante. Mas aqui está o detalhe importante: quem procrastina fica tenso e culpado o tempo todo, diferente de alguém que simplesmente descansa.

E essa diferença é crucial. Quem tem preguiça ocasional descansa e fica de boa. E quem procrastina? Fica ansioso por dias, alternando entre culpa, tentativas fracassadas e explosões de produtividade de última hora. É exaustivo.

O que acontece é que quando uma tarefa desperta sensações negativas, medo de falhar, vergonha, incapacidade, nosso cérebro liga o “modo proteção” e busca escapar daquele desconforto. Simples assim. E aí começa um ciclo quase impossível de quebrar.

Por Que Nosso Cérebro Adia Tudo?

Vamos entender como isso funciona lá dentro da cabeça:

Você pensa em fazer algo difícil e sente ansiedade. Para escapar dessa sensação ruim, você adia. Alguns minutos depois, se sente melhor. Mas daí a culpa volta ainda mais forte. Depois de um tempo, a ansiedade retorna multiplicada, agora acompanhada de culpa e pânico.

Isso é tudo culpa de um neurotransmissor chamado dopamina. As atividades que dão prazer rápido (redes sociais, séries, internet) liberam dopamina na hora. Tarefas difíceis não trazem essa recompensa imediata. Nosso cérebro, evolutivamente programado para buscar alívio rápido, prefere o que dá prazer agora.

Parece lógico, certo? Mas aí está o problema: esse alívio é ilusório. Você se sente melhor por uns minutos, mas logo depois a pressão volta ainda pior.

Procrastinação, Preguiça, Cansaço Mental: Qual é a Diferença?

Procrastinação Não É Preguiça!

Embora pareçam semelhantes, procrastinação e preguiça são coisas bem diferentes.

Na preguiça ocasional, você prefere descansar, mas depois descansa de verdade. Na procrastinação, existe um desejo real de fazer a coisa, mas um bloqueio invisível impede você. É uma luta interna constante.

Entender essa diferença é importante porque muda completamente como você lida com o problema. Se você acha que é preguiçoso, pode tentar aplicar força de vontade bruta — o que raramente funciona. Se você reconhece que é procrastinação, pode procurar estratégias que realmente funcionam e abordem os obstáculos emocionais reais.

Quando é Cansaço Mental Mesmo?

Existe algo chamado sobrecarga cognitiva. É quando seu cérebro está tão esgotado que até uma tarefa simples (como enviar um e-mail curto) parece impossível.

Diferente da procrastinação pura, aqui o problema é que seu cérebro atingiu seu limite de processamento de informações. O bloqueio não é emocional, é biológico. Seu corpo está literalmente pedindo ajuda.

Se você evita até tarefas triviais e se sente exausto mesmo após dormir bem, pode ser que seu corpo esteja operando sob estresse crônico. Isso é sinal fisiológico real de que algo não vai bem.

Burnout: Quando Procrastinação Vira Colapso.

Desde 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece oficialmente o burnout como doença ocupacional ligada ao trabalho. Não é mais "só estresse", é diagnóstico médico.

O burnout é caracterizado por três coisas: exaustão extrema, distanciamento emocional do trabalho e sensação de que você não consegue fazer nada direito. E sabe qual é um dos primeiros sinais? Procrastinação crescente.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por burnout cresceram 823% em quatro anos no Brasil. De 2021 para 2025, as denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho saltaram de 190 para 1.022.

Isso não é coincidência. Quando alguém está em burnout, a procrastinação é um grito de socorro do organismo.

Os Sinais de Que Ficou Séria.

Adiar uma tarefa aqui e ali é completamente normal. O alerta dispara quando:

  • Você adia constantemente e perde prazos importantes regularmente;
  • Sente ansiedade intensa quando pensa na tarefa;
  • Alterna entre culpa, pressa e exaustão (o ciclo infernal);
  • Isso afeta seu trabalho, estudo ou relacionamentos de forma visível.

Se você está vivendo esse ciclo, saiba que não está sozinho. Dois em cada dez adultos procrastinam com frequência. Entre estudantes, esse número sobe para 70%.

O peso emocional é real também. Procrastinação constante afeta seu sono, humor e concentração. Pode levar a depressão, ansiedade aumentada e aquela sensação de incapacidade total. Prejudica relacionamentos e oportunidades profissionais. Não é pequeno.

O Lado Psicológico: O Que Freud Nos Ensina?

Pensamentos Reprimidos Voltam Como Sabotagem!

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, afirmou algo fascinante: "pensamentos reprimidos nunca morrem, eles voltam de outras formas".

Isso explica muito sobre procrastinação. Quando você evita conscientemente lidar com emoções difíceis (medo, vergonha, sensação de incapacidade), essas emoções não desaparecem. Elas se transformam e voltam disfarçadas, frequentemente como procrastinação.

Seu inconsciente (aquela parte do cérebro que você não controla conscientemente) usa o adiamento como forma de proteção. A pessoa não adia porque quer, adia porque seu inconsciente está tentando protegê-la de emoções que seu consciente não consegue aguentar no momento.

Por isso força de vontade raramente funciona. Você não pode disciplinar conscientemente o que está sendo controlado pelo inconsciente.

Perfeccionismo: O Vilão Invisível.

Muitas pessoas procrastinam porque querem fazer tudo perfeito. E isso paralisa.

Se cometer um erro vira sinônimo de fracasso pessoal, então adiar fica mais seguro que começar. A tarefa deixa de ser "uma entrega" e vira "um teste do seu valor como pessoa".

Um projeto vira julgamento. Uma apresentação vira ameaça. Uma conversa difícil vira possibilidade de rejeição.

A pessoa não adia porque acha a tarefa sem importância, adia porque a importância ficou emocionalmente cara demais.

Estratégias Que Realmente Funcionam.

1. Comece Pequeno (MUITO Pequeno)

A regra mais importante: não espere a vontade vir antes de começar. A vontade vem depois que você começa. É assim mesmo.

Estude por 25 minutos. Escreva uma página. Faça um exercício rápido. O importante é começar, não importa se ficar ruim.

A técnica Pomodoro (25 minutos de trabalho + pausa) funciona bem porque transforma algo assustador em algo manejável. Não é "estudar para um exame inteiro", é "estudar por 25 minutos agora". Essa reconfiguração mental reduz enormemente a resistência inicial.

2. Reduza o Peso Emocional

Se o medo vem do perfeccionismo, a saída é: comece mal, mas comece.

  • Divida tarefas grandes em pedaços pequenos e visíveis;
  • Use a regra dos dois minutos: se leva menos de 2 minutos, faça agora para liberar sua mente;
  • Escreva tudo o que precisa fazer para parar de gastar energia tentando lembrar;
  • Trabalhe a autocompaixão, perdoe-se pelas falhas, em vez de se punir.

Começar mal, mas começar, é muito mais útil psicologicamente do que esperar confiança total.

3. Crie o Ambiente Certo

Ambiente importa. Muito.

Ambientes com barulho e interrupções constantes aceleram o esgotamento mental. Trabalho remoto intenso torna difícil separar tempo de descanso de tempo de trabalho, sua mente fica sempre conectada a demandas.

Solução? Reserve tempo real para descansar:

  • Durma bem e em horários regulares;
  • Faça exercício físico regularmente;
  • Tire pausas de verdade (sem celular);
  • Crie períodos de silêncio digital.

Esses cuidados recuperam o cérebro de verdade.

Quando Você Precisa Procurar Ajuda Profissional

Entender o que é procrastinação é um primeiro passo importante. Mas, às vezes, você precisa de ajuda de verdade.

Procure um profissional quando:

  • O comportamento passa a ser seu padrão de funcionamento diário (não algo que acontece uma vez ao mês);
  • Existe culpa constante e recorrente após evitar tarefas;
  • Você nota prejuízo real no trabalho ou nos estudos;
  • Experimenta ciclos repetidos de ansiedade, adiamento, culpa e exaustão.

Não é fraqueza pedir ajuda — é sabedoria.

O Que a Terapia Oferece?

Um terapeuta explora “o porquê” você adia (medo, perfeccionismo, ansiedade). Juntos, vocês encontram estratégias para lidar com emoções difíceis.

A terapia ensina:

  • Técnicas de regulação emocional;
  • Organização de rotina prática;
  • Comunicação assertiva;
  • Como tolerar erros e fracassos.

Em vez de perguntar se você é disciplinado por natureza, faz mais sentido investigar como você reage a frustração, crítica, prazos e exposição. Isso muda tudo.

Você Consegue Mudar Isso

Procrastinação não é um defeito seu. É seu corpo tentando se proteger de emoções que ficaram insuportáveis.

Reconhecer isso não é demérito, é libertador. Significa que você não está quebrado. Está simplesmente lidando com uma proteção psicológica que funcionou em algum ponto, mas agora está prejudicando.

As estratégias que funcionam — começar pequeno, reduzir o peso emocional, criar ambientes favoráveis, trabalhar a autocompaixão, não ignoram os desafios. Elas as contornam através de pequenas ações concretas.

Comece hoje: pegue aquela tarefa que está adiando e dedique 25 minutos. Só isso. Depois você para. Mas comece.

Porque depois de começar, fica mais fácil continuar — e isso é científico!


Bibliografia

CORREIO BRAZILIENSE. A psicologia diz que a procrastinação crônica em tarefas importantes não é preguiça, mas uma falha na regulação emocional. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar. Acesso em: 6 maio 2026.

CORREIO BRAZILIENSE. Sigmund Freud: pensamentos reprimidos nunca morrem. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar. Acesso em: 6 maio 2026.

G1 GLOBO. Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos. Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/01/afastamentos-por-burnout-crescem-mais-de-800percent-em-quatro-anos-entenda-o-que-esta-por-tras-do-esgotamento-no-trabalho.ghtml. Acesso em: 6 maio 2026.

G1 GLOBO. Procrastinação: o que a psicologia diz sobre o hábito de adiar tarefas. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/04/28/procrastinacao-o-que-a-psicologia-diz-sobre-o-habito-de-adiar-tarefas.ghtml. Acesso em: 6 maio 2026.

RÁDIO TUPI. Cansaço mental impacta memória, humor e produtividade. Disponível em: https://www.tupi.fm/entretenimento/cansaco-mental-impacta-memoria-humor-e-produtividade-apontam-especialistas. Acesso em: 6 maio 2026.

TERAPPIA. O que significa procrastinar e como isso impacta o dia a dia? Disponível em: https://www.terappia.com.br/posts/o-que-significa-procrastinar-e-como-isso-impacta-o-dia-a-dia. Acesso em: 6 maio 2026.

TUA SAÚDE. Cansaço constante não é apenas falta de disposição. Disponível em: https://www.tuasaude.com/news/2026/04/27/cansaco-constante-nao-e-apenas-falta-de-disposicao-e-um-sinal-fisiologico-de-que-seu-organismo-pode-estar-operando-sob-estresse-cronico. Acesso em: 6 maio 2026.

UNIMED CAMPINAS. O que é procrastinação e o que pode estar por trás desse comportamento. Disponível em: https://www.unimedcampinas.com.br/blog/saude-emocional/o-que-e-procrastinacao-e-o-que-pode-estar-por-tras-desse-comportamento. Acesso em: 6 maio 2026.

UOL NOTÍCIAS. A psicologia explica por que quem evita iniciar tarefas simples pode estar sobrecarregado mentalmente. Disponível em: https://www.uai.com.br/uainoticias/2026/04/07/a-psicologia-explica-por-que-quem-evita-iniciar-tarefas-simples-pode-estar-sobrecarregado-mentalmente-sem-perceber. Acesso em: 6 maio 2026.

GUSTAVO QUEZADA. Técnica Pomodoro. Disponível em: https://gustavoquezada.com/tecnica-pomodoro. Acesso em: 6 maio 2026.

FOCUS NOW. Pomodoro Technique. Disponível em: https://focus-now.app/pt/pomodoro-technique. Acesso em: 6 maio 2026.

violencia contra minorias

A violência contra minorias e seus reflexos na mente.

Sabe aquele ditado que a gente ouve por aí: "as palavras não machucam"? Pois é, a psicanálise discorda e muito. A violência sistemática contra minorias deixa cicatrizes profundas na psique das pessoas, mexendo em coisas fundamentais como identidade e desenvolvimento. E não é só trauma pontual, não. É algo que vai marcando a gente desde cedo, se infiltrando no inconsciente. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo vêm investigando justamente isso — como mulheres vítimas de violência sexual e pessoas LGBTQIAPN+ sofrem impactos sérios na saúde mental, desde depressão até comportamentos autodestrutivos.[1] É coisa séria demais.

Quando a gente aprende a desumanizar através das palavras.

Aqui tá o ponto: a violência física é tipo o último ato de uma peça que começou bem antes. Muito antes. A psicanálise nos mostra que antes de alguém apanhar, precisa primeiro deixar de ser gente, sabe? Precisa virar "coisa", objeto.

Uma colunista do Diário do Nordeste escreveu algo que é meio assustador: "ninguém agride, viola ou mata quem reconhece plenamente como igual."[8] Isso quer dizer que a gente precisa primeiro rebaixar a pessoa através da linguagem. Mulheres em aplicativos de relacionamento sendo chamadas de "estupráveis", camisetas de certos grupos dizendo "não se arrependa", adolescentes classificando colegas por "utilidade" — tudo isso é ensaio. Treino do olhar que depois autoriza a violência mesmo.

Frantz Fanon, um psiquiatra que trabalhou com vítimas da colonização na Argélia, já tinha entendido isso nos anos 1950.[12] Ele mostrou que o racismo e a opressão colonial não machucam só o corpo, machucam o inconsciente das pessoas, deixam marcas que a gente passa para o próximo. A psicanálise precisava acordar para isso: o sujeito não é uma “ilhinha” isolada numa sala de consultório. A gente é marcado pelo contexto, pela história, pela opressão que a gente vive.

O estresse de ser minoria: quando ficar vivo já é cansativo.

Tem um termo que os pesquisadores usam — "estresse de minoria." Basicamente, é aquele cansaço crônico de estar sempre em alerta, sempre na defensiva.[1] Pessoas LGBTQIAPN+ que não se assumiram publicamente vivem nisso o tempo todo. É tipo estar sempre segurando a respiração, sabe? E isso marca, mexe com tudo.

Os números falam por si: entre pessoas trans no Brasil, a taxa de tentativa de suicídio chega a 43,1%.[4] Não é de assustar? Quando a gente vê um número desses, não é um "caso" ou outro. É evidência de que o sistema inteiro de violência está funcionando mesmo, deixando cicatrizes profundas.

Mulheres vítimas de violência sexual lidam com outra coisa bem pesada: a culpa que a sociedade coloca nelas. Estupro não é só o ato violento, é a sociedade inteira pedindo para você ficar de boca fechada, te perguntando se estava bebendo, como estava vestida. Pesquisas da UFES estão investigando como essas mulheres conseguem se recuperar disso, o que chamam de "crescimento pós-traumático", mas é tipo tirar água do poço com balde furado.[1]

Racismo na infância: quando a criança aprende cedo que não vale nada.

Tem algo que machuca mais ainda: quando a violência começa lá no comecinho da vida. Crianças negras em comunidades periféricas crescem sob impacto direto da violência urbana — perdem dias de aula porque tem confronto, deixam de tomar vacina, vivem em estado de perigo o tempo todo.[7] Tudo isso não é experiência passageira. Fica marcado no cérebro.

A pesquisa mostra que o racismo funciona como uma experiência adversa que provoca "estresse tóxico", aquele estresse que mexe com o desenvolvimento normal do cérebro da criança, afetando aprendizagem, memória, até a capacidade de lidar com emoções.[7] É como se a gente estivesse pedindo para o cérebro da criança trabalhar em sobrecarga constantemente.

E tem mais: quando crianças negras enfrentam racismo cotidiano na escola, quando a história da sua gente não aparece nos livros, quando professores ignoram comentários racistas de colegas, a criança internaliza uma mensagem muito clara: "você não pertence aqui, você não vale."[10] Isso não desaparece. Fica no inconsciente, afetando como essa pessoa se vê pelo resto da vida.

A escola que deveria proteger e acaba machucando.

As escolas civis-militares viraram exemplo disso. Tem reportagem do Ministério Público Federal mostrando que estudantes LGBTQIAPN+ e negros são perseguidos por expressar sua identidade, sofrem abordagens agressivas de policiais militares dentro de sala de aula, têm sua liberdade cerceada.[19] Isso é violência institucional disfarçada de "disciplina" e "ordem". E as crianças absorvem tudo isso.

O bullying também é assim. A gente pensa que é só imaturidade de adolescente, mas é bem mais sério. Quando meninos classificam meninas como "acessíveis" ou "estupráveis", quando adolescentes trans são impedidos de usar banheiro de acordo com sua identidade, quando a história afro-brasileira é quase invisível no currículo, tudo isso interfere radicalmente no desenvolvimento psicológico.[10] E frequentemente os adultos não veem por que a violência acontece nos espaços invisíveis das instituições.

O inconsciente racista: porque a gente não consegue tirar racismo da cabeça com argumentos.

Aqui está uma coisa meio complicada da psicanálise lacaniana: o racismo não funciona só no nível de argumentação racional. [11] Ele funciona através de fantasias inconscientes sobre o corpo do outro, sobre aquilo que "falta" ou "sobra" naquele corpo. É profundo demais para a consciência atingir com argumentos bonitos.

Isso quer dizer que combater racismo não é só levar dados e fatos para a pessoa. É descolonizar a própria psicanálise que a gente usa, trazer pensadores da diáspora africana e da ancestralidade indígena.[9] Porque o racismo está enraizado em instituições, em leis, em práticas que se apresentam como "naturais" e "inevitáveis", mas que são construções históricas mesmo.[14] E isso marca o desenvolvimento das pessoas porque define desde cedo quem merece respeito, quem pode ocupar espaços, cujo corpo é digno de proteção.

O grande desafio: transformar essa realidade.

Se a gente entende que a violência contra minorias não é só um problema individual ou familiar, mas estrutural, então a solução também precisa ser estrutural. Significa investir em formação antirracista para os professores, descolonizar currículos que apagam histórias e culturas, criar políticas de segurança pública que respeitem o desenvolvimento infantil em vez de criminalizá-lo. [7][10]

Significa também que cada um de nós precisa se olhar no espelho. Porque a gente participa dessa violência, através da linguagem que usa, das piadas que tolera, do silêncio quando alguém fala algo degradante.[8] Como aquela colunista disse bem direto: antes de agredir ou matar, é preciso deixar de reconhecer como igual. E a gente faz isso todos os dias sem perceber.

Uma psicanálise que escuta o social.

O lado esperançoso disso tudo é que pesquisadores brasileiros estão oferecendo caminhos reais. Estão investigando crescimento pós-traumático em mulheres vítimas de violência sexual, não só o sofrimento, mas também como essas pessoas conseguem desenvolver resiliência.[1] Estudam saúde mental de pessoas LGBTQIAPN+ não assumidas, buscando entender as estratégias que elas usam para sobreviver em contextos de isolamento e discriminação.[1] Tudo isso aponta para uma psicanálise mais humanizada, mais próxima da realidade brasileira mesmo.

O desafio agora é transformar esse conhecimento em ação de verdade, em políticas públicas, em mudanças nas instituições, em uma reconfiguração da sociedade que reconheça que todo mundo merece respeito e dignidade. Porque violência contra minorias não é só gente traumatizada que precisa de terapia. É uma sociedade inteira que precisa ser radicalmente transformada. E isso começa em casa, na escola, no trabalho, começa na gente mesmo.

Precisa de ajuda? (clique aqui) Dr. Marcio Renzo - Psicanálise e Hipnoterapia.


Fontes citadas:

[1] Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). "Pesquisas investigam impactos da violência na saúde mental de mulheres e de pessoas LGBTQIAP+."

[4] BMC Public Health. "Factors associated with transgender people mortality due to violence in Brazil (2014-2022)."

[7] O Globo/UOL. "Primeira infância e equidade: desafios do racismo, dos territórios e da segurança no Brasil."

[8] Diário do Nordeste. "A linguagem como violência, exceto quando o alvo são as mulheres."

[9] Blog Abarca Psicólogo. "Psicanálise Contextualizada."

[10] Jornal da Unicamp. "Ensino da história afro-brasileira ainda enfrenta barreiras."

[11] Juliane Mena. "Psicanálise e o Pensamento Decolonial - Racismo e subjetividade."

[12] Veja. "Filme sobre Frantz Fanon ganha data de estreia no Brasil."

[14] Scielo. "Raça e racismo: aspectos conceituais, históricos e metodológicos."

[19] Ministério Público Federal. "MPF recorre de decisão que validou regras de escolas militares."

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Infância insegura: marcas que podem (e devem) ser trabalhadas.

Por Dr. Marcio Renzo – Psicanalista e Hipnoterapeuta

A infância insegura não é catálogo de desculpas nem sentença irrevogável — é mapa de vulnerabilidades que orientam comportamentos, escolhas e relações ao longo da vida. Na clínica psicanalítica, Freud e Jung oferecem chaves diferentes e complementares para ler essas marcas: Freud nos mostra como conflitos infantis, mecanismos de defesa e repetição compulsionante moldam o destino psíquico; Jung nos indica a atuação dos complexos, da sombra e a possibilidade de individuação. Juntos, eles lembram: o que não foi simbolizado na infância tende a reaparecer na vida adulta em formas disfuncionais, até que seja elaborado.

O que a ciência recente diz.

Estudos recentes confirmam essa perspectiva clássica com dados robustos. A neurociência contemporânea demonstra que experiências infantis organizam não apenas o psiquismo, mas o próprio funcionamento neurobiológico[3]. Pesquisas mostram que experiências adversas na infância alteram a resposta do corpo ao estresse, aumentando o risco de transtornos de ansiedade. O cortisol elevado durante o desenvolvimento cerebral pode gerar uma tendência crônica à ansiedade e ao estado de alerta permanente[1], criando adultos que carregam fardos emocionais pesados e invisíveis.

Os padrões mais comuns.

Parentalização e responsabilidades precoces: Quando crianças são forçadas a desempenhar papéis de cuidadores antes do tempo biológico adequado, desenvolvem um senso de responsabilidade hipertrofiado[1]. Adultos que cuidaram de irmãos ou pais durante a infância frequentemente sentem que o mundo depende exclusivamente de seus esforços. Essa dedicação extrema resulta em exaustão física e mental que o indivíduo ignora por hábito antigo[1]. O prazer pessoal é deixado de lado em favor das necessidades alheias, gerando uma frustração silenciosa, mas muito potente.

Necessidade constante de validação: A carência de suporte afetivo durante as fases críticas do desenvolvimento deixa marcas profundas na forma como o indivíduo percebe o próprio valor[2]. Filhos de pais ausentes emocionalmente crescem em um ambiente de incerteza afetiva, onde suas conquistas e dores são frequentemente ignoradas ou minimizadas. Esse vácuo de atenção gera a crença de que o amor é condicional, conquistado apenas por um desempenho impecável[2].

Na vida adulta, a busca por validação constante aparece em parceiros, amigos e chefes, como tentativa de preencher um reservatório que nunca foi abastecido na infância[2]. No cenário profissional, essa dinâmica transforma estudantes e trabalhadores em high achievers, mas a um custo emocional altíssimo.

Medo excessivo de errar: Crianças constantemente criticadas pelos pais geralmente desenvolvem medo excessivo de errar na vida adulta. Essa autocrítica severa acompanha o indivíduo, criando uma voz interna que cobra perfeccionismo defensivo e pune qualquer tentativa de relaxar.

Sinais visíveis da infância insegura.

Identificar os padrões de comportamento herdados de uma infância sobrecarregada permite que o indivíduo inicie um processo de cura[1]. Muitas dessas características são vistas pela sociedade como qualidades admiráveis, mas escondem sofrimento psicológico latente:

  • Hipervigilância e dificuldade em relaxar: para quem pulou etapas do desenvolvimento, o ócio é interpretado como perda de tempo perigosa[1]. Relaxar significa baixar a guarda, despertando medo irracional de que algo terrível aconteça[1].
  • Dificuldade em aceitar favores e hiperindependência: surge como escudo para evitar depender de pessoas que podem falhar ou desaparecer[1]. Muitos preferem carregar todo o peso sem pedir colaboração.
  • Dificuldade em lidar com críticas: mesmo críticas construtivas desencadeiam respostas defensivas[2].
  • Tendência a se desculpar excessivamente: por falhas triviais ou até inexistentes[2].
  • Sentimento de invisibilidade: quando não recebe atenção imediata em grupos[2].
  • Foco excessivo na produtividade: incompatível com a capacidade de descanso[1].

Como a psicanálise propõe trabalhar essas experiências.

A transformação clínica passa por mais do que recordar: exige elaboração genuína. Procedimentos centrais incluem:

  • Estabelecer um vínculo seguro: criar uma aliança terapêutica estável para permitir a emergência de conteúdos vulneráveis;
  • Livre associação e interpretação: permitir que lembranças, sonhos e atos falhos sejam trazidos à luz e elaborados;
  • Uso da transferência/contratransferência: como campo para vivenciar e reparar padrões de vinculação;
  • Identificação e flexibilização de defesas: negação, projeção, acting out;
  • Técnicas junguianas (imaginação ativa, amplificação): para integrar imagens, símbolos e a sombra;
  • Psicoeducação e ressignificação narrativa: reconstruir a história pessoal com coerência;
  • Contenção e estabilização: antes de trabalhar traumas complexos;
  • "Reparentagem": o adulto aprende a fornecer a si mesmo o acolhimento que faltou[2].

Profissionais que trabalham com abordagem psicanalítica reconhecem a singularidade de cada história e o valor de colocar em palavras aquilo que, muitas vezes, permaneceu silenciado[1]. A escuta clínica atenta busca oferecer um espaço de construção de sentido — um tempo para olhar com mais cuidado para si, reconhecer repetições, elaborar dores e criar novas possibilidades de existir[1].

Fortalecer a comunicação interna e reconhecer os próprios méritos sem a necessidade de aplausos é um exercício diário de reconstrução da identidade[2].

Por que isso importa

Marcas não elaboradas limitam criatividade, autonomia e potencial profissional; fragilizam laços e perpetuam padrões intergeracionais. A hiperindependência que surge como estratégia de sobrevivência impede a formação de vínculos profundos, pois a vulnerabilidade é interpretada como risco inaceitável[1]. Quebrar essa barreira exige vulnerabilidade e aceitação de que conexões humanas saudáveis exigem trocas e apoio mútuo constante[1].

Investir em clínica, educação parental e políticas públicas de proteção à infância é, portanto, investimento em saúde social.

Uma questão pessoal.

A infância insegura não deve ser romantizada nem ignorada. Precisamos de uma cultura que reconheça a profundidade dessas marcas e ofereça caminhos reais de elaboração. Ao aceitar que a ausência dos pais foi uma falha deles, e não um reflexo da sua insuficiência, o indivíduo libera espaço mental para construir conexões baseadas na reciprocidade real[2].

A psicanálise, ao combinar interpretação, vínculo reparador e integração simbólica, propõe um processo que transforma máculas em possibilidades de escolha. Priorizar seu equilíbrio mental é fundamental para transformar essas marcas do passado em uma força construtiva e consciente hoje[1].

No fim, a verdadeira liberdade surge quando o reconhecimento mais importante vem de dentro, permitindo que a pessoa brilhe por quem ela é, e não pelo que ela faz para agradar o mundo.


Referências Bibliográficas

Freud, S. (1923). O Ego e o Id. Edição Padrão Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud.

Freud, S. (1905). Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Companhia das Letras.

Jung, C. G. (1959). A Prática da Psicanálise. Editora Vozes.

Jung, C. G. (1981). Estrutura e dinâmica da psique. Petrópolis: Vozes.

Winnicott, D. W. (1990). Natureza Humana. Imago Editora.

Lacan, J. (1978). O Seminário: livro 2 - O Eu na Teoria de Freud e na Técnica da Psicanálise. Jorge Zahar Editor.

Bowlby, J. (1969). Attachment and Loss: Volume 1 - Attachment. Basic Books.

Correio Braziliense (2024). "Segundo a psicologia, pessoas que cresceram assumindo responsabilidades cedo demais frequentemente desenvolvem estes traços na vida adulta". Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/

Correio Braziliense (2024). "Crianças que cresceram sendo constantemente criticadas pelos pais geralmente desenvolvem medo excessivo de errar na vida adulta". Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/

UAI Notícias (2026). "A psicologia afirma que a necessidade constante de validação na vida adulta pode ser um reflexo direto da falta de suporte emocional na infância". Disponível em: https://www.uai.com.br/

Rieger, P. F. (2026). "A neurociência hoje mostra que essas experiências organizam não só o psiquismo, mas o próprio funcionamento do...". Instagram, 19 de março de 2026. Disponível em: https://secure.instagram.com/poliene_fsn_rieger/

Evolution Saúde Mental (2026). "Psicólogos(a) especialistas em: terapia-individual". Disponível em: https://evolutionsaudemental.com/

Psi Consultório (2026). "Psicoterapia online em Psicanálise - Freud". Disponível em: https://psiconsultorio.com.br/

São Paulo recebe evento de emagrecimento saudável com Dr. Cláudio Ambrósio

São Paulo recebe evento de emagrecimento saudável com Dr. Cláudio Ambrósio

No último dia 18 de agosto, o Instituto Pompermaier, em São Paulo, foi palco de um evento exclusivo sobre emagrecimento saudável, promovido pelo membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Dr. Cláudio Ambrósio, referência nacional quando o assunto é emagrecimento saudável.

A programação contou com palestra especial do médico, que destacou as principais tendências e avanços no combate ao excesso de peso, sempre com foco em saúde, qualidade de vida e bem-estar. Além da abordagem científica, o encontro também reuniu pacientes, convidados especiais e jornalistas, criando um espaço de troca de experiências e conscientização sobre práticas seguras e eficazes no processo de emagrecimento.

Após a palestra, os participantes foram recebidos em um coquetel de confraternização, que reforçou o caráter acolhedor e inspirador da iniciativa. O evento buscou não apenas apresentar métodos e resultados clínicos, mas também estimular reflexões sobre a importância de adotar escolhas sustentáveis e conscientes no cuidado com o corpo.

Com esta ação, o Dr. Cláudio Ambrósio reforça sua missão de democratizar o acesso à informação de qualidade e ampliar o debate sobre o emagrecimento aliado à saúde, trazendo conteúdo relevante para profissionais e público interessado em transformar hábitos de forma segura.

Fotos – créditos: @denisaudiovisual

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Dra. Mary Rocha assume coordenação acadêmica dos cursos de estética de alta performance da University Walk – USA

A nomeação da Dra. Mary Rocha como coordenadora acadêmica da University Walk - USA, nos cursos de Estética de Alta Performance, carrega significados profundos e inspiradores.

A renomada perita judicial internacional, conselheira do CNPB e referência nacional e internacional em intercorrências estéticas, Dra. Mary Rocha, foi oficialmente nomeada como Coordenadora Acadêmica da University Walk – USA para os cursos voltados à Estética de Alta Performance. A nomeação foi feita pelo Dr. Alexandre Vieira, presidente do Conselho Nacional dos Profissionais da Beleza (CNPB) e CEO da University Walk - USA, consolidando o compromisso da instituição com a excelência na formação de profissionais do setor.

Reconhecimento da trajetória e excelência profissional

Para Mary Rocha, ser escolhida para coordenar cursos em uma universidade internacional representa o reconhecimento da sua competência técnica, ética e de uma trajetória marcada pela superação e entrega à área da estética. “É a validação de tudo o que construí com esforço, coragem e determinação”, destaca.

Dra. Mary Rocha assume coordenação acadêmica dos cursos de estética de alta performance da University Walk - USA

Influência e transformação internacional

Assumir essa posição permitirá influenciar diretamente a formação de novos profissionais, promovendo uma estética mais responsável, humanizada e de alto padrão. “Vai muito além de ensinar técnicas — trata-se de transformar mentalidades e elevar o nível da estética profissional ao redor do mundo”, ressalta a nova coordenadora.

Autoridade e liderança acadêmica

A coordenação confere à Dra. Mary Rocha autoridade no campo da estética de alta performance, consolidando sua posição como referência e líder acadêmica internacional. “Terei voz ativa na construção de currículos, validação de metodologias e na inovação do ensino da beleza e bem-estar”, afirma.

Representatividade feminina e inspiração

“Como mulher, brasileira e vencedora de grandes desafios pessoais, minha nomeação também representa um símbolo de representatividade e esperança para outras profissionais que sonham em alcançar voos altos. Quero mostrar que é possível conquistar espaços de liderança com integridade e propósito”, pontua a especialista.

Expectativas e objetivos claros na nova função

Ao assumir a função de coordenadora acadêmica, Dra. Mary Rocha estabelece metas que refletem sua missão, propósito e visão de futuro para a área:

Elevar o padrão da formação estética internacional

“Meu principal objetivo é garantir uma formação técnica e ética de excelência, alinhada às tendências globais, baseada em evidências, segurança e resultados. Quero formar profissionais preparados para atuar com responsabilidade e alta performance em qualquer lugar do mundo”, declara.

Unir teoria, prática e propósito

“Mais do que ensinar técnicas, minha missão é ensinar com propósito, integrando o conhecimento técnico a valores como humanização, empatia, visão empreendedora e inteligência emocional — pilares essenciais para quem deseja se destacar de forma duradoura no mercado da beleza.”

Criar pontes entre o Brasil e o mundo

“Quero conectar profissionais da estética brasileira ao cenário internacional, promovendo reconhecimento global, oportunidades de intercâmbio acadêmico e validação profissional fora do país. É hora de mostrar ao mundo a força, a garra e a competência da estética brasileira.”

Estimular o protagonismo feminino

“Como mulher que recomeçou, venceu e se reinventou, quero inspirar outras mulheres a ocuparem lugares de liderança e reconhecimento. Minha gestão será pautada no apoio, capacitação e valorização do talento feminino, em todas as suas formas.”

Garantir conteúdos atualizados, acessíveis e transformadores

“Pretendo desenvolver programas atualizados, com materiais de qualidade, metodologias inovadoras e acesso inclusivo ao ensino de excelência, permitindo que mais profissionais tenham a chance de transformar suas carreiras e vidas.”

Um marco na trajetória profissional e pessoal

Para Dra. Mary Rocha, ser nomeada coordenadora acadêmica da University Walk, especialmente nos cursos de Estética de Alta Performance, é o reconhecimento de uma caminhada construída com estudo, coragem e resiliência. “É a consolidação de um sonho que começou pequeno, mas foi alimentado todos os dias com dedicação e propósito. Hoje, essa conquista me posiciona como referência internacional e me dá a oportunidade de transformar a vida de outros profissionais, oferecendo acesso a um ensino de excelência e a novas possibilidades de atuação no Brasil e no mundo.”

No campo pessoal, a conquista carrega um significado ainda mais profundo: “Eu recomecei do zero, venci o câncer, enfrentei medos e incertezas, mas nunca deixei de acreditar no meu potencial. Ver minha história chegar até aqui é a prova de que nenhuma dor é maior do que um propósito bem definido. É também uma forma de honrar minha família, meus alunos e todos que acreditaram em mim, mesmo nos dias difíceis.”

Uma mensagem de inspiração

“Nunca subestime o poder de um recomeço. Você pode estar passando por um momento difícil agora, mas se continuar plantando com fé, determinação e verdade, os frutos vão florescer — e podem florescer muito além do que você imagina. Não é sobre sorte. É sobre coragem, constância e escolha. Hoje sou prova viva de que é possível vencer, recomeçar e chegar onde muitos achavam que seria impossível.”

Sobre

Dra. Mary Rocha é Enfermeira Esteta, é Biomédica, pós-graduada em estética de alta performance, Perita Judicial e Internacional na área de Estética e Saúde, Coordenadora acadêmica da University Walk nos cursos de Estética de Alta Performance, Especialista em intercorrências de Procedimentos Estéticos, Instrutora Master Internacional, Conselheira CNPB (Conselho Nacional dos Profissionais de Beleza), atua na área de saúde e estética Saúde há mais de 20 anos, atualmente oferece atendimentos em  duas clínicas próprias nas cidades de Praia Grande e São Vicente em São Paulo, e presta serviços em todo Brasil, é criadora do método “LIPEDEMA”: A Dor que Muitos Sentem e Poucos Entendem, é palestrante, mentora, presidente da ONG RECOMEÇAR, onde cuida de mulheres que estão em situações de vulnerabilidades físicas, emocionais e sociais e que precisam de suporte para RECOMEÇAR.

Instagram:

@dra.maryrocha

Dra. Mary Rocha, fala sobre o lançamento do protocolo para lipedema e recebe premiação Excellence Beauty em Portugal

Dra. Mary Rocha, fala sobre o lançamento do protocolo para lipedema e recebe premiação Excellence Beauty em Portugal

"Uma Nova Perspectiva sobre o Lipedema: Tratamento Integrado e Humanizado"

Dra. Mary Rocha lança protocolo inovador para tratamento do lipedema em Portugal, abordando a condição crônica que afeta milhares de mulheres. Combinando terapias físicas, tratamentos estéticos e suporte psicológico, a especialista busca melhorar a qualidade de vida das pacientes e promover um diagnóstico precoce, desmistificando os desafios enfrentados por quem convive com essa doença.

Dra. Mary Rocha, fala sobre o lançamento do protocolo para lipedema e recebe premiação Excellence Beauty em Portugal

Para começarmos, você pode nos explicar o que é o lipedema?

Especialista: Claro! O lipedema é uma condição caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Afeta principalmente mulheres, representando cerca de 90% dos casos. Essa condição pode provocar dor e desconforto, impactando significativamente a qualidade de vida das pessoas afetadas.

E como o lipedema se desenvolve no organismo?

Especialista: O lipedema é uma doença inflamatória crônica que envolve o sistema linfático e adiposo. Embora a causa exata não seja totalmente compreendida, fatores genéticos e hormonais parecem desempenhar um papel importante. Mudanças hormonais, como as que ocorrem na puberdade, durante a gravidez, com o uso de anticoncepcionais orais e na menopausa, podem desencadear o lipedema.

Quais são os principais sintomas que as pessoas devem observar?

Especialista: Os sintomas mais comuns incluem o aumento desproporcional do tecido adiposo nas pernas e/ou braços, inchaço, sensibilidade à pressão leve, sensação de "pernas pesadas", formação de nódulos sob a pele, hematomas que surgem facilmente e dores articulares. Além disso, muitas mulheres enfrentam questões emocionais, como depressão e distúrbios de autoimagem.

Como é feito o diagnóstico do lipedema?

Especialista: O diagnóstico é baseado em uma avaliação clínica detalhada. O profissional observará a distribuição de gordura, a presença de nódulos e a sensibilidade do paciente. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições que possam causar edema nas pernas, como varizes ou trombose.

Quais as opções de tratamentos que estão disponíveis?

Especialista: O tratamento do lipedema é multidisciplinar. As opções incluem:

  1. Controle da Inflamação: Medidas como redução de estresse, melhora na qualidade do sono, dieta anti-inflamatória e exercícios específicos são recomendadas.
  2. Mudanças no Estilo de Vida: Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios podem ajudar a controlar o peso e a inflamação.
  3. Drenagem Linfática Manual: Essa técnica de massagem terapêutica ajuda a reduzir o inchaço e melhora a circulação linfática, geralmente associada a técnicas de liberação miofascial.

Quando e como as suas clientes terão acesso ao protocolo de tratamento contra o lipedema no seu espaço aqui no Brasil?

Especialista: A partir de 05/04 será lançado no Brasil

Como e quando surgiu o lema "Lipedema: A Dor Que Muitos Sentem e Poucos Entendem"?

Especialista: O lema é por entender que o lipedema traz dores físicas e emocionais e infelizmente poucos entendem essa dor e os profissionais não estão habilitados a cuidar dessa doença, piorando ainda mais os sintomas.

Yasmin Brunet quase saiu do BBB por conta do lipedema. Como você avalia essa questão?

Especialista: O caso da Yasmin é um exemplo do quanto essa doença pode afetar a vida de quem convive com essa dor, falar e tratar desse tema é hoje uma necessidade.

Para finalizar, qual a mensagem que você gostaria de deixar para aqueles que suspeitam ter lipedema?

Especialista: É fundamental que as pessoas que suspeitam ter lipedema procurem um especialista para uma avaliação adequada. O tratamento deve ser personalizado, levando em consideração as necessidades individuais de cada paciente. Um diagnóstico preciso é essencial para explorar opções de tratamento eficazes.

Sobre

Dra. Mary Rocha é Enfermeira Esteta, é Biomédica, pós-graduada em estética de alta performance, Perita Judicial na área de Estética e Saúde, Especialista em intercorrências de Procedimentos Estéticos, Instrutora Master Internacional, Conselheira CNPB (Conselho Nacional dos Profissionais de Beleza), atua na área de saúde e estética Saúde há mais de 20 anos, atualmente oferece atendimentos em  duas clínicas próprias nas cidades de Praia Grande e São Vicente em São Paulo, e presta serviços em todo Brasil, é criadora do método “LIPEDEMA”: A Dor que Muitos Sentem e Poucos Entendem, é palestrante, mentora, presidente da ONG RECOMEÇAR, onde cuida de mulheres que estão em situações de vulnerabilidades físicas, emocionais e sociais e que precisam de suporte para RECOMEÇAR.

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Dra. Mary Rocha: Uma Trajetória de Superação e Sucesso na Área da Estética

A CEO do espaço estético Dra. Mary Rocha, ressaltou que iniciou sua trajetória há mais de 20 anos, atuando como enfermeira concursada em hospitais públicos e prestando serviços em clínicas de estética. Em 2015, decidiu deixar o serviço público para abrir sua primeira sala de atendimento no interior de São Paulo. Nesse mesmo ano, inaugurou sua primeira clínica e começou a ministrar cursos na área de estética. Em 2018, iniciou seus primeiros atendimentos na Baixada Santista, mais especificamente em Praia Grande.

“Em 2019, fui diagnosticada com câncer e precisei me ausentar. Outros profissionais atuaram em meu lugar, mas, mesmo assim, iniciei a faculdade de Biomedicina. Em meio à pandemia, em 2021, retornei aos atendimentos e abri minha unidade em São Vicente. Em 2023, finalizei minha pós-graduação em Estética de Alta Performance e trouxe para a Baixada Santista a técnica de Endolaser, na qual sou atualmente referência, tendo atendido mais de 200 pessoas.”

Segundo Mary, em 2024 ela expandiu seus atendimentos para São Paulo e foi reconhecida com diversas premiações. Entre elas, o Troféu Diamante no prêmio Top Mérito Brasil em São Paulo, a premiação Excellence Beauty no Rio de Janeiro, e a Medalha de Ouro do Conselho Nacional de Profissionais da Beleza (CNPB) em Minas Gerais. No mesmo ano, concluiu o curso de Perita Judicial na área de estética e beleza e, em 7 de novembro, foi nomeada a primeira Perita Judicial de sua categoria profissional na Baixada Santista.

“Concluí minha formação como Instrutora Master Internacional, o que permitirá que meus alunos obtenham certificados válidos internacionalmente.”

Atualmente, Mary Rocha possui clínicas nas regiões de Praia Grande, São Vicente e São Paulo, e atua também no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A partir de março de 2025, ela iniciará suas atividades em Portugal.

Superação e Recomeço: A Luta Pessoal e os Desafios Profissionais

    Mary Rocha nasceu em uma família muito simples. Ela relembra que, em sua infância, uma lata de sardinha era dividida entre quatro irmãos, e seu pai sofria de esquizofrenia. Apesar dessas dificuldades, Mary decidiu mudar sua história. “Entendi que, através da educação, eu poderia escrever meu destino”, afirma. Ao se estabilizar profissionalmente, ela enfrentou o câncer e passou por 21 cirurgias, mas sempre com a certeza de que era ela quem determinava como viveria sua vida. “Sigo lutando e crescendo”, diz.

  Quando questionada sobre o impacto do diagnóstico de câncer em 2018 e sua decisão de criar o projeto "Recomeçar", Mary explica: “Precisei recomeçar em muitos momentos da minha vida. Decidi, então, usar minha história, meu testemunho e minhas conquistas para ajudar outras pessoas a também recomeçarem. Através de palestras motivacionais, mostro que, independentemente da situação em que alguém se encontre, é possível vencer. Me inspiro na frase de Charles Chaplin: ‘O mundo pertence a quem se atreve. A vida é muito para ser insignificante’. Eu me atrevo muito e estou conquistando o meu mundo. Essa frase está presente nas minhas empresas, em muitos materiais e, inclusive, tatuada na minha pele.”

   O projeto "Recomeçar", oferecido nas clínicas de Mary, é focado em tratamentos estéticos que ajudam as pessoas a reencontrarem sua melhor versão. Os protocolos incluem tratamentos capilares, faciais e corporais. Além disso, o projeto abrange cursos e mentorias para profissionais que buscam se aperfeiçoar. Como Instrutora Master Internacional, Mary auxilia esses profissionais a "recomeçarem", inclusive fora do Brasil. Hoje, ela também oferece laudos periciais em processos judiciais e técnicos, ajudando a garantir que seus clientes e alunos trabalhem dentro dos padrões exigidos e com riscos mínimos de intercorrências.

Para Mary, seu sucesso é atribuído à busca constante por conhecimento e atualização, à resiliência em nunca desistir e ao esforço constante de "fazer acontecer" todos os dias.

“Meu conselho para quem não acredita mais que possa realizar seus sonhos é: você pode ser o que quiser. Tudo depende de você. Independentemente do que a vida lhe apresente, é você quem escreve sua história, concluiu a Dra. Mary Rocha.”

Instagram:

@dra.maryrocha

Foto: divulgação

Veruska Galvão faz palestra sobre “Segurança Psicológica” no CONGREGARH 2024, em Porto Alegre

Veruska Galvão faz palestra sobre “Segurança Psicológica” no CONGREGARH 2024, em Porto Alegre

O evento promovido pela ABRH-RS é considerado o maior e mais importante congresso de gestão de pessoas do Sul do Brasil

O que é necessário fazer para que um time de uma empresa alcance a alta performance de forma saudável e sustentável? Essa é uma questão que será abordada pela empresária e especialista Veruska Galvão, durante a palestra “Segurança Psicológica- O Veículo para a Alta Performance”, no dia 26 de setembro, às 17 horas, no CONGREGARH 2024, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O evento promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio Grande do Sul (ABRH-RS) é considerado o maior e mais importante congresso de gestão de pessoas do Sul do Brasil.

O CONGREGARH 2024 debaterá o tema “Dilemas Humanos, Escolhas que Transformam”. Além de apresentar uma programação de palestras e painéis com referências nacionais e internacionais em diversos temas, o evento conta também com a EXPOCONGREGARH, feira de visitação que reúne empresas dos mais variados segmentos para apresentar soluções inovadoras e lançamentos para a área de Recursos Humanos.

Na oportunidade, a especialista em desenvolvimento humano e organizacional e fundadora da Akademia de Transformação Organizacional, Veruska Galvão, fará uma palestra sobre Segurança psicológica- O Veículo para a Alta Performance. Veruska Galvão abordará em sua explanação como desenvolver um time de alta performance na sua empresa, por meio da segurança psicológica. “A segurança psicológica é parte fundamental do contrato de trabalho entre líderes e liderados. Ela oferece a segurança que necessitamos para exercermos o nosso melhor a serviço do todo, gerando relações de qualidade e, consequentemente, resultados de qualidade, até chegarmos na alta performance”, explica Veruska que é precursora do tema Segurança Psicológica no Brasil.

Ela esclarece que fazer com que os colaboradores sejam ouvidos e acolhidos na empresa é importante para a sustentabilidade e prosperidade de qualquer negócio. Para Veruska Galvão, é necessário ser intencional e criar um ambiente seguro, ou seja, estar sempre disposto a adotar boas práticas e modelar comportamentos funcionais e saudáveis nas equipes, caso seu interesse seja formar uma organização de alta performance. “Se eu pudesse resumir em uma dica seria: dê espaço de fala para todas as pessoas. A segurança psicológica só é possível com a consciência organizacional. A empresa, na figura da liderança, precisa “escutar” seus membros, suas equipes e seus parceiros”, frisa.

Veruska Galvão destaca ainda que o ato de prestar atenção verdadeiramente na fala do outro e demonstrar interesse real pelo que está sendo dito além das palavras é a competência fundamental para desenvolver uma cultura de alta performance, tendo a segurança psicológica como um dos elementos fundamentais. Toda vez que alguém tem receio de expor uma opinião, seja para discordar, entender melhor ou propor algo diferente, priva-se um grupo inteiro de novos aprendizados, ideias inovadoras e soluções potencialmente lucrativas”, destaca.

Sobre a ABRH-RS

Referência nacional entre as seccionais da ABRH Nacional, a Associação Brasileira de Recursos Humanos - RS acumula mais de 50 anos de atividades no Rio Grande do Sul. Com mais de mil associados entre pessoas jurídicas e físicas, a entidade atua com foco na capacitação e qualificação profissional de profissionais das áreas de gestão e pessoas. Abrange todas as questões que integram a gestão e o desenvolvimento de pessoas a partir da disseminação do conhecimento.

Quem é Veruska Galvão?

Empresária, palestrante, psicóloga organizacional, mentora e conselheira consultiva, possui certificações internacionais em Coaching, em Modelagem de Cultura Corporativa, em Segurança Psicológica de Times, Fearless Organization Practitioner, Constelação Sistêmica Organizacional. Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas com Pós MBA em Docência Empresarial e Liderança Colaborativa.

Há 20 anos, atua no desenvolvimento de líderes, times, RH’s e cultura organizacional. Atuou em multinacionais como Manpower, Coca-Cola FEMSA e Hertz. É coautora dos livros “Livre para falar” e “Liderança & Performance - A Arte da Liderança Eficaz”. Veruska Galvão é precursora nos temas Segurança Psicológica e Modelagem de Cultura Organizacional no Brasil.

Fundadora da AKADEMIA de Transformação Organizacional e do primeiro MBA do Brasil reconhecido e certificado pelo MEC, em Gestão e Modelagem da Cultura Organizacional. É idealizadora e criadora do Movimento Maio Humanizado pela humanização no trabalho.

Mais informações:

CONGREGARH 2024
Tema: Dilemas Humanos, Escolhas que transformam
Quando: 25, 26 e 27 de setembro de 2024
Onde: Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.
Inscrições: www.abrhrs.org.br/congregarh
 

Jantar em celebração aos 2 anos da clínica Perfeita Plástica entra para a história

Jantar em celebração aos 2 anos da clínica Perfeita Plástica entra para a história

No dia 14 de setembro, a renomada clínica Perfeita Plástica celebrou dois anos de conquistas notáveis com um jantar exclusivo, que reuniu médicos, funcionários e parceiros em uma noite memorável de sofisticação e celebração.

Jantar em celebração aos 2 anos da clínica Perfeita Plástica entra para a história
Foto: divulgação

O evento foi realizado no prestigiado restaurante Lvtetia, um dos mais aclamados estabelecimentos de São Paulo, situado no charmoso bairro dos Jardins. Sob o comando do renomado chef Érick Jacquin, o restaurante é conhecido por sua gastronomia refinada, que mescla técnicas clássicas com toques modernos, proporcionando uma experiência única. O ambiente acolhedor e a atmosfera elegante foram o cenário perfeito para uma noite de confraternização e comemoração.

Jantar em celebração aos 2 anos da clínica Perfeita Plástica entra para a história

Entre os convidados ilustres estavam o comunicador João Costa, o digital influencer Rafael Camilo e o apresentador Amaury Jr., além de outras personalidades de destaque nas áreas da saúde e da comunicação. O evento também contou com a presença da empresária da área de saúde, Malú Albieri, dos cirurgiões Almino Ramos e Mauricio Mauad e profissionais da área estética, reforçando a importância da clínica no cenário da saúde no Brasil.

A clínica Perfeita Plástica é amplamente reconhecida por sua excelência em cirurgias estéticas e procedimentos bariátricos, oferecendo soluções inovadoras e seguras para pacientes que buscam melhorar sua qualidade de vida e autoestima. Com uma equipe médica altamente qualificada, composta por profissionais membros da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica e com o Registro de Qualificação de Especialidade (RQE), a clínica se destaca pela combinação de tecnologia de ponta e atendimento humanizado, consolidando-se como uma das principais referências em saúde estética no país.

A empresária da área de saúde, Malú Albieri, aproveitou a ocasião para expressar sua gratidão a todos os presentes. Em seu discurso, ela destacou o compromisso contínuo da clínica com a saúde e o bem-estar dos pacientes. "Estamos comprometidos em oferecer o melhor cuidado aos nossos pacientes, sempre com foco na segurança e nos resultados que elevam a autoestima. Este evento é uma celebração desse compromisso, e só foi possível graças à confiança que todos vocês depositaram em nós", afirmou emocionada.

A noite foi marcada por conversas animadas e pratos sofisticados, cuidadosamente preparados pelo chef Jacquin, que encantou os convidados com sabores únicos e apresentações impecáveis. O evento reafirmou o sucesso da clínica Perfeita Plástica e seu papel de destaque no setor da saúde estética, comemorando dois anos de inovação, excelência e confiança.

O jornalista e comunicador João Costa, ao final do evento, também compartilhou suas impressões sobre a noite: "Foi uma honra participar de um jantar que alia extremo bom gosto e, acima de tudo, celebra o sucesso de uma das clínicas mais importantes do Brasil. Essa noite simboliza não só os dois anos de conquistas, mas também o futuro promissor que a Perfeita Plástica tem pela frente."

Saúde mental o impacto da violência doméstica além da agressão. (2)

Saúde mental: o impacto da violência doméstica além da agressão.

Não precisamos ficar muito atentos aos jornalísticos para que de imediato surjam notícias sobre violência doméstica em algum ponto do país. Segundo o DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher, em pesquisa apresentada em novembro de 2023, três em cada 10 mulheres já sofreram algum tipo de violência doméstica. Tal pesquisa é realizada bienalmente, desde 2005, e serviu como suporte à criação da “lei Maria da Penha”.

Fonte: DataSenado

Uma primeira informação é que, em sua maioria, o autor da violência é o marido ou companheiro em 52% dos casos, seguido de ex-companheiros/maridos/namorados (15%). Outro ponto importante verificado é o tipo de violência que a mulher sofre: violência psicológica 89% dos casos, violência moral 77%, violência física 76%, violência patrimonial 34% e por fim, a violência sexual 25%. É bom destacar que a maioria das mulheres relataram ter sofrido a primeira violência ainda muito jovens.

Avaliando os dados acima, percebemos como é ainda muito forte este tipo de violência, apesar de que nos últimos anos houve aumento das denúncias, seja nas delegacias, igrejas e no próprio seio familiar.

O fato é que a violência doméstica é um dos principais fatores estressores que tem levado mulheres a buscar ajuda relacionado à saúde mental nos consultórios. Transtornos ansiosos e depressivos estão entre os mais citados.

Quando essas mulheres chegam ao consultório, sempre apresentam comportamentos muito acanhados, com vergonha para falar, diminuídas em sua condição, sofrendo com sua autoestima muito baixa. Várias já apresentando doenças físicas em decorrência do nível de estresse sofrido, dentre as principais: doenças cardiovasculares, reumáticas e gastrointestinais.

Dentro do cuidado na saúde mental dessas vítimas o acolhimento deve ser feito de forma muito cuidadosa e muito empática, pois essas vítimas trazem uma carga de preconceito e descaso muito pesada e todo e qualquer novo trauma compromete e muito seu tratamento.

É importante também e, muitas vezes, não relacionado à saúde da mulher, mas que indiretamente causam verdadeiros estragos em sua saúde psicológica, são os efeitos sofridos pelos filhos. Estudos demonstram que os filhos que conviveram com essa violência apresentam dificuldades de aprendizado, déficit cognitivo, além também de transtornos mentais. Isso tudo para a mãe faz com que ela se sinta incompetente e que tenha falhado como mãe, por não conseguir protegê-los.

Algumas mulheres estão mais suscetíveis a vir a sofrer com a violência doméstica, então conhecer alguns fatores ajudam a identificar possíveis agressores e proteger essas mulheres é essencial. Algumas das situações que indicam que a mulher pode vir a sofrer violências são:

- Mulheres que vivem em isolamento social;

- Pouco conhecimento de seus direitos;

- Mulheres com histórico de doenças mentais;

- Uso de álcool e drogas;

- Dependência afetiva e econômica;

- Presença de comportamentos muito rígidos;

- Mulheres excluídas do mercado de trabalho;

- Deficiências;

- Mulheres de etnias, raças e escolaridades menos assistidas.

Para que a violência doméstica tenha seus efeitos minimizados, algumas medidas e atitudes podem ajudar na redução dos efeitos e no acolhimento dessas vítimas, como: manter um bom relacionamento familiar e o estabelecimento de fortes vínculos afetivos; atitude de buscar ajuda de outras pessoas e profissionais capacitados; buscar manter uma autoestima elevada; manter relações harmoniosas no trabalho; ter consciência de seus direitos e ter capacidade de se manter e a sua família promovem a segurança dessa mulher.

É importante também que as autoridades governamentais priorizem uma rede assistencial em saúde e proteção social bem estruturada e integrada, inclusive aos órgãos de segurança pública e judiciário para que realmente se tenha uma proteção efetiva para essa mulher e família atingida pela violência.

Não esqueça, tenha empatia e caso conheça alguém que esteja vivenciando essa situação, ajude e oriente a procurar os profissionais de saúde mental e assistência social.