Profissionalizar a locação valoriza patrimônio e renda
Profissionalizar a locação valoriza patrimônio e renda Por Patrick Manteuffel Alves da Silva
Por Patrick Manteuffel Alves da Silva
Investir em imóveis para locação é uma das formas mais consistentes de construir patrimônio e gerar renda ao longo dos anos.
O proprietário mantém um ativo real, com potencial de valorização, e recebe uma receita que pode sustentar novos projetos, complementar a aposentadoria ou trazer mais tranquilidade à família.
O mercado confirma essa força. Segundo o Índice FipeZAP, os preços dos novos aluguéis residenciais subiram 9,28% no Brasil nos 12 meses encerrados em julho de 2026, acima da inflação de 4,44%.
Em Santa Catarina, as três cidades acompanhadas pelo levantamento apresentaram rentabilidade bruta anual superior a 5%: Joinville, 5,33%; Florianópolis, 5,39%; e São José, 5,59%.
Os números são positivos, mas o desempenho de cada imóvel depende de boas decisões.
Localização, perfil da demanda, conservação e preço correto influenciam o tempo necessário para encontrar um inquilino e o retorno obtido pelo proprietário.
É aí que entra a profissionalização da locação.
Divulgação, análise cadastral, contrato, garantia locatícia, vistoria, cobrança, reajustes e manutenção precisam funcionar de maneira integrada.
Uma administração eficiente preserva o imóvel, reduz períodos sem ocupação e dá mais segurança à relação entre proprietário e inquilino.
A organização fiscal também ganhou importância. Além do Imposto de Renda e das informações prestadas pelas imobiliárias à Receita Federal por meio da Dimob, a Reforma Tributária trouxe novas regras para proprietários com maior volume de locações.
A regulamentação prevê a incidência de IBS e CBS para pessoas físicas que atendam, simultaneamente, a dois critérios: receita anual de locação superior a R$ 240 mil e mais de três imóveis alugados.
Com a transição para o novo sistema tributário já em curso, investidores e famílias precisam avaliar contratos, receitas e a forma como os bens estão organizados.
Antecipar essa análise ajuda a preparar a gestão para as próximas etapas da reforma.
Nesse processo, alternativas como a holding familiar podem contribuir para centralizar a administração e planejar a sucessão.
Não existe uma solução única.
A estrutura adequada depende da realidade de cada família e deve ser definida com orientação jurídica e contábil.
Outro assunto importante para essa conversa são as locações de curta duração que, embora abram outra possibilidade de receita, exigem atenção às regras do condomínio, aos custos da operação e às discussões em andamento no Superior Tribunal de Justiça.
Em quase quatro décadas de atuação no mercado catarinense, acompanhamos imóveis se transformarem em renda, segurança e legado.
Os melhores resultados nascem da combinação entre uma boa escolha e uma administração preparada para cuidar do investimento em todas as etapas.
Profissionalizar a locação é fazer o imóvel trabalhar melhor, preservar seu valor e produzir resultados por muitos anos.
Patrick Manteuffel Alves da Silva é diretor da Anagê Imóveis, fundada em 1988 e maior imobiliária do Norte de Santa Catarina
