ARQUITETURA E DECORAÇÃO

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Cor como estratégia: como a Suvinil transforma presença em experiência na Bienal de Arquitetura

Na BAB, marca transforma sua plataforma em experiência e conecta cor, convivência e cultura em diferentes escalas

Em um cenário em que marcas buscam cada vez mais relevância cultural, a presença em eventos deixa de ser apenas exposição e passa a ser construção de experiência. Na Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), esse movimento aparece com clareza: mais do que ocupar um espaço, empresas vêm usando o ambiente como plataforma para traduzir posicionamento, ancorar narrativas e territórios, além de gerar conexão com o público, propondo conversas que vão além dos portões do Ibirapuera.

Nesse contexto, a Suvinil chega à Bienal com um olhar que parte da cor como linguagem, e não apenas como recurso estético. Como patrocinadora e tinta oficial da mostra, a marca utiliza o espaço para materializar a plataforma Cor Muda Tudo, que propõe a cor como elemento ativo na forma como as pessoas percebem, habitam e se relacionam com os ambientes.

Na prática, isso se desdobra em uma presença que acompanha o próprio percurso do visitante. Ao longo dos pavilhões, as escolhas cromáticas ajudam a construir atmosferas distintas, reforçando conceitos arquitetônicos e criando uma experiência que não se limita à observação, mas envolve sensação, memória e permanência.

 “O que nos interessa é entender como a cor participa da vida das pessoas. Quando trazemos esse olhar para um evento como a Bienal, estamos ampliando essa conversa e mostrando como a cor pode influenciar a forma como os espaços são vividos, não só percebidos”, afirma Sylvia Gracia, gerente de Marketing, Cor e Conteúdo da Suvinil.

Esse pensamento ganha uma leitura mais direta no Boteco Suvinil, projeto assinado por Nicole Tomazi e Sergio Cabral (@tomazicabral), que parte de um dos símbolos mais reconhecíveis do cotidiano brasileiro para criar um espaço de convivência dentro da Bienal. Mais do que uma instalação, o ambiente funciona como ponto de encontro ao longo do percurso, convidando o público a permanecer, interagir e experimentar o espaço de forma mais espontânea.

Inspirada na brasilidade do cotidiano, presença da marca na BAB transforma cor em linguagem de encontro, memória e convivência | Créditos: Iram Guimarães

É ali que o estudo Co(r)existir 2026 se materializa de forma mais evidente. Ao traduzir a convivência entre diferentes ritmos, pessoas e histórias em um ambiente informal, o boteco se posiciona como expressão física desse conceito — um lugar onde a cor acompanha relações, ativa memórias e reforça o papel do encontro como parte essencial da experiência.

“O boteco é mais do que um cenário, ele é um dos lugares onde a vida brasileira acontece. Ao trazer esse espaço para a Bienal, a gente reforça esse olhar de que a cor nasce das ruas, das relações e das histórias do cotidiano. É um ambiente democrático e afetivo, onde o íntimo encontra o coletivo e as conversas ganham forma. No fim, ele se torna uma grande declaração de brasilidade, em que a cor aparece como uma experiência cultural viva", complementa Sylvia.

Cor Muda Tudo em diferentes territórios

A presença na BAB não é um movimento isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla da Suvinil de ativar a plataforma Cor Muda Tudo em diferentes contextos pelo país. Antes da Bienal, esse mesmo olhar já havia ganhado corpo em iniciativas como o Projeto Candeal, em Salvador, onde a marca participou da revitalização de mais de 150 casas com envolvimento direto da comunidade.

“Cor Muda Tudo é sobre conectar marca, cultura e território. A presença da Suvinil na Bienal é um desdobramento natural dessa visão, construída ao longo do tempo em iniciativas como a recente ação do Candeal — onde a cor passa a integrar a identidade, a memória e história das pessoas”, diz Renato Firmiano, diretor sênior de Marketing do Consumer Brands Group da Sherwin-Williams no Brasil.

Foi no Candeal, em Salvador, que Cor Muda Tudo saiu do conceito para ganhar forma no território, em um projeto construído junto à comunidade e conectado à cultura local | Créditos: Divulgação Suvinil

Ao conectar ações em diferentes escalas — de uma comunidade em Salvador a um dos principais eventos de arquitetura, no Sudeste do país — a Suvinil consolida uma estratégia que coloca a cor como eixo central de suas ativações. Mais do que presença, a marca busca construir repertório, mostrando como esse olhar se adapta a contextos distintos, mas mantém o ponto de partida: a cor como agente de transformação.

Bienal de Arquitetura Brasileira – de 27 de março até 30 de abril

Funcionamento: todos os dias, das 9h00 às 22h00

Local: no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), Parque Ibirapuera

Sobre a Suvinil

Na editoria de arquitetura e decoração, é impossível falar de cor, acabamento e transformação de ambientes sem destacar a trajetória da Suvinil. Referência consolidada no mercado brasileiro de tintas decorativas, a marca construiu, ao longo de mais de seis décadas, uma história pautada por qualidade, inovação e proximidade com profissionais, consumidores e parceiros em todo o país.

Mais do que oferecer um portfólio completo para diferentes superfícies, a Suvinil se posiciona como uma agente de transformação — não apenas de espaços, mas de realidades. Essa visão se traduz em iniciativas que vão além do produto, como o desenvolvimento de estudos de comportamento e tendências, a exemplo do Suvinil Co(r)existir, que antecipa movimentos da sociedade por meio das cores.

A marca também investe em tecnologia e experiência do usuário, com ferramentas digitais que facilitam a jornada de escolha, como simuladores de ambientes e aplicativos interativos. A proposta é clara: tornar o processo mais simples, intuitivo e acessível tanto para consumidores quanto para profissionais da pintura.

No dia a dia, essa praticidade se reflete em conteúdos educativos nas plataformas digitais, além de embalagens e soluções pensadas para otimizar cada etapa da pintura. Tudo isso sem abrir mão de um compromisso sólido com a qualidade — atributo que sustenta a confiança do público brasileiro, graças à durabilidade, cobertura e acabamento reconhecidos de seus produtos.

Com uma identidade genuinamente brasileira, a Suvinil valoriza a diversidade cultural do país, traduzindo essa pluralidade em campanhas, paletas e ações que dialogam com diferentes estilos de viver e habitar. Ao mesmo tempo, reforça seu papel social por meio de práticas sustentáveis, programas de descarte consciente, como o Suvinil Circula, e iniciativas de capacitação profissional, como o Pintar o Bem, voltadas a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Presente em múltiplos canais — do ambiente digital às redes sociais —, a marca amplia seu alcance e fortalece sua conexão com o público, reafirmando seu propósito de estar ao lado das pessoas em cada projeto, escolha e transformação.

https://www.suvinil.com.br/

Imagem Destaque: Com o Boteco Suvinil e o estudo Co(r)existir 2026, empresa traduz sua plataforma de marca em experiências que extrapolam o espaço expositivo | Créditos: Iram Guimarães

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Falmec na EuroCucina 2026

Na semana que encerra o Salone, a Falmec trouxe à tona o conceito Mimesis, apresentado durante a EuroCucina FTK 2026 como um guia claro para entender o futuro da cozinha segundo a marca.

Mais do que um projeto expositivo, Mimesis traduz uma nova forma de pensar o design: soluções que não se destacam de maneira impositiva, mas que se integram naturalmente ao ambiente. A proposta parte da ideia do ar — simbolizado por moléculas circulares — sendo captado por sistemas praticamente invisíveis, que funcionam como um “pulmão” oculto dentro do espaço doméstico.

Na prática, isso significa coifas e sistemas de ventilação que deixam de ser protagonistas visuais e passam a se fundir às bancadas, ao teto e até mesmo à iluminação, criando uma experiência mais fluida e silenciosa na cozinha.

O conceito também carrega uma mensagem central de bem-estar. Representado pelo círculo, Mimesis reforça a busca por equilíbrio entre estética, conforto e funcionalidade — três pilares que passam a coexistir de forma integrada no dia a dia.

Além da tecnologia e do design, os materiais ganham destaque. As superfícies acompanham as principais tendências do design de interiores, aliando sofisticação estética à praticidade, um ponto essencial para o uso cotidiano.

A apresentação de Mimesis na EuroCucina FTK 2026 também marca um momento importante para a Falmec: seus 45 anos de história. Mais do que celebrar o tempo, a data reforça a trajetória da marca construída sobre inovação, excelência industrial e produção integralmente Made in Italy, consolidando sua posição como especialista em ventilação para cozinhas.

Sobre o Grupo Elettromec:  

Desde 1997, o Grupo Elettromec é referência em eletrodomésticos de luxo no Brasil e reconhecido por unir tecnologia, design e funcionalidade superior.  

Detentor das marcas Elettromec e Invita, além de distribuidor exclusivo das italianas Falmec e Fulgor Milano e da norte-americana Viking, o Grupo reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação. Com uma ampla quantidade de produtos, as marcas levam alta performance e design único para cozinhas e ambientes gourmets, estando presente em diversos setores, como o residencial, comercial, hoteleiro, náutico, entre outros.  

Presente nas mais conceituadas boutiques de eletrodomésticos por todo o país, o grupo conta com lojas próprias, que reúnem em um único espaço as marcas Elettromec, Falmec, Fulgor Milano e Viking, localizadas nas cidades de Campinas (SP), Piracicaba (SP), Barueri (SP), Santo André (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). 

Visite o site https://elettromec.com.br/ e conhecer mais sobre as marcas do grupo. 

Fotos: DIvulgação/Falmec

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Projeto de arquitetura cria casinha de boneca em tamanho real

Assinada pelo arquiteto boliviano Eduardo Baldelomar, a casinha integra o anexo de lazer da família, mas foi pensada especialmente para a pequena moradora

Que criança nunca sonhou com uma casa da Barbie? Agora imagine poder entrar nela, abrir portas, sentar no sofá e inventar histórias dentro de cada cômodo...foi assim para a pequena moradora Ana Sofia, de três anos. Durante a reforma da residência da família, surgiu a oportunidade de criar um universo próprio para ela, mas não como um brinquedo a mais e sim uma casa inteira, planejada para acolher suas brincadeiras, estimular a imaginação e permitir que o faz-de-conta ganhasse forma e cenário.

Assim, nasceu o espaço assinado pelo arquiteto boliviano Eduardo Baldelomar, que aproveitou uma área livre no jardim da residência. Com cerca de 20 m² e pé-direito de 2,5 metros, o anexo foi projetado como uma miniatura funcional de uma casa real composta por ambientes definidos, materiais duráveis e mobiliário seguro, tudo adaptado à escala infantil, mas resistente o suficiente para também receber os pais.

Quando percebemos que havia um espaço ideal no jardim, foi ali que surgiu a ideia de construir uma grande casinha de boneca. Para mim, o brincar é uma das formas mais importantes de aprendizado na infância e ter um espaço próprio estimula a ludicidade, a autonomia e a imaginação da criança”, conta o profissional.

O início da brincadeira

A presença de um pequeno jardim de ingresso ajuda a marcar a transição entre o exterior e o interior lúdico | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

Antes mesmo de cruzar a porta, a experiência idealizada por Baldelomar começa do lado de fora com um pequeno jardim natural com aparência acolhedora. A casinha foi implantada sobre uma base de concreto e construída integralmente em madeira teca, para uma melhor resistência às intempéries climáticas.

No teto, a cobertura metálica protege a estrutura e garante durabilidade, enquanto a localização, ao lado da piscina, exigiu cuidados extras com segurança.

Além da proteção da piscina com lona, o projeto conta com monitoramento por câmeras e climatização interna. Tudo concebido para o conforto e a tranquilidade dos pais, além da pequena ter acompanhamento constante de uma babá”, reforça o arquiteto.

Sala de estar e sala de jantar:

A paleta escolhida aposta em tons suaves, com predominância do branco e do rosa pálido, tecidos em veludo e tapetes macios – escolhas que resultaram em uma atmosfera charmosa | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

Integradas, as sala de estar e jantar formam o coração social da casinha, reproduzindo em escala reduzida a dinâmica de uma residência tradicional. É nesse espaço que surgem os convites imaginários para o chá da tarde, os encontros com bonecas e as primeiras experiências de convivência simbólica.

Para os móveis, o arquiteto os desenhou de forma a acompanhar o crescimento da moradora até, aproximadamente, seus oito anos. Assim, ele enfatizou o uso de cantos arredondados e superfícies suaves para favorecer a circulação e atribuir segurança para a pequena. “O mobiliário foi produzido em MDF e melamina, sempre com dimensões pensadas para a ergonomia infantil”, completa.

Mas outro detalhe importante é que, embora pensada para uma criança, sofá, cadeiras e camas foram projetados para resistir ao peso de pais e acompanhantes, incentivando momentos compartilhados. “Tudo está na escala dela, mas pensamos também nos adultos que convivem com ela. A altura foi uma decisão importante para que todos pudessem participar desse universo”, explica.

Cozinha:

O piso em porcelanato com aparência de madeira contribui para a sensação de aconchego, além de garantir praticidade na limpeza | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

A cozinha ganhou um toque de verdade: a pia possui água fria e quente, enquanto geladeira, fogão e máquina de lavar aparecem como versões de divertimento para a Ana Sofia explorar o faz-de-conta com mais realismo.

A ideia era que ela pudesse vivenciar pequenas rotinas como organizar objetos ou simular atividades do dia a dia. Isso torna o espaço mais interessante”, reforça Eduardo.

Dormitório:

Preparado para receber, a pequena pode convidar amiguinhas para noites do pijama | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

O espaço que mais carrega uma emoção especial é o dormitório que conta com duas pequenas camas – um desejo terno da menina “A segunda cama é o meu detalhe favorito, pois seu sonho era ofertar uma acomodação para sua futura irmãzinha. E de fato ela já estava a caminho nos próximos meses”, revela o profissional.

Um pequeno guarda-roupa e uma penteadeira com espelho completam o dormitório, incentivando a autonomia da criança em momentos de descoberta e imaginação | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

Criar um espaço lúdico como esse é proporcionar à criança um local onde ela pode imaginar, experimentar e construir memórias. A arquitetura, nesse caso, se revela como algo além de abrigo. Sem sombra de dúvidas ela carregará essas memórias por toda sua vida”, conclui.

Sobre Eduardo Baldelomar

Sobre o arquiteto Eduardo Baldelomar Natural da Bolívia, o arquiteto e designer de interiores busca contar sua história através de seus projetos. Com 17 anos de experiência em sua terra natal, hoje o profissional busca firmar sua presença no Brasil e valorizar o intercâmbio da cultura da América Latina.

Veterano na CASACOR Bolívia, onde já participou em 12 edições, atualmente vai para sua terceira participação na CASACOR São Paulo (2023,2024 e 2026).

Especializado em Desenho de Interiores e paisagismo no EDAE (Madrid, Espanha), também se especializou em móveis modulares planejados em Buenos Aires (Jhonson & Acero) e Rosário (Reno Amoblamientos), na Argentina. Foi professor de design ambiental e design cenográfico no Curso Integral de Design da Universidade Autónoma Gabriel René Moreno (UAGRM), instituição onde também se graduou.

Hoje, se dedica ao seu próprio escritório, com sede dupla em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, desde 2013, e na capital paulista desde 2023.

Instagram: @eduardobaldelomar_designer

Foto Destaque: Localizada no jardim da casa principal, a casinha da menina Ana Sofia foi contemplada com quarto, salas, cozinha e até um jardim de entrada pensados em escala infantil | Projeto de Eduardo Baldelomar | Foto: Jorge Montoya

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PUCPR apresenta projeto sustentável para reconstrução do Bloco Azul

Proposta arquitetônica é assinado pelo escritório ARQUEA, fundado por Alumni da PUCPR

Um ano após o incêndio que atingiu parte do Bloco Azul do Câmpus Curitiba da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a Instituição dá início à reconstrução do espaço - agora repensado como um edifício moderno, sustentável e tecnológico. O novo bloco abrigará a Escola de Belas Artes e o renovado Teatro TUCA, com entrega prevista para 2027.

A recomposição do espaço representa também a antecipação do Plano Diretor de Infraestrutura da PUCPR, transformando o revés em catalisador de modernização. O novo bloco será sustentável, tecnologicamente avançado e contará com novos laboratórios e equipamentos de ponta.

"Essa reconstrução vai além de tijolos e concreto - ela é feita de sonhos, de encontros e de laços. A proposta é desenvolver um edifício inteligente, com múltiplas funcionalidades e alinhado às novas formas de ensino, que demandam ambientes mais flexíveis. Estamos projetando um futuro de ensino-aprendizagem ainda mais dinâmico e inovador", explica o reitor da PUCPR, Irmão Rogério Renato Mateucci.

Projeto arquitetônico

O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório ARQUEA, fundado por Bernardo Richter, Fernando Caldeira de Lacerda e Pedro Amin Tavares, todos arquitetos formados pela própria Universidade - um vínculo que reforça a identidade e a história do espaço. A proposta preserva o espírito do edifício original, projetado por Manoel Coelho, mas o reinventa: a estrutura de concreto, que permaneceu intacta após o incêndio, será reaproveitada, e a reconstrução priorizará materiais sustentáveis, como a madeira laminada.

"É uma honra e uma grande responsabilidade sermos os responsáveis pela reconstrução do local que nos moldou como profissionais. A linguagem arquitetônica que desenvolvemos mescla o antigo e o novo, preservando a memória e a alma do que foi construído e vivido, enquanto projeta um futuro ainda mais dinâmico e inovador", destacam os arquitetos.

O LabCom e o Laboratório de Modelos (Maquetaria) passarão a integrar o Bloco, aproximando disciplinas e tornando as aulas mais conectadas. O pátio interno será ampliado e reconfigurado como espaço de convivência, conexão e troca entre os estudantes - com nova cobertura que potencializa a entrada de luz natural.

O Teatro TUCA vai preservar sua localização original, mas ganha nova escala: capacidade ampliada, visibilidade aprimorada, palco maior com abertura reversível para o exterior, possibilitando apresentações ao ar livre, e foyer com acesso independente em relação ao restante do Bloco.

O novo edifício seguirá os critérios do selo LEED, priorizando eficiência energética, reuso de água e climatização adequada.

Mari Bamont_Integração entre sala e área de jantar com soluções multifuncionais_rack giratório com TV marcenaria contínua e estante como divisória de ambientes. Fotos Carin

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS

Dicas e soluções para transformar qualquer ambiente em um espaço funcional e bem aproveitado

Aproveitar bem os espaços residenciais é um desafio cada vez mais comum. Para a arquiteta Mariana Bamont, o segredo está em unir planejamento inteligente, soluções funcionais e boas escolhas estéticas.

Integração entre sala e área de jantar com soluções multifuncionais: rack giratório com TV, marcenaria contínua e estante como divisória de ambientes. 

Sala integrada com TV giratória suspensa: a solução permite que a tela seja vista de diferentes ângulos e posições, otimizando o uso do espaço sem comprometer a circulação. 

Mari Bamont: Sala integrada com TV giratória suspensa: a solução permite que a tela seja vista de diferentes ângulos e posições, otimizando o uso do espaço sem comprometer a circulação. Foto: Carina Borelli

Erros mais comuns ao organizar pequenos espaços

O excesso de decorações pequenas é um dos erros mais frequentes: elas poluem visualmente e tiram a sensação de respiro. Bloquear passagens com móveis grandes ou mal posicionados também compromete a fluidez do ambiente. "Em ambientes pequenos, organização visual é essencial. Uma circulação bem planejada garante conforto, leveza e um uso muito mais funcional do espaço", explica Mariana.

A estante de madeira até o teto organiza, decora e aproveita toda a altura do ambiente.

Mari Bamont: A estante de madeira até o teto organiza, decora e aproveita toda a altura do ambiente. Fotos: Carina Borelli

Móveis multifuncionais: aliados dos espaços compactos

Planejados de forma estratégica, os móveis multifuncionais otimizam espaços, melhoram a circulação e atendem a diferentes necessidades em um único móvel. Veja algumas sugestões por ambiente:

Sala: estantes que dividem e armazenam, rack que vira mesa e mesas de centro com baú.

Quarto: camas com baú ou gavetões, escrivaninhas dobráveis e armários com canto de estudo integrado.

Escritório/Home Office: bancadas retráteis e mesa acoplada à marcenaria.

Cozinha: bancadas extensíveis, armários com divisórias otimizadas e nichos embutidos.

Varanda: bancos com baú e mesas dobráveis integradas à parede ou guarda-corpo.

Entrada/Hall: sapateiras que funcionam como banco e painéis com cabideiro, espelho e nichos.

Conforto e praticidade em imóveis pequenos

Para Mariana Bamont, é totalmente possível aliar conforto e praticidade em metragens reduzidas. Com planejamento e escolhas inteligentes, fatores como integração de ambientes, boa circulação, iluminação e cores contribuem para a sensação de amplitude. "Um imóvel pequeno pode ser tão confortável quanto um grande, muitas vezes até mais prático e fácil de manter", afirma.

Mari Bamont: A marcenaria contínua une cozinha e sala em um único layout fluido, com nichos, gavetas e até o micro-ondas embutido na ilha. Fotos: Carina Borelli

Dicas para transformar qualquer espaço

Independentemente da metragem, todo espaço tem potencial para ser mais funcional e bem aproveitado. Algumas soluções fazem toda a diferença:

  • Entrada organizada: chapelarias, sapateiras e espaços para objetos de uso diário facilitam a rotina e evitam bagunça.
  • Lavanderia otimizada: espaço para itens grandes, cestos integrados e nichos verticais, sem abrir mão da estética.
  • Armazenamento inteligente: armários até o teto, marcenaria contínua e móveis com dupla função.
  • Integração de ambientes: unir sala, cozinha e varanda cria layouts mais fluidos e amplia visualmente o espaço.
  • Revisão da planta: reposicionar paredes, portas ou circulações pode gerar mais armazenamento e melhorar a funcionalidade sem grandes obras.

    Personalização: cada projeto considera os hábitos e a rotina dos moradores para garantir um resultado prático, confortável e sob medida.

Mari Bamont: A bancada extensível que funciona como ilha com bancos altos é um exemplo claro de multifuncionalidade, unindo preparo, refeição e organização em um único elemento.
Foto: Carina Borelli

 

Mariana Bamont Arquitetura

Instagram: @maribamont_arquitetura

Foto Destaque: Mari Bamont_Integração entre sala e área de jantar com soluções multifuncionais_rack giratório com TV marcenaria contínua e estante como divisória de ambientes. Foto Carina Boreli

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Campinas Decor 2026 evidência novas formas de morar e destaca o protagonismo dos eletrodomésticos em 21 ambientes com o Grupo Elettromec

A 28ª edição da Campinas Decor 2026 se apresenta como um retrato das transformações do morar contemporâneo. Em um cenário onde estética, funcionalidade e tecnologia caminham juntas, a mostra reforça novas dinâmicas de uso dos espaços, com destaque para o Grupo Elettromec como patrocinador oficial. 

Presente em 21 ambientes assinados por diferentes profissionais, o portfólio do grupo aparece como elemento central dos projetos, refletindo uma das principais tendências atuais: o protagonismo dos eletrodomésticos na experiência doméstica. 

Ser uma empresa originária de Campinas e participar de uma mostra tão representativa para a cidade é motivo de grande orgulho para nós. Essa presença reforça nossas raízes e uma trajetória construída em sintonia com o desenvolvimento do mercado local de arquitetura e design”, afirma o CEO e fundador do Grupo Elettromec, Diamantino Netto. 

Entre os destaques, o Templo Bar, de Giovani Paz, e o Wine Bar, de Netto Figueiredo, evidenciam o crescimento de espaços dedicados ao convívio e a experiências personalizadas. Já o Estúdio Jantar Allure, de Izilda Moraes, reforça a multifuncionalidade com uma cozinha integrada e completa. 

A expansão dos eletrodomésticos para além da cozinha tradicional aparece em ambientes como o Home Cinema, de Mariana Santim, o Café Decor, de Raissa Valvassori, e até em espaços íntimos, como as suítes assinadas por Paula Balone, Márcia Dias Fernandes e Flávia Siqueira, refletindo uma casa mais fluida e adaptável. 

Projetos como a Casa de Veraneio, de Roberta Kassouf e Stephanie Salles, e o Refúgio, de Rita Diniz e Patrícia Diniz, destacam o protagonismo das áreas gourmets e o desejo por experiências completas dentro de casa. Esse movimento se reforça na Cozinha da Família, de Elaine Carvalho, com equipamentos Viking, e na Casa Piccoloto, de Beto Tozi, com a linha Fulgor Milano. 

Ambientes como o Espaço Gourmet Decor, de Leo Varela, e o Ateliê Home, de Henrique Prata, evidenciam cozinhas cada vez mais sofisticadas e integradas, enquanto espaços como o Espaço Alfa, a Clínica e a Varanda da Contemplação demonstram a versatilidade dos eletrodomésticos em diferentes contextos. 

Ao reunir propostas diversas, a Campinas Decor 2026 reforça um movimento claro: o eletrodoméstico deixa de ser apenas funcional para se tornar parte essencial do projeto arquitetônico, acompanhando e impulsionando, as novas formas de morar. 

Sobre o Grupo Elettromec:  

Desde 1997, o Grupo Elettromec é referência em eletrodomésticos de luxo no Brasil e reconhecido por unir tecnologia, design e funcionalidade superior.  

Detentor das marcas Elettromec e Invita, além de distribuidor exclusivo das italianas Falmec e Fulgor Milano e da norte-americana Viking, o Grupo reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação. Com uma ampla quantidade de produtos, as marcas levam alta performance e design único para cozinhas e ambientes gourmets, estando presente em diversos setores, como o residencial, comercial, hoteleiro, náutico, entre outros.  

Presente nas mais conceituadas boutiques de eletrodomésticos por todo o país, o grupo conta com lojas próprias, que reúnem em um único espaço as marcas Elettromec, Falmec, Fulgor Milano e Viking, localizadas nas cidades de Campinas (SP), Piracicaba (SP), Barueri (SP), Santo André (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). 

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Cafeteria da Bienal de Arquitetura Brasileira ganha protagonismo e atrai visitantes em São Paulo

Assinado por André Henning, espaço integra arquitetura, convivência e experiência sensorial

Em sua reta final, a primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) segue movimentando o cenário cultural e arquitetônico do país — e um dos espaços que continuam atraindo o público é a cafeteria oficial do evento, assinada pelo arquiteto curitibano André Henning. Aberta à visitação até o dia 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, a instalação convida o visitante a uma pausa sensorial no percurso expositivo.

Idealizada pela plataforma Archa, a BAB 2026 se consolida como uma iniciativa independente e sem fins lucrativos, com o tema “A arquitetura está em tudo”. A escolha do local já é uma declaração de intenções: a Bienal ocupa o Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), edifício projetado por Oscar Niemeyer com paisagismo de Roberto Burle Marx. Dentro desse espaço histórico, o evento apresenta o conceito de Pavilhão Brasil, reunindo estruturas inspiradas nos biomas nacionais e criando uma experiência imersiva que convida o público a percorrer o país por meio da arquitetura.

Batizado de “Café Ode ao Caramelo”, o ambiente projetado por Henning vai além da função de apoio e se estabelece como extensão conceitual da Bienal. Integrado ao percurso expositivo, o espaço foi desenhado para estimular encontros e permanências. “O café é um lugar onde as pessoas se encontram sem roteiro. A proposta foi criar um ambiente que acolha essas pausas e conversas, entendendo a arquitetura como algo que acontece no uso e na experiência”, explica Henning.

O conceito do projeto parte de um dos símbolos mais afetivos e reconhecíveis do Brasil: o cachorro caramelo. A partir dessa referência, o arquiteto constrói uma narrativa sofisticada e contemporânea baseada na materialidade. “Os materiais utilizados no projeto seguem essa tonalidade de caramelo e marrom, que além de ser super atual, também é atemporal. É uma cor que está em alta, mas que, principalmente, carrega essa identificação imediata com o Brasil que quisemos homenagear”, destaca o profissional.

A riqueza do espaço está na combinação de materiais e texturas. Madeira natural, couro caramelo, granito Café Imperial em acabamento escovado e superfícies com efeito de cimento queimado, também na tonalidade caramelo, criam uma composição envolvente e sensorial. O mobiliário reforça esse discurso: diversas peças foram desenhadas exclusivamente para o projeto, incluindo cadeiras, banquetas e mesas que combinam corda e metal em uma linguagem contemporânea e autoral.

A iluminação é outro elemento-chave da experiência. Com uso de skylines, o projeto aposta em uma luz mais direta que rebate para a parte inferior, criando profundidade e conforto visual. Pontos de luz adicionais sobre as mesas reforçam a atmosfera acolhedora. A estratégia também responde às limitações do espaço expositivo. “Como estamos em um edifício icônico, onde não podemos fazer intervenções em piso, paredes ou teto, pensamos o projeto como uma estrutura independente, praticamente flutuante, respeitando integralmente a arquitetura do Niemeyer”, ressalta o arquiteto.

A curadoria de objetos e obras de arte amplia a narrativa do ambiente. O espaço reúne peças autorais e uma seleção de objetos decorativos em cerâmica, barro, madeira e outros elementos naturais, reforçando a estética terrosa e orgânica do projeto. As obras expostas foram desenvolvidas com exclusividade por artistas convidados, entre eles, nomes da arte urbana, digital, pintura e fotografia, provocados a interpretar, sob diferentes linguagens, o universo simbólico do “caramelo”. O resultado é uma coleção diversa e sensível, que transforma o café também em espaço expositivo.

A vegetação aparece como elemento estruturante da experiência. Em diálogo direto com o Parque Ibirapuera, o projeto cria aberturas que emolduram a paisagem externa, enquanto o verde invade o interior, dissolvendo fronteiras. “A ideia foi criar uma sensação de continuidade com o parque, como se o café fosse uma grande varanda, onde interior e exterior se misturam de forma natural”, completa Henning.

Mais do que um espaço de convivência, o “Café Ode ao Caramelo” sintetiza o espírito da BAB 2026 ao transformar o cotidiano em experiência arquitetônica. Um ambiente onde o Brasil não é representado de forma literal, mas sentido na matéria, na luz e nas relações que ali acontecem — e que segue aberto ao público nos últimos dias da Bienal.

Sobre André Henning

À frente do André Henning Studio, o arquiteto e empresário construiu uma trajetória sólida na chamada arquitetura de negócios, desenvolvendo projetos que articulam estratégia, identidade de marca e experiência do usuário. Com mais de uma década de atuação e centenas de projetos executados em todo o Brasil, Henning se destaca especialmente nos segmentos de gastronomia, entretenimento e varejo, criando espaços que aliam conceito estético a desempenho comercial e operação eficiente.

Além da atuação autoral, o arquiteto também se destaca como empreendedor. É cofundador da Go Coffee, uma das redes de cafeterias que mais crescem no país, com centenas de unidades distribuídas em todos os estados brasileiros. Essa vivência prática no mercado se reflete diretamente em sua arquitetura, que combina sensibilidade criativa com visão estratégica, resultando em projetos que não apenas encantam visualmente, mas também respondem de forma objetiva às demandas de negócio.

Evento: 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB)
Período: até 30 de abril de 2026
Local: Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA) - Parque Ibirapuera – São Paulo (entrada pelo Portão 03)
Ingressos: R$ 80 (inteira) - dias de semana | R$ 100 (inteira) - finais de semana

Fotos: Gabriel Spinardi

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Alvenaria é coisa do passado: conheça os benefícios de construir uma casa de aço

Segundo arquiteto, casas em Steel Frame - método construtivo baseado no aço engenheirado, podem superar 100 anos de vida útil

Acompanhando um movimento global que busca métodos construtivos mais eficientes, o Steel Frame vem ganhando espaço no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), o uso do método cresceu cerca de 60% no Brasil nos últimos anos, e cresce com taxa média de cerca de 7% ao ano no mercado global, de acordo com a Compound Annual Growth Rate (CAGR). Apesar desse avanço, ainda persistem dúvidas sobre a durabilidade e a resistência do sistema, especialmente quando comparado à alvenaria. Para esclarecer essas percepções, especialista da Espaço Smart  - maior ecossistema de Steel Frame da América Latina - destaca os fatores técnicos que comprovam a longevidade e segurança do Steel Frame.

De acordo com Rômulo Costa, gerente de arquitetura da empresa, a ideia de que construções nesse sistema são menos duráveis está diretamente ligada à falta de conhecimento sobre sua engenharia. “O Steel Frame é um sistema altamente tecnológico, projetado com base em normas técnicas rigorosas. Quando bem executada, uma edificação pode ultrapassar 100 anos de vida útil, desempenho equivalente ou até superior ao da alvenaria convencional”, afirma.

Essa durabilidade é resultado de uma combinação de fatores técnicos. Um dos principais é o processo de galvanização ao qual o aço é submetido, recebendo uma camada de zinco que atua como proteção contra a corrosão e aumenta sua resistência ao longo do tempo. Além disso, toda a estrutura é protegida por múltiplas camadas de fechamento e isolamento, reduzindo ainda mais a exposição a agentes externos como umidade e oxigênio.

Outro fator que reforça a durabilidade do sistema é seu desempenho estrutural. Diferentemente do que o senso comum sugere, a leveza do Steel Frame não significa fragilidade. Pelo contrário: o sistema é projetado para suportar cargas verticais e horizontais elevadas, incluindo ações de vento e até abalos sísmicos. “Uma edificação completa em Steel Frame tem peso médio de cerca de 250 kg/m², sendo até 4 a 5 vezes mais leve que a alvenaria. Entrega alta resistência à tração e compressão e garante uma flexibilidade estrutural que absorve melhor as forças, reduzindo o risco de fissuras e danos, algo mais comum em sistemas rígidos, como a alvenaria”, pontua.

A resistência a condições adversas também contribui para a longevidade das construções. Em regiões litorâneas ou com alta umidade, por exemplo, a especificação técnica prevê níveis mais elevados de galvanização e o uso de barreiras de proteção que impedem a infiltração de água. “O desempenho do Steel Frame está diretamente ligado à correta especificação dos materiais e à qualidade da execução. Quando esses critérios são atendidos, o sistema apresenta excelente desempenho mesmo em ambientes mais agressivos”, explica Costa.

Para o especialista, a persistência de alguns mitos reflete uma defasagem entre a evolução da construção civil e a percepção do público. “O Steel Frame já é amplamente utilizado em países como Estados Unidos e Japão há décadas, com histórico comprovado de durabilidade. No Brasil, estamos acompanhando essa transformação, mas ainda existe um trabalho importante de informação e educação do mercado”, conclui.

  Espaço Smart

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Sabrina Parlatore transforma apartamento e aposta em espaços instagramáveis

Assinado por Ana Rozenblit, do escritório Spaço Interior, projeto aposta em soluções práticas para transformar área social e quarto com elegância e sem quebra-quebra

Transformar o apartamento de uma figura pública como Sabrina Parlatore vai além da estética. Envolve compreender uma rotina que transita entre a vida privada e a exposição constante. Ex-VJ, apresentadora, cantora e hoje também reconhecida pela sua atuação na conscientização e no combate ao câncer de mama, Sabrina precisava de um espaço que acompanhasse esse ritmo, funcionando ao mesmo tempo como casa e como cenário.

É nesse contexto que se destaca o trabalho da arquiteta Ana Rozenblit, à frente do escritório Spaço Interior. Sem recorrer a grandes intervenções estruturais, reorganizou o apartamento com soluções precisas, traduzindo o estilo de vida da cliente em ambientes mais fluidos, acolhedores e visualmente marcantes, preparados tanto para o cotidiano quanto para a produção de conteúdo.

Menos divisões, mais convivência

Com menos divisões e layout reconfigurado o estar ganha amplitude e fluidez com dois sofás
que organizam os usos enquanto o tapete integra o ambiente e os pufes soltos garantem
versatilidade no dia a dia | Projeto do Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

Antes compartimentado, o setor social ganhou uma nova lógica espacial baseada na integração e no conforto. A redistribuição do layout permitiu criar um estar mais generoso, com dois sofás, da Full House, que atendem tanto momentos íntimos quanto encontros com amigos. “O apartamento tinha muitas divisões, o que diminuía a percepção de espaço. Ao reorganizar o layout, conseguimos trazer mais amplitude e uma sensação de continuidade”, explica Ana Rozenblit.

Um grande tapete unifica o mobiliário, enquanto pufes soltos reforçam a flexibilidade do ambiente. A mudança do posicionamento da TV também foi decisiva para essa transformação, liberando paredes e criando novos pontos de interesse visual.

Soluções inteligentes sem obra

A mudança da TV reorganiza as áreas enquanto o revestimento preto e a pintura da madeira
atualizam sem obra e o canto de leitura vira cenário para os vídeos de Sabrina Parlatore |
Projeto do escritório Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

Sem intervenções estruturais ou troca de revestimentos, o projeto aposta em estratégias inteligentes para atualizar o apartamento. Um dos destaques é o uso de revestimento preto autoadesivo sobre a marcenaria existente, além da pintura da madeira de demolição na varanda.

“A ideia era transformar completamente a percepção dos espaços sem obra pesada. Trabalhamos com sobreposições e acabamentos que trouxessem sofisticação de forma prática”, comenta a arquiteta. O resultado é uma estética mais sóbria e contemporânea, que valoriza os elementos existentes com uma nova leitura.

Varanda como cenário e extensão do living

Na varanda, a mesa de jantar existente dá lugar a um modelo de desenho orgânico e presença escultural (Full House), acompanhado por cadeiras estofadas que elevam o conforto e transformam as refeições e encontros em experiências mais acolhedoras | Projeto do escritório Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

A varanda assume papel central no projeto, funcionando tanto como espaço de convivência quanto como cenário para produção de conteúdo. O canto de leitura, com poltrona posicionada diante da estante, foi pensado como um fundo estratégico para vídeos.

A área gourmet também foi valorizada com a escolha de uma mesa de jantar orgânica e escultural, acompanhada por cadeiras estofadas, tornando o espaço mais convidativo para refeições e encontros.

“Criamos ambientes que dialogam com o estilo de vida da Sabrina, inclusive considerando seu uso profissional das redes sociais”, destaca Ana Rozenblit.

Detalhes que constroem atmosfera

Na entrada, o móvel que funciona como bufê ganha destaque ao dialogar com o papel de
parede, enquanto a luminária de piso contribui para a atmosfera intimista do novo estar de
Sabrina Parlatore | Projeto do escritório Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

Logo na entrada, o móvel que funciona como bufê ganhou protagonismo com o uso de papel de parede e iluminação estratégica. A luminária de piso contribui para uma atmosfera mais intimista e acolhedora. Esse cuidado com a iluminação se repete em todo o projeto, reforçando a intenção de criar ambientes versáteis, capazes de se adaptar a diferentes momentos do dia.

Suíte com foco no bem-estar

Com o layout repensado, acama, acompanhada de uma cabeceira acolhedora e mesas laterais
redesenhadas, reforça o conforto e favorece noites de descanso mais qualificadas | Projeto do
escritório Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

Na área íntima, o dormitório foi redesenhado para oferecer mais conforto e funcionalidade. A nova configuração permitiu incluir uma penteadeira em local bem iluminado, além de investir em uma cama mais generosa e uma cabeceira acolhedora. A iluminação, dimerizada e automatizada, privilegia luzes indiretas, criando uma atmosfera relaxante.

“No quarto, buscamos um clima de refúgio. A iluminação e o layout foram essenciais para trazer essa sensação de acolhimento e bem-estar”, finaliza Ana.

Em um ponto estratégico e bem iluminado, a penteadeira organiza a rotina de autocuidado e
conta com projeto luminotécnico para criar uma atmosfera de relaxamento contínuo | Projeto
do escritório Spaço Interior | Fotos: Kadu Lopes

Sobre a Spaço Interior

Ana Venelli Rozenblit é arquiteta e fundadora do Spaço Interior Arquitetura, com atuação no Brasil e no exterior. Formou-se em Administração de Empresas, tem pós-graduação em Marketing, especialização em Design de Interiores pela Escola Panamericana de Arte e graduação também em Arquitetura e Urbanismo.

Com mais de 30 anos de carreira, desenvolveu mais de 10 mil projetos residenciais, corporativos e comerciais, mantendo um modelo de trabalho autoral, que funciona como um ateliê de arquitetura. Seus projetos já foram publicados em diversas revistas e plataformas especializadas, além de terem sido reconhecidos com prêmios do setor. Foi pioneira no segmento de arquitetura no Instagram, o que fez o escritório ganhar uma visibilidade sem limites nas mídias. Já formou inúmeros profissionais que hoje possuem seus próprios escritórios de sucesso.

É autora do livro Home & Happiness (2021), com projetos da Spaço Interior, e do livro As Protagonistas, que será lançado em 2026 trazendo sua trajetória profissional e pessoal. Ainda em 2026 vai lançar o 2º volume Home & Happiness, com obras atuais.

O Spaço Interior tem projetos entregues para importantes nomes brasileiros, como Camila Farani, Dony De Nuccio, Monica Salgado, Sabrina Parlatore, Mari Palma, entre outros.

www.spacointerior.com.br

@spacointerior

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Conheça a arquitetura por trás do primeiro wine bar de Santa Catarina a integrar o “Michelin dos vinhos”

Com projeto assinado pelas arquitetas Jessica Dauer e Lais Feitosa, o Vivan Wine Bar, em Balneário Camboriú, foi planejado para traduzir a cultura do vinho em uma atmosfera acolhedora e contemporânea

A arquitetura deixou de ser apenas funcional em projetos comerciais e assumiu o papel de criar experiências. No caso de um bar de vinhos, o objetivo não é apenas agradar ao paladar, mas também construir uma narrativa e uma atmosfera que envolvam o visitante antes mesmo do primeiro gole. No Vivan Wine Bar, em Balneário Camboriú, as arquitetas Jessica Dauer e Lais Feitosa focaram em proporcionar uma mudança de clima imediata, com uma transição natural do ambiente urbano para um refúgio acolhedor e com identidade própria. Reconhecido pela curadoria de rótulos, o Vivan integra o Star Wine List, considerado o "guia Michelin dos vinhos", reforçando a proposta de excelência que também orienta a arquitetura.

O projeto nasceu a partir de uma vivência na França, país que inspira o conceito do Vivan, desde a escolha dos rótulos até o cardápio. Antes das primeiras ideias, as arquitetas visitaram a região da Borgonha, especialmente Beaune, acompanhadas pelo fundador e sommelier do wine bar, Romero Gaya. As vinícolas que tinham mais significado para Romero serviram de inspiração para o espaço em Balneário Camboriú, sendo decisivas para entender a essência do que deveria ser transmitido.

A jornada também contou com o olhar do fotógrafo João Pedro Varela, que acompanhou o grupo para registrar a essência da viagem. Seus registros foram integrados à arquitetura do bar em pontos estratégicos, como na entrada, no corredor do andar inferior, nos banheiros e na área dos cursos. Para complementar o ambiente, foram trazidos diretamente da Borgonha mapas, quadros originais, livros sobre vinhos e outros objetos de decoração. Mais do que elementos decorativos, essas peças e imagens carregadas de memória transportam a alma da região francesa para o local, reforçando que cada detalhe do espaço possui uma história por trás.

O resultado não é a reprodução literal de uma cave francesa, mas uma interpretação contemporânea dessa atmosfera. “A madeira e os tons quentes criam um ambiente envolvente, os arcos e as curvas do teto conduzem o olhar e dão ritmo ao percurso, a escada helicoidal reforça esse movimento e organiza a experiência dentro do espaço. Ao mesmo tempo, o Vivan tem música, convivência e energia", explicam as arquitetas.

Um dos maiores desafios técnicos superados foi juntar os rótulos de maneira organizada e preservada. Para evitar a saturação visual, a adega foi projetada como uma "biblioteca de vinhos", que expõe mais de 600 rótulos de forma linear e ritmada, garantindo que o vinho tenha o seu devido destaque. Esse cuidado resolveu questões de controle de temperatura e proteção contra a luz, utilizando uma iluminação indireta que valoriza as garrafas sem comprometer sua conservação.

A organização reflete a proposta híbrida entre restaurante, wine bar e espaço de aprendizado. No andar térreo, a cozinha em vidro e o balcão aproximam o cliente da gastronomia de inspiração francesa, enquanto o piso cerâmico assinado por Arthur Casas mantém uma base neutra. A integração entre os dois pisos é suavizada por um paisagismo estratégico. As plantas conectam o mezanino ao salão principal, suavizam o pé-direito duplo e criam uma transição trazendo um toque natural à madeira. No primeiro piso, o espaço dedicado aos cursos de vinho foi planejado com técnica e sensibilidade, possuindo uma iluminação precisa para não distorcer a cor da bebida durante as degustações e um layout flexível. O ambiente mantém a mesma atmosfera do restante do projeto, funcionando tanto para o aprendizado quanto como extensão do restaurante.

Cada detalhe do Vivan reforça sua identidade, desde a iluminação indireta, que convida à permanência, até pequenos gestos, como o revestimento dos banheiros que incorporam discretamente a marca. Do conceito mais amplo ao detalhe mais sutil, a arquitetura do wine bar foi pensada para traduzir o vinho não apenas como um produto, mas como uma experiência cultural e de convivência inesquecível.

Sobre o Vivan Wine Bar


Fundado pelo sommelier Romero Gaya, o Vivan Wine Bar está localizado em Balneário Camboriú (SC) e foi inaugurado em outubro de 2025 para oferecer uma experiência fora do óbvio. A carta se destaca por uma curadoria criteriosa, voltada a produtores artesanais e forte expressão de terroir. Com mais de 600 rótulos de diferentes regiões do mundo, com destaque para a Borgonha, o Vivan é o primeiro wine bar de Santa Catarina e o segundo da Região Sul a integrar o Star Wine List, referência internacional conhecida como o “guia Michelin” dos vinhos. A proposta une excelência, atendimento altamente personalizado e um viés educativo, que fazem do Vivan um ponto de encontro para quem busca beber bem, aprender e se conectar com o universo do vinho.