NEGÓCIOS

No litoral mais valorizado do Brasil, a cultura oriental de uma família de imigrantes constrói legado de credibilidade na construção civil

O empresário Charles Kan, 35, transformou a Construtora CK em uma referência de qualidade e solidez no litoral norte de Santa Catarina, o metro quadrado mais valorizado do país. Com mais de 170 mil m² construídos, a empresa avança em uma nova fase na construção civil com projetos inovadores e focada em governança, auditoria e uma cultura de retenção baseada na "palavra" dada há 15 anos e que formou o alicerce da família de imigrantes chineses. Hoje, a CK tem um VGV acumulado que ultrapassa bilhões e a meta de lançar mais de R$ 2,359 bilhões em novos empreendimentos nos próximos anos.

Em um local moldado por sobrenomes europeus, é uma história de disciplina oriental e resiliência que contribuiu com o ritmo do mercado de alto padrão no litoral norte de Santa Catarina, que concentra as cidades líderes em valorização imobiliária do país. À frente da Construtora CK, Charles Kan carrega o legado do pai, Carlos, um imigrante chinês que fugiu da guerra, chegou jovem ao Brasil e fundou o alicerce da família na máxima "disciplina e palavra", aliada a projetos que valorizam a arte e o design brasileiro. 

O pai de Charles começou com um pequeno negócio em São Paulo. O filho, por sua vez, transformou essa herança de trabalho em uma empresa que, hoje, é símbolo de sofisticação e solidez em Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú.

“Meu pai sempre dizia: não existe segunda chance para quem é empreendedor. Se um empresário erra, isso fica marcado em sua trajetória. Por isso, eu aprendi que o prejuízo passa, mas o nome não. Essa cultura de honra é a base da CK”, revela Charles Kan, 35, CEO da construtora.

Charles cresceu entre histórias de superação, observando o pai Carlos mudar de ofício conforme a vida exigia, com experiências acumuladas em diferentes frentes do trabalho manual e do varejo, até chegar a setores produtivos de maior escala. “Ele tinha visão. Aprendeu na prática o que hoje chamam de logística e gestão. O pai se formou na escola da resiliência”, conta o empresário.

Quando a família se instalou em Navegantes, uma nova oportunidade começou a tomar forma. O patriarca enxergou no litoral norte um futuro de prosperidade. 

O início da CK

Aos 19 anos, Charles Kan fundou a CK em Navegantes. Sua primeira obra, o edifício Monte Carlo, foi o "batismo" de uma nova geração e evoluiu para uma empresa que hoje emprega cerca de 250 colaboradores diretos e possui um histórico impecável. Em 15 anos de atuação, celebrados em 16 de dezembro, foram 15 empreendimentos concluídos e 957 unidades habitacionais.

Além da valorização de suas raízes, também enaltece a excelência e os talentos brasileiros em suas obras, como as recentes, de alto padrão: o Artefacto Towers by CK e o Habitah Praia Brava (em Itajaí), os quais, além de collab com a marca brasileira em mobiliário e design de excelência, traz arquitetos de peso como Jayme Bernardo e Osvaldo Segundo. Com um VGV acumulado que ultrapassa bilhões, tem a meta de lançar mais de R$ 2,3 bilhões em novos empreendimentos nos próximos anos.

“O que nos diferencia não é a força individual, e sim a potência do coletivo. Aqui, ninguém se sobressai sozinho: é o grupo que sustenta o time. De maneira geral, nosso conjunto é muito eficiente”, afirma Kan.

A filosofia “honre o que prometeu” se transformou em método de gestão. A CK cresceu apoiada em planejamento, transparência e governança. Seus balanços são auditados, os projetos carregam certificações e os canteiros de obra seguem padrões acima do exigido. “O mercado imobiliário é de longo prazo. Ele não é feito de atalhos, mas de credibilidade. E credibilidade não se compra, se constrói”, diz o empresário.

O caminho até os prédios de alto padrão foi pavimentado pela disciplina herdada da cultura oriental e pela capacidade de adaptação à cultura local e de valorização aos talentos brasileiros. 

A construtora se tornou um símbolo do esforço silencioso de quem chegou de longe para firmar raízes em “sua nova casa”. O litoral norte de Santa Catarina, de Itajaí a Itapema, passando por Balneário Camboriú, é hoje o endereço mais valorizado do Brasil, e a CK é parte dessa transformação. 

O pai, hoje com mais de 80 anos, ainda acompanha a trajetória do filho. O que começou como continuidade familiar virou legado. “Tudo o que temos vem da cultura que ele criou. Ele me ensinou a ir até o fim em tudo que começo, a valorizar as nossas raízes e também o país que nos acolheu, e a entender que empresa nenhuma prospera se a palavra do dono não vale”.

A meta para os próximos cinco anos é seguir crescendo com o mesmo cuidado. A CK, hoje, é um símbolo da prosperidade conquistada pela disciplina oriental e pela visão de um empresário que aprendeu, com resiliência, que o maior patrimônio de uma empresa está na união de um time e na palavra. “Nosso papel é continuar entregando o que prometemos: prédios, empregos, credibilidade. O resto é consequência. No fim, o que fica é o respeito e a credibilidade. E isso eu não negocio”, finaliza o empresário.

Sobre a Construtora CK

Sob direção de Charles Kan, a Construtora CK se destaca no mercado catarinense desde 2010. A empresa se consolidou como uma referência no setor devido ao seu sólido landbank e à sua atuação estratégica em três cidades do litoral norte catarinense: Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú. Com 15 anos de experiência, entregou até o momento 15 empreendimentos, totalizando 957 unidades habitacionais e 170 mil metros quadrados construídos. Atualmente, possui 3 obras em andamento, ambas em Itajaí: Artefacto Towers by CK, Urbe Residence e Habitah Praia Brava.

CK:  https://www.construtorack.com.br/.

Home & Decor abre temporada de feiras moveleiras em Santa Catarina com edição em Joinville

Joinville recebe, entre os dias 13 e 15 de março, a 4ª edição da Home & Decor, feira que abre oficialmente a temporada de eventos do setor moveleiro em Santa Catarina. O encontro acontece no Centreventos Cau Hansen, com entrada gratuita, é aberto ao público e conta com venda direta, reunindo indústria, varejo e consumidores finais em um mesmo espaço.

Consolidada como uma das principais vitrines do segmento no estado, a Home & Decor da Feinsul apresenta as principais tendências, tecnologias e inovações em móveis e decoração, além de se firmar como uma plataforma estratégica para negócios, relacionamento e fortalecimento do mercado moveleiro catarinense.

Nesta edição, a feira reúne mais de 50 expositores de polos reconhecidos do setor, como Joinville, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Gramado e cidades do Paraná. O público encontrará lançamentos exclusivos, móveis direto de fábricadescontos reais que podem chegar a 50% e condições de pagamento facilitadas, tornando o design e a qualidade mais acessíveis ao consumidor.

O mix de produtos contempla estofados, colchões, salas de jantar, móveis para áreas externas, móveis rústicos e uma seleção de itens de decoração exclusivos, com preços competitivos e negociação direta com os fabricantes — um dos principais diferenciais do evento.

Ao longo das edições realizadas em diversas cidades catarinenses, a Home & Decor tem se destacado não apenas pelo volume de vendas e público, mas pelo papel estratégico no fortalecimento da cadeia moveleira do estado, conectando fabricantes, lojistas, arquitetos, designers e consumidores em um ambiente propício à geração de negócios.

Home & Decor Joinville reafirma sua relevância ao unir qualidade, variedade, preço e tendências, consolidando-se como um evento essencial para quem deseja renovar os ambientes da casa e acompanhar de perto os rumos do setor moveleiro em Santa Catarina.

Segundo Valdecir de Matos, organizador da Home & Decor, a feira cumpre um papel estratégico para o fortalecimento da economia regional e do setor moveleiro.

“A Home & Decor vai além da venda ao consumidor final. Ela movimenta toda a cadeia produtiva, gera negócios diretos para a indústria, fortalece marcas locais e regionais e estimula a economia das cidades onde passa. Joinville abre a temporada de feiras de móveis em Santa Catarina, o que reforça a importância do evento como vitrine para lançamentos, negociação direta e geração de oportunidades comerciais”, destaca.

Ele também ressalta que o modelo da feira aproxima indústria e consumidor, criando um ambiente favorável para negócios.

“Quando o consumidor compra direto da fábrica, com descontos reais e condições facilitadas, todos ganham. O fabricante gira estoque, apresenta novidades e fortalece sua marca, enquanto o público tem acesso a produtos de qualidade com preços competitivos. Esse equilíbrio é o que consolida a Home & Decor como um evento economicamente relevante para o estado”, completa Matos.

Para evitar filas faça seu cadastramento gratuito antecipado, no link: schutzerti.com/eventos-ativos

Serviço

  • O quê: 4ª Feira Home&Decor da Feinsul
  • Quando: 13 15 de março
  • Onde: Centreventos Cau Hansen - Pavilhão Edmundo Doubrawa
  • Endereço: Av. José Vieira, 315- Bairro América- Joinville
  • Horários: Sexta-feira, das 14h às 21h; Sábado das 10h às 21h e Domingo, das 10h às 20h

Sobre a Feinsul: 

A FEINSUL – Feiras e Eventos é uma empresa especializada na organização e realização de feiras voltadas aos segmentos de móveis e decoração. Com sede em Santa Catarina, a empresa atua no setor desde 2010, desenvolvendo e promovendo eventos em parceria com entidades de classe e associações empresariais, contribuindo para o fortalecimento e a geração de negócios no mercado regional e nacional.

WineX Tomorrow – I Fórum Internacional

São Paulo entra no mapa global da inovação do vinho com o WineX Tomorrow – I Fórum Internacional

Em um momento de profundas transformações na indústria global do vinho, São Paulo tornou-se palco de um debate estratégico sobre o futuro do setor.

A cidade sediou o WineX Tomorrow – I Fórum Internacional do Vinho, iniciativa que reuniu especialistas, líderes de mercado e representantes institucionais para discutir novos caminhos para a enocultura, o enoturismo e os modelos de negócio que moldarão a próxima década da indústria.

O encontro nasceu da articulação entre a empresa Vinho & Você S/A, liderada por Daniela Cardoso, e o movimento global Rethinking The Wine Industry, fundado pela pesquisadora Priscilla Hennekam. Juntas, elas propõem uma nova perspectiva para o setor ao integrar inovação de mercado, comportamento humano e desenvolvimento sustentável.

Realizado na Câmara Municipal de São Paulo, o fórum foi concebido também como espaço de reflexão e fundamentação técnica para um projeto de lei apresentado por Daniela Cardoso no legislativo municipal. A proposta busca estabelecer diretrizes para a modernização da enocultura e do enoturismo na cidade, incorporando dimensões contemporâneas como análise comportamental, qualificação profissional e desenvolvimento humano às políticas públicas.

São Paulo entra no mapa global da inovação do vinho

São Paulo entra no mapa global da inovação do vinho.

Mais do que uma discussão institucional, o encontro refletiu um cenário global de mudanças: a retração do consumo em mercados tradicionais, as novas gerações de consumidores e a necessidade de reinvenção de práticas históricas da indústria.

Entre os painelistas convidados estiveram nomes do mercado e da academia como Caterina Garolafo, Gabriela Zandonadi, Nathalie Tarquet, Laurent David, Paul Mabray, Fernanda Paes de Barros, Dr. Leonardo Lourenço, Adão Morellatto, Marcelo Schneck de Paula Pessoa, Jones Valduga, Paulo Brammer, Eduardo Cruz, Julio César Kunz e Cláudio Góes.

A mesa solene contou com a presença da Cônsul-Geral da Bolívia, Vânia Claros, da chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, Tânia Dias, e da CEO da Born Commerce International, Priscila Bornschlegell.

Durante o evento também foi destacada uma iniciativa legislativa voltada ao fortalecimento do setor vitivinícola, apoiada pelo vereador Adrilles Jorge, reforçando o diálogo entre poder público e iniciativa privada para criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento da cultura do vinho no Brasil.

São Paulo entra no mapa global da inovação do vinho.

Outro marco institucional foi o reconhecimento oficial da data de 2 de março, protocolada no calendário da cidade por meio da Lei nº 14.485, que institui o Dia da Gestão de Inovação e Negócios no Enoturismo e Enocultura. A iniciativa busca estimular práticas sustentáveis, qualificação profissional e responsabilidade social nos setores turístico e gastronômico.

Mais do que um evento pontual, o WineX Tomorrow surge como uma plataforma permanente de reflexão estratégica. Ao sediar o fórum, São Paulo reforça sua vocação como hub latino-americano de inovação e articulação de negócios. Dessa forma, conectando produtores, pesquisadores, empreendedores e novos agentes do ecossistema global do vinho.

A convergência de duas visões

À frente do projeto está Daniela Cardoso, especialista em comportamento humano, psicanálise e comunicação, além de sommelière. É fundadora da Wine Education & Sense (WES) e criadora da metodologia 5 Senses. Igualmente,  desenvolve uma abordagem que utiliza o vinho como ferramenta de autoconhecimento e clareza decisória.

Sua atuação integra campos como neurociência comportamental, semiótica e neurosommelieria. Assim, expandindo a degustação para além do prazer sensorial. Na proposta de Daniela, o vinho se torna um exercício de percepção e consciência. Ou seja, um instrumento de conexão entre experiência sensorial e desenvolvimento humano.

Complementando essa visão, o projeto conta com a parceria estratégica de Priscilla Hennekam. A saber, criadora do movimento Rethinking Wine, uma comunidade global presente em mais de 80 países. A iniciativa evoluiu para uma plataforma digital dedicada ao debate de alto nível e à construção coletiva de soluções para o setor vitivinícola.

Ao unir a profundidade da análise comportamental à força de uma rede internacional de especialistas, as duas líderes criaram um ambiente propício para a circulação de ideias, compartilhamento de riscos e expansão de oportunidades no mercado do vinho.

Experiência sensorial e presença das vinícolas

O fórum também abriu espaço para a participação de importantes vinícolas brasileiras, que proporcionaram uma degustação especial aos convidados. Portanto, conectando o debate estratégico à experiência sensorial do vinho.

Entre as participantes estiveram as vinícolas Casa Valduga, Góes, Innvernia e Vinícola Guaspari. Apresentaram rótulos selecionados durante o encontro, evidenciando a força e a sofisticação da produção nacional no cenário contemporâneo.

Um ecossistema de transformação

O WineX Tomorrow se consolida como a materialização de um novo paradigma para o setor vitivinícola, baseado em dois pilares centrais:

Transformação estrutural  com o redesenho dos modelos de negócio e a incorporação de novas tecnologias no mercado do vinho.

Evolução humana e cultural tendo a ampliação da consciência, do comportamento e da experiência sensorial que envolve o consumo e a cultura do vinho.

Então, ao integrar inteligência de mercado, inovação e desenvolvimento humano, o fórum estabelece bases para uma modernização responsável da indústria. Ou seja, mais do que um encontro, o WineX Tomorrow inaugura um ecossistema no qual inovação, cultura e consciência caminham lado a lado.

Enfim, as palestras, debates e melhores momentos do evento podem ser acompanhados no canal oficial do projeto no YouTube (https://www.youtube.com/@WineXTomorrow).

Consumidor entra na era da exaustão digital e obriga marcas a reverem estratégias

Excesso de estímulos online reduz atenção, aumenta cansaço e muda comportamento de consumo; 85% da publicidade digital recebe menos de 2,5 segundos de atenção ativa dos usuários

O ambiente digital, que por anos foi sinônimo de oportunidade de engajamento, passa a revelar um novo desafio para as marcas: a exaustão da atenção do consumidor. A saturação de conteúdos, notificações, anúncios e estímulos constantes nas plataformas digitais vem provocando mudanças profundas na forma como as pessoas consomem informação e tomam decisões de compra.

Segundo o especialista em marketing e estratégias de negócios Frederico Burlamaqui, 2026 será o ano em que as empresas precisarão reconhecer que não basta estar presente digitalmente, é necessário ser relevante e estratégico. “O consumidor hoje tem menos tempo, menos paciência e mais alternativas de estímulo do que nunca. Para se destacar, as empresas precisam pensar além da saturação digital e priorizar experiências que respeitem a atenção do público”, afirma Burlamaqui.

O estudo “Hacking the Attention Economy”, realizado pela VCCP Media em parceria com a Amplified, aponta que 85% da publicidade digital recebe menos de 2,5 segundos de atenção ativa dos usuários, tempo considerado insuficiente para gerar lembrança consistente de marca.

Outro levantamento, o Digital Life Survey 2025, do Human Clarity Institute, identificou que mais da metade dos usuários relata se sentir cansado ou exausto após longos períodos online. O estudo aponta ainda que 50% das pessoas relatam exaustão depois de mais de quatro horas conectadas e 70% afirmam que longos períodos de atividade digital geram desgaste e redução de foco. Esses dados reforçam o avanço da chamada fadiga digital, fenômeno caracterizado pela sobrecarga de estímulos e pela dificuldade crescente de manter atenção contínua em ambientes virtuais.

Impactos no marketing e no consumo

De acordo com Burlamaqui, os efeitos da exaustão digital já são perceptíveis na performance das marcas e na forma como o público interage com conteúdos e anúncios. Há redução do tempo de atenção e aumento da rolagem automática nos feeds, o que diminui a absorção real das mensagens. As taxas médias de engajamento tendem a cair quando o conteúdo é genérico ou excessivamente frequente, enquanto o custo por aquisição sobe, já que é necessário investir mais para conquistar a mesma atenção de antes. Ao mesmo tempo, o consumidor se torna mais seletivo, ignorando comunicações repetitivas ou pouco relevantes e demonstrando maior interesse por experiências presenciais, eventos e interações mais humanas.

Para o especialista, o consumidor aprende rapidamente a filtrar estímulos. “Quando tudo é urgente, nada é relevante. O público passa a ignorar automaticamente o que não faz sentido para ele.”

O que muda em 2026

Burlamaqui acredita que 2026 marcará uma transição importante na estratégia das empresas. O foco deixa de ser a presença massiva em múltiplos canais e passa a priorizar intenção, clareza e profundidade. Em vez de produzir conteúdo em alta frequência apenas para manter visibilidade, as marcas precisarão investir em mensagens mais consistentes, alinhadas ao posicionamento e ao momento do consumidor.

A construção de experiências significativas, tanto no ambiente digital quanto fora dele, ganha relevância diante da busca por conexões mais humanas e menos automatizadas. Estratégias baseadas em engajamento qualificado tendem a substituir a obsessão por métricas superficiais, como volume de visualizações ou seguidores. “Estamos vivendo uma transição da economia da atenção para a economia do significado. Marcas que entenderem isso primeiro terão vantagem competitiva. As que insistirem em barulho e volume podem enfrentar custos cada vez maiores para resultados cada vez menores”, conclui o especialista.

Imagem Destaque: Especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui
Foto: Raphael Bernadelli

ColmeIA, Startup brasileira, amplia quadro de sócios e aposta em crescimento sustentável e foco no cliente para 2026

Carolina Santos e Leandro Beccon passam a integrar o quadro societário da ColmeIA após trajetória decisiva na consolidação da startup e assumem missões estratégicas ligadas a crescimento, produto e cultura

A ColmeIA, empresa brasileira especializada em soluções de comunicação digital com inteligência artificial, anunciou a chegada de Maria Carolina Pires dos Santos Leandro Beccon ao seu quadro de sócios. A decisão marca um novo momento da companhia e reconhece a atuação dos executivos em uma das fases de maior crescimento da história da empresa.   

Carol e Beccon ingressaram na empresa quando o cenário era de alto risco e incerteza, período comum a startups em fase inicial. Desde então, tornaram-se peças-chave na superação dos obstáculos que antecedem a consolidação de um negócio inovador no mercado brasileiro.  

“Eles chegaram quando a ColmeIA tinha muito mais chances de dar errado do que de dar certo. Caminharam conosco durante o que costumo chamar de o ‘milhão de nãos’ que toda startup precisa enfrentar antes de sobreviver e, só depois, prosperar”, afirma José Caodaglio, CEO da ColmeIA.  

Experiência corporativa aplicada à jornada da startup

A chegada dos novos sócios reforça a ColmeIA com uma combinação estratégica de vivência corporativa e mentalidade de startup. Carolina Santos reúne mais de 15 anos de experiência em estratégia digital, desenvolvimento de negócios e design de produto no setor de tecnologia, com atuação em ambientes multinacionais. Ao longo da carreira, liderou equipes, estruturou operações e desenvolveu estratégias de entrada no mercado voltadas ao aumento de eficiência organizacional, expansão de margens e crescimento sustentável da receita. 

Essa bagagem se reflete diretamente na forma como a ColmeIA evolui seus produtos, serviços e processos, conectando visão estratégica à execução. A experiência de Carol em liderança organizacional e construção de times de alta performance fortalece a empresa em um momento de escala e amadurecimento operacional. 

Já Leandro Beccon traz uma trajetória consolidada em Vendas e Pré-Vendas, com mais de 15 anos de atuação junto a fornecedores de tecnologia e soluções de negócios. Possui forte relacionamento com clientes no mercado brasileiro e experiência na definição de estratégias comerciais e planos de crescimento por região, produto e segmento. 

Com passagens por projetos internacionais no Brasil e em países como Peru, Venezuela e Argentina, Beccon também reúne conhecimento profundo em soluções como Analytics, Big Data, Infraestrutura e SOA, contribuindo para a construção de um modelo comercial mais estruturado, consultivo e alinhado às demandas do mercado. Na ColmeIA, adotou a abordagem de "powerpoint zero" nas apresentações, construindo jornadas sofisticadas desde a primeira apresentação durante o processo de vendas. 

Crescimento, experiência do cliente e cultura no centro da estratégia

Como diretora de Customer Success, Carolina Santos, lidera as áreas de suporte, serviços e desenvolvimento de produtos. Seu principal objetivo é elevar continuamente a experiência e a satisfação dos clientes.   

“Para nós, suporte não é acessório, é core business. É no dia a dia do atendimento que mostramos, na prática, o respeito que temos pelos nossos clientes e o nosso nível de parceria. A Carol materializa isso com profissionalismo, pró-atividade e competência”, reforça o CEO.  

Carol também compartilha com Beccon o desafio de crescer a importância do “digital” na estratégia dos atuais clientes: “Ajudamos nossos clientes a pensar e implementar o que precisarem fazer, do ponto de vista de tecnologia, mas também de competências e estrutura organizacional, para que, por exemplo, o WhatsApp represente 50% do seu negócio digital.” - explica Carol Santos.   

Já o diretor de Vendas e Marketing, Leandro Beccon assume a missão de liderar o plano de crescimento da empresa para os próximos anos. A meta é dobrar a receita da ColmeIA em 2026 e de novo, em 2027, a partir de uma estratégia focada em venda de valor, profundidade técnica e forte entendimento do mercado.  

“Crescer não é apenas vender mais, é vender melhor. O Leandro tem a responsabilidade de conduzir esse crescimento com uma equipe que domina o produto, entende o mercado e mantém a transparência e a objetividade que sempre definiram a ColmeIA”, destaca Caodaglio. E quem já assistiu a uma apresentação da ColmeIA, onde um chatbot é montado ao vivo em tempo de reunião, entende rapidamente a importância da preparação dessa equipe.  

Além das responsabilidades operacionais e estratégicas, os novos sócios assumem uma missão considerada central pela liderança da empresa: serem guardiões e campeões da cultura da ColmeIA. “Mais do que cargos ou metas, confiamos a eles a proteção daquilo que sustenta tudo o que fazemos: nossa cultura. Eles devem representar os valores que queremos preservar e escalar à medida que a empresa cresce, lembrando que esses próximos anos são de crescimento exponencial”, conclui José Caodaglio.  

Sobre a ColmeIA 

A ColmeIA é uma empresa de tecnologia especializada em transformar conversas em negócios com a velocidade e eficiência que o mercado exige. Fundada em 2019, a partir do desenvolvimento de sua própria inteligência artificial, a empresa cresceu de forma acelerada e, em 2024, a empresa já recebeu R$43 milhões em aportes da Crescera Capital. 

Com foco em autonomia, escalabilidade e experiência do usuário, a ColmeIA oferece soluções conversacionais modulares e ágeis, capazes de reduzir o tempo de implementação de projetos de meses para dias.  Atualmente, processa mais de 10 milhões de sessões por dia, convertendo cada interação em valor para os negócios de seus clientes.  

Artigo – Gestão estratégica: quando a liderança vai muito além da venda

Por muito tempo, o sucesso e a performance de um negócio estiveram diretamente associados à capacidade de vender. Embora a venda continue sendo fundamental para a sustentabilidade financeira das empresas, o papel do gestor evoluiu e, agora, exige uma atuação muito mais ampla por parte dele. Em mercados competitivos, dinâmicos e exigentes, a gestão se tornou um exercício contínuo de visão estratégica, liderança e tomada de decisões que impactam toda a organização.

O gestor moderno precisa compreender o negócio de forma integrada, já que vender é apenas uma parte do processo. Afinal, o fechamento de um contrato é importante, mas precisa estar sustentado por processos bem definidos, equipes preparadas e uma visão clara de crescimento. Sem isso, o negócio não se mantém, e é aí que está o verdadeiro desafio: estruturar a empresa para crescer de forma sustentável, garantindo qualidade, eficiência operacional e alinhamento entre equipes.

Nesse contexto, o gestor assume um papel central na definição de estratégias, no planejamento financeiro, na gestão de pessoas e no fortalecimento da cultura organizacional. Cabe a ele criar processos claros, investir em inovação, alinhar os objetivos comerciais à capacidade produtiva da empresa, garantir qualidade na entrega e promover a integração entre áreas. Quando a liderança atua apenas de forma comercial, surgem gargalos operacionais que podem comprometer a entrega, a reputação da marca e a experiência do cliente.

Outro ponto essencial é o desenvolvimento de equipes, já que um bom gestor forma pessoas, identifica talentos e cria um ambiente onde todos entendem seu papel. Isso reflete diretamente na produtividade e nos resultados a médio e longo prazo. Esse alinhamento fortalece o desempenho coletivo e reduz a dependência de ações individuais. A valorização do capital humano se torna, assim, um diferencial competitivo. Além disso, a gestão exige capacidade analítica e visão de futuro. Acompanhar indicadores, entender o comportamento do mercado, antecipar tendências e tomar decisões baseadas em dados são práticas indispensáveis. Essa postura estratégica permite ajustes rápidos, redução de riscos e mais previsibilidade financeira.

O relacionamento com clientes também ganha uma nova dimensão. Mais do que vender, é preciso construir confiança, oferecer soluções e manter um diálogo transparente. Esse posicionamento fortalece a marca e contribui para relações comerciais duradouras. Ou seja, fica cada vez mais claro que vender é importante, mas não é suficiente. E o gestor que compreende seu papel além da venda prepara a empresa para crescer com consistência, inovação e propósito, deixando de atuar apenas no presente, mas construindo, de forma estratégica, o futuro da organização.

E você, como tem liderado?

Por: Carla Hladczuk,
administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos

YouTube Shopping chega no Brasil: como creators, marcas e a própria plataforma se beneficiam do social commerce?

Por: Danilo Nunes

Com estratégias de social commerce ganhando protagonismo na creator economy, plataformas correm para expandir seus programas de afiliados e entrar no jogo dos marketplaces. Shopee, Amazon, TikTok e YouTube apresentam modelos distintos — com impactos para criadores que buscam novas fontes de receita, para marcas em busca de conversão e para seus próprios negócios.

Quatro meses após a chegada do TikTok Shop ao Brasil, no evento Made in YouTube 2025, o YouTube anunciou atualizações de IA para potencializar a criação na plataforma e a expansão do seu programa global de afiliados para o Brasil, incluindo as ferramentas de shopping. Agora, criadores podem marcar e disponibilizar produtos para compra em vídeos e shorts, eliminando atritos na jornada de compra via creators.

Com o anúncio, o YouTube Shopping iniciou oficialmente suas operações no Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee. A chegada marca a expansão prática do programa de afiliados da plataforma no país, permitindo que criadores incluam links de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo, Shorts e postagens. Para participar, é necessário integrar o Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter pelo menos 10 mil inscritos e atender a alguns critérios de elegibilidade definidos pela plataforma.

YouTube Shopping chega com força ao Brasil

A iniciativa global já conta com mais de 500 mil criadores e um crescimento de cinco vezes em GMV (Gross Merchandise Volume) em relação ao ano anterior. O programa cria uma nova fonte de receita para criadores, além de anúncios e patrocínios, e impulsiona o formato shorts, transmissões ao vivo e colaborações. O conteúdo ganha mais relevância por estar atrelado à visibilidade de um produto, aumentando performance e engajamento.

Com essa estratégia, o YouTube também passa a monetizar diretamente as vendas - antes, quando um criador fazia publicidade, a plataforma não lucrava de forma direta. Agora, o rastreamento é facilitado e o negócio se torna uma vitrine de compras.

Para as marcas, a vantagem está em estruturar criadores como canal de vendas, com métricas, relatórios e possibilidade de alcance orgânico consistentes. A funcionalidade substitui o tradicional “link na bio/descrição” e o trackeamento via UTMs, encurtando a jornada de compra e atribuindo vendas com clareza.

Os desafios envolvem preparar catálogos compatíveis, definir regras de comissão e logística e abandonar a lógica de campanhas isoladas para mergulhar em um ecossistema onde entretenimento gera confiança, confiança gera conversão e conversão retroalimenta o algoritmo, com a credibilidade do influenciador como diferencial.

No live commerce, a plataforma traz o modo de prática, que permite testar equipamentos e comunicação antes de abrir a live ao público. Para criadores avançados, a novidade é a transmissão simultânea em horizontal e vertical, atendendo ao público tradicional e aos fãs de Shorts.

Qual a diferença de demais programas de afiliados e marketplaces?

O programa de afiliados da Shopee e do TikTok Shop prioriza social commerce e lives, onde a urgência impulsiona conversões. Marcas se beneficiam de volume imediato, mas podem diluir sua identidade em ambientes dominados por descontos. Criadores têm entrada fácil e ganho rápido, mas precisam de presença constante ao vivo ou produção em massa para manter o alcance.

O Amazon Associates segue o modelo clássico baseado em links, oferecendo grande distribuição, mas pouco controle criativo. Para criadores, há flexibilidade e catálogo amplo, mas com menor engajamento que formatos mais interativos.

O YouTube Shopping aposta na integração nativa, permitindo marcar produtos diretamente em vídeos, transmissões e Shorts. A plataforma tem a vantagem de contar com criadores consolidados e audiências acostumadas a buscar reviews e tutoriais antes da compra. As comissões são atribuídas às vendas, oferecendo ROI mais claro às marcas, mas ganhos menos previsíveis para criadores em um programa recente.

O catálogo do YouTube ainda é limitado, priorizando integrações premium. Marcas ganham destaque, mas têm menos opções que Shopee e TikTok, que focam em produtos baratos e de alta rotatividade. A Amazon segue imbatível em diversidade, mas a atenção é diluída entre milhares de concorrentes e as comissões são menores.

O que falta descobrir sobre o YouTube Shopping no Brasil?

Ainda não há data confirmada para o lançamento, nem detalhes sobre percentuais de comissão que criadores receberão ou quais varejistas estarão aptos para participar. Também não foram divulgados os critérios de elegibilidade para os canais — se haverá exigência de inscritos ou categorias específicas de conteúdo.

Na vertical de Creative Strategy da Thruster, trabalhamos há um ano com o YouTube Shopping. É possível vender produtos próprios ou de terceiros. Para vender produtos próprios, o canal deve estar no Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter o número mínimo de inscritos ou ser um Canal Oficial de Artista, não ter público definido como “conteúdo para crianças” e não possuir violações de políticas. Para vender produtos de terceiros, além de estar no YPP, o canal precisa ter mais de 10 mil inscritos, não pode ser de música, nem estar associado a gravadoras ou distribuidoras e não pode ter infrações ativas das Diretrizes da Comunidade.

Dobre Danilo Nunes

Professor, pesquisador da Creator Economy e CEO e Fundador da Nudgy - primeira agência brasileira especializada em construir e alimentar sistemas criativos com foco em performance - com atuação nacional e internacional. Além de ser o principal mentor brasileiro de Creative Strategy para profissionais de criação que querem internacionalizar suas carreiras.

Como voltar à universidade organizado: 4 práticas das Empresas Juniores que ajudam a começar o semestre com clareza

Planejamento semanal, mapeamento de riscos e revisões de rota, métodos do MEJ reduzem a ansiedade estudantil e aumentam a previsibilidade no retorno às aulas

O início do semestre costuma provocar ansiedade entre universitários que precisam conciliar leituras, trabalhos, monitorias e vida pessoal. Para a Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), a lógica de organização utilizada nas Empresas Juniores pode ajudar estudantes a recuperar controle sobre a rotina.

O Movimento Empresa Júnior, presente em 270 instituições de ensino com mais de 1,4 mil EJs e 25 mil estudantes ativos, aplica modelos de gestão adaptados do mercado em projetos reais para pequenos negócios, ONGs e iniciativas locais. Em 2024, o MEJ reinvestiu mais de R$ 88 milhões na formação de seus membros.

Segundo Caio Leal, presidente da entidade, o método funciona porque transforma o semestre em microentregas. “Quando o jovem aprende a mapear demandas, definir prioridades e revisar rotas com frequência, ele entende que é possível cumprir entregas mesmo em períodos curtos”, afirma.

De acordo com Caio, quatro práticas simples fazem diferença logo nas primeiras semanas de aula:

  1. Planejamento semanal com ritos claros
    Em vez de olhar o semestre como um bloco de incertezas, estudantes podem adotar o método usado nas EJs: quebrar as disciplinas, trabalhos e atividades extracurriculares em microtarefas distribuídas ao longo da semana. Essa divisão dá uma sensação de conseguir avançar. Não é sobre fazer tudo de uma vez, e sim criar constância.
  2. Mapeamento de riscos e oportunidades
    Ferramentas como SWOT, comuns na rotina de projetos das EJs, ajudam a identificar pontos críticos do semestre, como matérias com maior carga, horários apertados, semanas com múltiplas provas e riscos de atraso. Esse diagnóstico simples evita surpresas e permite ajustar rotinas antes que a sobrecarga se instale.
  3. Revisões de rota ao longo do período
    Outra prática típica das EJs é a revisão periódica de desempenho. Na metade do semestre, o estudante avalia o que funcionou e o que travou. Revisões evitam descobertas tardias sobre baixo desempenho.
  4. Retrospectivas e lições aprendidas
    Método comum nas EJs, ao final de cada ciclo, a análise de acertos e erros aumenta a clareza sobre hábitos e padrões de estudo.

Como a lógica do MEJ melhora a rotina de estudos

Para Caio, a principal contribuição das EJs é formar um estudante protagonista. “A lógica de entregas e priorização cria uma aprendizagem mais ativa. O jovem aprende a caminhar com as próprias pernas e buscar metodologias fora da bolha da universidade”, afirma.

Essa autonomia, segundo ele, se traduz em:

  • Maior capacidade de priorizar o que importa,
  • Facilidade para estruturar a semana,
  • Postura mais profissional diante das próprias responsabilidades,
  • Repertório ampliado para resolver problemas.

O estudante que vivencia a dinâmica de uma EJ passa a enxergar o semestre não como um desafio caótico, mas como um projeto que pode ser planejado, executado e revisado com clareza. “Quando ele entende isso, a ansiedade diminui porque a previsibilidade aumenta”, conclui Caio.

Sobre Brasil Júnior

A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2024, o movimento faturou mais de R$ 88 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.

Sobre Presidente Executivo da Brasil Júnior 

Caio Leal é mineiro e estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB). Ingressou no Movimento Empresa Júnior (MEJ) em 2020 e ocupou diferentes cargos de liderança. Já foi Presidente Organizacional da Strategos Consultoria Política Jr., Diretor de Relacionamento da Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal (CONCENTRO-DF) e Líder de Relações Institucionais e Governamentais da Brasil Júnior. Agora, à frente da Brasil Júnior, busca fortalecer o impacto do MEJ no Brasil, aproximar jovens empreendedores do mercado e ampliar as oportunidades dentro das universidades.

Fim da escala 6×1 pode mudar varejo em 2026 e especialista aponta cinco ações para não perder vendas

Com o avanço da pauta no Senado, a Smart Consultoria apresenta medidas práticas para que varejistas preservem receita, margem e experiência do cliente durante a transição

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva/QuestionPro revelou que 57% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1, enquanto um levantamento da Nexus Pesquisa apresentou 65% como apoiadores da redução da jornada de trabalho. A pauta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora tramita para análise no Plenário, com audiências públicas e propostas de lei que podem abolir gradualmente o modelo de escala 6x1, amplamente utilizado no varejo brasileiro. A Smart Consultoria, especializada em estratégia para marcas de consumo, observou esse choque de realidade como oportunidade para se adaptar. “Operações pesadas e pouca produtividade individual não funcionam mais no cenário atual”, explica Eduardo Schuler, CEO da empresa.

Estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) sugere que a extinção da escala 6x1 poderia reduzir até 16% do PIB, reforçando a necessidade de repensar processos internos e investir em tecnologia. Para empresas de varejo e consumo, mudanças na escala afetam diretamente disponibilidade de loja, atendimento e conversão, tornando o tema essencial para operações, RH e estratégias de crescimento. Diante desse cenário, o especialista apresenta cinco medidas práticas para manter vendas e produtividade:

1. Otimizar horários e turnos com base em dados reais 

Analisar fluxo de clientes, conversão por hora e ticket médio permite criar escalas mais inteligentes, evitando horas ociosas e direcionando colaboradores para onde geram mais impacto. “Quando entendemos os horários de pico, conseguimos reduzir custos sem prejudicar o atendimento e aumentar a produtividade individual”, destaca Schuler.

2. Apoiar vendedores com tecnologia e inteligência artificial

Sistemas de IA oferecem sugestões automáticas de produtos, histórico detalhado do cliente e gatilhos de cross-sell e upsell, permitindo que cada vendedor gere mais resultado. “Um vendedor apoiado por tecnologia consegue entregar o dobro de performance sem aumentar equipe”, pontua o executivo.

3. Transformar vendas digitais em vantagem competitiva 

Captar leads, entender intenções de compra e preparar atendimento personalizado antes da visita física aumenta conversão e reduz dependência de esforço presencial. “Investir no digital não é luxo, é condição para que o varejo sobreviva ao fim da 6x1”, reforça o especialista.

4. Redesenhar processos internos e automatizar tarefas repetitivas 

Automação de estoque, relatórios e registros libera a equipe para atividades que impactam diretamente a receita, tornando a operação mais ágil e eficiente. “Ao eliminar tarefas sem valor, conseguimos que a equipe foque no que realmente gera lucro”, afirma o CEO da Smart Consultoria.

5. Gerir performance e não presença 

Avaliar indicadores como fluxo de clientes, conversão por turno e retorno por hora permite remunerar equipes por resultados e alocar colaboradores estrategicamente. “Mudar o foco de horas trabalhadas para performance transforma eficiência operacional em vantagem competitiva”, explica.

Com o avanço das discussões no Senado, varejistas que anteciparem a transição e adotarem inteligência operacional e tecnologia estarão à frente no mercado. Schuler observa: “O fim da escala 6x1 não representa o fim do varejo, mas o fim do varejo ineficiente. Quem aprende a vender inteligência terá escala, produtividade e futuro”.

Sobre a Smart Consultoria

A Smart Consultoria, com 11 anos de experiência, aplica tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas como Adidas, Melissa, Farm e O Boticário, consolidando-se como referência em transformação digital e crescimento estratégico de vendas.

Estudo aponta que eventos do agronegócio deixam de ser transacionais e passam a funcionar como comunidades de aprendizado

Um levantamento realizado a partir de 150 eventos do setor agro nos últimos quatro anos indica uma mudança estrutural na forma como empresas e produtores interagem em encontros técnicos. Segundo a análise, mais de 50 mil profissionais participam anualmente desses eventos, que vêm incorporando demonstrações de campo, experiências imersivas, formatos híbridos e dinâmicas interativas. A transformação responde a um desafio histórico do setor: a dificuldade de levar inovações do laboratório ao campo.

O estudo mostra que eventos com demonstração prática registram 40% mais engajamento e reduzem a distância entre lançamento e adoção de tecnologia, que pode chegar a 3 a 5 anos em algumas regiões. A pesquisa também aponta o avanço do formato híbrido, com lives técnicas que registraram 490 conexões simultâneas e mais de 1.500 participantes no total, ampliando o acesso de produtores de diferentes estados.

Dinâmicas interativas, como gamificação e totens de participação, têm desempenhado papel relevante na qualificação do público, gerando até 2.627 interações úteis em um único evento analisado. O Centro-Oeste aparece como polo de testes, com mais de 35 encontros estratégicos mapeados em cidades como Primavera do Leste (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA), reforçando seu papel como região de validação técnica.

A análise identifica cinco movimentos estruturais no setor:

  1. O formato híbrido tornou-se padrão;
  2. Comunidade supera transação;
  3. Experiência prática acelera adoção;
  4. Interatividade aumenta retenção;
  5. O Centro-Oeste lidera o ciclo de validação.

Esses dados indicam que o agronegócio vive um ponto de inflexão. Eventos passam a atuar como ambientes de comunidade e aprendizagem contínua, aproximando produtores, especialistas e mercado, e acelerando o ciclo de adoção de novas tecnologias.

Sobre o estudo:

“Os dados mostram que o produtor busca clareza, proximidade e troca real com especialistas. A evolução dos eventos reflete exatamente essa mudança de comportamento no campo, onde a experiência prática pesa mais do que qualquer apresentação formal.”confirma Andreza Santana, Ceo da MCM Experience 

A análise foi conduzida pela MCM com base em dados de eventos presenciais e híbridos realizados entre 2021 e 2025. Os encontros somam 300 milhões de impressões digitais e registram média de 95% de satisfação do público.

Serviço:
https://mcmbrandexperience.com.br/