NEGÓCIOS

Artigo – Gestão estratégica: quando a liderança vai muito além da venda

Por muito tempo, o sucesso e a performance de um negócio estiveram diretamente associados à capacidade de vender. Embora a venda continue sendo fundamental para a sustentabilidade financeira das empresas, o papel do gestor evoluiu e, agora, exige uma atuação muito mais ampla por parte dele. Em mercados competitivos, dinâmicos e exigentes, a gestão se tornou um exercício contínuo de visão estratégica, liderança e tomada de decisões que impactam toda a organização.

O gestor moderno precisa compreender o negócio de forma integrada, já que vender é apenas uma parte do processo. Afinal, o fechamento de um contrato é importante, mas precisa estar sustentado por processos bem definidos, equipes preparadas e uma visão clara de crescimento. Sem isso, o negócio não se mantém, e é aí que está o verdadeiro desafio: estruturar a empresa para crescer de forma sustentável, garantindo qualidade, eficiência operacional e alinhamento entre equipes.

Nesse contexto, o gestor assume um papel central na definição de estratégias, no planejamento financeiro, na gestão de pessoas e no fortalecimento da cultura organizacional. Cabe a ele criar processos claros, investir em inovação, alinhar os objetivos comerciais à capacidade produtiva da empresa, garantir qualidade na entrega e promover a integração entre áreas. Quando a liderança atua apenas de forma comercial, surgem gargalos operacionais que podem comprometer a entrega, a reputação da marca e a experiência do cliente.

Outro ponto essencial é o desenvolvimento de equipes, já que um bom gestor forma pessoas, identifica talentos e cria um ambiente onde todos entendem seu papel. Isso reflete diretamente na produtividade e nos resultados a médio e longo prazo. Esse alinhamento fortalece o desempenho coletivo e reduz a dependência de ações individuais. A valorização do capital humano se torna, assim, um diferencial competitivo. Além disso, a gestão exige capacidade analítica e visão de futuro. Acompanhar indicadores, entender o comportamento do mercado, antecipar tendências e tomar decisões baseadas em dados são práticas indispensáveis. Essa postura estratégica permite ajustes rápidos, redução de riscos e mais previsibilidade financeira.

O relacionamento com clientes também ganha uma nova dimensão. Mais do que vender, é preciso construir confiança, oferecer soluções e manter um diálogo transparente. Esse posicionamento fortalece a marca e contribui para relações comerciais duradouras. Ou seja, fica cada vez mais claro que vender é importante, mas não é suficiente. E o gestor que compreende seu papel além da venda prepara a empresa para crescer com consistência, inovação e propósito, deixando de atuar apenas no presente, mas construindo, de forma estratégica, o futuro da organização.

E você, como tem liderado?

Por: Carla Hladczuk,
administradora, gestora e sócia da Uled Luminosos

YouTube Shopping chega no Brasil: como creators, marcas e a própria plataforma se beneficiam do social commerce?

Por: Danilo Nunes

Com estratégias de social commerce ganhando protagonismo na creator economy, plataformas correm para expandir seus programas de afiliados e entrar no jogo dos marketplaces. Shopee, Amazon, TikTok e YouTube apresentam modelos distintos — com impactos para criadores que buscam novas fontes de receita, para marcas em busca de conversão e para seus próprios negócios.

Quatro meses após a chegada do TikTok Shop ao Brasil, no evento Made in YouTube 2025, o YouTube anunciou atualizações de IA para potencializar a criação na plataforma e a expansão do seu programa global de afiliados para o Brasil, incluindo as ferramentas de shopping. Agora, criadores podem marcar e disponibilizar produtos para compra em vídeos e shorts, eliminando atritos na jornada de compra via creators.

Com o anúncio, o YouTube Shopping iniciou oficialmente suas operações no Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee. A chegada marca a expansão prática do programa de afiliados da plataforma no país, permitindo que criadores incluam links de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo, Shorts e postagens. Para participar, é necessário integrar o Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter pelo menos 10 mil inscritos e atender a alguns critérios de elegibilidade definidos pela plataforma.

YouTube Shopping chega com força ao Brasil

A iniciativa global já conta com mais de 500 mil criadores e um crescimento de cinco vezes em GMV (Gross Merchandise Volume) em relação ao ano anterior. O programa cria uma nova fonte de receita para criadores, além de anúncios e patrocínios, e impulsiona o formato shorts, transmissões ao vivo e colaborações. O conteúdo ganha mais relevância por estar atrelado à visibilidade de um produto, aumentando performance e engajamento.

Com essa estratégia, o YouTube também passa a monetizar diretamente as vendas - antes, quando um criador fazia publicidade, a plataforma não lucrava de forma direta. Agora, o rastreamento é facilitado e o negócio se torna uma vitrine de compras.

Para as marcas, a vantagem está em estruturar criadores como canal de vendas, com métricas, relatórios e possibilidade de alcance orgânico consistentes. A funcionalidade substitui o tradicional “link na bio/descrição” e o trackeamento via UTMs, encurtando a jornada de compra e atribuindo vendas com clareza.

Os desafios envolvem preparar catálogos compatíveis, definir regras de comissão e logística e abandonar a lógica de campanhas isoladas para mergulhar em um ecossistema onde entretenimento gera confiança, confiança gera conversão e conversão retroalimenta o algoritmo, com a credibilidade do influenciador como diferencial.

No live commerce, a plataforma traz o modo de prática, que permite testar equipamentos e comunicação antes de abrir a live ao público. Para criadores avançados, a novidade é a transmissão simultânea em horizontal e vertical, atendendo ao público tradicional e aos fãs de Shorts.

Qual a diferença de demais programas de afiliados e marketplaces?

O programa de afiliados da Shopee e do TikTok Shop prioriza social commerce e lives, onde a urgência impulsiona conversões. Marcas se beneficiam de volume imediato, mas podem diluir sua identidade em ambientes dominados por descontos. Criadores têm entrada fácil e ganho rápido, mas precisam de presença constante ao vivo ou produção em massa para manter o alcance.

O Amazon Associates segue o modelo clássico baseado em links, oferecendo grande distribuição, mas pouco controle criativo. Para criadores, há flexibilidade e catálogo amplo, mas com menor engajamento que formatos mais interativos.

O YouTube Shopping aposta na integração nativa, permitindo marcar produtos diretamente em vídeos, transmissões e Shorts. A plataforma tem a vantagem de contar com criadores consolidados e audiências acostumadas a buscar reviews e tutoriais antes da compra. As comissões são atribuídas às vendas, oferecendo ROI mais claro às marcas, mas ganhos menos previsíveis para criadores em um programa recente.

O catálogo do YouTube ainda é limitado, priorizando integrações premium. Marcas ganham destaque, mas têm menos opções que Shopee e TikTok, que focam em produtos baratos e de alta rotatividade. A Amazon segue imbatível em diversidade, mas a atenção é diluída entre milhares de concorrentes e as comissões são menores.

O que falta descobrir sobre o YouTube Shopping no Brasil?

Ainda não há data confirmada para o lançamento, nem detalhes sobre percentuais de comissão que criadores receberão ou quais varejistas estarão aptos para participar. Também não foram divulgados os critérios de elegibilidade para os canais — se haverá exigência de inscritos ou categorias específicas de conteúdo.

Na vertical de Creative Strategy da Thruster, trabalhamos há um ano com o YouTube Shopping. É possível vender produtos próprios ou de terceiros. Para vender produtos próprios, o canal deve estar no Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter o número mínimo de inscritos ou ser um Canal Oficial de Artista, não ter público definido como “conteúdo para crianças” e não possuir violações de políticas. Para vender produtos de terceiros, além de estar no YPP, o canal precisa ter mais de 10 mil inscritos, não pode ser de música, nem estar associado a gravadoras ou distribuidoras e não pode ter infrações ativas das Diretrizes da Comunidade.

Dobre Danilo Nunes

Professor, pesquisador da Creator Economy e CEO e Fundador da Nudgy - primeira agência brasileira especializada em construir e alimentar sistemas criativos com foco em performance - com atuação nacional e internacional. Além de ser o principal mentor brasileiro de Creative Strategy para profissionais de criação que querem internacionalizar suas carreiras.

Como voltar à universidade organizado: 4 práticas das Empresas Juniores que ajudam a começar o semestre com clareza

Planejamento semanal, mapeamento de riscos e revisões de rota, métodos do MEJ reduzem a ansiedade estudantil e aumentam a previsibilidade no retorno às aulas

O início do semestre costuma provocar ansiedade entre universitários que precisam conciliar leituras, trabalhos, monitorias e vida pessoal. Para a Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), a lógica de organização utilizada nas Empresas Juniores pode ajudar estudantes a recuperar controle sobre a rotina.

O Movimento Empresa Júnior, presente em 270 instituições de ensino com mais de 1,4 mil EJs e 25 mil estudantes ativos, aplica modelos de gestão adaptados do mercado em projetos reais para pequenos negócios, ONGs e iniciativas locais. Em 2024, o MEJ reinvestiu mais de R$ 88 milhões na formação de seus membros.

Segundo Caio Leal, presidente da entidade, o método funciona porque transforma o semestre em microentregas. “Quando o jovem aprende a mapear demandas, definir prioridades e revisar rotas com frequência, ele entende que é possível cumprir entregas mesmo em períodos curtos”, afirma.

De acordo com Caio, quatro práticas simples fazem diferença logo nas primeiras semanas de aula:

  1. Planejamento semanal com ritos claros
    Em vez de olhar o semestre como um bloco de incertezas, estudantes podem adotar o método usado nas EJs: quebrar as disciplinas, trabalhos e atividades extracurriculares em microtarefas distribuídas ao longo da semana. Essa divisão dá uma sensação de conseguir avançar. Não é sobre fazer tudo de uma vez, e sim criar constância.
  2. Mapeamento de riscos e oportunidades
    Ferramentas como SWOT, comuns na rotina de projetos das EJs, ajudam a identificar pontos críticos do semestre, como matérias com maior carga, horários apertados, semanas com múltiplas provas e riscos de atraso. Esse diagnóstico simples evita surpresas e permite ajustar rotinas antes que a sobrecarga se instale.
  3. Revisões de rota ao longo do período
    Outra prática típica das EJs é a revisão periódica de desempenho. Na metade do semestre, o estudante avalia o que funcionou e o que travou. Revisões evitam descobertas tardias sobre baixo desempenho.
  4. Retrospectivas e lições aprendidas
    Método comum nas EJs, ao final de cada ciclo, a análise de acertos e erros aumenta a clareza sobre hábitos e padrões de estudo.

Como a lógica do MEJ melhora a rotina de estudos

Para Caio, a principal contribuição das EJs é formar um estudante protagonista. “A lógica de entregas e priorização cria uma aprendizagem mais ativa. O jovem aprende a caminhar com as próprias pernas e buscar metodologias fora da bolha da universidade”, afirma.

Essa autonomia, segundo ele, se traduz em:

  • Maior capacidade de priorizar o que importa,
  • Facilidade para estruturar a semana,
  • Postura mais profissional diante das próprias responsabilidades,
  • Repertório ampliado para resolver problemas.

O estudante que vivencia a dinâmica de uma EJ passa a enxergar o semestre não como um desafio caótico, mas como um projeto que pode ser planejado, executado e revisado com clareza. “Quando ele entende isso, a ansiedade diminui porque a previsibilidade aumenta”, conclui Caio.

Sobre Brasil Júnior

A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2024, o movimento faturou mais de R$ 88 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.

Sobre Presidente Executivo da Brasil Júnior 

Caio Leal é mineiro e estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB). Ingressou no Movimento Empresa Júnior (MEJ) em 2020 e ocupou diferentes cargos de liderança. Já foi Presidente Organizacional da Strategos Consultoria Política Jr., Diretor de Relacionamento da Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal (CONCENTRO-DF) e Líder de Relações Institucionais e Governamentais da Brasil Júnior. Agora, à frente da Brasil Júnior, busca fortalecer o impacto do MEJ no Brasil, aproximar jovens empreendedores do mercado e ampliar as oportunidades dentro das universidades.

Fim da escala 6×1 pode mudar varejo em 2026 e especialista aponta cinco ações para não perder vendas

Com o avanço da pauta no Senado, a Smart Consultoria apresenta medidas práticas para que varejistas preservem receita, margem e experiência do cliente durante a transição

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva/QuestionPro revelou que 57% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1, enquanto um levantamento da Nexus Pesquisa apresentou 65% como apoiadores da redução da jornada de trabalho. A pauta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora tramita para análise no Plenário, com audiências públicas e propostas de lei que podem abolir gradualmente o modelo de escala 6x1, amplamente utilizado no varejo brasileiro. A Smart Consultoria, especializada em estratégia para marcas de consumo, observou esse choque de realidade como oportunidade para se adaptar. “Operações pesadas e pouca produtividade individual não funcionam mais no cenário atual”, explica Eduardo Schuler, CEO da empresa.

Estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) sugere que a extinção da escala 6x1 poderia reduzir até 16% do PIB, reforçando a necessidade de repensar processos internos e investir em tecnologia. Para empresas de varejo e consumo, mudanças na escala afetam diretamente disponibilidade de loja, atendimento e conversão, tornando o tema essencial para operações, RH e estratégias de crescimento. Diante desse cenário, o especialista apresenta cinco medidas práticas para manter vendas e produtividade:

1. Otimizar horários e turnos com base em dados reais 

Analisar fluxo de clientes, conversão por hora e ticket médio permite criar escalas mais inteligentes, evitando horas ociosas e direcionando colaboradores para onde geram mais impacto. “Quando entendemos os horários de pico, conseguimos reduzir custos sem prejudicar o atendimento e aumentar a produtividade individual”, destaca Schuler.

2. Apoiar vendedores com tecnologia e inteligência artificial

Sistemas de IA oferecem sugestões automáticas de produtos, histórico detalhado do cliente e gatilhos de cross-sell e upsell, permitindo que cada vendedor gere mais resultado. “Um vendedor apoiado por tecnologia consegue entregar o dobro de performance sem aumentar equipe”, pontua o executivo.

3. Transformar vendas digitais em vantagem competitiva 

Captar leads, entender intenções de compra e preparar atendimento personalizado antes da visita física aumenta conversão e reduz dependência de esforço presencial. “Investir no digital não é luxo, é condição para que o varejo sobreviva ao fim da 6x1”, reforça o especialista.

4. Redesenhar processos internos e automatizar tarefas repetitivas 

Automação de estoque, relatórios e registros libera a equipe para atividades que impactam diretamente a receita, tornando a operação mais ágil e eficiente. “Ao eliminar tarefas sem valor, conseguimos que a equipe foque no que realmente gera lucro”, afirma o CEO da Smart Consultoria.

5. Gerir performance e não presença 

Avaliar indicadores como fluxo de clientes, conversão por turno e retorno por hora permite remunerar equipes por resultados e alocar colaboradores estrategicamente. “Mudar o foco de horas trabalhadas para performance transforma eficiência operacional em vantagem competitiva”, explica.

Com o avanço das discussões no Senado, varejistas que anteciparem a transição e adotarem inteligência operacional e tecnologia estarão à frente no mercado. Schuler observa: “O fim da escala 6x1 não representa o fim do varejo, mas o fim do varejo ineficiente. Quem aprende a vender inteligência terá escala, produtividade e futuro”.

Sobre a Smart Consultoria

A Smart Consultoria, com 11 anos de experiência, aplica tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas como Adidas, Melissa, Farm e O Boticário, consolidando-se como referência em transformação digital e crescimento estratégico de vendas.

Estudo aponta que eventos do agronegócio deixam de ser transacionais e passam a funcionar como comunidades de aprendizado

Um levantamento realizado a partir de 150 eventos do setor agro nos últimos quatro anos indica uma mudança estrutural na forma como empresas e produtores interagem em encontros técnicos. Segundo a análise, mais de 50 mil profissionais participam anualmente desses eventos, que vêm incorporando demonstrações de campo, experiências imersivas, formatos híbridos e dinâmicas interativas. A transformação responde a um desafio histórico do setor: a dificuldade de levar inovações do laboratório ao campo.

O estudo mostra que eventos com demonstração prática registram 40% mais engajamento e reduzem a distância entre lançamento e adoção de tecnologia, que pode chegar a 3 a 5 anos em algumas regiões. A pesquisa também aponta o avanço do formato híbrido, com lives técnicas que registraram 490 conexões simultâneas e mais de 1.500 participantes no total, ampliando o acesso de produtores de diferentes estados.

Dinâmicas interativas, como gamificação e totens de participação, têm desempenhado papel relevante na qualificação do público, gerando até 2.627 interações úteis em um único evento analisado. O Centro-Oeste aparece como polo de testes, com mais de 35 encontros estratégicos mapeados em cidades como Primavera do Leste (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA), reforçando seu papel como região de validação técnica.

A análise identifica cinco movimentos estruturais no setor:

  1. O formato híbrido tornou-se padrão;
  2. Comunidade supera transação;
  3. Experiência prática acelera adoção;
  4. Interatividade aumenta retenção;
  5. O Centro-Oeste lidera o ciclo de validação.

Esses dados indicam que o agronegócio vive um ponto de inflexão. Eventos passam a atuar como ambientes de comunidade e aprendizagem contínua, aproximando produtores, especialistas e mercado, e acelerando o ciclo de adoção de novas tecnologias.

Sobre o estudo:

“Os dados mostram que o produtor busca clareza, proximidade e troca real com especialistas. A evolução dos eventos reflete exatamente essa mudança de comportamento no campo, onde a experiência prática pesa mais do que qualquer apresentação formal.”confirma Andreza Santana, Ceo da MCM Experience 

A análise foi conduzida pela MCM com base em dados de eventos presenciais e híbridos realizados entre 2021 e 2025. Os encontros somam 300 milhões de impressões digitais e registram média de 95% de satisfação do público.

Serviço:
https://mcmbrandexperience.com.br/

Os Dinossauros Vão Morrer

por Celso Ricardo Souza Lima

Um ensaio sobre mudança, convicção e o destino inevitável dos que não evoluem

Algumas empresas tiveram tudo, recursos, talentos e reconhecimento global, mas desapareceram porque não mudaram quando o mundo mudou. A Nokia, que criou o primeiro protótipo de um celular sem teclas, o descartou por “convicção”. A Segway acreditou tanto que seria “o futuro da mobilidade” que parou de enxergar qualquer outra possibilidade.

Convicção é perigosa quando impede a dúvida. Empresas não quebram só por falta de caixa. Elas morrem quando não evoluem na mesma velocidade do mundo, assim como os dinossauros, que dominaram a Terra até que o ambiente mudou mais rápido do que eles puderam se adaptar.

Adam Grant, em Think Again, lembra: o maior erro não é estar errado, é não estar disposto a mudar de ideia. A Microsoft entendeu isso. Sob Satya Nadella, deixou de ser apenas uma fornecedora de softwares e tornou-se uma empresa de serviços e cultura digital.

Mudar modelo é difícil; mudar cultura é quase impossível. A Uber só se reinventou quando percebeu que inovação sem propósito não sustenta o longo prazo. Mudança começa com abertura. Lembro do meu pai, que jurava nunca ter um cachorro em casa, até dormir abraçado com o nosso por anos. Quando o cão morreu, ele disse algo que nunca esqueci:

“As pessoas mudam, mas primeiro precisam estar abertas à mudança.” A lição vale para empresas e líderes. Hoje, a Inteligência Artificial redefine as regras em tempo real. O meteoro já está no céu. Quem não se adapta, desaparece.

Para sobreviver, é preciso humildade, aprendizado e reinvenção contínua. Não é a idade que mata, é o pensamento engessado. O mundo pertence a quem duvida, testa e recomeça.

Como canta o NOFX:

Dinosaurs will die.

Para mais informações sobre o autor do artigo visite a sua página no LinkedIn clicando aqui

Evento gratuito reúne Marcelo Serrado, Murilo Gaspar e outros grandes nomes para inspirar empreendedores

Evento gratuito reúne Marcelo Serrado, Murilo Gaspar e outros grandes nomes para inspirar empreendedores

Realizado por entidades, primeira edição acontece no dia 26 de novembro, na Expoville, das 9h às 19h

Para fortalecer o ambiente de negócios e fomentar o empreendedorismo, o Sebrae promove, no dia 26 de novembro, a primeira edição do Empreende Joinville com apoio da CDL Joinville e do Pedem Saúde. O evento é gratuito e será realizado na Expoville, reunindo palestras, talk shows, cases e momentos de networking, conectando empreendedores, executivos e profissionais de diferentes setores.

Além da programação de conteúdo, o público poderá visitar uma feira de expositores, com empresas e soluções voltadas ao desenvolvimento de negócios. Inscrições gratuitas: sebrae.sc/empreende-joinville

Entre os convidados estão o empresário e palestrante Murilo Gaspar, o médico especialista em saúde e segurança do trabalho Dr. Marcos Mendanha, a jornalista e mentora em comunicação e propósito Laine Valgas e o ator Marcelo Serrado, que trará reflexões sobre disciplina, carreira e reinvenção.

A programação foi organizada em três momentos, manhã, tarde e noite, com trilhas de conteúdo que dialogam com temas centrais do universo empreendedor.

Manhã: foco no mercado imobiliário

Às 10h, Murilo Gaspar abre o evento com uma palestra sobre comportamento, mentalidade de crescimento e empreendedorismo. Em seguida, às 11h, acontece um talk show com empresas locais convidadas.

Tarde: saúde mental e produtividade

A parte da tarde será dedicada ao debate sobre saúde mental, produtividade e gestão, com destaque para as mudanças que chegam com a NR-01, norma que entra em vigor em janeiro de 2026 e reforça a importância da prevenção e da saúde integral nas empresas.

Às 14h, o Dr. Marcos Mendanha abre o período com uma palestra sobre prevenção e longevidade dos negócios. Às 15h, Marcelo Serrado compartilha aprendizados sobre disciplina e reinvenção profissional. Às 16h, acontece um talk show com empresas locais, seguido, às 17h, da palestra de Laine Valgas, que abordará comunicação, propósito e autocuidado como bases para uma liderança saudável e inspiradora.

Encerramento: Sessão de Negócios

Encerrando a programação, às 18h30, o Sebrae promove uma Sessão de Negócios, com metodologia estruturada para conectar empreendedores, gerar oportunidades comerciais e fortalecer parcerias estratégicas.

A participação na Sessão de Negócios tem investimento de R$ 45,00 por empresa no primeiro lote.

Balcão de Negócios

Empresas interessadas em divulgar seus produtos e serviços durante o evento poderão participar do Balcão de Negócios, com investimento de R$ 650,00, parcelável em até 10 vezes no cartão.

De acordo com o gestor de eventos do Sebrae, Celso Pirmann, o Empreende Joinville chega em um momento importante para o cenário empresarial da cidade:

“Os pequenos negócios representam 65% da força de trabalho de Joinville e são fundamentais para o desenvolvimento econômico local. Porém, vivemos um cenário de intensa transformação. Quem não buscar inovação e capacitação corre o risco de ficar para trás. O Empreende Joinville nasce para apoiar esse movimento, oferecendo conhecimento, conexões e novas oportunidades para quem empreende. Convidamos todos a participarem.”

Agende-se

Empreende Joinville – evento gratuito

Local: Expoville – Joinville/SC

Data: 26 de novembro

Horário: 9h às 19h

Inscrições: sebrae.sc/empreende-joinville

Sebrae promove sessão de negócios para mulheres em Joinville

Sebrae promove sessão de negócios para mulheres em Joinville

Evento gratuito acontece no dia 18 de novembro, na Anhanguera Joinville, e promete conexões, aprendizado e novas oportunidades de negócios

Mulheres empreendedoras de Joinville e região terão uma noite especial de conexões e crescimento profissional. No dia 18 de novembro, data em que se celebra o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, o SEBRAE/SC promove o Delas Day – Sessão de Negócios, um encontro, com o objetivo de fortalecer o empreendedorismo feminino e impulsionar resultados por meio da troca de experiências e networking qualificado.

O evento acontece na Anhanguera Joinville (Rua Presidente Campos Salles, 850) e é gratuito, mediante inscrição no link sebrae.sc/delasday-negocios.

Por que participar

Amplie sua rede de contatos: conecte-se com outras mulheres empreendedoras, potenciais clientes e parceiras de negócio.

Divulgue seus produtos e serviços: apresente sua empresa de forma dinâmica e estratégica.

Gere novas oportunidades: o formato da sessão é pensado para criar conexões reais e abrir portas para novos contratos.

Troque experiências: conheça histórias inspiradoras e compartilhe aprendizados que podem fortalecer seu negócio.

Anote na agenda

Data: 18 de novembro

Horário: 18h30

Local: Anhanguera Joinville – Rua Presidente Campos Salles, 850

Inscrições gratuitas: sebrae.sc/delasday-negocios

O Delas Day – Sessão de Negócios integra as ações do SEBRAE voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino em Santa Catarina, promovendo encontros que valorizam o protagonismo das mulheres nos negócios e estimulam a geração de resultados sustentáveis.

Maísa Gouveia e Natália Gouveia apresentam coleção “Aquarela de Estilos” no Global Couture U.S. em Washington

A moda brasileira vai ganhar destaque internacional no próximo dia 26 de outubro, quando as estilistas Maísa Gouveia e Natália Gouveia sobem à passarela do Global Couture U.S., evento que será realizado no Andrew W. Mellon Auditorium, em Washington D.C.

Com o tema “Aquarela de Estilos”, as designers apresentam uma coleção vibrante e cheia de vida, inspirada na diversidade e na liberdade de ser. As criações exploram uma rica paleta de cores e texturas, celebrando a pluralidade e a beleza das diferenças — marca registrada das estilistas, reconhecidas por unir sofisticação, autenticidade e brasilidade em suas peças.

Os looks transitam entre cortes justos e fluidos, em uma harmonia visual que valoriza diferentes corpos e personalidades. O corte godê, destaque da coleção, surge reinterpretado com toques contemporâneos, enquanto o acabamento detalhado das mangas adiciona frescor e elegância às produções.

“Aquarela de Estilos é uma celebração da individualidade. Cada cor, forma e textura foi pensada para traduzir emoções e histórias — porque a moda é, acima de tudo, uma forma de expressão”, destacam Maísa Gouveia e Natália Gouveia.

Mais do que um desfile, a apresentação promete ser uma experiência sensorial, onde cada look é tratado como uma obra de arte. A coleção reflete o olhar criativo das estilistas sobre o papel da moda como ponte entre culturas e identidades, reforçando a presença do design brasileiro no cenário internacional.

PODER PARA MULHERES QUE OUSAM COMANDAR”

IMERSÃO “OS SEGREDOS DO PODER PARA MULHERES QUE OUSAM COMANDAR”

Rijarda Aristóteles promove imersão inédita em Brasília sobre o poder feminino e a liderança estratégica

Nos dias 22 e 23 de novembro de 2025, Brasília recebe a imersão “Os Segredos do Poder para Mulheres que Ousam Comandar”, conduzida por Rijarda Aristóteles, pesquisadora e mentora com mais de três décadas de estudos sobre inteligência emocional feminina e comportamento de liderança.

Com duração de 13 horas intensas, a imersão propõe uma profunda desconstrução das crenças que limitam o acesso das mulheres ao poder real — aquele que transcende status e dinheiro — e oferece ferramentas práticas para compreender e aplicar as regras do jogo do poder, baseadas nos ensinamentos de Nicolau Maquiavel.

“Ter poder não é um dom. É uma estratégia”, afirma Rijarda Aristóteles, que promete uma experiência transformadora voltada a mulheres que desejam compreender, conquistar e sustentar posições de comando em um mundo competitivo e majoritariamente masculino.

Uma experiência transformadora

O programa, dividido em três módulos, aborda temas como posicionamento, percepção, influência, controle e autoconfiança, com uma perspectiva direta e pragmática sobre as dinâmicas do poder. O conteúdo é exclusivo, confidencial e voltado a mulheres em cargos de liderança, empresárias, políticas e profissionais liberais que buscam aprimorar sua capacidade de decisão, presença e impacto.

Entre os destaques da imersão:

  • Choque de Realidade: desmistifica ideias tradicionais sobre justiça, meritocracia e sororidade, revelando como a aparência e o posicionamento definem a forma como o mundo responde à mulher.
  • Ampliação e Fortalecimento da Essência: explora o poder da reputação, da força e da imprevisibilidade — fundamentos essenciais para se tornar uma figura de autoridade e respeito.
  • Selagem – Autoconfiança: apresenta estratégias para desenvolver e sustentar a autoconfiança como instrumento de poder e liderança, integrando princípios maquiavélicos à realidade contemporânea feminina.

“O mundo não é governado pelas melhores pessoas, e sim por quem sabe convencer e agir como se fosse. A imersão faz com que a mulher compreenda essa lógica — e aprenda a utilizá-la com inteligência e consciência”, explica Rijarda.

Sobre Rijarda Aristóteles

Com mais de 30 anos de carreira dedicada ao estudo da mente e das relações humanas femininas, Rijarda Aristóteles é formada em InterCoaching pela Febracis, com certificação da Florida Christian University, e é mentora pela American Coaching and Mentoring Association. Ainda, é autora da metodologia “Coaching Feminino – Caminho das Estrelas”, onde possui mais de 2 mil horas de atendimentos e cursos realizados no Brasil e em Portugal.

É também fundadora e presidente do CMNLP – Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, instituição que conecta empresárias de diferentes países de língua portuguesa, promovendo o fortalecimento da presença feminina nos negócios e na liderança global.

“Hoje posso afirmar que conheço o melhor e o pior das relações humanas femininas. Sou uma sobrevivente consciente da cultura dos homens e das mulheres. E posso resumir toda essa experiência em uma frase: Ter e manter o poder!”, conclui.

Serviço

Imersão: Os Segredos do Poder para Mulheres que Ousam Comandar
Datas: 22 e 23 de novembro de 2025 (sábado e domingo)
Horários: Sábado das 9h às 19h | Domingo das 8h30 às 11h30
Duração: 13 horas
Local: Brasília, DF
Inclui: Hospedagem e alimentação
Vagas: Limitadas a 20 participantes
Acesso: Saiba mais e inscreva-se via link na bio

“Os Segredos do Poder para Mulheres que ousam comandar”.