Sociedade Kênia Clube oferece diversos cursos gratuitos para comunidade.
Sociedade Kênia Clube oferece diversos cursos gratuitos para comunidade.
Os cursos acontecem durante a semana, para todas as idades, e reforçam o compromisso de um dos primeiros clubes sociais negros do sul do Brasil, em preservar sua identidade e ancestralidade.
Iniciaram-se neste mês de abril, cursos que reafirmam o compromisso da Sociedade Kênia Clube, em manter viva sua trajetória de 65 anos na cidade de Joinville.
O espaço, que é Patrimônio Imaterial, oferece gratuitamente os seguintes cursos: Percussão Afro-Brasileira Infantil, para crianças de 10 a 15 anos, todas as terças e quintas, das 9h30 às 11h30, ministrado pelo mestre de bateria da escola Príncipes do Samba Lucas Machado, Samba no Pé Infantil, para crianças de 6 a 12 anos, todas as terças e quintas, das 15h30 às 17h30, ministrados por May Ametista, que atuou como 3ª porta bandeira da escola de samba e é bailarina, além de Dança Afro, livre para todas as idades, todas as terças e quintas das, das 18h às 19h30, ministrado pela bailarina integrante do Grupo 255, grupo de dança contemporânea, que integra o Kênia Clube, Mary Jane.

Os cursos possuem duração de 10 meses, e são financiados em parceria com a Fundação Catarinense de Cultura e a Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família do Governo do Estado de Santa Catarina.
Lucas Ferreira é ritmista desde criança na Mocidade de Laguna, escola de sua cidade natal, passou pela Protegidos da Princesa de Florianópolis, e conquistou o 14º título como mestre de bateria pela Príncipes do Samba, obtendo nota máxima em todos os jurados.
Já conferiu no sambódromo e visitou as quadras de São Paulo e Rio de Janeiro, aprendendo com grandes mestres da Mocidade Independente de Padre Miguel, Vai-Vai e Rosas de ouro.
É formado em bateria popular pelo Conservatório de Música de Itajaí, além de fazer parte do corpo docente da Arte Maior e atuar como baterista e percussionista de importantes projetos na cidade.
Mary Jane é bailarina, atriz e pesquisadora de movimentos afro-diaspóricos. Iniciou sua trajetória nas Danças Urbanas em 2019 e consolidou sua atuação na Cultura Ballroom a partir de 2020, onde atua como liderança na Casa Índigo.
Sua prática artística é atravessada pelas vivências nas culturas LGBTQIAPN+ e pretas, atuando como performer, jurada e produtora.

Atualmente, aprofunda seus estudos em Dança Afro, Contemporânea e Clássica pela Cia 255, unindo a técnica acadêmica à força das linguagens urbanas e ancestrais.
May Ametista, começou a dançar em 2017, no projeto de Dança nas Escolas, depois fez parte de um grupo de dança sacra em igreja católica, conforme os anos foram passando, fez seletiva e foi aprovada para dançar em um grupo de dança onde permaneceu por 7 anos, viajou por várias cidades para competições, acumulando troféus.
Ministrou aulas, e dentro do carnaval, foi de comissão de frente para passista e depois para porta bandeira, hoje faz parte da escola de dança MOA – Movimento Artístico Patrícia Dalchau e também integra a Cia 255, agora em 2026 se afastou do cargo de 3ª porta bandeira da Príncipes do Samba, para voltar a vivenciar mais, mostrar e evoluir o seu samba no pé.
Sobre Sociedade Kênia Clube
A criação do Clube foi uma ideia que partiu de um grupo de amigos, por inexistir opções de lazer para os negros em Joinville, já que eram proibidos de entrar em clubes brancos, estes foram obrigados a se reinventar e a exemplo dos Clubes de Negros em outras cidades de Santa Catarina na década de 60, como Itajaí e Criciúma, fundaram o Kênia.
A escolha do nome Kênia, deve-se à homenagem feita pelos sócios fundadores à União Africana do Kênia, partido político da década de 60 e atualmente é o país africano Quênia.
Além de ser um espaço de lazer e sociabilidade, o Kênia também é símbolo da resistência, marcado pela trajetória de luta do povo negro na sociedade joinvilense, que sofreu com o preconceito étnico, à época muito severo, e que não permitiu uma aproximação com as demais etnias que compunham a sociedade.
Segundo o atual presidente do Kênia Clube, Richel Marcelina, o objetivo dos fundadores vem se cumprindo ao longo de mais de meia década.

O Kênia hoje é considerado um centro cultural, patrimônio, não somente apenas da comunidade negra joinvilense, e segue sendo exemplo para as novas gerações, exemplo de união, preservação da história, do pertencimento, o ser negro, numa sociedade ainda em evolução, com orgulho e respeito aos que vieram antes de nós.
E afirma, que proporcionar cursos gratuitos para a comunidade joinvilense, reforça ainda mais este espírito de inclusão, fomento cultural e principalmente oferece oportunidade de lazer, inclusão e coletividade.
A Escola de Samba, a Príncipes do Samba, presidida pela advogada Ana Paula Nunes Chaves, e sediada na Sociedade Kênia Clube, é a escola 14 vezes campeã do Carnaval local, fundada em 1986, a agremiação se consolidou como um símbolo de resistência na cidade.
O enredo do carnaval 2026 foi: “Baobá, Árvore Sagrada: morada do tempo, saberes, memórias e residências”.
Serviço
O quê: cursos gratuitos da Sociedade Kênia Clube
Quando: em andamento, até o mês de dezembro
Onde: Sociedade Kênia Clube – Rua Botafogo 255 – Floresta – Joinville SC
Quanto: gratuito
Inscrições pelo telefone: 47 97400 2946 (Whats)
Mais Informações
Sociedade Kênia Clube
Endereço: Rua Botafogo, 255 – Floresta, Joinville
Telefone: (47) 3407-2866
Site: https://www.keniaclube.com.br/
Instagram: @keniaclube
Dom Comunica – assessoria de comunicação
Telefone: 47 99612 3517
E-mail: rodrigocomunica@hotmail.com
Instagram: @domcomunica
