Como voltar à universidade organizado: 4 práticas das Empresas Juniores que ajudam a começar o semestre com clareza

Planejamento semanal, mapeamento de riscos e revisões de rota, métodos do MEJ reduzem a ansiedade estudantil e aumentam a previsibilidade no retorno às aulas

O início do semestre costuma provocar ansiedade entre universitários que precisam conciliar leituras, trabalhos, monitorias e vida pessoal. Para a Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), a lógica de organização utilizada nas Empresas Juniores pode ajudar estudantes a recuperar controle sobre a rotina.

O Movimento Empresa Júnior, presente em 270 instituições de ensino com mais de 1,4 mil EJs e 25 mil estudantes ativos, aplica modelos de gestão adaptados do mercado em projetos reais para pequenos negócios, ONGs e iniciativas locais. Em 2024, o MEJ reinvestiu mais de R$ 88 milhões na formação de seus membros.

Segundo Caio Leal, presidente da entidade, o método funciona porque transforma o semestre em microentregas. “Quando o jovem aprende a mapear demandas, definir prioridades e revisar rotas com frequência, ele entende que é possível cumprir entregas mesmo em períodos curtos”, afirma.

De acordo com Caio, quatro práticas simples fazem diferença logo nas primeiras semanas de aula:

  1. Planejamento semanal com ritos claros
    Em vez de olhar o semestre como um bloco de incertezas, estudantes podem adotar o método usado nas EJs: quebrar as disciplinas, trabalhos e atividades extracurriculares em microtarefas distribuídas ao longo da semana. Essa divisão dá uma sensação de conseguir avançar. Não é sobre fazer tudo de uma vez, e sim criar constância.
  2. Mapeamento de riscos e oportunidades
    Ferramentas como SWOT, comuns na rotina de projetos das EJs, ajudam a identificar pontos críticos do semestre, como matérias com maior carga, horários apertados, semanas com múltiplas provas e riscos de atraso. Esse diagnóstico simples evita surpresas e permite ajustar rotinas antes que a sobrecarga se instale.
  3. Revisões de rota ao longo do período
    Outra prática típica das EJs é a revisão periódica de desempenho. Na metade do semestre, o estudante avalia o que funcionou e o que travou. Revisões evitam descobertas tardias sobre baixo desempenho.
  4. Retrospectivas e lições aprendidas
    Método comum nas EJs, ao final de cada ciclo, a análise de acertos e erros aumenta a clareza sobre hábitos e padrões de estudo.

Como a lógica do MEJ melhora a rotina de estudos

Para Caio, a principal contribuição das EJs é formar um estudante protagonista. “A lógica de entregas e priorização cria uma aprendizagem mais ativa. O jovem aprende a caminhar com as próprias pernas e buscar metodologias fora da bolha da universidade”, afirma.

Essa autonomia, segundo ele, se traduz em:

  • Maior capacidade de priorizar o que importa,
  • Facilidade para estruturar a semana,
  • Postura mais profissional diante das próprias responsabilidades,
  • Repertório ampliado para resolver problemas.

O estudante que vivencia a dinâmica de uma EJ passa a enxergar o semestre não como um desafio caótico, mas como um projeto que pode ser planejado, executado e revisado com clareza. “Quando ele entende isso, a ansiedade diminui porque a previsibilidade aumenta”, conclui Caio.

Sobre Brasil Júnior


A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2024, o movimento faturou mais de R$ 88 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.

Sobre Presidente Executivo da Brasil Júnior 

Caio Leal é mineiro e estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB). Ingressou no Movimento Empresa Júnior (MEJ) em 2020 e ocupou diferentes cargos de liderança. Já foi Presidente Organizacional da Strategos Consultoria Política Jr., Diretor de Relacionamento da Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal (CONCENTRO-DF) e Líder de Relações Institucionais e Governamentais da Brasil Júnior. Agora, à frente da Brasil Júnior, busca fortalecer o impacto do MEJ no Brasil, aproximar jovens empreendedores do mercado e ampliar as oportunidades dentro das universidades.