Ano: 2026

YouTube Shopping chega no Brasil: como creators, marcas e a própria plataforma se beneficiam do social commerce?

Por: Danilo Nunes

Com estratégias de social commerce ganhando protagonismo na creator economy, plataformas correm para expandir seus programas de afiliados e entrar no jogo dos marketplaces. Shopee, Amazon, TikTok e YouTube apresentam modelos distintos — com impactos para criadores que buscam novas fontes de receita, para marcas em busca de conversão e para seus próprios negócios.

Quatro meses após a chegada do TikTok Shop ao Brasil, no evento Made in YouTube 2025, o YouTube anunciou atualizações de IA para potencializar a criação na plataforma e a expansão do seu programa global de afiliados para o Brasil, incluindo as ferramentas de shopping. Agora, criadores podem marcar e disponibilizar produtos para compra em vídeos e shorts, eliminando atritos na jornada de compra via creators.

Com o anúncio, o YouTube Shopping iniciou oficialmente suas operações no Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee. A chegada marca a expansão prática do programa de afiliados da plataforma no país, permitindo que criadores incluam links de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo, Shorts e postagens. Para participar, é necessário integrar o Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter pelo menos 10 mil inscritos e atender a alguns critérios de elegibilidade definidos pela plataforma.

YouTube Shopping chega com força ao Brasil

A iniciativa global já conta com mais de 500 mil criadores e um crescimento de cinco vezes em GMV (Gross Merchandise Volume) em relação ao ano anterior. O programa cria uma nova fonte de receita para criadores, além de anúncios e patrocínios, e impulsiona o formato shorts, transmissões ao vivo e colaborações. O conteúdo ganha mais relevância por estar atrelado à visibilidade de um produto, aumentando performance e engajamento.

Com essa estratégia, o YouTube também passa a monetizar diretamente as vendas - antes, quando um criador fazia publicidade, a plataforma não lucrava de forma direta. Agora, o rastreamento é facilitado e o negócio se torna uma vitrine de compras.

Para as marcas, a vantagem está em estruturar criadores como canal de vendas, com métricas, relatórios e possibilidade de alcance orgânico consistentes. A funcionalidade substitui o tradicional “link na bio/descrição” e o trackeamento via UTMs, encurtando a jornada de compra e atribuindo vendas com clareza.

Os desafios envolvem preparar catálogos compatíveis, definir regras de comissão e logística e abandonar a lógica de campanhas isoladas para mergulhar em um ecossistema onde entretenimento gera confiança, confiança gera conversão e conversão retroalimenta o algoritmo, com a credibilidade do influenciador como diferencial.

No live commerce, a plataforma traz o modo de prática, que permite testar equipamentos e comunicação antes de abrir a live ao público. Para criadores avançados, a novidade é a transmissão simultânea em horizontal e vertical, atendendo ao público tradicional e aos fãs de Shorts.

Qual a diferença de demais programas de afiliados e marketplaces?

O programa de afiliados da Shopee e do TikTok Shop prioriza social commerce e lives, onde a urgência impulsiona conversões. Marcas se beneficiam de volume imediato, mas podem diluir sua identidade em ambientes dominados por descontos. Criadores têm entrada fácil e ganho rápido, mas precisam de presença constante ao vivo ou produção em massa para manter o alcance.

O Amazon Associates segue o modelo clássico baseado em links, oferecendo grande distribuição, mas pouco controle criativo. Para criadores, há flexibilidade e catálogo amplo, mas com menor engajamento que formatos mais interativos.

O YouTube Shopping aposta na integração nativa, permitindo marcar produtos diretamente em vídeos, transmissões e Shorts. A plataforma tem a vantagem de contar com criadores consolidados e audiências acostumadas a buscar reviews e tutoriais antes da compra. As comissões são atribuídas às vendas, oferecendo ROI mais claro às marcas, mas ganhos menos previsíveis para criadores em um programa recente.

O catálogo do YouTube ainda é limitado, priorizando integrações premium. Marcas ganham destaque, mas têm menos opções que Shopee e TikTok, que focam em produtos baratos e de alta rotatividade. A Amazon segue imbatível em diversidade, mas a atenção é diluída entre milhares de concorrentes e as comissões são menores.

O que falta descobrir sobre o YouTube Shopping no Brasil?

Ainda não há data confirmada para o lançamento, nem detalhes sobre percentuais de comissão que criadores receberão ou quais varejistas estarão aptos para participar. Também não foram divulgados os critérios de elegibilidade para os canais — se haverá exigência de inscritos ou categorias específicas de conteúdo.

Na vertical de Creative Strategy da Thruster, trabalhamos há um ano com o YouTube Shopping. É possível vender produtos próprios ou de terceiros. Para vender produtos próprios, o canal deve estar no Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter o número mínimo de inscritos ou ser um Canal Oficial de Artista, não ter público definido como “conteúdo para crianças” e não possuir violações de políticas. Para vender produtos de terceiros, além de estar no YPP, o canal precisa ter mais de 10 mil inscritos, não pode ser de música, nem estar associado a gravadoras ou distribuidoras e não pode ter infrações ativas das Diretrizes da Comunidade.

Dobre Danilo Nunes

Professor, pesquisador da Creator Economy e CEO e Fundador da Nudgy - primeira agência brasileira especializada em construir e alimentar sistemas criativos com foco em performance - com atuação nacional e internacional. Além de ser o principal mentor brasileiro de Creative Strategy para profissionais de criação que querem internacionalizar suas carreiras.

Como voltar à universidade organizado: 4 práticas das Empresas Juniores que ajudam a começar o semestre com clareza

Planejamento semanal, mapeamento de riscos e revisões de rota, métodos do MEJ reduzem a ansiedade estudantil e aumentam a previsibilidade no retorno às aulas

O início do semestre costuma provocar ansiedade entre universitários que precisam conciliar leituras, trabalhos, monitorias e vida pessoal. Para a Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), a lógica de organização utilizada nas Empresas Juniores pode ajudar estudantes a recuperar controle sobre a rotina.

O Movimento Empresa Júnior, presente em 270 instituições de ensino com mais de 1,4 mil EJs e 25 mil estudantes ativos, aplica modelos de gestão adaptados do mercado em projetos reais para pequenos negócios, ONGs e iniciativas locais. Em 2024, o MEJ reinvestiu mais de R$ 88 milhões na formação de seus membros.

Segundo Caio Leal, presidente da entidade, o método funciona porque transforma o semestre em microentregas. “Quando o jovem aprende a mapear demandas, definir prioridades e revisar rotas com frequência, ele entende que é possível cumprir entregas mesmo em períodos curtos”, afirma.

De acordo com Caio, quatro práticas simples fazem diferença logo nas primeiras semanas de aula:

  1. Planejamento semanal com ritos claros
    Em vez de olhar o semestre como um bloco de incertezas, estudantes podem adotar o método usado nas EJs: quebrar as disciplinas, trabalhos e atividades extracurriculares em microtarefas distribuídas ao longo da semana. Essa divisão dá uma sensação de conseguir avançar. Não é sobre fazer tudo de uma vez, e sim criar constância.
  2. Mapeamento de riscos e oportunidades
    Ferramentas como SWOT, comuns na rotina de projetos das EJs, ajudam a identificar pontos críticos do semestre, como matérias com maior carga, horários apertados, semanas com múltiplas provas e riscos de atraso. Esse diagnóstico simples evita surpresas e permite ajustar rotinas antes que a sobrecarga se instale.
  3. Revisões de rota ao longo do período
    Outra prática típica das EJs é a revisão periódica de desempenho. Na metade do semestre, o estudante avalia o que funcionou e o que travou. Revisões evitam descobertas tardias sobre baixo desempenho.
  4. Retrospectivas e lições aprendidas
    Método comum nas EJs, ao final de cada ciclo, a análise de acertos e erros aumenta a clareza sobre hábitos e padrões de estudo.

Como a lógica do MEJ melhora a rotina de estudos

Para Caio, a principal contribuição das EJs é formar um estudante protagonista. “A lógica de entregas e priorização cria uma aprendizagem mais ativa. O jovem aprende a caminhar com as próprias pernas e buscar metodologias fora da bolha da universidade”, afirma.

Essa autonomia, segundo ele, se traduz em:

  • Maior capacidade de priorizar o que importa,
  • Facilidade para estruturar a semana,
  • Postura mais profissional diante das próprias responsabilidades,
  • Repertório ampliado para resolver problemas.

O estudante que vivencia a dinâmica de uma EJ passa a enxergar o semestre não como um desafio caótico, mas como um projeto que pode ser planejado, executado e revisado com clareza. “Quando ele entende isso, a ansiedade diminui porque a previsibilidade aumenta”, conclui Caio.

Sobre Brasil Júnior

A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2024, o movimento faturou mais de R$ 88 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.

Sobre Presidente Executivo da Brasil Júnior 

Caio Leal é mineiro e estudante de Ciência Política na Universidade de Brasília (UnB). Ingressou no Movimento Empresa Júnior (MEJ) em 2020 e ocupou diferentes cargos de liderança. Já foi Presidente Organizacional da Strategos Consultoria Política Jr., Diretor de Relacionamento da Federação de Empresas Juniores do Distrito Federal (CONCENTRO-DF) e Líder de Relações Institucionais e Governamentais da Brasil Júnior. Agora, à frente da Brasil Júnior, busca fortalecer o impacto do MEJ no Brasil, aproximar jovens empreendedores do mercado e ampliar as oportunidades dentro das universidades.

Fim da escala 6×1 pode mudar varejo em 2026 e especialista aponta cinco ações para não perder vendas

Com o avanço da pauta no Senado, a Smart Consultoria apresenta medidas práticas para que varejistas preservem receita, margem e experiência do cliente durante a transição

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva/QuestionPro revelou que 57% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1, enquanto um levantamento da Nexus Pesquisa apresentou 65% como apoiadores da redução da jornada de trabalho. A pauta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e agora tramita para análise no Plenário, com audiências públicas e propostas de lei que podem abolir gradualmente o modelo de escala 6x1, amplamente utilizado no varejo brasileiro. A Smart Consultoria, especializada em estratégia para marcas de consumo, observou esse choque de realidade como oportunidade para se adaptar. “Operações pesadas e pouca produtividade individual não funcionam mais no cenário atual”, explica Eduardo Schuler, CEO da empresa.

Estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) sugere que a extinção da escala 6x1 poderia reduzir até 16% do PIB, reforçando a necessidade de repensar processos internos e investir em tecnologia. Para empresas de varejo e consumo, mudanças na escala afetam diretamente disponibilidade de loja, atendimento e conversão, tornando o tema essencial para operações, RH e estratégias de crescimento. Diante desse cenário, o especialista apresenta cinco medidas práticas para manter vendas e produtividade:

1. Otimizar horários e turnos com base em dados reais 

Analisar fluxo de clientes, conversão por hora e ticket médio permite criar escalas mais inteligentes, evitando horas ociosas e direcionando colaboradores para onde geram mais impacto. “Quando entendemos os horários de pico, conseguimos reduzir custos sem prejudicar o atendimento e aumentar a produtividade individual”, destaca Schuler.

2. Apoiar vendedores com tecnologia e inteligência artificial

Sistemas de IA oferecem sugestões automáticas de produtos, histórico detalhado do cliente e gatilhos de cross-sell e upsell, permitindo que cada vendedor gere mais resultado. “Um vendedor apoiado por tecnologia consegue entregar o dobro de performance sem aumentar equipe”, pontua o executivo.

3. Transformar vendas digitais em vantagem competitiva 

Captar leads, entender intenções de compra e preparar atendimento personalizado antes da visita física aumenta conversão e reduz dependência de esforço presencial. “Investir no digital não é luxo, é condição para que o varejo sobreviva ao fim da 6x1”, reforça o especialista.

4. Redesenhar processos internos e automatizar tarefas repetitivas 

Automação de estoque, relatórios e registros libera a equipe para atividades que impactam diretamente a receita, tornando a operação mais ágil e eficiente. “Ao eliminar tarefas sem valor, conseguimos que a equipe foque no que realmente gera lucro”, afirma o CEO da Smart Consultoria.

5. Gerir performance e não presença 

Avaliar indicadores como fluxo de clientes, conversão por turno e retorno por hora permite remunerar equipes por resultados e alocar colaboradores estrategicamente. “Mudar o foco de horas trabalhadas para performance transforma eficiência operacional em vantagem competitiva”, explica.

Com o avanço das discussões no Senado, varejistas que anteciparem a transição e adotarem inteligência operacional e tecnologia estarão à frente no mercado. Schuler observa: “O fim da escala 6x1 não representa o fim do varejo, mas o fim do varejo ineficiente. Quem aprende a vender inteligência terá escala, produtividade e futuro”.

Sobre a Smart Consultoria

A Smart Consultoria, com 11 anos de experiência, aplica tecnologia, capacitação e metodologias inovadoras para potencializar resultados em marcas como Adidas, Melissa, Farm e O Boticário, consolidando-se como referência em transformação digital e crescimento estratégico de vendas.

Eficiência operacional se torna a principal ferramenta das empresas em 2026

Por: Rafael Calixto, CEO da Zydon

Entrar no próximo ano operando com processos manuais de criação de orçamentos será um risco estratégico. Em um cenário marcado por instabilidade econômica, pressão por margens, avanço acelerado da inteligência artificial e clientes cada vez menos pacientes, a velocidade de resposta passa a ser um fator determinante de competitividade. Empresas que ainda dependem de planilhas, aprovações manuais e retrabalho estarão, na prática, abrindo espaço para concorrentes mais ágeis. A automação de orçamentos deixa de ser tendência e se consolida como condição básica para escalar.

O contexto macroeconômico reforça essa urgência, em que a combinação de novas tributações sobre grandes plataformas digitais, volatilidade cambial, inflação de custos e um mercado digital cada vez mais saturado cria um ambiente onde eficiência operacional não é opcional. Enquanto a América Latina caminha para ultrapassar US$ 200 bilhões em vendas online, segundo estimativas da eMarketer, o crescimento por si só não garante sobrevivência. O diferencial estará na capacidade de operar com precisão, previsibilidade financeira e velocidade comercial.

Nesse ambiente, o processo de vendas assume um novo papel. Orçamentos que levam horas ou dias para serem gerados não apenas atrasam decisões, mas também aumentam o risco de erros, inconsistências de preço e perda de oportunidades. Em mercados altamente competitivos, o cliente que espera por uma proposta costuma fechar com quem responde primeiro, desde que a resposta seja clara, correta e confiável. Automatizar orçamentos significa transformar o time comercial em um motor de resposta rápida, alinhado às regras de negócio, políticas comerciais e margens desejadas. 

Dados da Thunderbit, por exemplo, indicam um ROI médio de 544% em três anos para empresas que investem em automação comercial. Esse número ajuda a explicar por que, em 2026, a discussão não será mais “se” automatizar, mas “o quão rápido” isso será feito. Orçamentos gerados em minutos deixam de ser um diferencial e passam a ser o novo padrão esperado pelo mercado.
 
Estudos da Adobe indicam que empresas que adotam automação registram até 25% mais retorno em ações de vendas e marketing. Já a McKinsey aponta que cerca de 45% das tarefas hoje realizadas por trabalhadores podem ser automatizadas com tecnologias já disponíveis, o que reduz custos, minimiza erros e libera tempo para atividades estratégicas. No contexto comercial, isso significa menos esforço operacional e mais foco em relacionamento, negociação e fechamento.
 
Em um cenário de incerteza, empresas com maior previsibilidade financeira tendem a sobreviver e crescer com mais consistência. Automatizar orçamentos contribui diretamente para esse controle, ao garantir padronização de preços, aplicação correta de impostos, descontos e condições comerciais. Além disso, permite simulações rápidas, ajustes estratégicos e maior segurança na tomada de decisão, especialmente em ambientes B2B complexos.

A automação também resolve um gargalo cada vez mais evidente, que é a escassez de talentos especializados. Ferramentas de inteligência artificial e automação comercial permitem que pequenas e médias empresas operem com níveis de eficiência antes restritos a grandes corporações. Segundo o Sebrae, negócios que adotam automação podem aumentar a produtividade em até 30% já no primeiro ano, além de melhorar indicadores de satisfação do cliente e eficiência operacional. Isso redefine a lógica de crescimento, já que não se trata de contratar mais, mas de operar melhor.

No fim, o futuro das vendas não será definido apenas por quem vende mais, mas por quem vende melhor, com mais velocidade, menos erros e maior controle. Empresas que entenderem isso agora estarão preparadas para um cenário mais competitivo e instável. As demais descobrirão, tarde demais, que a lentidão operacional cobra um preço alto. Em 2026, orçamentos prontos em minutos não serão um luxo tecnológico, mas a linha que separa crescimento sustentável de estagnação.

Sobre Rafael Calixto:
Especialista em vendas B2B, com vasta experiência em modernização de processos comerciais, integração de tecnologia nas vendas, idealizador de soluções com Agentes Inteligentes de Pedidos (AIP) para vendas B2B em escala e CEO da Zydon

Férias: o impacto do descanso na saúde, produtividade e engajamento da equipe

Mariana Villalva, sócia da EXEC, aborda como as férias contribuem para a saúde mental, aumentam a produtividade e fortalecem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Férias. Essa palavra soa como mágica no ouvido de quem trabalha e fazer aquela parada estratégica é fundamental. Descansar, recarregar as baterias, viajar, cuidar da vida pessoal e desfrutar de bons momentos com a família. Cada um escolhe o que melhor lhe faz bem nesse período tão valioso. Porém, de acordo com uma pesquisa feita pela Expedia com 11,5 mil pessoas ao redor do mundo, 62% dos trabalhadores sentem que tiram menos férias do que deveriam.
 

No Brasil, a situação é semelhante, o que vem refletindo no aumento de problemas como o burnout. Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério da Previdência Social, no ano passado 421 pessoas foram afastadas do trabalho por conta desse problema. O levantamento mostrou ainda que, em uma década, o número de afastamentos por esse motivo saltou quase 1.000%.
 

Para Mariana Villalva, sócia da EXEC, consultoria especializada na seleção e desenvolvimento de altos executivos e conselheiros, as férias são essenciais para a recuperação física, mental e emocional. “Elas permitem que o colaborador se desconecte do trabalho, reduza o estresse e renove as energias. Com minha experiência pessoal, percebi o impacto positivo que isso tem, principalmente na saúde mental”, comenta, após vivenciar episódios de quase dois burnouts ao longo de sua carreira.
 

A rotina de trabalho sem pausa foi realidade na vida de Mariana durante muitos anos. “Trabalhar sem pausas leva ao esgotamento, à perda de clareza e, no longo prazo, compromete a saúde. Antes de mudar a minha rotina, cheguei a acumular 90 dias de férias não tiradas após sete anos em uma empresa. Hoje, vejo o quanto isso foi prejudicial, com impactos em doenças oportunistas recorrentes, dores no corpo e até cirurgia no estômago”, conta a sócia da EXEC.
 

Mariana aborda que, antigamente, tinha dificuldade em se desconectar. No entanto, percebeu os benefícios obtidos com as férias. “Após um período de descanso, volto mais focada, criativa e preparada para tomar decisões estratégicas. Tenho viajado muito mais e me dedicado a mim mesma. E, na contramão, sigo captando muitos projetos e trazendo excelentes resultados para a empresa”, enfatiza.
 

Liderança e engajamento
 

Para Mariana, o papel da liderança é fundamental para garantir que os colaboradores tirem férias corretamente. “O líder deve dar o exemplo, mostrando que é seguro e saudável se desconectar, além de reforçar que a pausa é necessária para manter o equilíbrio e a produtividade. Após a mudança que vivi, tento passar isso para as pessoas ao meu redor. Nos últimos anos, tenho tirado 30 dias de férias ao longo do ano, mesmo que não sejam corridos e sempre incentivo meu time a fazer o mesmo, incentivando-os a priorizar o descanso e a cuidar da saúde física e mental. Já trouxe até técnicas de meditação para iniciar reuniões do time”, ressalta.
 

Quando os colaboradores conseguem descansar, eles se sentem mais valorizados e energizados. “É algo que venho tentando reforçar com o grupo: o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é essencial para se manter engajado”, diz Mariana.
 

Para criar uma cultura que valoriza o descanso, aderir ao planejamento e transparência é fundamental. “Incentivar férias programadas, promover conversas abertas sobre saúde mental e reforçar que todos têm direito ao descanso cria um ambiente mais saudável. Dividir responsabilidades de forma antecipada e garantir que o colaborador se sinta seguro para se desconectar é crucial. Hoje faço questão de planejar e respeitar os períodos de descanso da equipe”, reitera a profissional.
 

Além disso, manter o respeito também ajuda que o período seja bem aproveitado pelo colaborador. “Estabelecemos práticas para evitar mensagens ou ligações desnecessárias e sempre incentivamos o uso de respostas automáticas durante as férias”.
 

Mariana diz que, ao adotar práticas como meditação, constelação familiar e reiki, percebeu o quanto cuidar da saúde mental e física é transformador. “Tento levar essa visão para o time e para a empresa, promovendo um ambiente que valorize o equilíbrio. Isso faz toda a diferença para a qualidade de vida dos colaboradores”, conclui.

Dicas de Réveillon da Musa Fitness Isis Camargo: Brilho, Corpo em Dia e Bem-estar

Para a Musa Fitness Isis Camargo, a virada do ano nunca foi apenas uma data. É um estado de espírito. Um ponto de pausa entre o que passou e o que ainda pede coragem para nascer. Conhecida pela disciplina física e pela presença marcante, ela revela que sua maior força não vem do espelho, mas do silêncio.

Entre treinos, compromissos e exposição constante, Isis aprendeu a cultivar um espaço que ninguém vê. É ali que mora sua fé. Não como ritual performático, mas como prática íntima, diária, quase invisível. “Antes de qualquer plano, eu preciso me alinhar por dentro. Se o coração não está no lugar certo, nada sustenta” relata a diva.

O início de um novo ano, para ela, é marcado por gestos simples: recolhimento, oração, gratidão e intenção clara. Não há listas intermináveis de metas, mas escolhas conscientes. “Aprendi que fé não é pedir, é confiar. E isso muda tudo.”

Num mundo que cobra resultados imediatos, Isis escolhe o tempo. O tempo de amadurecer decisões, respeitar limites e honrar processos. Para o novo ciclo, seu desejo é direto e elegante: saúde integral, verdade e presença. Um luxo contemporâneo que não se ostenta, se vive!

Vale lembrar que a beldade é Musa da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, agremiação onde desfilará pelo segundo ano consecutivo no carnaval paulistano onde possui referência de dedicação e bem-estar, e tem contado com a orientação precisa de seu coach Ismael Santos, responsável por acompanhar de perto sua rotina intensa de treinos diários e estratégias para conquistar e manter um shape que impressiona pelo equilíbrio entre força, saúde e estética.

Crédito das Fotos: Renato Cipriano / Zuleika Ferreira - Divulgação

Guilherme Tavares estreia na TV com o programa “Resgate” e recebe Angela Bismarck, Glória Simoni e Rô Pires

O estilista e comunicador Guilherme Tavares faz sua estreia na televisão com o programa Resgate, uma nova atração que aposta em narrativas reais de superação, fé, trajetória e reinvenção. A proposta une moda, gastronomia e lifestyle em uma abordagem sensível, contemporânea e profundamente humana.

No episódio inaugural, o programa recebe três convidadas especiais: Angela Bismarck, Glória Simoni Furiati e Rô Pires. As participantes compartilham histórias marcantes de vida, desafios pessoais e profissionais, além dos caminhos que trilharam para a reconstrução de suas identidades e carreiras.

Resgate nasce com o objetivo de dar voz a experiências inspiradoras, estimulando reflexões sobre escolhas, criatividade, propósito e transformação. A cada edição, celebridades e convidados especiais apresentam novas perspectivas, prometendo emocionar o público e trazer aprendizados ao longo da temporada.

Exibição: quintas-feiras, às 24h30
Canal: TV C Rio – Claro Rio / NET | Canal 6

Resgate — Celebridades. Histórias reais. Superação.