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Dra. Carol Berger celebra inovação, longevidade e o primeiro ano de sua clínica em Florianópolis

Dra. Carol Berger celebra inovação, longevidade e o primeiro ano de sua clínica em Florianópolis

Em constante movimento entre ciência, inovação e excelência, a Dra. Carol Berger reafirma seu protagonismo na medicina regenerativa contemporânea.

Recentemente, a especialista participou da exclusiva Conferência Internacional de Medicina Regenerativa, em São Paulo — um seleto encontro que reuniu apenas 111 médicos de diferentes países para uma imersão aprofundada em peptídeos, terapias avançadas e estratégias de alta performance voltadas à longevidade, equilíbrio metabólico, saúde integrativa e bem-estar.

Reconhecida por sua atuação sofisticada, atualizada e profundamente conectada às transformações da medicina moderna, a Dra. Carol segue ampliando fronteiras e trazendo para sua clínica o que existe de mais inovador no cenário internacional da medicina regenerativa.

Seu trabalho alia tecnologia, ciência e um atendimento personalizado, consolidando uma abordagem que valoriza não apenas a estética, mas principalmente a saúde, vitalidade e qualidade de vida de seus pacientes.

Sempre em busca de aperfeiçoamento contínuo, a médica mantém contato direto com especialistas e tendências globais, incorporando protocolos modernos e soluções avançadas que refletem o futuro da medicina preventiva e regenerativa.

No próximo dia 20, a Dra. Carol recebe convidados especiais no elegante Pátio Milano, em Florianópolis, para celebrar o primeiro aniversário de sua clínica — um espaço que vem se consolidando como referência em saúde, beleza, longevidade e medicina regenerativa de alta performance.

A comemoração promete reunir nomes influentes, parceiros e pacientes em uma noite marcada por sofisticação, conexões e celebração de uma trajetória construída com excelência, inovação e propósito.

Fonte: Karla Cruz

SUPER SPEED A

Chega a "Super Speed", uma Nova Categoria de Alta Performance Exclusiva para VW Fuscas

O rugido dos motores está prestes a ganhar uma nova e nostálgica melodia. Nasce em 2026 a "Super Speed", uma categoria automobilística revolucionária que promete resgatar a essência das competições "raiz", unindo o carisma lendário do "Volkswagen Fusca (Beetle)" à tecnologia de ponta do automobilismo moderno.

Idealizada pelo engenheiro mecânico  Giancarlo  Di Giacomo, a categoria não busca apenas homenagear o passado, mas redefinir o que um Fusca é capaz de entregar em termos de aerodinâmica, velocidade e adrenalina.

O Fenômeno "Senna Edition"

Antes mesmo do lançamento oficial, o protótipo da categoria, carinhosamente apelidado de "Senna Edition" pela sua pintura inspirada no icônico capacete do tricampeão mundial, já provou seu magnetismo.

Um post preliminar realizado pela equipe no Facebook para um grupo restrito de amigos rompeu as fronteiras digitais, viralizando com mais de 100 mil visualizações em poucas horas.

Tecnologia e Performance

Diferente de qualquer categoria de "clássicos" vista anteriormente, a Super Speed traz:

Aerodinâmica Avançada:

Spoilers frontais massivos, difusores traseiros e aerofólios de dupla asa (estilo GT3), que compõem os apêndices aerodinâmicos, trazendo maior eficiência em corridas.

Chassi de Competição:

Estrutura reforçada para suportar forças G elevadas e curvas de alta velocidade tem como plataforma o chassi e a carroceria do Fusca, integrados com um subframe (treliça tubular) onde serão ancorados a suspensão do tipo duplo A e o motor longitudinal central.

Estética Moderna:

Um design "wide body" que mantém a silhueta inconfundível do Beetle, mas com a postura de um verdadeiro monstro das pistas.

O Renascimento de um Ícone

Expansão Global

Assim, o impacto inicial foi tão avassalador que a Super Speed já rompeu as fronteiras brasileiras. Pilotos da "velha guarda" e investidores internacionais já manifestaram interesse formal. Atualmente, a organização estuda convites para levar o grid de Fuscas ultra-velozes para circuitos emblemáticos nas pistas americanas e europeias

"Queremos devolver ao público a emoção de ver um carro que todos amam levado ao limite extremo," afirma Giancarlo, idealizador técnico do projeto. "É a união entre o coração de um clássico e os músculos de um supercarro moderno."

O Renascimento de um Ícone

Sobre a Super Speed

A saber, a Super Speed é uma categoria de turismo monomarca focada no desenvolvimento técnico e na habilidade pura do piloto. Assim, com base no VW Fusca, a competição visa ser o ponto de encontro entre o entusiasta do "air-cooled", juntamente, com a tecnologia de performance do século XXI.

Contato para Imprensa:

Assessoria Denny Silva/Uiara Zagolin

Equipe DGR Automotive

 @SuperSpeed.championship

contato.superspeed@gmail.com

assessoria.superspeed@gmail.com

[55 19 98931 1219]

Aroma, elegância e prestígio na Expoingá

Aroma, elegância e prestígio na Expoingá

O Ca Fé On, reconhecido como um dos ambientes mais aromáticos, sofisticados e acolhedores da Expoingá, foi cenário de um encontro especial com a ilustre presença do governador Ratinho Júnior.

O espaço, se destacou pelo charme, elegância convidativa, recebeu convidados e lideranças em um clima de descontração e boas conexões.

Os sócios e idealizadores do projeto, Mauro Senra, Rita Rossi e Dani Cenerini, celebraram a visita em grande estilo, reforçando o prestígio e a relevância do Ca Fé On dentro da programação da feira.

Entre aromas marcantes de cafés especiais, conversas e um ambiente cuidadosamente preparado, o encontro evidenciou o sucesso do espaço, que se tornou um dos pontos mais concorridos e comentados da Expoingá.

Jornalista: Rosilene Bejarano

(reg.prof/ 0006925/SC)

dependecia feminina

Dependência Emocional em Mulheres: Como a psicanálise a vê.

A dependência emocional afeta predominantemente mulheres nos relacionamentos amorosos. Esse problema vai muito além de simplesmente "amar demais", revelando-se como uma estrutura psicológica complexa enraizada em traumas relacionais da infância, padrões de apego inseguro e dinâmicas que mantêm a pessoa presa num ciclo de sofrimento. Mas como se livrar desse problema? Não basta ter força de vontade; é necessário um trabalho terapêutico profundo que ressignifique essas feridas primitivas que fundamentam a crença de que a própria existência depende da presença e validação de outro.

O que realmente é a dependência Emocional?

A dependência emocional é surge quando uma pessoa sente uma necessidade extrema e é quase impossível de satisfazer por afeto, aprovação ou a presença constante de outra pessoa, geralmente representado pelo parceiro amoroso ou outra pessoa eleita. Para entender melhor, é importante diferenciar isso de um relacionamento saudável.

Enquanto em relacionamentos maduros e ditos normais, ambas as pessoas se apoiam e mantem suas próprias identidades e conseguem ficar bem mesmo quando separadas.  Na dependência emocional o parceiro vira literalmente a vida da pessoa. É como se o dependente respirasse apenas quando o outro está por perto. Identificar essa diferença é fundamental, porque muitas pessoas confundem dependência com "amar demais", o que acaba normalizando um sofrimento que deveria ser reconhecido como um problema real.

Os sinais são bem claros que diferenciam os dois. No amor real e verdadeiro há carinho genuíno, confiança e presença autêntica. Já na dependência, há medo constante, ansiedade e necessidade desesperada de confirmação do outro. Por isso, quem sofre com dependência emocional frequentemente tolera coisas impensáveis como traições, desrespeito severo e até abuso psicológico, levando como lema interno: "É ruim com ele, mas seria impossível viver sem ele".

A dependente fica tão atenta ao menor sinal que o parceiro pode dar de rejeição que, frequentemente, confunde intensidade com intimidade real. Pesquisadores apontam que indivíduos com dependência emocional desenvolvem uma sensibilidade excepcional à rejeição, percebem em cada gesto do parceiro os sinais potenciais de abandono que frequentemente não existem.

Mas porque isso acontece?

Compreender a dependência emocional exige que olhemos para trás, para a infância.

A forma como somos tratados nos primeiros anos de vida, especialmente em relação ao afeto e à segurança, molda profundamente como nos relacionaremos quando adultos. Pesquisadores da Universidade de Stanford descobriram que a falta de afeto na infância impacta diretamente como as pessoas conseguirão se expressar e se conectar com outros mais tarde.

Dessa forma, crianças que crescem com pais com temperamento volúvel, que às vezes são afetuosos, outras vezes distantes e frios aprendem uma lição perigosa: o amor é instável e condicional. Essas crianças vivem em alerta constante, tentando “prever” os humores dos pais ou cuidadores e se moldando constantemente para manter a conexão viva. Consequentemente, quando crescem, carregarão esse padrão para seus relacionamentos, vivendo em estado permanente de medo de perder a pessoa. É o medo constante da perda.

Pesquisas recentes sobre as emoções primárias mostram que pessoas com muito medo na infância tendem a ter mais dificuldade para se separar emocionalmente de seus pais e depois disso, de seus parceiros.

É como se o corpo dos dependentes nunca aprendesse que estar sozinho é algo normal e possível.

Agora, do ponto de vista da psicanálise, a história fica ainda mais profunda.

Desde o nascimento, todo ser humano vive uma angústia fundamental: a gente nasce completamente dependente de alguém para sobreviver. Nos casos em que os pais não ofereciam segurança e previsibilidade, essa angústia nunca realmente desaparecerá. É por isso que essas pessoas procuram desesperadamente por um relacionamento que preencha esse vazio. É como se estivessem tentando resolver um problema que começou muito antes, ainda bebês.

Quais são os sinais de que estou lidando com um dependente ou eu sou dependente?

A dependência emocional raramente é percebida de forma dramática ou óbvia.

Geralmente começa com pequenos comportamentos que vão sendo naturalizados aos poucos. Por isso é importante conhecer os sinais que indicam que algo não vai bem.

Um dos primeiros sinais é a necessidade constante de validação.

O dependente emocional tem a necessidade de perguntar se é amada, o tempo todo, se o parceiro tem o mesmo sentimento e se não há razão para se preocupar. Isso não é apenas uma insegurança ocasional, é um padrão contínuo. Consequentemente, essa busca constante por validação cria um ciclo vicioso, onde a confiança diminui e a dependência de aprovação aumenta ainda mais.

Paralelamente, surge outro sinal muito claro: o medo obsessivo de ser abandonado.

A pessoa fica muito incomodada com a ausência do parceiro, pois não consegue ser feliz sozinha. Essas separações, mesmo que temporárias, disparam sentimentos intensos de abandono e solidão. Dessa forma, a pessoa começa a desenvolver comportamentos de controle: verifica obsessivamente as redes sociais do parceiro, lê uma simples mudança de tom em uma mensagem, como se fosse um sinal de rejeição. Surge então um ciúme irracional quando o outro interage com outras pessoas. É exaustivo tanto para quem sofre quanto para quem está ao lado.

A perda da identidade.

Outro sinal preocupante na dependência emocional é a perda de identidade. Com o tempo, é comum a pessoa dependente abandonar seus hobbies, suas preferências, seus planos para se ajustar completamente ao mundo do parceiro. Quando o relacionamento termina, ela literalmente não sabe mais quem é, pois sua personalidade tinha sido "emprestada" para o outro. Isso é tão comum que tem até um nome: o "Efeito Camaleão".

Essa perda da personalidade leva à dificuldade para tomar decisões sozinhas e se reflete em todas as áreas da vida. Desde coisas pequenas até decisões importantes, a pessoa busca constante aprovação.

A incapacidade não tem nada a ver com falta de inteligência, é uma crença profunda que as próprias escolhas são inadequadas ou perigosas ou mesmo insuficientes.

Outra característica é o comportamento nocivo de assumir a responsabilidade pelas emoções do outro. O dependente sente que é seu dever "salvar" o outro ou mantê-lo feliz todo o tempo. Se o parceiro está irritado ou agressivo, ela assume a culpa e tenta desesperadamente "consertar" tudo.

Infelizmente, essa ação frequentemente perpetua relacionamentos abusivos, pois o abusador aprende a explorar essa tendência de auto culpabilização.

É importante também entender o que acontece no corpo e no cérebro nessas situações. Relacionamentos instáveis, com brigas intensas seguidas de reconciliações apaixonadas criam um padrão que deixa a pessoa dependente viciada.

Este comportamento é semelhante ao que prende um jogador compulsivo ao jogo. O cérebro recebe "doses elevadas" de um neurotransmissor chamado dopamina nos momentos bons, fazendo a pessoa tolerar momentos de abuso, pois em breve ela receberá a próxima "dose" de afeto.

Todos esses sinais se refletem em nosso corpo fisicamente o fazendo sofrer muito. Quando esses gatilhos disparam, nosso sistema nervoso reage como se um perigo real. Isso manifesta-se como um peito apertado, inquietação, dificuldade de concentração, náusea, compulsão para verificar o telefone constantemente, insônia etc. Quando algo fica sem solução o estado permanente de alerta se instala.

Os impactos na saúde mental são alarmantes.

Pessoas que sofrem com dependência emocional frequentemente desenvolvem depressão, ansiedade severa, ataques de pânico, taquicardia, insônia grave e pensamentos obsessivos. Em casos mais extremos e não tratados, surge a depressão profunda e até ideações suicidas.

Outro ponto importante que a dependência emocional afeta é a sexualidade.

Quando há o medo constante de rejeição e a insegurança, a intimidade deixa de ser vivida com liberdade. As mulheres dependentes frequentemente têm dificuldade de expressar seus desejos. Buscam realizar atos para agradar ao parceiro, mesmo sem vontade; associam ao sexo com validação emocional e experimentam uma desconexão fundamental consigo mesmas.

Dependência Emocional e Abuso.

Uma situação que passa muitas vezes desapercebidas é a relação entre a dependência emocional e permanência em relacionamentos abusivos. Temos observado constantemente nos noticiários situações que mostram como a dependência emocional está diretamente ligada às mulheres que ficam em relacionamentos violentos.

Fatores como baixa autoestima, medo de ficar sozinha, dependência financeira e falta de amigos e família por perto tornam ainda mais difícil para essas mulheres de sair desse relacionamento.

A violência psicológica, em particular, funciona como uma “cola” que prende a pessoa ao parceiro abusivo. Por isso, a dinâmica entre um manipulador narcisista e um dependente emocional funciona como uma “dança perigosa” bem conhecida.

O manipulador necessita do controle, admiração constante e alguém que aceite tudo que ele faça, sem questionar. O dependente oferece exatamente isso: devoção cega, perdão infinito e assume toda a culpa pelos problemas.

Essa dança perigosa nos mostra como os dependentes emocionais funcionam como “ímãs” para indivíduos narcisistas. Esse problema piora ainda mais quando a manipulação frequentemente é disfarçada de “cuidado”. O que parece ser amor genuíno na verdade pode ser um auto sacrifício patológico.

Nessas situações, os limites psicológicos entre as duas pessoas ficam tão apagadas que é quase impossível ter identidade individual, necessidades próprias e regulação emocional separada.

Como me libertar dessas “garras”?

O primeiro passo é reconhecer que algo está profundamente errado, mas isso pode ser extremamente doloroso e gera muita vergonha e culpa. Mas essa consciência é justamente o que pode tirar você dessa situação. Um fato crucial é: você não consegue resolver isso sozinha, apenas através de força de vontade. É necessário um trabalho psicológico profundo!

Por isso a psicoterapia é tão importante.

O terapeuta pode oferecer um espaço seguro, onde você conseguirá enxergar seus padrões de escolha, fortalecer sua autoestima e aprender a validar seus próprios sentimentos, e o mais importante, sem precisar da aprovação de outra pessoa. Além disso, é necessário acessar e ressignificar os traumas da infância que geraram aquela sensação profunda de "não ser suficiente".

Pela ótica da psicanálise, esse processo envolve o que é chamado "de angústia".

Isso não significa reprimir o desconforto a qualquer custo, mas permitir que a angústia seja nomeada e entendida. Na terapia, você aprenderá a confrontar as fantasias inconscientes e os mitos que as mantêm vivas, especialmente “a crença” de que sua existência depende do outro.

O estabelecimento do "eu" constitui resgate da identidade.

O processo de cura envolve a reconstrução de si mesma. O paciente é convidado a voltar a fazer pequenas coisas, pequenas conquistas, mas por conta própria. Pode começar com escolhas banais: voltar a ouvir uma música que gostava, fazer um curso que tinha vontade, retomar contato com uma velha amiga. A identidade se reconstrói, literalmente tijolo por tijolo.

Aprender a enxergar suas necessidades, suas ambições e ter o “poder” de decisão, sozinho, é fundamental. Indivíduos com apego ansioso, frequentemente, terceirizam sua sensação de segurança inteiramente ao outro.

Desenvolver as próprias rotinas, decidir as próprias amizades e as fontes de conforto cria uma base interna que não depende totalmente da relação.

Partindo deste princípio, impor limites é a maior arma contra relações abusivas. Aprender a dizer "não" representa um ato revolucionário para o dependente emocional. Os limites não são agressões, confrontos puro e simples ao outro; são cercas de proteção ao próprio bem-estar. Aprender a aceitar o desconforto de desagradar o outro, sem entrar em pânico, é uma das habilidades mais importante desenvolvidas no processo terapêutico.

Outro fator importante é suportar o vazio, é uma fase crítica e frequentemente negligenciada.

Quando uma pessoa sai de uma relação de dependência, nossa mente entra em um verdadeiro estado de síndrome de abstinência, semelhante ao que ocorre na dependência química.

A dor da solidão será difícil, pois aprendemos, literalmente, a depender da presença do outro como nosso regulador emocional. É fundamental compreender que essa dor faz parte do processo. Fugir desse vazio buscando imediatamente um novo relacionamento apenas reinicia o ciclo com outra pessoa.

Do ponto de vista neurobiológico, o trabalho terapêutico que rebalanceia o sistema de ameaça (muito estimulado no apego ansioso) e o sistema de recompensa é essencial. As técnicas como exposição gradual reduzem a hiperatividade da amígdala.

A reestruturação cognitiva fortalece o córtex pré-frontal, isso ajudará a avaliar, regular e ressignificar as experiências. Técnica como a que privilegiam a concentração reduz hiperativação do sistema de ameaça e fortalece autoconsciência e regulação emocional.

A liberdade de nos reconhecermos.

A dependência emocional não é um destino inevitável nem uma fraqueza de caráter. Ela se caracteriza por um padrão psicológico estruturado, que tiveram raízes profundas em experiências da infância e mantido por mecanismos neurobiológicos sofisticados.

Sua prevalência em mulheres reflete não apenas diferenças individuais, mas também tem estruturas socioculturais, que historicamente ensinaram às mulheres que seu valor reside em sua capacidade de servir, agradar e se anular para manter os relacionamentos.

A psicanálise nos mostra como a dependência emocional representa uma tentativa inconsciente de corrigir situações traumáticas primitivas como o desamparo, fixando no outro a solução para tal sofrimento, porém é apenas uma ilusão.

A terapia é a principal ferramenta para essa reconstrução individual e na recuperação da valorização do indivíduo sob suas próprias perspectivas.

Essa liberdade não significa renunciar ao amor ou à intimidade. Significa reivindicar a capacidade de estar com outro, não esquecendo de si mesma. Significa transformar o "Eu preciso de você para existir" por "Eu escolho estar com você, mas continuo existindo plenamente sem você".

Para aquelas mulheres ainda presas nesse ciclo, o caminho para a liberdade começa com o reconhecimento honesto de que o que sente pode não ser amor, mas em sofrimento travestido de devoção.

A possibilidade de um acesso ao espaço terapêutico genuíno, onde as camadas dessa reconstrução psicológica podem ser cuidadosamente exploradas e ressignificadas culminará na conquista lenta, mas profunda, de uma autonomia emocional, que não nega os relacionamentos, mas os revitaliza através da diferença e da liberdade que cada pessoa precisa para permanecer autenticamente viva.

Silhouette of a Surfer getting past breaking wave

Santa Catarina está entre os 10 estados mais desejados para viajar e praticar esportes em 2026, segundo pesquisa

O estudo da Maximum Boxing também aponta Estados Unidos, Espanha e França como principais destinos internacionais desejados pelos brasileiros para buscar experiências esportivas

Com a Copa do Mundo se aproximando, o turismo esportivo tem ganhado espaço entre os brasileiros e já aparece como um dos fatores que influenciam a escolha de destinos. Dados do Ministério do Turismo indicam que o turismo de bem-estar (15%) e o turismo esportivo (14%) estão entre as experiências de maior interesse para as próximas viagens. 

Diante desse cenário, um levantamento da Maximum Boxing, empresa de equipamentos de combate, mostra que o esporte vem se consolidando como uma das principais motivações para viagens. Entre os entrevistados, 54,8% afirmam que assistir a eventos e campeonatos ao vivo é o principal fator na escolha de um destino, e outros 46,6% dizem viajar para praticar esportes, seja por hobbies ou competições. 

O estudo também mostra para onde esse interesse se direciona geograficamente. No Brasil, os estados mais buscados para turismo esportivo são liderados por Rio de Janeiro e São Paulo, seguidos por Santa Catarina, Minas Gerais e Bahia, indicando uma concentração em destinos que já possuem tradição em grandes eventos esportivos ou forte infraestrutura turística. 

Nesse contexto, os quatro primeiros estados apresentam calendários que ajudam a explicar essa preferência: o Rio de Janeiro concentra eventos como o Rio Open no primeiro semestre e a Maratona do Rio entre maio e junho, além de jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, com destaque para o Maracanã, que recebe partidas decisivas e clássicos nacionais ao longo da temporada  

Em São Paulo, o calendário é mais distribuído ao longo do ano, com destaque para a SP City Marathon, além de eventos de lutas, como o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu, somadas a uma agenda constante de jogos de futebol em estádios como o Morumbi, Allianz Parque e Neo Química Arena. 

Já Santa Catarina também recebe campeonatos nacionais e estaduais de clubes como Avaí, Figueirense, Chapecoense e Criciúma . Além do futebol, o estado se destaca em provas de corrida e endurance como a Maratona Internacional de Floripa e o Revezamento Volta à Ilha, que atraem atletas amadores e profissionais. Também ganha espaço o triathlon, com o Campeonato Catarinense de Triathlon, reforçando o perfil de esportes ao ar livre e de prática ativa.

Para William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, o cenário reflete uma mudança no perfil do turista. “O esporte passou a ser um dos grandes motivadores de viagem. Hoje, o brasileiro não quer apenas assistir, mas viver a experiência, seja treinando, competindo ou se conectando com outras pessoas que compartilham o mesmo interesse”, afirma. 

Dos Estados Unidos ao Japão: 10 destinos internacionais para assistir e participar

Entre os destinos internacionais, o interesse dos brasileiros se espalha por diferentes regiões do mundo, com destaque para os Estados Unidos, Espanha e França. A lista também inclui países com forte cultura esportiva e calendário consolidado de eventos, como Argentina, Inglaterra e Itália, além de destinos mais distantes como Japão, que fecha o ranking. 

Nos Estados Unidos, o interesse está fortemente ligado a grandes ligas como a NFL, NBA e UFC, além de eventos globais como o Super Bowl e as finais da NBA. Já na Espanha, o destaque fica para o futebol, especialmente La Liga e a Champions League, com jogos de clubes como Real Madrid e Barcelona.

Na França, o calendário esportivo é marcado por eventos de elite como o Roland-Garros, o Tour de France e a Ligue 1, além de competições internacionais de grande porte, que reforçam o país como sede frequente de eventos globais, como o Festival das Artes Marciais 2026.. A Argentina se destaca principalmente pelo futebol, com a liga local e jogos do Boca Juniors e River Plate, que movimentam estádios como La Bombonera e o Monumental.

Na Inglaterra, o principal atrativo é a Premier League, considerada uma das ligas mais importantes do mundo, além de eventos como Wimbledon e maratonas tradicionais como a de Londres. A Itália combina tradição e diversidade esportiva, com destaque para a Serie A de futebol, o Giro d’Italia de ciclismo e o GP de Fórmula 1 em Monza, além de outras modalidades como basquete e vôlei. 

Já o Japão, que fecha o ranking, reúne uma agenda que mistura tradição e esportes modernos, com o sumô realizado seis vezes ao ano, a J1 League de futebol e forte presença de esportes no gelo, especialmente em regiões mais ao norte do país.

Fatores que pesam na hora de viajar

Para quem deseja transformar o interesse por turismo esportivo em realidade, o fator financeiro aparece como o principal ponto de decisão. Segundo o levantamento, 32,2% dos brasileiros consideram o preço da viagem o elemento mais determinante na hora de escolher um evento esportivo para assistir ao vivo.

Na sequência, aparecem aspectos ligados à logística e à experiência, como a localização do destino (17,2%) e o preço dos ingressos (14,4%). A relevância do evento também pesa na decisão para 13,6% dos entrevistados, especialmente em casos de finais, edições históricas ou competições de grande porte. 

Quais esportes fazem os brasileiros viajarem?

O futebol segue sendo o queridinho dos brasileiros e aparece como o principal esporte que motiva viagens, impulsionado também pelo calendário internacional e pela proximidade de grandes competições, como a Copa do Mundo. O interesse, no entanto, vai além da arquibancada e se estende a uma série de outras modalidades que revelam diferentes formas de vivenciar o esporte durante as viagens.

Na segunda posição aparecem os esportes de luta, como boxe, MMA e muay thai, cujo interesse está fortemente ligado à experiência de imersão. Entre os principais desejos estão assistir a grandes torneios, conhecer destinos reconhecidos como referência mundial — como a Tailândia, no caso do muay thai — e estar mais próximo de atletas e referências da modalidade.

Em seguida aparecem modalidades como vôlei (21,4%), corridas e maratonas (20,4%) e esportes de natureza, como surf, trilhas e escalada (16%). Esses segmentos reforçam a busca por experiências que combinam prática esportiva, contato com o ambiente e superação pessoal, especialmente em destinos que oferecem estrutura para atividades ao ar livre ou competições amadoras.

Praticante ou espectador, a busca de viagens motivadas por esportes está fortemente associada a sensações positivas e de engajamento. Para 59,8% dos entrevistados, a principal associação é com entretenimento e diversão. Em seguida aparecem a adrenalina e emoção (48,2%), o sentimento de conexão com amigos ou torcida (29,6%) e a realização pessoal, ligada à superação e ao alcance de metas (28,4%).

Também surgem como motivações a inspiração, relacionada à proximidade com ídolos e ambientes de alta performance (25,2%), e o alívio e bem-estar, associado à redução do estresse e ao cuidado com a saúde mental (23,6%).

Embora assistir a competições seja uma das principais motivações para esse tipo de viagem, os dados mostram que os brasileiros também querem se envolver de forma mais ativa com o esporte. Para William Ferraz, coordenador da Maximum Boxing, o destaque das lutas reforça essa busca por experiências mais profundas. “Quando a gente olha para as lutas, fica claro que o interesse vai além do entretenimento. Existe uma busca por experiências que envolvam emoção, disciplina e até transformação pessoal. Isso dialoga diretamente com os sentimentos que aparecem na pesquisa, como realização, inspiração e bem-estar.”, finaliza.

Metodologia 

Para compreender quais esportes motivam os brasileiros a viajar, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram as modalidades e os destinos que levam os brasileiros a viajar em busca de experiências esportivas. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.

Sobre a Maximum Boxing

Fundada em 2019, a Maximum nasceu da escassez de produtos de qualidade da luta em pé, como Boxe, Muay Thai, MMA, Kickboxing e Karatê. Além da necessidade de assegurar mais proteção para os praticantes de artes marciais, a marca também tem como propósito incentivar as pessoas a praticarem esportes. Hoje, a Maximum Boxing já se destaca pela qualidade e diferencial dos produtos, como as Luvas de Boxe e Muay Thai, feitas em couro de Microfibra Premium e com durabilidade até duas vezes maior do que o couro tradicional.

Confira: https://blog.maximumshop.com.br/bem-estar/turismo-esportivo-brasileiros-2026

procrastinação

Procrastinação: Por Que Adiamos Tudo e Como Sair Desse Ciclo Invisível.

Você já percebeu aquela sensação quando você sabe que precisa fazer algo importante, mas simplesmente não consegue começar? Aquele frio na espinha quando pensa na tarefa? Bem, isso não é preguiça. É procrastinação e ela é muito mais complexa do que você imagina.

A procrastinação é quando adiamos tarefas importantes mesmo sabendo que isso vai prejudicar a gente, sem motivo aparente. Nosso cérebro está tentando escapar de emoções ruins como medo, vergonha ou ansiedade. Isso não tem nada a ver com falta de caráter, tem tudo a ver com como nosso corpo está programado para lidar com desconforto emocional.

Neste texto, vamos explorar por que adiamos as coisas, como reconhecer quando virou um problema real, e o mais importante, o que fazer para sair desse ciclo. Vamos lá?

O Que Realmente É Procrastinação?

Não é Preguiça, é Proteção Emocional.

Procrastinação é escolher fazer outras coisas em vez de fazer aquilo que é importante. Mas aqui está o detalhe importante: quem procrastina fica tenso e culpado o tempo todo, diferente de alguém que simplesmente descansa.

E essa diferença é crucial. Quem tem preguiça ocasional descansa e fica de boa. E quem procrastina? Fica ansioso por dias, alternando entre culpa, tentativas fracassadas e explosões de produtividade de última hora. É exaustivo.

O que acontece é que quando uma tarefa desperta sensações negativas, medo de falhar, vergonha, incapacidade, nosso cérebro liga o “modo proteção” e busca escapar daquele desconforto. Simples assim. E aí começa um ciclo quase impossível de quebrar.

Por Que Nosso Cérebro Adia Tudo?

Vamos entender como isso funciona lá dentro da cabeça:

Você pensa em fazer algo difícil e sente ansiedade. Para escapar dessa sensação ruim, você adia. Alguns minutos depois, se sente melhor. Mas daí a culpa volta ainda mais forte. Depois de um tempo, a ansiedade retorna multiplicada, agora acompanhada de culpa e pânico.

Isso é tudo culpa de um neurotransmissor chamado dopamina. As atividades que dão prazer rápido (redes sociais, séries, internet) liberam dopamina na hora. Tarefas difíceis não trazem essa recompensa imediata. Nosso cérebro, evolutivamente programado para buscar alívio rápido, prefere o que dá prazer agora.

Parece lógico, certo? Mas aí está o problema: esse alívio é ilusório. Você se sente melhor por uns minutos, mas logo depois a pressão volta ainda pior.

Procrastinação, Preguiça, Cansaço Mental: Qual é a Diferença?

Procrastinação Não É Preguiça!

Embora pareçam semelhantes, procrastinação e preguiça são coisas bem diferentes.

Na preguiça ocasional, você prefere descansar, mas depois descansa de verdade. Na procrastinação, existe um desejo real de fazer a coisa, mas um bloqueio invisível impede você. É uma luta interna constante.

Entender essa diferença é importante porque muda completamente como você lida com o problema. Se você acha que é preguiçoso, pode tentar aplicar força de vontade bruta — o que raramente funciona. Se você reconhece que é procrastinação, pode procurar estratégias que realmente funcionam e abordem os obstáculos emocionais reais.

Quando é Cansaço Mental Mesmo?

Existe algo chamado sobrecarga cognitiva. É quando seu cérebro está tão esgotado que até uma tarefa simples (como enviar um e-mail curto) parece impossível.

Diferente da procrastinação pura, aqui o problema é que seu cérebro atingiu seu limite de processamento de informações. O bloqueio não é emocional, é biológico. Seu corpo está literalmente pedindo ajuda.

Se você evita até tarefas triviais e se sente exausto mesmo após dormir bem, pode ser que seu corpo esteja operando sob estresse crônico. Isso é sinal fisiológico real de que algo não vai bem.

Burnout: Quando Procrastinação Vira Colapso.

Desde 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece oficialmente o burnout como doença ocupacional ligada ao trabalho. Não é mais "só estresse", é diagnóstico médico.

O burnout é caracterizado por três coisas: exaustão extrema, distanciamento emocional do trabalho e sensação de que você não consegue fazer nada direito. E sabe qual é um dos primeiros sinais? Procrastinação crescente.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por burnout cresceram 823% em quatro anos no Brasil. De 2021 para 2025, as denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho saltaram de 190 para 1.022.

Isso não é coincidência. Quando alguém está em burnout, a procrastinação é um grito de socorro do organismo.

Os Sinais de Que Ficou Séria.

Adiar uma tarefa aqui e ali é completamente normal. O alerta dispara quando:

  • Você adia constantemente e perde prazos importantes regularmente;
  • Sente ansiedade intensa quando pensa na tarefa;
  • Alterna entre culpa, pressa e exaustão (o ciclo infernal);
  • Isso afeta seu trabalho, estudo ou relacionamentos de forma visível.

Se você está vivendo esse ciclo, saiba que não está sozinho. Dois em cada dez adultos procrastinam com frequência. Entre estudantes, esse número sobe para 70%.

O peso emocional é real também. Procrastinação constante afeta seu sono, humor e concentração. Pode levar a depressão, ansiedade aumentada e aquela sensação de incapacidade total. Prejudica relacionamentos e oportunidades profissionais. Não é pequeno.

O Lado Psicológico: O Que Freud Nos Ensina?

Pensamentos Reprimidos Voltam Como Sabotagem!

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, afirmou algo fascinante: "pensamentos reprimidos nunca morrem, eles voltam de outras formas".

Isso explica muito sobre procrastinação. Quando você evita conscientemente lidar com emoções difíceis (medo, vergonha, sensação de incapacidade), essas emoções não desaparecem. Elas se transformam e voltam disfarçadas, frequentemente como procrastinação.

Seu inconsciente (aquela parte do cérebro que você não controla conscientemente) usa o adiamento como forma de proteção. A pessoa não adia porque quer, adia porque seu inconsciente está tentando protegê-la de emoções que seu consciente não consegue aguentar no momento.

Por isso força de vontade raramente funciona. Você não pode disciplinar conscientemente o que está sendo controlado pelo inconsciente.

Perfeccionismo: O Vilão Invisível.

Muitas pessoas procrastinam porque querem fazer tudo perfeito. E isso paralisa.

Se cometer um erro vira sinônimo de fracasso pessoal, então adiar fica mais seguro que começar. A tarefa deixa de ser "uma entrega" e vira "um teste do seu valor como pessoa".

Um projeto vira julgamento. Uma apresentação vira ameaça. Uma conversa difícil vira possibilidade de rejeição.

A pessoa não adia porque acha a tarefa sem importância, adia porque a importância ficou emocionalmente cara demais.

Estratégias Que Realmente Funcionam.

1. Comece Pequeno (MUITO Pequeno)

A regra mais importante: não espere a vontade vir antes de começar. A vontade vem depois que você começa. É assim mesmo.

Estude por 25 minutos. Escreva uma página. Faça um exercício rápido. O importante é começar, não importa se ficar ruim.

A técnica Pomodoro (25 minutos de trabalho + pausa) funciona bem porque transforma algo assustador em algo manejável. Não é "estudar para um exame inteiro", é "estudar por 25 minutos agora". Essa reconfiguração mental reduz enormemente a resistência inicial.

2. Reduza o Peso Emocional

Se o medo vem do perfeccionismo, a saída é: comece mal, mas comece.

  • Divida tarefas grandes em pedaços pequenos e visíveis;
  • Use a regra dos dois minutos: se leva menos de 2 minutos, faça agora para liberar sua mente;
  • Escreva tudo o que precisa fazer para parar de gastar energia tentando lembrar;
  • Trabalhe a autocompaixão, perdoe-se pelas falhas, em vez de se punir.

Começar mal, mas começar, é muito mais útil psicologicamente do que esperar confiança total.

3. Crie o Ambiente Certo

Ambiente importa. Muito.

Ambientes com barulho e interrupções constantes aceleram o esgotamento mental. Trabalho remoto intenso torna difícil separar tempo de descanso de tempo de trabalho, sua mente fica sempre conectada a demandas.

Solução? Reserve tempo real para descansar:

  • Durma bem e em horários regulares;
  • Faça exercício físico regularmente;
  • Tire pausas de verdade (sem celular);
  • Crie períodos de silêncio digital.

Esses cuidados recuperam o cérebro de verdade.

Quando Você Precisa Procurar Ajuda Profissional

Entender o que é procrastinação é um primeiro passo importante. Mas, às vezes, você precisa de ajuda de verdade.

Procure um profissional quando:

  • O comportamento passa a ser seu padrão de funcionamento diário (não algo que acontece uma vez ao mês);
  • Existe culpa constante e recorrente após evitar tarefas;
  • Você nota prejuízo real no trabalho ou nos estudos;
  • Experimenta ciclos repetidos de ansiedade, adiamento, culpa e exaustão.

Não é fraqueza pedir ajuda — é sabedoria.

O Que a Terapia Oferece?

Um terapeuta explora “o porquê” você adia (medo, perfeccionismo, ansiedade). Juntos, vocês encontram estratégias para lidar com emoções difíceis.

A terapia ensina:

  • Técnicas de regulação emocional;
  • Organização de rotina prática;
  • Comunicação assertiva;
  • Como tolerar erros e fracassos.

Em vez de perguntar se você é disciplinado por natureza, faz mais sentido investigar como você reage a frustração, crítica, prazos e exposição. Isso muda tudo.

Você Consegue Mudar Isso

Procrastinação não é um defeito seu. É seu corpo tentando se proteger de emoções que ficaram insuportáveis.

Reconhecer isso não é demérito, é libertador. Significa que você não está quebrado. Está simplesmente lidando com uma proteção psicológica que funcionou em algum ponto, mas agora está prejudicando.

As estratégias que funcionam — começar pequeno, reduzir o peso emocional, criar ambientes favoráveis, trabalhar a autocompaixão, não ignoram os desafios. Elas as contornam através de pequenas ações concretas.

Comece hoje: pegue aquela tarefa que está adiando e dedique 25 minutos. Só isso. Depois você para. Mas comece.

Porque depois de começar, fica mais fácil continuar — e isso é científico!


Bibliografia

CORREIO BRAZILIENSE. A psicologia diz que a procrastinação crônica em tarefas importantes não é preguiça, mas uma falha na regulação emocional. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar. Acesso em: 6 maio 2026.

CORREIO BRAZILIENSE. Sigmund Freud: pensamentos reprimidos nunca morrem. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar. Acesso em: 6 maio 2026.

G1 GLOBO. Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos. Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/05/01/afastamentos-por-burnout-crescem-mais-de-800percent-em-quatro-anos-entenda-o-que-esta-por-tras-do-esgotamento-no-trabalho.ghtml. Acesso em: 6 maio 2026.

G1 GLOBO. Procrastinação: o que a psicologia diz sobre o hábito de adiar tarefas. Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/04/28/procrastinacao-o-que-a-psicologia-diz-sobre-o-habito-de-adiar-tarefas.ghtml. Acesso em: 6 maio 2026.

RÁDIO TUPI. Cansaço mental impacta memória, humor e produtividade. Disponível em: https://www.tupi.fm/entretenimento/cansaco-mental-impacta-memoria-humor-e-produtividade-apontam-especialistas. Acesso em: 6 maio 2026.

TERAPPIA. O que significa procrastinar e como isso impacta o dia a dia? Disponível em: https://www.terappia.com.br/posts/o-que-significa-procrastinar-e-como-isso-impacta-o-dia-a-dia. Acesso em: 6 maio 2026.

TUA SAÚDE. Cansaço constante não é apenas falta de disposição. Disponível em: https://www.tuasaude.com/news/2026/04/27/cansaco-constante-nao-e-apenas-falta-de-disposicao-e-um-sinal-fisiologico-de-que-seu-organismo-pode-estar-operando-sob-estresse-cronico. Acesso em: 6 maio 2026.

UNIMED CAMPINAS. O que é procrastinação e o que pode estar por trás desse comportamento. Disponível em: https://www.unimedcampinas.com.br/blog/saude-emocional/o-que-e-procrastinacao-e-o-que-pode-estar-por-tras-desse-comportamento. Acesso em: 6 maio 2026.

UOL NOTÍCIAS. A psicologia explica por que quem evita iniciar tarefas simples pode estar sobrecarregado mentalmente. Disponível em: https://www.uai.com.br/uainoticias/2026/04/07/a-psicologia-explica-por-que-quem-evita-iniciar-tarefas-simples-pode-estar-sobrecarregado-mentalmente-sem-perceber. Acesso em: 6 maio 2026.

GUSTAVO QUEZADA. Técnica Pomodoro. Disponível em: https://gustavoquezada.com/tecnica-pomodoro. Acesso em: 6 maio 2026.

FOCUS NOW. Pomodoro Technique. Disponível em: https://focus-now.app/pt/pomodoro-technique. Acesso em: 6 maio 2026.

Galeria Cidade das Águas reabre com cinema imersivo e tecnologia que antecipa o futuro de Joinville

Galeria Cidade das Águas reabre com cinema imersivo e tecnologia que antecipa o futuro de Joinville

O primeiro bairro planejado de Joinville, a Cidade das Águas, marca um novo momento em sua trajetória com a reabertura de sua Galeria para a comunidade no dia 6 de maio.

Muito mais que um espaço de vendas, a fase renovada da Galeria se consolida como um hub de imersão no Novo Urbanismo, onde tecnologia e convivência se encontram para materializar um novo jeito de viver.

A experiência foi desenhada para que o público não apenas veja, mas sinta o bairro antes mesmo de ele estar totalmente pronto.

"Você já parou para pensar que algumas das lembranças mais valiosas da sua vida ainda não aconteceram?

Na Cidade das Águas, chamamos isso de sonhar de olhos bem abertos", define a proposta do projeto.

O grande destaque desta fase é o Cinema Imersivo. Por meio de ferramentas de realidade virtual e experiências 360º, o visitante é transportado para o coração do bairro.

É uma caminhada sensorial pelos mais de 50 mil m² de área verde, permitindo desfrutar dos decks de caminhada e sentir a atmosfera do que será o maior shopping a céu aberto da região, que contará com nome como supermercado Angeloni, academia, padaria, excelente gastronomia, cafés, varejo e muito mais.

Para quem busca entender a grandiosidade e a harmonia do projeto, a nova maquete detalha cada m² do empreendimento, destacando parceiros estratégicos que já estão moldando o ecossistema do bairro:

  • Educação: o Colégio Bom Jesus (BONJA), instituição centenária que garantirá que os alunos possam ir e vir a pé, com total segurança.
  • Cultura: o Musicarium, que terá um dos melhores Concert Halls da América Latina, conectado diretamente a uma praça que funcionará como um anfiteatro natural para concertos gratuitos ao ar livre.
  • Negócios: o Edifício CRH, marco arquitetônico que simboliza a solidez do grupo e a integração entre vida corporativa e urbana.

Atrelado a esse pilares, a Cidade das Águas traz para Joinville o conceito de "olhos na rua": fachadas ativas e a ocupação humana dos espaços garantem uma vigilância natural e orgânica. No entanto, o suporte tecnológico é de nível máximo.

O bairro contará com um bunker exclusivo para monitoramento 24h, além de IA e reconhecimento facial - câmeras de alta tecnologia com inteligência de vídeo e leitura de placas  que estarão integradas em todos os acessos; ambiente sem muros - a ausência de barreiras físicas promove a transparência e o senso de comunidade, onde a segurança é garantida pela presença constante de pessoas e tecnologia de ponta.

Memória viva e legado
O bairro floresce em um endereço histórico: onde por décadas funcionou a Sociedade Esportiva Recreativa Tigre (SER Tigre). Essa memória de conexão humana é o alicerce da Cidade das Águas.

Já o planejamento do bairro contou com consultorias globais, como a de Jan Gehl, autoridade em "cidades para pessoas", e o masterplan de Max Rumis.

O conceito de Placemaking é o fio condutor, transformando espaços públicos em palcos vibrantes para a vida.

Para dar suporte a essa visão, a Cidade das Águas conta com parceiros de excelência que solidificam o padrão de qualidade do bairro.

"A Cidade das Águas não é apenas um bairro, é um catalisador de inovação para Joinville.

Ao integrar moradia, trabalho e lazer de forma tão fluida, estamos desenhando o futuro da nossa economia criativa e da qualidade de vida urbana”, comenta Danilo Conti, diretor do Grupo CRH, reforçando a relevância estratégica do empreendimento.

Incorporadoras Parceiras: Halsten e H.Marcato

A materialização dos edifícios conta com a expertise de incorporadoras que compartilham o DNA de inovação. No segundo andar da galeria, os visitantes têm a oportunidade de conhecer como serão os apartamentos do bairro. 

  • Halsten Incorporadora: reconhecida pelo design sofisticado e execução impecável.
    Reconhecida pelo design sofisticado e execução impecável, a Halsten consolida sua presença no bairro com os empreendimentos Arium e Nola. Atualmente posicionada entre as 100 maiores construtoras do Brasil, a empresa traz para a Cidade das Águas sua expertise em alto padrão e inovação.

"Nossa missão na Cidade das Águas vai além de erguer edifícios; estamos ajudando a materializar um novo estilo de vida para Joinville.

Estar presente neste bairro planejado reflete nosso compromisso em criar espaços que unam sofisticação e propósito, transformando o modo como as pessoas se conectam com a cidade e com seus próprios lares”, completa Joel Zonta, CEO da Halsten.

  • H.Marcato: focada em soluções que integram tecnologia e conforto.

    “A H.Marcato entende que construir vai além do edifício: é sobre dar forma a um bairro onde tudo se conecta com intenção. Pensado para quem vive em Joinville e para as famílias que constroem sua história na cidade”, comenta Luis Marcato. CEO da H.Marcato.

Liderado por Felipe Hansen, CEO do Grupo CRH, e Marcelo Gomes, CEO da Hurbana, a Cidade das Águas cria um legado que honra a história de Joinville enquanto projeta o futuro. "Este é um novo capítulo na história da cidade, escrito com a mesma determinação empreendedora da minha família, mas com um propósito maior: criar um município mais humano e sustentável”, destaca Felipe.

Mais informações em https://cidadedasaguas.sc/

Serviço
O quê: reabertura da Galeria Cidade das Águas
Quando: 6 de maio
Horário: de segunda a sexta das 9h às 19h; sábado das 9h às 19h; domingos 10h às 18h
Entrada: gratuita, sem necessidade de agendamento.

Atendimento à imprensa | Anima Comunicação Viva
Taísa Rodrigues | 47 988643373 | tai@tairodrigues.com
Patricia Gagliotti | 47 98865-9204 | comunica1@tairodrigues.com

Catuaí Shopping Maringá lança campanhas de Dia das Mães com brinde exclusivo e sorteio de um ano em compras

Catuaí Shopping Maringá lança campanhas de Dia das Mães com brinde exclusivo e sorteio de um ano em compras

Uma das datas mais importantes para o varejo será celebrado com duas campanhas especiais - clientes poderão participar das ações “Compre e Ganhe” e do sorteio do Programa de Benefícios, que traz como prêmio principal um ano em compras

Na campanha “Compre e Ganhe”, válida até o dia 10 de maio ou enquanto durarem os estoques, os consumidores poderão trocar suas compras por uma bolsa exclusiva “Me Leva”, da FARM ETC.

A mecânica é vinculada ao Programa de Benefícios do shopping, com diferentes categorias de participação.

Clientes que cadastrarem notas fiscais no aplicativo poderão resgatar o brinde conforme o volume de compras, sendo permitida a retirada de um item por CPF em cada categoria.

Já a campanha de sorteio, também integrada ao Programa de Benefícios, segue até o dia 31 de maio para participação, com apuração marcada para 6 de junho.

O grande prêmio será um voucher de R$ 24 mil para compras na loja Le Lis do shopping, equivalente a um ano de compras.

Para participar, os clientes devem estar cadastrados no aplicativo do shopping e enviar as notas fiscais das compras realizadas nas lojas participantes.

Os números da sorte são gerados conforme a categoria do cliente dentro do programa: na Categoria 1, o participante recebe 1 número da sorte ao cadastrar qualquer nota fiscal; na Categoria 2, ao atingir os critérios do programa, recebe 5 números da sorte; e na Categoria 3, clientes que alcançam o nível mais alto recebem 10 números da sorte para concorrer ao prêmio.

A promoção também conta com mecânicas extras que aumentam as chances de ganhar.

Compras realizadas na loja Le Lis garantem números da sorte adicionais, assim como a aquisição de produtos da Coca-Cola, patrocinadora da campanha.

Os nomes dos ganhadores serão divulgados até o dia 10 de junho nos canais oficiais do shopping, incluindo site e redes sociais.

O contato com os contemplados será feito por telefone, WhatsApp ou e-mail, conforme os dados cadastrados no programa.

Horários de funcionamento do Catuaí Shopping Maringá

Segunda a sábado

Lojas: 10h às 22h

Praça de alimentação: 11h às 22h

Domingo e feriados

Lojas: 13h às 19h

Praça de alimentação: 11h às 22h

Catuaí Shopping Maringá

Av. Colombo, 9161.

Tel. (44) 3123-5000

www.catuaimaringa.com.br / @catuaishoppingmaringa

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Grupo Literário Alagoano celebra 50 anos com programação especial e homenagens inéditas

Eventos nos dias 21 e 22 de maio, em Maceió, reúnem escritores, autoridades e convidados em comemoração ao Jubileu de Ouro da entidade

O Grupo Literário Alagoano (GLA) comemora, neste mês de maio, seu Jubileu de Ouro marco que simboliza cinco décadas de atuação contínua na valorização da literatura e da cultura em Alagoas. Fundada com o propósito de fomentar a produção literária no estado, a instituição chega aos 50 anos consolidada como uma das mais relevantes referências culturais da região.

Isvânia Marques, 2a secretária, Lenita Amorim, presidente, Gigi Accioly, assessora de comunicação, e Terezinha Carvalho, tesoureira do GLA / Foto: Divulgação

Sob a presidência de Maria Helena Amorim Lima (Lenita Amorim), e com o envolvimento direto da diretoria, a programação comemorativa foi estruturada para reverenciar a trajetória do grupo, ao mesmo tempo em que projeta novos caminhos para a literatura local. A proposta é destacar não apenas o legado construído ao longo dos anos, mas também estimular o diálogo entre diferentes gerações de escritores e agentes culturais.

Foto: Divulgação

Com o apoio cultural do Governo de Alagoas, as celebrações acontecem nos dias 21 e 22 de maio, sempre às 19h, em dois espaços de destaque na capital alagoana: o Auditório do Centro de Convenções Ruth Cardoso e o Le Jardin Recepções. A expectativa é reunir um público expressivo, formado por autoridades, intelectuais, artistas e convidados, em uma agenda que promete momentos de reconhecimento e confraternização.

Foto: Divulgação

Entre os pontos altos da programação está a homenagem à pianista e referência cultural Selma Britto. Na ocasião, será instituída e entregue a “Comenda Selma Britto”, honraria criada para reconhecer personalidades que contribuem de forma significativa para o fortalecimento da literatura e da cultura em Alagoas. A iniciativa busca perpetuar o legado da artista, ao mesmo tempo em que valoriza nomes contemporâneos que mantêm viva a produção cultural no estado.

Na noite do dia 21, teremos também uma homenagem póstuma à cantora Madalena Oliveira — voz de ouro, sócia e primeira vice-presidente do GLA, com apresentação do brilhante cantor lírico Frank Constâncio.

Nos bastidores, a organização trabalha intensamente para garantir uma celebração à altura da história do GLA. A proposta é oferecer um evento marcado pela elegância e pelo simbolismo, reunindo nomes expressivos da cena literária e promovendo um encontro que deve reforçar o papel da entidade como protagonista no cenário cultural alagoano.Parte superior do formulário

SOBRE O GRUPO LITERÁRIO ALAGOANO

O Grupo Literário Alagoano (GLA) nasceu em 2 de março de 1976, fruto da visão e coragem de 17 mulheres intelectuais que, unidas pelo amor à literatura, idealizaram uma associação sem fins lucrativos destinada a ser a voz e a expressão da sensibilidade feminina. A primeira reunião oficial ocorreu em 24 de junho do mesmo ano, quando foi eleita a Diretoria e consolidada a ampliação do quadro para 25 associadas, número que permanece até hoje como um símbolo da tradição e do compromisso do Grupo com o seu Estatuto.

À frente dessa história, esteve Ilza Espírito Santo Porto, primeira presidente do GLA, cuja liderança se estendeu por décadas. Seu legado ultrapassa a esfera do conhecimento: deixou à instituição um rastro de inspiração, força e dedicação que ecoa até os dias atuais.

Hoje, a responsabilidade de conduzir o GLA está nas mãos de Maria Helena Amorim Lima (Lenita Amorim), presidente eleita para o triênio 2024–2027. Sua gestão tem como missão valorizar e expandir a literatura alagoana, promovendo mudanças que tragam dinamismo, visibilidade e benefícios duradouros para o Grupo e para a cultura literária do Estado de Alagoas.

Mais do que uma instituição, o Grupo Literário Alagoano é um espaço de resistência, criação e memória, onde a palavra escrita se transforma em herança cultural e em fonte de inspiração para as futuras gerações.

narcisismo

Espelho do Ego: Como identificar e lidar com um Narcisista.

O narcisismo real não é só arrogância ou vaidade — é um problema psicológico profundo onde a pessoa depende demais dos outros para se sentir bem consigo mesma e não consegue se conectar genuinamente com ninguém[1][6]. Se você está tentando entender se está lidando com alguém assim, este guia vai te ajudar a reconhecer os sinais e, mais importante ainda, a proteger sua própria mente.

De Onde Vem Essa Ferida: O que Freud nos Ensinou.

Sigmund Freud percebeu que o narcisismo é um estágio normal quando somos crianças, mas quando continua depois de crescer, vira um problema[1]. Mas as pessoas que estudam isso depois dele descobriram algo mais importante.

Heinz Kohut, um psicólogo famoso, percebeu que o narcisismo patológico vem de uma ferida antiga: quando a criança não recebe o cuidado e a atenção que deveria dos pais[1][4]. A criança que não é "espelhada" — ou seja, que os pais não a validam, não a veem, não mostram que ela importa — cresce tentando construir uma imagem falsa de si mesma que depende de aprovação o tempo todo para não desabar[4].

Otto Kernberg, outro especialista importante, tem uma visão diferente: ele diz que por baixo dessa imagem falsa existe raiva e inveja crônicas[1][10]. Segundo ele, quando você olha para um narcisista, está olhando para alguém que desaprova profundamente a si mesmo, mas esconde isso atrás de uma máscara de superioridade.

O importante aqui é entender: você não pode "consertar" um narcisista falando sobre o comportamento dele, porque o problema não está na razão — está nas defesas psicológicas muito antigas[1].

Os Dois Tipos: O Óbvio e O Perigoso

O Narcisista Óbvio: Fácil de Ver, Fácil de Nomear

Esse tipo é mais fácil de identificar porque ele não esconde nada[10]. Precisa constantemente que você diga que ele é incrível, coloca suas realizações em toda conversa, e fica furioso quando alguém questiona isso[2]. Ele acha que merece tratamento especial, não consegue se colocar no lugar dos outros, e só pensa em si mesmo[2].

O dano que causa é fácil de nomear porque é tão óbvio.

O Narcisista Perigoso: O Que Causa Confusão de Verdade

O problema real está no outro tipo[10]. Esse narcisista age diferente: ele parece inseguro, reclama que ninguém o entende, e se coloca sempre como a vítima[10]. Ele disfarça sua grandiosidade em fragilidade, dizendo coisas como "vocês não sabem como sofro" ou "nunca ninguém me valoriza"[10].

Este é o tipo que mexe com sua cabeça — não porque é óbvio, mas porque é difícil de nomear[17]. Ele manipula de forma indireta, com silêncio frio, culpa bem cronometrada[17]. Enquanto o outro tipo te intimida, este te paralisa porque sempre que você tem uma necessidade, ele faz você se sentir cruel por não estar cuidando dele[17].

Como Funciona a Manipulação: O Ciclo que Se Repete

A manipulação narcísica segue um padrão que se repete de forma previsível[36].

Fase 1: Idealização (Bombardeio de Amor)

No começo, você é colocado em um pedestal[36]. Você é perfeito, fantástico, a pessoa que faltava na vida dele[36]. O narcisista descobre exatamente o que você quer ouvir e se torna a pessoa dos seus sonhos[18].

Biologicamente, seu cérebro libera dopamina (o neuroquímica do prazer) e oxitocina (o neuroquímica do vínculo) em quantidade massiva[36]. Você se sente bem porque as reações do seu corpo são praticamente iguais às de estar apaixonado[36]. O problema: você está biologicamente ligado a essa pessoa antes de ter qualquer prova de que o relacionamento é perigoso[36].

Fase 2: Desvalorização: A Máscara Cai

Depois que ele tem certeza que você está preso, a máscara cai[36]. Ele começa a criticar, a distorcer as coisas que você disse, a tirar o afeto — e de repente você vira a culpada dos problemas dele[36].

Seu corpo entra em modo de alerta constante[36]. Você fica sempre nervosa, analisando o humor dele, vendo sinais de quando as coisas vão ficar ruins[36]. É como uma dança dolorosa onde os momentos bons ficam ainda mais preciosos justamente porque são raros[28]. E quanto mais rara a paz, mais você quer conquistá-la novamente[28].

Fase 3: Descarte: O Fim Brutal e Inesperado

Ele te descarta quando não precisa mais de você[42]. Frequentemente faz isso de forma que parece que você é a culpada, ou que você terminou com ele[42].

A neuroquímica que te deixava tão bem antes — dopamina, oxitocina, serotonina — cai de forma abrupta[36]. Seu corpo experimenta isso como uma tristeza profunda e simultaneamente como uma privação[36]. Muitos sobreviventes dizem que o período depois do descarte é a pior dor que já sentiram[36].

Fase 4: Hoovering: Ele Volta

Finalmente, ele volta — não porque te ama, mas porque precisa desesperadamente de atenção e validação novamente[26]. Ele pode aparecer com desculpas bem pensadas ("Fiz terapia, mudei"), ou criar uma crise que ativa seu instinto de cuidar dele, ou simplesmente aparecer em um aniversário dizendo "Ainda penso em você"[26].

Ele escolhe esse momento porque entende que seu corpo se lembra do bombardeio de amor antes de se lembrar do dano[26].

As Técnicas de Manipulação: Entendendo Como Funciona

Gaslighting: Quando Você Para de Confiar em Você Mesma

Gaslighting não é sempre dramático como nos filmes[12]. Com um narcisista enganoso, é silencioso e vai destruindo sua capacidade de confiar em você mesma[12].

É quando alguém faz você questionar sua memória, seu juízo, sua percepção — não uma vez, mas repetidamente, até você parar de confiar em si mesma[12]. O psicólogo Craig Malkin explica bem: o narcisista óbvio faz isso com força ("Você está errada, ponto final")[12]. O narcisista enganoso faz isso com preocupação ("Estou preocupado que você não está pensando direito")[12]. E porque você se importa com sua saúde mental, você acredita nele[12].

O pior é que o narcisista acredita na própria versão dos fatos — ele não está mentindo de propósito, ele genuinamente vê as coisas dessa forma[12]. Isso torna impossível confrontá-lo[12].

Projeção: Ele Bota a Culpa em Você

Projeção é quando alguém atribui a você seus próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos ruins[24]. Não é uma defesa normal — é profunda[24].

Para um narcisista, reconhecer seus próprios defeitos quebraria a imagem que ele tem de si mesmo[24]. Então ele projeta tudo — o egoísmo, a mentira, a crueldade — em você[24].

A parte importante: isso não é sobre você[24]. Você não causou a projeção, você não é responsável pelo que ele vê em você, e as coisas que ele o acusa de ser refletem muito mais sobre ele do que sobre você[24].

Triangulação: Criando Ciúmes

Triangulação é quando ele traz uma terceira pessoa para o meio (real ou imaginária) para você ficar ciumento, insegura e competindo[25]. Não é acidental[25].

Ele faz isso porque funciona: quando você fica ciumento e insegura, você fica buscando a aprovação dele[25]. Ele suga sua atenção e energia enquanto você tenta provar que é suficiente[25].

Como Se Proteger: Estratégias Que Funcionam

O Método Gray Rock: Fique Chato

Uma das melhores formas é se tornar tão entediante quanto uma pedra cinza[14][43]. O objetivo é: fique tão desinteressante que ele não quer mais se envolver com você[43].

Mantenha respostas curtas e neutras[14][43]. Quando ele quer conversar, dê respostas breves e factuais, sem detalhes[43]. Não compartilhe informações pessoais — tóxicos usam isso contra você depois[14][43]. Fale sobre clima, coisas práticas, nada de emoção[43]. Quanto menos ele sabe, menos ele tem para trabalhar[43].

Também controle seu rosto e corpo[43]. Mantenha uma expressão calma[43]. Não revire os olhos, não suspire pesadamente[43]. Fale em tom plano e desapegado[43].

Não JADE: O Poder do Silêncio

JADE significa: Justifique, Argumente, Defenda, Explique[14]. Quanto mais você explica, mais informação você dá para ele distorcer e usar contra você[14].

Mantenha a comunicação mínima[14]. Se possível, por escrito[14]. Terapeutas dizem que menos palavras = menos oportunidade dele distorcer[14]. E escrever cria um registro que ele não consegue reconfigurar depois[14].

Estabeleça Limites Firmes

Limites são essenciais[14]. Deixe claro o que você vai permitir e o que não vai[14]. Mas prepare-se: narcisistas enganosos não respeitam limites como pessoas normais[14].

Você não está aceitando disfunção como normal — você está escolhendo com o que se engaja e com o que não se engaja[14]. Assim você protege sua mente mesmo que não consiga sair do relacionamento[14].

E Se Você Está Questionando Se Você é o Narcisista?

Essa é uma armadilha comum — especialmente para mulheres empáticas, que foram programadas para carregar a culpa do abusador[32].

Faça essa pergunta: você genuinamente questiona seu impacto nos outros? Você reconhece seus erros? Você consegue se imaginar errada?[32] Se sim, você provavelmente não é narcisista[32]. Narcisistas não fazem essas perguntas porque não conseguem[32].

Na verdade, o narcisista explora exatamente isso — sua disposição de se questionar[32]. Ele te entrega sua vergonha e você recebe porque é alguém que conserta coisas[32]. Você está questionando se é narcisista não porque é, mas porque alguém manipulador conseguiu fazer você carregar a culpa dele[32].

Recuperação: Caminho Para Frente (busque o profissional para ajuda aqui)

Recuperação de abuso narcísico não é só pensar diferente — é trabalhar com seu corpo, seus relacionamentos, sua forma de pensar[22]. Terapia pode ajudar — especialmente terapia focada em trauma que processa o que você viveu[22].

Mas o trabalho real é reclamar sua capacidade de confiar em si mesma novamente[27]. Significa nomear o que foi feito, reconhecer que foi abuso, e depois escolher como seguir em frente[27].

Conclusão: Recuperando Seu Espelho

Narcisismo não é sobre ter um ego grande — é sobre ter um self frágil que se defende contra desabar[10][24][32]. O espelho que ele oferece não reflete você; reflete a necessidade dELE de validação[10][24][32].

Identificar um narcisista significa prestar atenção nos padrões, não em momentos isolados[35]. Lidar com manipulação significa se tornar estrategicamente desinteressante[14][43].

Mas mais que tudo, significa lembrar que alguém cuja ferida psicológica exige que ela esvazie a SUA, alguém cuja "cura" depende de você permanecer machucada, NÃO é seu trabalho consertar[14][30]. Seu trabalho é recuperar seu próprio espelho — aquele que reflete sua própria verdade[14][30].


BIBLIOGRAFIA

[1] Britannica. "Narcissism". Disponível em: https://www.britannica.com/science/narcissism

[2] Amaha Health. "Narcissistic Personality Disorder Symptoms, Causes and Treatments". Disponível em: https://www.amahahealth.com/blog/narcissistic-personality-disorder-symptoms-causes-and-treatments/

[4] Annie Wright. "Narcissistic Injury Explained". Disponível em: https://anniewright.com/narcissistic-injury-explained/

[6] Society for Psychotherapy. "Clinician Stigma Toward Narcissistic Personality Disorder". Disponível em: https://societyforpsychotherapy.org/clinician-stigma-toward-narcissistic-personality-disorder-implications-for-assessment-treatment-and-clinical-practice/

[10] The Brink. "Inside the Mind of a Narcissist". Disponível em: https://www.thebrink.me/inside-the-mind-of-a-narcissist/

[12] Annie Wright. "Gaslighting & The Covert Narcissist: Why Your Brain Stops Trusting". Disponível em: https://anniewright.com/gaslighting-covert-narcissist-brain-stops-trusting/

[14] Annie Wright. "How to Deal with a Covert Narcissist: Strategies That Actually Work". Disponível em: https://anniewright.com/how-to-deal-with-a-covert-narcissist-strategies-that-actually-work/

[17] Annie Wright. "4 Types of Narcissists". Disponível em: https://anniewright.com/4-types-of-narcissists/

[18] Annie Wright. "Love Bombing: The Neurobiology of the Narcissist's Trap". Disponível em: https://anniewright.com/love-bombing-the-neurobiology-of-the-narcissists-trap/

[22] Better Help. "Exploring the Concept of Narcissistic Supply". Disponível em: https://www.betterhelp.com/advice/personality-disorders/exploring-the-concept-of-narcissistic-supply/

[24] Annie Wright. "Projection & The Narcissist". Disponível em: https://anniewright.com/projection-narcissist/

[25] Annie Wright. "Triangulation & The Narcissist". Disponível em: https://anniewright.com/triangulation-narcissist/

[26] Annie Wright. "Hoovering & The Narcissist: The Pull Back". Disponível em: https://anniewright.com/hoovering-narcissist-pull-back/

[27] Annie Wright. "How to Stop Being the Family Scapegoat in a Narcissistic System". Disponível em: https://anniewright.com/stop-being-family-scapegoat-narcissistic-system/

[28] Empathi. "Trauma Bonding". Disponível em: https://empathi.com/blog/trauma-bonding/

[30] Annie Wright. "Therapist on Narcissistic Abuse Survivor". Disponível em: https://anniewright.com/therapist-narcissistic-abuse-survivor/

[32] Annie Wright. "Am I the Narcissist?". Disponível em: https://anniewright.com/am-i-the-narcissist/

[35] Annie Wright. "Narcissistic Abuse vs. Difficult Relationship". Disponível em: https://anniewright.com/narcissistic-abuse-vs-difficult-relationship/

[36] Annie Wright. "Narcissistic Abuse Cycle: Stages". Disponível em: https://anniewright.com/narcissistic-abuse-cycle-stages/

[42] Annie Wright. "The Covert Narcissist Discard: Why the Ending Feels So Confusing". Disponível em: https://anniewright.com/the-covert-narcissist-discard-why-the-ending-feels-so-confusing/

[43] Black Source Media. "The Gray Rock Method: Your Secret Weapon for Dealing with Difficult People". Disponível em: https://blacksourcemedia.com/the-gray-rock-method-your-secret-weapon-for-dealing-with-difficult-people/

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