saúde

Insônia? Temos uma live hoje a meia noite! De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 65% dos brasileiros têm baixa qualidade do sono. Do total, contudo, somente 7% procuram ajuda médica. Os tratamentos alternativos ou conjugados vêm apresentando uma ótima melhora na qualidade do sono e consequentemente proporcionando uma vida mais saudável para as pessoas que sofrem com a insônia. Em meio a tantas novidades que chegam ao mercado, a terapia combinada de Canabinoides é uma delas e, conforme estudos científicos, promete combater os distúrbios do sono com eficácia e segurança além de tratar os transtornos de ansiedade e dor crônica que normalmente vem associados às noites mal dormidas. Portanto se você está nesse grupo e busca uma solução fitoterápica e eficaz para o seu problema, o neurocirurgião e diretor científico do Sechat, Dr. Pedro Pierro juntamente com o diretor técnico da FarmaUSA, Helder Colmenero te esperam para um bate papo na “Live da Insônia”, que acontecerá hoje, as 23:59hs de quinta para sexta no instagram do @sechat_oficial em parceria com a @farmausaoficial. Não perca essa oportunidade de se atualizar! Com certeza as boas notícias farão você desfrutar de muitas noites de sono profundo.

Insônia? Temos uma live hoje a meia noite!

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Portanto se você está nesse grupo e busca uma solução fitoterápica e eficaz para o seu problema, o neurocirurgião e diretor científico do Sechat, Dr. Pedro Pierro juntamente com o diretor técnico da FarmaUSA, Helder Colmenero te esperam para um bate papo na “Live da Insônia”, que acontecerá hoje, as 23:59hs de quinta para sexta no instagram do @sechat_oficial em parceria com a @farmausaoficial.

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Os tratamentos alternativos ou conjugados vêm apresentando uma ótima melhora na qualidade do sono e consequentemente proporcionando uma vida mais saudável para as pessoas que sofrem com a insônia. Em meio a tantas novidades que chegam ao mercado, a terapia combinada de Canabinoides é uma delas e, conforme estudos científicos, promete combater os distúrbios do sono com eficácia e segurança além de tratar os transtornos de ansiedade e dor crônica que normalmente vem associados às noites mal dormidas.

Portanto se você está nesse grupo e busca uma solução fitoterápica e eficaz para o seu problema, o neurocirurgião e diretor científico do Sechat, Dr. Pedro Pierro juntamente com o diretor técnico da FarmaUSA, Helder Colmenero te esperam para um bate papo na “Live da Insônia”, que acontecerá hoje, as 23:59hs de quinta para sexta no instagram do @sechat_oficial em parceria com a @farmausaoficial.

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Carlinhos de Jesus fala da sua história de vida e do seu amor pela dança

Carlinhos de Jesus fala da sua história de vida e do seu amor pela dança

    Carlinhos de Jesus é dançarino, coreógrafo e vive da música há mais de 30 anos. Em 1991, Carlinhos foi o único dançarino popular com participação especial no Rock in Rio naquele ano.

   Para falar sobre sua carreira, um pouco de sua história de vida, a importância da dança para a saúde entre tantos outros assuntos, eu entrevistei, com exclusividade, Carlinhos de Jesus.

Você se formou em pedagogia, mas foi a dança que falou mais alto. Seu amor pela dança começou com quantos anos? Conte um pouco sobre sua história...

 R: A dança sempre fez parte da minha vida! Minha mãe contava que desde os 4 anos eu vivia imitando os adultos, e chamava atenção pelas minhas performances. Estou com 69 anos, então danço há 65 anos, rs. Lembro-me que desde os 8 anos era disputado pelas meninas nas festas. Claro que não imaginava que teria a dança como profissão, nunca frequentei academia de dança e criei meu estilo observando grandes dançarinos do subúrbio Carioca.

   - Ainda pequeno, com 9 anos, tentei pedir ao meu pai para me matricular em uma Escola de Dança, mas ele ficou irado e me matriculou em uma Escola de JIU JITSU, rs. Sou da época que havia muito preconceito com homem dançando.

   - O profissional Carlinhos de Jesus surgiu acidentalmente, há 40 anos, na casa do grande jornalista carioca Sergio Cabral, fui convidado a dar aulas para um grupo de amigos, jornalistas e artistas e não parei mais, os convites se sucederam para inicialmente apresentações de dança e após coreografias para cinema, TV, teatro, espetáculos e carnaval. Abri uma Escola de Dança e posteriormente criei a Cia de Dança que levam o meu nome.

   - No início de tudo tinha 27 anos e era funcionário público, me formei Pedagogo e exercia a profissão. Graças a Pedagogia, criei uma didática para a dança. Acreditei na sua dignificação, lutei contra os estereótipos e preconceitos, e segui em frente. Minha carreira como professor e dançarino deslanchou. Quando optei efetivamente pela dança como meio de sobrevivência, há 35 anos, a dança de salão era considerada lazer, atividade social, não era considerada uma profissão, a sociedade da época acreditava que a pessoa deveria ter um emprego formal e a dança seria um hobby ou uma segunda opção profissional.

   - Já trabalhando com a dança pude ter o contato com grandes nomes como MARIA ANTONIETA, REGINA MIRANDA, ELBA RAMALHO, ANA BOTAFOGO, MARCELO MISAILIDIS, HELIO BEJANI entre outros que me trouxeram uma outra visão da dança. Aqui.

 Quais foram os seus maiores desafios no início de sua carreira? Quais os conselhos você dá para quem sonha em ser uma referência da dança?

 R: Sou uma pessoa privilegiada. Posso dizer que estava sempre no lugar e na hora certos e os meus sonhos se superaram. Quando olho para trás e vejo a a minha trajetória de menino de família simples do subúrbio que consegue o reconhecimento do seu trabalho, só tenho que agradecer muito a Deus. Meu maior desafio, no entanto, foi deixar a minha vida estabilizada de funcionário público e optar exclusivamente pela DANÇA.

  - Atualmente quem quiser se profissionalizar tem várias possibilidades: primeiro deve procurar uma escola com referência no mercado e um bom profissional que o ajudará a conhecer e superar suas limitações. Existem Universidades que oferecem o Curso de Dança e quem tem bacharelado em Dança estará apto a montar e coreografar espetáculos; dar aulas de dança e como bailarino / dançarino ele deverá ter o seu atestado de capacitação profissional fornecido pelo Sindicato dos Profissionais da Dança do seu Estado.

    - As melhores oportunidades hoje são oferecidas para quem se capacita, e o curso superior traz um diferencial. Hoje podemos dizer que já existe a profissão de Professor e Dançarino de Salão no Brasil, nossos profissionais estão por toda a parte vivendo do seu trabalho.

 Você tem mais de 30 anos dedicados a dança de salão, tendo sido pioneiro na campanha pela valorização, respeito e profissionalização do gênero no Brasil. Como você avalia a dança no momento atual da história?

  R:  A Dança de Salão ainda “engatinha” no Brasil. Não temos patrocinadores, montar um espetáculo só com a “cara e a coragem” e no final ficar no prejuízo... Por isso vemos os grandes talentos na dança optarem por sair do país, para crescer profissionalmente e financeiramente.

  - Avalio ser necessário a desburocratização e o apoio do Governo e das Empresas Privadas para que possamos crescer. Temos talentos de sobra que acabam desistindo dos seus sonhos por ser muito difícil sobreviver de arte no Brasil.

    -  Com a PANDEMIA, que está sendo o maior desafio da humanidade, a dança que é arte de aglomeração, contato, multidão, ficou sem público. Muita Academia de Dança fechou, a minha Escola de Dança que era uma casa grande no bairro de Botafogo se transformou em um Studio em Copacabana, tivemos que nos adaptar para sobreviver e, ainda estamos tentando retomar nosso trabalho.

Como é ser referência na dança e levar a paixão pela dança, da zona sul do Rio de janeiro, para o mundo?

R: Tive muitos trabalhos que foram sucesso! Um deles, a que devo muito, é o trabalho desenvolvido com Elba Ramalho. Dancei com ela no período de 1988 a 1994 por todo Brasil e pelo mundo, uma parceria determinante para minha profissionalização e projeção. As comissões de frente no Carnaval, por se tratar de um espetáculo que é visto pelo mundo inteiro, também me ajudou a expandir a minha paixão pela dança.

Você tem uma história rica em acontecimentos apoteóticos. Em 2005 você virou biografia no livro intitulado "Vem dançar comigo" pela ‘editora Gente’. Como foi a experiência de contar a sua história e como as pessoas podem fazer para adquirir o livro?

  R:  Em 2004 a EDITORA GENTE, de São Paulo me procurou e me incentivou a escrever sobre a minha vida. Achei importante, comprei a ideia e o livro foi lançado na XII BIENAL DO LIVRO em 2005. Achava que as pessoas deveriam conhecer o artista na sua plenitude.

   - Fui autentico no meu relato, não quis colorir a minha estória. O artista tem limitação, dores, enfim sofre e é um ser humano como qualquer outro. O fato de expor meus problemas de saúde foi com a intenção de me “libertar do meu próprio preconceito” e também de ajudar pessoas que passam pelos mesmos problemas. Não teria sentido escrever um livro e omitir estas particularidades. Quis deixar um relato verdadeiro e se possível de ajuda a quebra de preconceitos. Infelizmente, hoje, o livro está esgotado e sem previsão de nova tiragem...

Qual a sua avaliação sobre a edição da Dança dos famosos 2022?

 R: Quando sou jurado observo principalmente o ritmo, entrosamento do casal e a fidelidade a dança apresentada. É necessário cumplicidade, parceria e sintonia para que haja prazer e beleza na dança. A Dança dos Famosos modificou o status da dança a dois, que era vista como “coisa de velho”, mas com a programação do Domingão do Faustão e agora Domingão com Hulk - TV GLOBO, a clientela modificou.

   - Os telespectadores se identificam muito com este quadro pois é o retrato da superação, e isto atraiu adultos e jovens para as escolas de dança. A Dança dos Famosos 2022 me surpreendeu pela qualidade artística dos participantes. Foi realmente um show de dança, cenário, figurino, os participantes se entregando literalmente.

 Para quem não sabe dançar nada é possível aprender facilmente os primeiros passos? Quais os seus conselhos?

  R: Dançar é muito fácil, ainda mais para nós brasileiros que temos a musicalidade nos nossos movimentos, nosso gingado é especial e outra coisa que ajuda muito, é o aprendizado, já que temos facilidade de assimilação é muito simples acrescentar a atividade da dança na rotina de exercícios porque dançar não tem segredo: brinco que se você faz os movimentos de levantar, sentar, andar, escovar os dentes, dar “até logo”, cruzar e descruzar as pernas, você vai aprender dançar... O necessário é motivação.

   - Temos vários exercícios para alunos com mais dificuldade e observamos que a partir do momento que ele adquire confiança e prazer com os seus movimentos o aprendizado é automático. A pessoa que dança é mais desinibida, tem mais facilidade de entrosamento e tem mais postura. Acho que estes atributos são fundamentais para o cidadão na sociedade moderna.

   - Hoje não adianta só o desenvolvimento intelectual. O profissional vitorioso é aquele que também cuida da sua saúde física e mental. Posso dizer que a dança é uma “carta de alforria” que nos liberta de preconceitos, quebra paradigmas e nos conduz para novos horizontes.

“Posso dizer que a dança é uma “carta de alforria” que nos liberta de preconceitos, quebra paradigmas e nos conduz para novos horizontes”, destacou Carlinhos de Jesus.

   Na sua avaliação, qual a contribuição da dança para a terceira idade e na saúde como um todo?

   R:  A Arte é libertadora, ela tem o poder da transformação, da comunicação, auxilia tanto os adultos quanto as crianças na sua formação, no desenvolvimento das suas habilidades, combate aos preconceitos e possibilita a interação com o mundo. Enfim a dança é extremamente importante no nosso crescimento pessoal e social. Quem dança é disciplinado e “focado”.

   - Quando dançamos é liberado no nosso organismo um hormônio chamado Endorfina que é o hormônio da Felicidade. A dança é indicada como terapia, recebemos alunos encaminhados por psiquiatras, terapeutas, ginecologistas, geriatras. Tenho vários depoimentos de idosos declarando que a dança os salvou da depressão, da solidão e que através dela conseguiram se integrar novamente a sociedade.

  -  É muito gratificante saber o quanto podemos fazer por estas pessoas que já estão fora do mercado de trabalho, aposentadas, mas com muita energia e alegria de viver. Está provado, cientificamente, que a dança desenvolve o raciocínio, a parceria, ajuda na desinibição, sociabiliza, e por ser uma atividade aeróbica ajuda no condicionamento cardíaco, muscular e esquelético. Enfim traz muitos benefícios a saúde física, mental e comportamental.

   Para finalizar, qual a sua visão sobre o racismo e a homofobia no Brasil? Quais os caminhos para se combater a discriminação e o discurso de ódio na sua concepção?

    R:  É preciso primeiramente combater o racismo estrutural, reconhecer nossos atrasos, privilégios e entender nossa posição e lugares de fala. Precisamos ser, acima de tudo, antirracistas. Assim como precisamos enfrentar a homofobia no dia a dia. Não dá mais para replicarmos comportamentos e falas homofóbicas, racistas e misóginas disfarçados de “brincadeiras”.

“É preciso primeiramente combater o racismo estrutural, reconhecer nossos atrasos, privilégios e entender nossa posição e lugares de fala”, pontuou Carlinhos de Jesus.

  -  É um longo caminho, já que a nossa história está associada à discriminação e violência. Os mecanismos de combate a toda desigualdade em que vivemos precisam levar isso em consideração.

   -  Estamos vivendo um momento de muita intolerância e irracionalidade. É assustador acompanhar o noticiário. Acho que para fazer frente a isso é necessário que nos informemos, que busquemos informação de qualidade, que saibamos o nosso papel e que votemos conscientes.

Acho que para fazer frente a isso é necessário que nos informemos, que busquemos informação de qualidade, que saibamos o nosso papel e que votemos conscientes”, afirmou Carlinhos de Jesus

A Jornada do Artista de sucesso com Carlinhos de Jesus. Acesseaqui.  Instagram. Aqui. Acesse aqui.

Especialista fala sobre os transtornos emocionais e faz um alerta

Especialista fala sobre os transtornos emocionais e faz um alerta

   Dra. Flavia Pitella é psicóloga (CRP - RJ: 05/56639),psicanalista clínica e hospitalar, professora universitária, Coach, Supervisora e Palestrante. Psicóloga Perita Judicial - Membro da IPJUD (Instituto de Psicologia Jurídica), Membro da ABOP (Associação Brasileira de Orientação Profissional), Membro da ABPSA (Associação Brasileira de Psicologia da Saúde), Membro da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), Membro da ABRAPSO (Associação de Psicologia Social), Membro da ANCP (Associação Nacional  em Cuidados Paliativos), Membro da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência) e, têm 9 Pós-graduações e 2 MBAs.   

  Com a pandemia houve um expressivo aumento das alterações de humor tais como depressão, síndrome do pânico, aumento da irritabilidade dentre outros fatores. Por estes motivos que, eu entrevistei a Dra. Flavia Pitella, para falar acerca da saúde mental. Aqui.

Como a senhora analisa a fúria e a total falta de equilíbrio emocional de muitas pessoas no mundo pós-pandemia?

R: Após dois longos anos de pandemia (anos estes que parecem ainda não ter terminado), podemos dizer que a COVID não causou apenas emergências de saúde pública na parte física e biológica da população, a COVID causou diversas sequelas em termos de saúde mental, sensação de segurança e bem-estar tanto de indivíduos quanto de comunidades.

  -  Do ponto de vista individual, a COVID gerou insegurança, confusão, isolamento emocional e estigmatizações diversas. Do ponto de vista coletivo, a COVID intensificou perdas econômicas, desemprego, fechamento de escolas e universidades, sobrecarga do sistema de saúde e até falta de insumos e afins. No entanto o que vemos em comum entre esses 2 pontos de vista é o acirramento das desigualdades econômico-sociais em países já terrivelmente desiguais, assim como o Brasil. Tais efeitos, podem ser observados numa variada de reações emocionais, como o estresse e condições psiquiátricas diversas, além de comportamentos não saudáveis (como o abuso de álcool e de drogas) e da não aderência às diretrizes de saúde pública (como a recusa de confinamento por parte dos que contraem a doença e por parte da população em geral). Muitas outras sequelas psicológicas também poderão emergir, seja da própria COVID, seja das estratégias utilizadas para mitigar sua propagação. Para tanto podemos citar exemplos como a elevação do medo e da depressão, bem como, da ansiedade, irritabilidade, agressividade, insônia, apatia, pânico e outras, associados ou não ao lockdown.

    -  Em suma, a pandemia enalteceu alarmantes implicações para a saúde individual e coletiva, além do funcionamento social, emocional e cognitivo. Urge, portanto, ações de combate imediatas em prol da conscientização da importância da saúde mental. Por isso podemos dizer que estamos vivendo, de forma intensificada, numa sociedade de risco mundial. Importante lembrar que, não bastando o elevadíssimo número de casos, mortes e infectados, os sistemas hospitalares foram praticamente destruídos, devido a um inimigo invisível que afetou corpo e mente de todos. Indispensável não levar em consideração que o impacto psicológico é mais extensivo e duradouro do que os efeitos somáticos ocasionados pela pandemia.

  -  Como a literatura científica mundial tem registrado, muitas pessoas podem morrer mais do confinamento físico e social a que são submetidas do que, propriamente, da COVID, devido ao estresse psicológico, bem como, à falta de exercício físico e de conexões sociais, além de necessitarem postergar consultas e procedimentos médicos não relacionados ao CORONAVIRUS. Outros dados também têm mostrado que o ano de 2020 registrou, aproximadamente, mais de 300 mil suicídios adicionais no mundo devido à quarentena e às crises econômicas subsequentes. Com isso, a pandemia psicológica também parece ter feito com que alguns indivíduos buscassem esconder seus medos atrás das cortinas fechadas de seus confinamentos pessoais e profissionais. Em outras palavras, ainda não conhecemos as respostas conclusivas e as soluções definitivas sobre o assunto, tampouco como lidar com futuras pandemias desse mesmo porte. Entender a psicologia da COVID é entender como os indivíduos percebem e respondem as incertezas de uma sociedade de risco mundial, o que automaticamente significa construir a resiliência para o enfrentamento de futuras pandemias. Sendo resiliência a capacidade para ajustar-se aos desafios de forma flexível, recuperando-se rapidamente da dificuldade, trata-se de habilidade específica para o futuro da humanidade, espero e acredito que a próxima década venha a ser totalmente dedicada à saúde mental.

Qual a razão de as pessoas terem se tornado tão intolerantes e agressivas umas com as outras?

R:  Diante de uma doença avassaladora como a COVID, que levou ao colapso de serviços de saúde em todo o país, este deixou rastros como mais de quinhentas mil mortes e milhões de infectados, a sociedade brasileira ainda viu emergir uma onda de intolerância que contamina as próprias relações entre as pessoas. Os reflexos podem ser vistos de Norte a Sul do país, seja em uma briga de trânsito que vira perseguição seguida de atropelamento ou uma discussão por causa do uso de máscaras que acaba em morte. Ainda que a intolerância já se fizesse presente no Brasil e no mundo desde sempre na história das relações humanas, a pandemia potencializou em muito a falta de empatia, de paciência e de respeito nas relações pessoais e nas normas de convivência.

  -  O agravamento da intolerância motivado pela pandemia ocorre porque o cenário atual funciona como um vetor da hiperindividualização, inclusive nas respostas que a sociedade tem recebido dos gestores públicos, que responsabilizam os próprios indivíduos pelo processo de prevenção e cura. O medo da morte desacopla mais ainda esse pertencimento, o que suscita uma situação que pode ter como consequência o aumento da intolerância, da violência de um contra o outro, porque as pessoas não se percebem como seres sociais de um grupo único. No entanto é indispensável ressaltar que qualquer mudança de contexto influencia a resposta emocional das pessoas diante de cada situação. Por isso, já é possível observar determinadas mudanças no comportamento das pessoas, seja no aumento na intolerância porque determinados comportamentos foram afetados pelas condições que elas são obrigadas a vivenciar.

   - O contexto da pandemia, porém, não explica toda essa intensidade da atual onda de intolerância, já que este é um comportamento social que não aflorou somente agora. Mas que, no entanto, ganha corpo em determinadas circunstâncias e períodos históricos tais como a pandemia. Esse contexto da pandemia afeta diferentes segmentos da população de diferentes maneiras, tais como o distanciamento, os protocolos de segurança sanitária e o isolamento influenciam de forma muito intensa o comportamento humano, estes são fatores que têm um efeito depressivo, o qual pode provocar ansiedade ou sofrimento psicológico em alta escala, porque o ser humano busca por natureza a socialização. Esse contexto ainda favorece para deixar as pessoas irritadas. De acordo com uma pesquisa sobre saúde mental feita pela Pfizer Brasil em parceria com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), com 2 mil brasileiros, a irritação ficou em segundo lugar, empatada com a insônia, no rol de sintomas ligados à saúde mental mais sentidos durante a pandemia. Só ficou atrás da tristeza, como mostra o quadro a seguir.

 -  Todas as alterações comportamentais afetam diretamente a irritabilidade das pessoas, e os problemas emocionais causados pela pandemia exacerbaram a intolerância. Ainda que a intolerância venha em uma onda crescente no Brasil e no mundo, como nós já víamos antes do surgimento da COVID, a pandemia foi um catalisador e potencializou em muito a intolerância dos brasileiros. Essa intolerância pode se manifestar como um ataque de fúria, tal como em brigas de trânsito, ou insubordinações às normas impostas pelos governantes para enfrentar a ameaça da COVID. O adoecimento mental da população na pandemia, e os sintomas de que algo pode estar errado com a saúde mental das pessoas afetam diretamente o comportamento humano. Os transtornos psiquiátricos vão afetar a funcionalidade das pessoas, seja no rendimento do trabalho, nos relacionamentos dentro de casa, nos relacionamentos interpessoais de forma geral. É muito mais difícil ser empático com o outro quando a gente está vivendo um momento de maior dificuldade pessoal. Mas, quando temos menos pessoas pensando no coletivo, aumenta de certa forma o sofrimento geral. A reação a esses sentimentos precisa vir, justamente, da coletividade.

 - Para driblar a intolerância é preciso trabalhar a perspectiva do “nós”, do pertencimento ao grupo. É importante ressaltar que se cada vez mais a gente individualizar as responsabilidades pelo convívio, cada vez menos vamos ter uma sociedade que cumpra regras, normas e valores que são condensados na perspectiva de vida em grupo.

Onde nasce a desestabilização emocional e como tratar a pessoa que esteja vivendo isso?

   R: O desequilíbrio emocional pode ter uma causa específica, como a sobrecarga no trabalho, o fim de um relacionamento, algum desentendimento familiar ou até mesmo a pandemia. Frequentemente pode ser causado também por diferentes fatores acumulados, que geram estresse e levam ao descontrole.

  - As pessoas que sofrem de desequilíbrio ou descontrole emocional apresentam alterações frequentes e inesperadas de humor, além de reações desmedidas às más notícias e acontecimentos inesperados. As pessoas que possuem desestabilidade emocional reagem de forma exagerada diante de um pequeno imprevisto. Tudo pode ser um motivo para o descontrole e é comum que as pessoas acreditem que essa irritabilidade seja apenas um traço de personalidade, imutável, sem perceber que sofrem de descontrole emocional. Por não reconhecerem o problema não procuram ajuda. Em alguns casos essa personalidade forte indica um transtorno de personalidade e de humor nunca tratados. Eles trazem malefícios para a própria pessoa, que sofre com o descontrole e sente muita culpa, bem como para seus amigos, colegas e familiares, que estão sempre receosos, temendo o comportamento agressivo.

-  O descontrole emocional, é caracterizado por alterações repentinas de humor, reações exageradas a imprevistos comuns do dia a dia ou comportamento apático com relação a situações importantes. Geralmente, acontece quando o indivíduo está enfrentando episódios de muito estresse, de frustração e também pode estar relacionado a aspectos da criação da pessoa. Pode ocasionar episódios de raiva que resultam até em situações de agressão física ou automutilação. Entre os sintomas estão presentes a insônia, a irritabilidade, a dificuldade de concentração, que pode levar à improdutividade e consequentes cobranças que elevam os níveis de ansiedade, aumentando ainda mais a improdutividade. Ainda como consequência da sobrecarga emocional, podem aparecer sintomas físicos, como dores de cabeça, dores musculares e problemas gastrointestinais. Esses sintomas são somáticos, portanto, ao procurar um médico não se descobre uma causa orgânica.

 - Para tratar é indispensável conhecer as causas do problema: identificar e entender o que está causando o desequilíbrio emocional é um passo muito importante para o tratamento. Assim, com a ajuda de um profissional qualificado, será possível encontrar maneiras de lidar melhor com esse sentimento. É importante também ter consciência da importância do autoconhecimento e da autoconfiança, há que ambos são fundamentais para controlar os sentimentos. Dessa forma, será possível saber o seu potencial para enfrentar essa situação. Evidentemente que pensamento positivo é indispensável, já que pensamentos negativos possuem muito controle sobre nossos sentimentos, por isso ser otimista sempre que puder ajuda demais o nosso sistema imunológico e saúde mental. Outra dica imperdível é saber desenvolver maneiras de estar no controle de suas emoções, pois com a ajuda de um profissional, é possível desenvolver a inteligência emocional, a qual ajudará a entender e controlar os sentimentos. Por fim, lembrar que esse sentimento é inerente às características emocionais dos seres humanos, é primordial.

Casos de depressão aumentaram em razão do que chamam de um vazio existencial. O que a senhora pensa e explica sobre essa questão?

 R:  O vazio existencial é um sentimento de apatia e desmotivação que faz com que as pessoas deixem de ver sentido em suas vidas. As vezes ele surge do nada, outros casos são experimentados por indivíduos que sofreram acontecimentos marcantes negativamente, como uma separação ou a perda abrupta de um ente querido, e atualmente até mesmo como sequela do pós-pandemia.

   - Geralmente, o contexto em que a gente vive acaba tendo maior peso nas horas que esse sentimento se manifesta, isso porque muito do que vivenciamos diariamente tem impacto nas nossas emoções. Essa sensação de que nos falta algo que não se sabe o que é geralmente nos pega desprevenidos. Esses, no entanto, não são os únicos momentos em que esse sentimento nos acomete. O vazio existencial traz muitos problemas para o nosso dia a dia, mas os comportamentos e sintomas que manifestamos podem ser os mais variados possíveis. Muitos deles estão relacionados a negatividade e a não vontade de fazer certas coisas, pontos esses que são muito semelhantes aos sintomas da DEPRESSÃO, por exemplo. Algumas pessoas conseguem percebê-lo mesmo estando em uma multidão. Um dos fatores que potencializa o vazio existencial é a sensação de que a vida não tem propósito, como se o passar dos dias fosse apenas para estudar, trabalhar, pagar contas, ter alguns momentos de prazer e envelhecer. Algumas pessoas podem ter o olhar cristalizado e embrutecido pela rotina, focando-se unicamente nas questões de ordem prática e, na mesma medida, deseducando o olhar para enxergar encantamentos nas situações cotidianas. Outra questão atrelada ao vazio existencial é a dificuldade de encontrar e entender os papéis de cada um dentro da sociedade.

   - O vazio ecoa de dentro pra fora abalando todas as áreas da vida dessa pessoa. Isso atinge seus comportamentos, suas escolhas e, principalmente, sua relação pessoal consigo mesma, afinal ela se desconecta de toda e qualquer coisa mais interna. É um sentimento que abala todo o dia a dia da pessoa, porque ela fica se sentindo perdida, com medo e completamente travada pelas próprias emoções. Muitas pessoas descrevem a sensação como algo pesado, sufocante, que gera ansiedade e, em alguns casos, pode até levar à DEPRESSÃO. Não é fácil passar pelo processo do vazio existencial, afinal ele suga todas as suas energias com esses questionamentos constantes. As perguntas que esse vazio pode trazer são infinitas, porque todas elas traduzem o estranhamento e a insegurança que aquela pessoa está vivendo no momento. Isso sufoca muito, porque a pessoa sente que está sem rumo para seguir, além de se sentir completamente solitária, desamparada e incapaz de tomar as próprias decisões. Esses comportamentos que se tornam tóxicos para ela e para as relações que ela constrói ao seu redor, já que passa a se afastar, a se fazer mais ausente com relação aos seus amigos e familiares.

   -  Além disso, alguém que enfrenta esse tipo de problema pode acabar buscando outras coisas para preencher esse “vazio”, seja em pequenos vícios como o cigarro ou o consumismo de compras ou outros mais pesados, como o uso de drogas. Lidar com o vazio existencial vai muito além de abraçar a sua situação e os seus medos. Se precisa, primeiramente, entender o significado desse vazio existencial e os motivos que te levaram até ele. Isso porque é uma sensação que vai ocupar grande parte do seu dia a dia, abalando o seu psicológico consideravelmente e te deixando muito mais inseguro. Entender a origem do problema é encarar a essência dele, isto é, combater a raiz da questão para evitar que o sentimento de vazio retorne.

   - É possível fazer isso desenvolvendo melhor uma autoconsciência emocional, o que significa nada mais é do que a sua percepção interna, o seu olhar analítico interior, que vai fazer com que você entenda porque age de determinado jeito e os motivos que te levam a se sentir inferior, triste ou tudo que for negativo. Esse é um exercício que demanda certa energia também, mas ele é eficaz e te permite entender detalhes sobre suas limitações, sua personalidade e até seus traumas mais antigos, de preferência tudo trabalhando em psicoterapia. Pessoas que não enfrentam o vazio existencial também devem tentar praticar a sua autoconsciência, afinal é sempre interessante compreender mais profundamente sobre si mesmo. Contudo, aqueles que lidam com a síndrome do vazio podem e devem realizar esse exercício, porque isso dará mais estabilidade para que elas voltem a buscar aquilo que gostam de fazer e sentir. Outro ponto importante a ser trabalhado, é a prática da autoaceitação.

   - Muito se fala sobre se conhecer e se cuidar, mas pouco se toca na questão do próprio reconhecimento. Aceitar a si mesmo é um obstáculo difícil, especialmente em tempos onde gostamos de nos comparar com outras pessoas nas redes sociais ou em qualquer espaço mais expositivo.

  - Entretanto, quando tocamos na saúde mental, é preciso se desprender dos padrões de aparência, de qualidade de vida e sociais que vemos por aí. Esses são rótulos que só demonstram a fragilidade e carência que nossa sociedade tem enfrentado nos últimos tempos, com todo o avanço das tecnologias, aumento de informações e acessos. O jeito mais eficaz e rápido de superar o vazio existencial de vez e não apenas conviver com ele é ter AUXÍLIO PSICOLÓGICO. Porém muitas pessoas acham que PSICOTERAPIA serve somente para dúvidas cotidianas, transtornos de ordem mental e problemáticas nas relações, mas ela pode ajudar em muito mais coisas do que se imagina. A terapia, quando feita com um profissional qualificado e ético, é responsável por te deixar confortável em um ambiente de diálogo e resolução de questões tanto internas, quanto externas. Ela tem um poder de análise muito grande, o que garante que seus problemas sejam ouvidos e trabalhados até que você mesmo encontre soluções.

Pessoas estão, inclusive, fazendo uso de cigarros eletrônicos para conter ansiedades e se tornando viciadas. O que é e qual o grau de prejuízos o cigarro eletrônico pode gerar nos jovens?

 R:  O cigarro eletrônico contém um cartucho que armazena nicotina líquida, água, substâncias aromatizantes e solventes, como glicerina e propilenoglicol. De acordo com a OMS, toda e qualquer forma de nicotina causa dependência. Embora tenham sido introduzidos no comércio como uma alternativa para os cigarros convencionais, seu uso se popularizou, especialmente entre os jovens. No entanto, ainda não há estudos que comprovem a eficiência contra o tabagismo ou mesmo a segurança do seu uso. Ainda assim, pesquisas apontam que os dispositivos podem fazer mal à saúde, mesmo no caso das opções sem nicotina e mesmo que possam ser menos nocivos que os convencionais, já que não produzem alcatrão ou monóxido de carbono, que causam doenças pulmonares e câncer.

   -  De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o vapor emitido pelos aparelhos pode causar ou aumentar as chances de infecções pulmonares (como enfisema pulmonar). O Inca reforça que os dispositivos não são seguros, podendo também causar dermatite, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer. Além disso, o Instituto alerta para o risco de experimentação do cigarro convencional, que pode ser três vezes maior para pessoas que usam cigarro eletrônico. Sendo quatro vezes maior o risco de que a pessoa se torne usuária do cigarro convencional, o que acarretaria outros prejuízos à saúde, já conhecidos e relacionados à prática. Entre os jovens, pelo menos 1 a cada 5 jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletrônicos no Brasil, ou seja, 19,7%.

  - Os jovens começam a usar o produto pelos mesmos motivos que as pessoas começavam a fumar cigarro no passado, necessidade de aprovação e de se enturmar. Existe a falsa impressão de que o dispositivo é menos danoso à saúde, mas a médica explica que, no caso do cigarro eletrônico, o maior risco não está associado à nicotina e sim em aspirar outras substâncias presentes no aparelho, como determinados metais pesados. Mesmo que a venda do produto seja proibida no Brasil desde 2009, é fácil encontrar cigarros eletrônicos sendo comercializados.

   - Ainda existe um pensamento disseminado entre os jovens e consumidores de cigarro eletrônico ou vaping que a utilização do cigarro eletrônico não causa danos ao organismo. Entretanto, como dito acima, além da dependência à nicotina, as várias substâncias contidas no dispositivo podem causar doenças específicas. Há pouco tempo houve o surgimento em dezenas de consumidores, inicialmente nos Estados Unidos, mas também, posteriormente, em outros países, de um quadro clínico grave de lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, chamado pela sigla em inglês de EVALI, com alto grau de mortalidade aparentemente associada ao óleo adicionado ao dispositivo de vaping.

   - Têm sido descritas outras doenças cardiovasculares e doenças pulmonares. Está muito claro, atualmente, que o tabagismo ou a vaporização de substâncias por meio do cigarro eletrônico são fatores de risco evitáveis e responsáveis por mortes, além de demandar alto custo para o sistema de saúde e diminuir a qualidade de vida do cidadão e da sociedade. Já foi constatado que o uso de cigarros eletrônicos aumenta a chance de iniciação do uso do cigarro convencional entre aqueles que nunca fumaram. A iniciação com cigarro eletrônico entre os jovens se dá pela necessidade de inserção no grupo, por acreditar que ele não é nocivo e pelos diversos sabores colocados à disposição do jovem usuário. Como todos eles têm um alto teor de nicotina, à medida que o tempo passa o jovem passa a ficar dependente da nicotina, como são os fumantes de cigarro convencional.

    -  Em acréscimo, os cigarros eletrônicos apresentam a facilidade da nicotina ser aumentada gradativamente, levando à dependência e à busca de outros produtos que contenham tabaco. O Brasil dispõe de um sistema de pesquisa e vigilância que possibilita a produção de estimativas nacionais e regionais sobre o uso do tabaco, exposição ambiental à sua fumaça, cessação, exposição à propaganda pró e anti tabaco, conhecimentos e atitudes, preço médio e gasto médio mensal com cigarros industrializados, dentre outras informações, o que possibilita o controle e a prevenção contra o tabagismo. A porcentagem de fumantes no Brasil vem diminuindo progressivamente, tendo caído de 33,6% em 1990 para estes números atuais. O Brasil é considerado como o país que mais rapidamente vem diminuindo o número de fumantes no mundo.

Como as pessoas podem fazer para terem um atendimento com a senhora, quais as suas páginas?

 R: PROJETO TERAPIA PRA TDS - fundado em SET/15 e suas equipes coordenadas pela Psicóloga Fundadora e Coordenadora Flavia Pitella (CRP:05/56639), psicóloga esta que tem como lema: “SAÚDE MENTAL é um direito de TODOS e deve ser acessível à TODOS”.

#TERAPIAPRATDS

Atendimentos Presenciais (São Paulo e Rio de janeiro) ou ONLINE

Instagram da Dra Flavia Pitella – Terapia para todos. Aqui.

Site Terapia para todos. Acesse aqui.

E-mail:  terapiapratds@gmail.com

João Costa - jornalista. Instagram. Aqui

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Dismorfia Corporal – Como você se vê?

O transtorno dismórfico corporal ou a dismorfia corporal ou simplesmente TDC é caracterizado pela preocupação da pessoa com um ou mais defeitos em sua aparência física, que não é aparente ou aparente ligeiramente para as demais pessoas. Essa preocupação deve causar incômodo à pessoa, causando-lhe sofrimento significativo, incapacidade de interação social, ocupacional, acadêmica ou qualquer outra forma que a influencie negativamente. Os pacientes com a dismorfia corporal acreditam equivocadamente que as pessoas ao redor estão observando-as e tecendo comentários ruins sobre seus “defeitos”, zombando.

Arquivo - Dr. Marcio Renzo

Alguns comportamentos são observados repetida e excessivamente nesses pacientes, como: olhar no espelho, comparar sua aparência à de outras pessoas, observar variações de tamanho de partes do seu corpo (como orelhas, nariz, mamas, glúteos, pernas, etc...), higiene e roupas, etc. Em homens há um destaque para a comparação relacionado à musculatura e magreza.

É importante destacar que os comentários que esses pacientes fazem a seu próprio respeito vêm acompanhado de expressões, como: horríveis, deformadas, repugnantes, feias, etc., sempre de modo depreciativo. Este comportamento é mais comum nas mulheres, porém também afeta homens. Cerca de 1,7 a 2,9% das pessoas tem esse tipo de transtorno.

Outros comportamentos compulsivos podem ser observados, como o de higiene excessiva que chegam a causar escoriações na pele (tentam remover os defeitos), puxar ou arrancar os cabelos, trocar de roupas, usar chapéu, deixar a barba, enfim tentam camuflar seus defeitos. Muitos desses comportamentos trazem insegurança aos pacientes, que buscam muitas vezes o isolamento social, que nos traz outra preocupação: a depressão e as ideações suicidas. Cerca de 80% das pessoas que possuem este tipo de transtorno têm esses pensamentos e cerca de 30% efetivamente atentam contra a própria vida.

O transtorno dismórfico corporal tem uma relação muito próxima aos transtornos alimentares (principalmente a anorexia nervosa) e ao transtorno dismórfico muscular (também conhecido como Vigorexia), que atinge principalmente os homens. Este transtorno causa a insatisfação com a aparência muscular, fazendo com que o indivíduo busque meios extremos para que sua formação muscular aumente, porém sem sucesso, pois nunca atingem suas próprias expectativas.

Outro ponto, apesar de não se ter muitos estudos que tratam sobre a influência das redes sociais neste tipo de transtorno, pode-se deduzir que elas também podem contribuir para que surjam comparações e afete ao paciente.

O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é o líder mundial em cirurgias plásticas em jovens. Nos últimos 10 anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 aos 18 anos.

É importante citar estes dois fatores, pois o paciente de TDC tende a se comparar com imagens de celebridades em revistas (mais antigamente) e em redes sociais, este comportamento até recebeu um apelido: “A Dismorfia do Snapchat”. O profissional de saúde deve estar atento, pois muitas vezes os padrões de belezas buscadas por esses pacientes nunca serão atingidos. Hoje os filtros de aplicativos estão tão avançados que distorcem a imagem real das pessoas e tais alterações não são viáveis cirurgicamente falando, além de expor o paciente à risco desnecessário, caso queiram realizá-las.

Portanto, devemos estar atentos a esses comportamentos e ao percebermos que estão ocorrendo com frequência, procurar um profissional habilitado.

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Fisioterapia Esportiva – das lesões ao sucesso, com saúde

Por: Dr. Márcio Rogério Renzo

A prática de exercícios físicos sempre é relacionada à saúde. Mas quando esta prática não é supervisionada ou extrapola o limite do atleta/pessoa ocorre a lesão. É importante entender que a prática de qualquer esporte, seja de final de semana ou de alta-performance, exige que sejam observados vários fatores, como: alimentação adequada, objetivo do treino, posturas envolvidas na prática, cronograma de evolução, metabolismo do praticante, entre outros, que se não observados predispõe o praticante à lesão.

A prática de esportes de alto desempenho é diferente do esporte praticado por pessoas, ditas normais. Como o próprio nome diz, esporte de alto desempenho ou alta performance busca a redução de tempo de uma atividade, o ganho de posições em ranking, superar os adversários, superar barreiras e limites, e isto envolve a principal causa de lesão neste tipo de esportista: a sobrecarga. Esta vem de forma repetitiva, acentuando o desgaste natural, que leva o praticante a ter dores e deformações.

Quando pretendemos começar a praticar um esporte é essencial que vejamos quais características são necessárias para a prática e se temos o perfil para tal atividade. Esportes de contato (como artes marciais, futebol, basquete e outros), geralmente exigirão maiores esforços de nosso corpo. Nos esportes individuais, onde não há contato com outro objeto ou pessoa, a sobrecarga geralmente virá da busca por resultados melhores e sua repetitividade.

Desta forma, o aspecto preventivo da fisioterapia esportiva é essencial para preparar este indivíduo para o esporte, seja no aspecto para o ganho de desempenho ou como coadjuvante do tratamento médico, caso haja lesões, para uma recuperação mais rápida e eficiente.

O trabalho executado pelo fisioterapeuta do esporte está relacionado diretamente ao praticante e o tipo de esporte escolhido, pois o ajudará durante toda a preparação e execução dos movimentos do esporte, isto é, trabalhará na fase estática e na reeducação de todos os movimentos motores específicos para a modalidade escolhida.

Preventivamente o foco da fisioterapia muda. Habitualmente a fisioterapia tem seu objetivo voltado para o tratamento das lesões já existentes. No esporte, este foco muda totalmente. Nessa situação, o foco é o potencial risco para as lesões musculares e articulares. Em uma atividade esportiva, nosso aparelho musculoesquelético sofre simultaneamente ações de sobrecarga posturais, forças diversas sobre as articulações, além da repetitividade aliada ao tempo em que esse ciclo é ativado. Daí a importância do profissional de fisioterapia para minimizar ou evitar que tais lesões aconteçam e se acontecerem, que o restabelecimento às atividades seja o mais breve.

Apesar da atividade esportiva ser complexa, em termos de execução de movimentos e componentes do corpo humano envolvidos, existem apenas sete mecanismos de lesão, são eles: o contato, sobrecarga de movimento, excesso de uso, vulnerabilidade da estrutura, falta de flexibilidade, desequilíbrio muscular e o crescimento rápido.

Portanto, antes de iniciar uma atividade esportiva procure um profissional capacitado para orientações, e se já pratica um esporte e quer evoluir na prática buscando um alto-rendimento é essencial que seja acompanhado por profissionais especializados.

Bom treino!!

Dr. Márcio Rogério Renzo

Fisioterapeuta. Pós-graduado em Neuropsicologia e Geriatria e Gerontologia, Psicanalista, Pós-graduando em Oncologia e com diversos cursos na área de saúde. Capitão do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Pautas ligadas à saúde e bem-estar e podcast também sobre saúde e bem-estar. Possuo diversos artigos publicados, participações em programas e entrevistas em vários veículos de comunicação

Cirurgiã dentista revela os segredos da Odontologia Integrativa e dá dicas importantes

Cirurgiã dentista revela os segredos da Odontologia Integrativa e dá dicas importantes

Dra. Elizangela Parron éformada em Odontologia pela Unaerp, Pós graduada em Harmonização Orofacial com extensão em Tampa - Estados Unidos, Pós graduada em Ortopedia funcional dos Maxilares e Ortodontia, Pós Graduada em Reabilitação e estética Oral, Pós Graduada em Odontologia Biológica e saúde Integrativa com estágio em Deerfield - Flórida, com especialização em Terapia Neural e em Periodontia.

   Em meio a um contexto de inovações, nada melhor do que trazer para o centro das atenções, a odontologia integrativa. Foi pensando nisso, que eu entrevistei, com exclusividade, a Cirurgiã dentista, Dra. Elizangela Parron.

O que é odontologia integrativa? Qual a diferença entre a odontologia integrativa e a odontologia tradicional?

R: É ver o ser humano como um todo. Corpo, alma e mente. Diferenciando-se da odontologia tradicional onde se trata apenas o sinal do problema.

- A odontologia integrativa veio remodelar e reunir novos conceitos, reafirmando, na prática clínica, a importância da relação entre o paciente e os profissionais de saúde, avaliando a pessoa em seu todo, de forma holística, trabalhando por evidências científicas, buscando tratar a causa dos problemas.

Para que serve a odontologia integrativa e quais as principais técnicas que são adotadas?

R: Serve para entrar na busca da fonte do problema, onde iniciou o processo de adoecimento. Para isso avaliamos exames laboratoriais, de imagem, exames biofísicos e clínicos. Além de voltar à atenção para a alimentação e até nível de estresse que envolve o problema.

   - São técnicas individualizadas trazendo junto as Práticas Integrativas Complementares (PIC’s) que são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Medicina Tradicional e Complementar e Integrativa, e essa abordagem busca ativar os mecanismos naturais de prevenção.

Qual a relação da saúde bucal com os demais órgãos do corpo e sua relevância dentro do contexto da odontologia integrativa?

R: Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, praticada há mais de 3.000 anos, todos os nossos dentes têm uma íntima relação com os nossos órgãos. À distância, essa ligação é feita através dos meridianos do nosso corpo, o que fecha com o olhar da odontologia integrativa

Quais são os tratamentos abrangidos pela odontologia integrativa?

 R: Na odontologia, somos apoiados pelo Conselho Federal de Odontologia em procedimentos tradicionais até Laserterapia, Fitoterapia, Hipnose, Terapia floral, Odontologia Hospitalar, Odontologia Antroposófica e Ozonioterapia.

Como funciona este atendimento, ele pode ser feito a distância?

R: Podemos sim, fazer o atendimento on line, pois conseguimos solicitar os exames de imagem, biofísicos e de sangue. Com isso temos material suficiente para fazer uma excelente consulta de diagnóstico.

Quais são os contatos e páginas por meio dos quais as pessoas podem procurar pelo atendimento da senhora?

R: Através do meu Instagram. Acesse aqui e no  WhatsApp (11) 94744-2011.

Instagram@joaocostaooficial

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Projeto Vibrar com Parkinson – O melhor remédio é a informação

O Vibrar com Parkinson, idealizado pela cientista e pesquisadora Dra. Danielle Lanzer, diagnosticada com Parkinson de Início Jovem, aos 36 anos de idade, teve seu início em julho de 2014. O "ponta pé" inicial da campanha de divulgação da doença de Parkinson foi dado com o apoio, da modelo e apresentadora Daniella Cicarelli, que vestiu a camiseta do Projeto e permitiu a divulgação em redes sociais.

Quatro meses depois,  o projeto recebeu o apoio do ator Raphael Montagner, que se tornou padrinho do Vibrar com Parkinson.

 No site do projeto (www.vibrarcomparkinson.com.br) há informações sobre a doença. 

De acordo com Organização Mundial da Saúde, o Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa que mais acomete a população mundial: 1 caso a cada 500 pessoas.

A doença foi descoberta por Dr. James Parkinson em 1817, sendo chamada de Paralisia agitante. Anos após a morte de James Parkinson, o neurologista Jean-Martin Charcot homenageou o médico, sugerindo o nome de Doença de Parkinson. A tulipa foi definida como simbolo da doença de Parkinson, porque um floricultor holandês, portador da doença, nomeou de Dr. James Parkinson uma nova variedade de tulipa vermelha.

A doença pode causar diversos  sintomas, os principais para definir o diagnóstico são: Lentidão, Tremores, Rigidez e alteração postural. Ainda sem cura, a doença pode ser tratada com a combinação de diferentes abordagens que incluem: medicamentos, cirurgia, terapias, atividade física, entre outros.
Atualmente vários famosos já aderiram a campanha.

"O melhor remédio é a informação"!

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LANÇAMENTO – Revista Digital Vi MAGAZINE

Janeiro de 2022!

Este é o ano das efetivações, das conquistas e das novas realidades.

Depois de um vasto tempo de planejamento, finalmente conseguimos reativar um projeto que já existiu no passado e que agora volta todo repaginado, com cara nova, muito atual e com o compromisso de levar conteúdo de qualidade e diferenciado ao nosso leitor.

 Vi Magazine nasce de um projeto que há alguns anos foi idealizado e cuidadosamente planejado, porém, ficou “engavetado” para que pudéssemos assessorar outras empresas e também ajudar a dar um “up” em outras revistas.

 No entanto, depois de um certo tempo, tiramos nosso projeto “da gaveta” para efetiva-lo (coisa que já deveria ter feito). Mas, como tudo na vida tem seu momento certo, chegou a hora da Vi Magazine acontecer. Inclusive, não poderia ter chegado em um momento mais adequado, quando todo o mercado está em busca de formatos digitais para os seus negócios. De olho nesse movimento, aplicamos esse novo cenário em nossas ações.

Com o propósito de ser porta voz do mundo das celebridades, dos grandes eventos, acontecimentos importantes e das personalidades, traremos os mais variados assuntos que estão ligados à moda, saúde, beleza, bem estar, gastronomia, negócios, empreendedorismo, grandes eventos, mercado do luxo e muito mais para você que tem bom gosto e aprecia ficar bem informado com o que acontece ao seu redor.

Já disse o teólogo e médico alemão, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Albert Schweitzer, “dar o exemplo não é a melhor maneira de conquistar as pessoas. É a única”. Desta maneira, a Vi Magazine vem para ser referência e para a prática diferenciada.

Não é sobre apenas fazer uma revista. É sobre ter a capacidade criativa e bom gosto, que prevalecem e é o nosso diferencial. É sobre dar qualidade ao nosso leitor. Queremos com isso dar exemplo de qualidade e diferencial criativo para o exercício da boa leitura, para o conhecimento e para que o público se inspire no que vamos lhe oferecer.

 Se eu tiver que dar apenas um conselho para aqueles que tem um projeto em mãos e quer fazer dele uma grande conquista, eu digo: Faça! Corre atrás, torne-o realidade. Não abra mão do seu projeto para agradar os outros ou para beneficiar outras pessoas, eles não irão reconhecer seu potencial. Seja referência dando exemplo para outras pessoas mostrando suas competências, seu conhecimento, sua criatividade e será notado, sim!.

Então seja o protagonista da sua própria história, para isso ouse e arrisque-se a fim de fazer as coisas acontecerem. Faça valer a sua conquista fazendo sempre melhor.    Finalizo cumprimentando todos os colaboradores, colunistas e aqueles que acreditam no nosso projeto desejando um Feliz Ano Novo e Boas realizações!

Para boa Leitura da revista só clicar em Revistas no Menu Principal ou, ir abaixo no portal onde está a capa que direcionará você à revista.
Ou no link: https://vimagazine.com.br/?page_id=629

Viviane de Oliveira – Diretora Presidente do Portal e Revista Vi Magazine
Media Office – Agência de Comunicação
Vi Model – Agencia de Modelos

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FESTAS DE FIM DE ANO EXIGEM CUIDADOS PARA EVITAR ACIDENTES

Mesmo com todos cuidados que devem ser tomados, durante as festas de final de ano, muitas pessoas pretendem se reunir para comemorar e festejar, mas é preciso ficar atento para evitar acidentes domésticos. Os médicos membros da Associação Brusquense de Medicina – ABM, José Cyro de Moura Gomides, gastroenterologista e Presidente da Sociedade Catarinense de Gastroenterologia e Welenton Ausebel Teixeira Heringer, que atua na área de emergência, descrevem algumas dicas importantes.

Segundo o gastroenterologista, neste período de festas as pessoas costumam ingerir alimentos e bebidas que não fazem parte do seu dia-a-dia, tais como frituras, gorduras, doces, sorvetes, embutidos, enlatados, refrigerantes e, principalmente, bebidas alcoólicas. Esses exageros podem ocasionar inflamações no estômago (gastrite), no esôfago (refluxo), diarreia, distensão abdominal por gases, flatulência, dores abdominais, mal estar e, se exagerar em alcoólicos, até inflamação no pâncreas (pancreatite), embora seja raro. “Esses exageros de fim de ano, podem agravar doenças pré-existentes, como diabetes, hipertensão arterial, gota, insuficiência renal, doenças inflamatórias intestinais e inúmeras outras. Além disso, várias pessoas fazem uso crônico de medicamentos e, associação com fórmulas pra “evitar” ressaca e prevenir mal estar, podem conter anti-inflamatórios (como Diclofenaco , AAS , Ibuprofeno , etc) , que tem potencial agressão ao trato gastrointestinal, podendo ocasionar gastrites, úlceras ou até hemorragias”, ressalta o médico.

Para evitar este tipo de problema que pode estragar o encontro com familiares e amigos, o doutor Cyro, dá ainda algumas dicas fundamentais, como uma correta reposição de líquidos, principalmente água; cuidados com alimentação, ingerindo mais frutas, evitar excesso de frituras, gorduras e bebidas alcoólicas; fazer exercícios aeróbicos, tais como esteira, bicicleta, caminhadas e corridas, que ajudam a controlar a pressão, o sono e o diabetes, além de melhorar nossa capacidade cardiorrespiratória.

ACIDENTES DOMÉSTICOS

O médico Welenton Ausebel Teixeira Heringer, que atua na área de emergências, destaca que, infelizmente, são comuns no fim de ano, os casos de acidentes domésticos envolvendo engasgos e cortes, além das queimaduras e exposição ao sol. Nestes casos, é preciso cuidado ao prestar os primeiros socorros e sempre chamar com urgência o atendimento de emergência, seja no número 192 ou 193. Segundo ele, “em caso de afogamentos que podem acontecer tanto na praia quanto na piscina ou em casa é importante pedir ajuda de alguém que esteja próximo e remover a pessoa da área alagada para uma superfície mais firme. Caso ela respire e tenha um reflexo de tosse, é preciso deixar a pessoa tossir, para poder expelir a maior quantidade possível de água e se ela apresentar períodos de inconsciência, é necessário usar a manobra de (RCP) com duas ventilações de boca a boca e massagens cardíacas. E não esqueça de chamar os serviços de atendimento de emergência”.

Durante o fim de ano podem ocorrer alguns engasgos em crianças e adultos, onde será necessária a utilização da chamada manobra de Heimlich, que consiste em realizar pressões abdominais para expelir o objeto. Já em gestantes e pessoas obesas essa mesma técnica pode ser utilizada, porém no tórax, e em crianças, normalmente as técnicas mudam, por isso, o aconselhável é que se faça um curso de primeiros socorros, para contribuir rapidamente e com segurança na realização destes procedimentos.

Ainda de acordo com o médico, em caso de ferimentos com facas e vidros, deve ser feita a limpeza do local com bastante água e sabão, usando também alguns anticépticos locais. No caso de sangramentos importantes, deve ser realizada uma compressão direta da ferida com os dedos da mão e pano limpo, até a chegada do serviço de emergência.

As queimaduras também são comuns neste período, então o fundamental é lavar bem a área afetada por cinco minutos somente com água e evitar o uso de qualquer material irritante pra pele. Caso ainda tenha contato com o objeto queimado como roupa, anel, corrente ou cueca, deve ser removido e feito o resfriamento da área queimada com gelo, desde que esse esteja protegido por plástico e um pano por cima da pele para que não ocorra um choque térmico. “Se tiver contato com algum tipo de explosão, que tenha queimado nariz, boca, olho ou pescoço, deve ser acionado o serviço de emergência 192 ou 193 ou procurar atendimento médico. Já com as queimaduras solares, são necessários bastante líquidos para hidratação e protetores solares para prevenção”, reforça o médico Welenton Ausebel Teixeira Heringer.

Outro alerta é sempre usar calçados, sendo chinelos ou sandálias, para evitar os vidros quebrados nas areias e nas calçadas, para não provocar ferimentos nos pés. Além disso, deve se evitar o uso de fogos de artifício, pois ocorrem alguns acidentes como mutilação e queimaduras. Caso utilize, o mesmo deve ser usado conforme manual de instruções do fabricante.

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O que se leva de 2021?

Nem parece, mas, já se vai mais um ano. Foram 365 dias intensos, de oportunidades, de conquistas, derrotas, choros, sorrisos, mas, a vida é justamente isso, essas alterações diárias que fazem dela tão interessante. Mas, o mais legal desse ano é que estamos ainda aqui, para sentir e ver tudo isso que nos é proporcionado. E isso já é um enorme motivo de agradecer!

Mais um ano intenso, marcado por uma pandemia que revirou a rotina da grande maioria das pessoas, que se aproxima do fim. Nos últimos meses ainda as atenções estiveram voltadas para conter o impacto da disseminação do coronavírus e reorganizar uma rotina possível e compatível com a intensidade do momento vivenciado. Foram muitas as adaptações necessárias nos âmbitos de trabalho, família, lazer, e no próprio sentido de identidade - como se reconhecer em meio a tantas mudanças? Tudo isso veio com algum grau de estresse, medo, preocupação, cansaço, acúmulo de funções e tarefas além de outras sensações, talvez nem todas nomeáveis até o momento.

Mas, começamos a ver a luz no fim do túnel com o retorno de algumas atividades que fizeram nos sentir, no mínimo, VIVOS. E esse é o mundo que queremos de novo com liberdade, poder abraçar, expressar o amor da forma mais pura. Ano passado, no fim do ano, escrevi sobre isso e agora novamente, espero que no final de 2022 as coisas tenham mudado.

O que fazer diante de tudo isso? Aumentar o número de atividades prazerosas pode auxiliar a lidar com o estresse, mas não basta. Até porque em muitos casos, existe uma saturação de atividades a serem realizadas a cada dia. Destinar um tempo para cuidar do corpo, praticar esportes, cuidar da alimentação, são estratégias fundamentais, mas, precisam estar alinhadas as particularidades da vida de cada um.

Se por um lado é importante reavaliar prioridades, por outro também é preciso reconhecer, acolher e respeitar limitações. Mesmo com muito desejo e investimento, nem sempre é possível conciliar tudo e dar conta de todas as atividades como se espera. Ter cuidado com expectativas muito elevadas e com a autocrítica em excesso, exercitar o autoacolhimento e avaliar o que é possível naquele momento facilita uma atitude positiva diante da vida.

Eu ouvi semana passada de uma amiga que o natal dela seria péssimo, pois está desempregada, eu disse: avalia quanta gente gostaria de ter alguém ao lado nesse natal e perdeu nesse ano, você tem toda sua família e ela respondeu: Mas ainda assim, passar o natal desse jeito é péssimo. Ou seja, as pessoas estão tendo mais um ano de oportunidades de ver o quanto de valioso tem em suas vidas e não percebem, amanhã não existe...

Vale lembrar que identificar as mudanças necessárias e aceitar o que não é possível modificar não é uma tarefa fácil. Hoje consigo ver as coisas com tamanha importância, coisas que não via assim há alguns anos, uma pela idade mesmo, pelas peças que a vida nos prega e outra por investir em mim. Por isso, é importante investir em autoconhecimento já que este possibilita maiores chances de construir uma vida valorosa e consciente de ações e escolhas, trazendo a sensação de maior controle sobre a vida. Trata-se de perceber quais ideias ou percepções cada um tem sobre si mesmo, valores pessoais, padrões de reação frente às situações, emoções predominantes, organização da rotina, quais hábitos são mantidos, com o propósito de valorizar aquilo que tem sido positivo e perceber a necessidade de mudanças.

Uma prática que tem recebido destaque é o cultivo da "Atenção Plena", que diz respeito a capacidade de estar conectado ao momento presente. Em meio a correria do dia a dia pode ser raro realmente estar atento ao que se está fazendo, sentindo ou mesmo ao fluxo de pensamentos que perpassam na mente naquele momento. Desenvolver a capacidade de estar atento a isso - com atenção, mas sem julgamento - facilita perceber o que cada tarefa desperta em termos de sensações e percepções, e com isso identificar o que está de acordo com valores pessoais fazendo escolhas conscientes diante das circunstâncias da vida.

POR FIM, O QUE VOCÊ PODE LEVAR PARA 2022? Com a aproximação do fechamento de 2021, mesmo que a pandemia ainda não tenha acabado, renovam-se as esperanças de estabilização e inicia-se para muitas pessoas o momento de refletir sobre sua organização de vida. Não há receita única e cada um precisará avaliar as suas possibilidades de acordo com a sua realidade. Olhar com amor e respeito para o que foi possível até aqui, visualizar para onde se quer ir, mas lembrar-se de concentrar-se no presente - pois a vida acontece no agora - são pontos fundamentais a serem exercitados.

Já agradeceu hoje por tudo que 2021 tem lhe proporcionado? Ou por simplesmente estar vivo? Ou por ter alguém que lhe ama? O que quer levar para 2022? Para ter coisas novas, precisa de mudanças...

Desejo a todos um feliz natal e um 2022 de muita saúde e amor no coração de todos!

Por: Vagner Oliveira

Vagner Oliveira

Advogado

Especialista em Direito Homoafetivo

Pós-Graduado em Processo Civil

Instagram: @eu.vagner

Contato: advogadovagner@hotmail.com

Foto: Divulgação